Os Dois Coveiros da Maçonaria

Por Ricardo Vidal

Meus prezados Irmãos!

Meus amados irmãos Aprendizes e Companheiros!

Mais de uma década de rica experiência na Maçonaria, de convívio com pessoas que pensam e agem das mais diversas maneiras; de observação, pesquisa, investigação e busca incessante da verdade, permitiu-me identificar inúmeros tipos de maçons, dois  dos quais são altamente deletérios à saúde da nossa sublime instituição, fonte de seus principais problemas: o místico supersticioso e o vaidoso arrogante. Conhecer um pouco da personalidade desses dois impostores,  existentes em nosso meio em razoável número, bem como as desordens psicológicas que definem o comportamento  anormal e antimaçônico de ambos, é uma boa maneira de proteger-se deles, em especial em situações em que não é fácil ou possível evitá-los.

Estou certo de que o presente trabalho será de grande valia para os irmãos mais novos, sobretudo para aqueles que ingressaram em nossa instituição com a mente cheia de pensamentos honestos e ideais elevados. Servirão também para fazer corar de vergonha aqueles que se enquadram em nossa análise, persuadidos de que estão a salvo dos olhares atentos de irmãos mais esclarecidos.

PARTE I

O MÍSTICO SUPERSTICIOSO

(O paraíso do idiota é o mundo de ilusões por ele criado)

Antes de iniciarmos a análise desse tipo de maçom, seria interessante passarmos os olhos em alguns princípios fundamentais da Maçonaria que ele contraria ou ignora, total ou parcialmente:

a) A Maçonaria não impõe limites á livre INVESTIGAÇÃO DA VERDADE e exige de todos a maior TOLERÂNCIA;

b) A Maçonaria é acessível a homens de todas as CLASSES, CRENÇAS RELIGIOSAS E OPINIÕES POLÍTICAS, excetuando-se aquelas que privem o homem da liberdade de consciência, restrinjam os direitos e a dignidade da pessoa humana, ou que exijam submissão incondicional aos seus chefes, ou, ainda, PRIVEM O HOMEM DA LIBERDADE DE MANIFESTAÇÃO DO PENSAMENTO;

c) O objetivo da Maçonaria é COMBATER A IGNORÂNCIA em todas as suas modalidades;

d) E o FANATISMO e as paixões que acarretam o OBSCURANTISMO (*)

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(*) Ritual do Simbolismo do Aprendiz Maçom do Rito Escocês Antigo e Aceito, págs.1-2. (Grande Loja Maçônica do Estado de São Paulo-GLESP).

(a) Intolerância e mediocridade

Violador contumaz dos regulamentos acima, e de dezenas de outros que disciplinam as nossas relações, incluindo os landmarques, o maçom supersticioso é inimigo da verdade e amante da mentira. A facilidade com que se entrega aos encantos de certas imposturas – algumas fabricadas por bárbaros e alucinados que viveram na Idade do Bronze–, chega, em alguns casos,  a ser revoltante. Preguiçoso  mental por excelência – característica notória de todo indivíduo supersticioso –, ele nunca se dá ao trabalho de investigar o que lhe apregoam ou as falsidades que instila deliberadamente na própria cabeça,  permanentemente cheia de minhocas e voltada para o mundo das coisas extravagantes. Ele absorve dogmas, fábulas e teorias mirabolantes sem jamais submetê-las ao crivo da razão. Quanto mais fantástico e absurdo é o mito que lhe apregoam, mais fácil e avidamente ele o devora. Para ele as coisas irreais valem mais  do que as reais; as invisíveis, mais do que as visíveis. Runas, mantras, chacras, cristais, sefirotes, bruxedos, pentagramas e amuletos valem mais do que pontes, pomares, diques, vacinas, adubos, medicamentos, escolas, asilos, Filosofia, Matemática, Medicina etc. A Ciência não é objeto de suas preocupações, a Filosofia o aborrece e da realidade ele foge como a barata das  cerdas de uma vassoura. São coisas incompatíveis com o seu cérebro indolente e obscuro, porque a Ciência requer investigação, a Filosofia  exige estudo e reflexão e a realidade não combina com a covardia. No seu tosco entendimento, esses assuntos maçantes devem ser deixados a cargo dos desprezíveis materialistas,  indivíduos afastados de deus.

O maçom supersticioso não vê com bons olhos o progresso da Ciência e raro é o que têm respeito pelos irmãos que só aceitam o que ela ensina e a experiência confirma. Nesses  costuma lançar a pecha de ateus, ímpios, descrentes e outros termos rebaixados, cujas etimologias muitas vezes nem conhece.  Autênticas e dignas de louvor são para ele apenas a confissão religiosa que professa, as quimeras que fermentam em seu cérebro, e as divindades nas quais crê. Tudo o mais ele rechaça como coisa vil e falsa.

Quais são os ídolos do maçom supersticioso? Os irmãos Francisco Miranda, George Washington, Simon Bolívar, San Martin e Gonçalves Ledo, que sacudiram o jugo do colonialismo e libertaram o continente americano de seus opressores europeus? Não, são os impostores Cagliostro e Saint-Germain, dois assíduos frequentadores de cadeias que perambulavam pela Europa no séc. XVIII, aplicando golpes por onde passavam! Por esses nutre um amor todo especial, ainda que em suas respectivas folhas de serviço não conste o registro de um único ato comprovado praticado em prol da humanidade.

Em quem se espelha esse tipo de maçom? Nos irmãos Tomas Jefferson, Tomas Paine e Lafayette, que fundaram a nação mais poderosa e próspera do planeta, os Estados Unidos da América? Talvez ele nem saiba quem foram esses três gigantes! Sua preferência é por gente ignota, paspalha e sem biografia, tais como Martinez de Pasqually e o Barão de Tschouldy, dois impostores que inundaram a coreografia maçônica de graus fraudulentos!

Quais são os “líderes espirituais” do nosso maçom? Algum filósofo que contribuiu para içar a humanidade das trevas da ignorância, abrindo-lhe as alamedas do progresso, tais como os irmãos Montesquieu e Voltaire? Não, são os visionários Emmanuel Swedemborg e Luís Claude de Saint-Martin, que em seus livros descreveram os mistérios da criação com a mesma autoridade que algumas doses de aguardente confere a um bêbado, que fala o que lhe vem na cabeça quando fica fora de si!

Nas palavras de quem nosso personagem dá crédito? Nas que se acham nas páginas monumentais deixadas pelos cientistas maçons Alexander von Humboldt e Samuel Hahnemann? Não, interessam-se mais pelas depravações saídas da pena de libertinos  como Charles Leadbeater e Aleister Crowley, dois notórios maníacos!

Quais são os poetas preferidos do maçom em exame? Os imortais e insignes irmãos Pushkin, Lessing e Goethe?  Não, conhece-os apenas pelo nome, quando os conhece! Em  compensação, tem na ponta da língua cada parágrafo escrito pelos impostores e visionários Eliphas Levi, Papus, Madame Blavastky e Anne Besant, que poluíram a Maçonaria com suas teorias absurdas!

Quais são as preferências musicais desse nosso irmão sonhador? Alguma sinfonia composta pelos irmãos Haydn, Liszt ou Mozart? Não, prefere ouvir ruídos eletrônicos conhecidos no mercado como música New Age, ou, opcionalmente, compassos repetitivos e distorcidos produzidos pela cítara de algum faquir esquelético!

Que livros figuram na estante do maçom supersticioso? Algum escrito pelos luminares maçons Franklin, D´Alembert e Knigge? Não, prefere orná-la com engendros sensacionalistas e inúteis do tipo Conceito Rosacruz do Cosmos (Max Heindel), O Casamento Alquímico de Christian Rozencreutz (autor desconhecido), A Força Oculta (Helena P. Blavatsky),  Dogma e Ritual da Alta Magia (Eliphas Levi), Eram os Deuses Astronautas (Erich von Daniken), O Despertar dos Mágicos (Jacques Bergier e Louis Pauwels) e outros lixos congêneres que usa para adubar diariamente o jardim do mundo de ilusões em que vive!

O que é comum encontrarmos na cabeceira da cama onde se deita o nosso maçom, quando ele nos convida a conhecer a sua residência?  Algum livro útil que fortaleça as funções do cérebro? Alguma obra que aperfeiçoe e aguce o raciocínio? Algum material útil à sociedade e ao progresso do país? Não,  mais fácil é acharmos amuletos de toda a natureza ou, como eu mesmo já tive oportunidade de presenciar, copos contendo pedaços de cristais imersos em água, cuja função é, segundo ele, atrair “vibrações positivas” e as “forças cósmicas do Universo”. (**)

(**) E também fêmeas de insetos e mosquitos transmissores de pragas e doenças contagiosas.

Inconsciente de sua própria pequenez, incapaz de enxergar um palmo na frente dos olhos embotados pelo véu da ignorância, ao discorrer sobre os enigmas da criação o maçom supersticioso acaba se revelando uma criança atrevida, quando não um perfeito idiota. Ele fala da criação dos mundos com uma fluência tal que torna difícil conter o riso. Da maneira como descreve o Grande Arquiteto Universo, chega a passar a impressão de ser o próprio, ou pelo menos de alguém com quem diariamente toma um trago no bar da esquina. No íntimo, ele não crê  nem aplica os pontos das doutrinas quiméricas que apregoa, sobretudo aqueles que versam sobre a prestação de ajuda aos pobres. Raro é o que não se omite nesse particular. Ele costuma deixar a máscara cair quando um irmão necessitado solicita a sua ajuda ou uma criança pobre aparece-lhe na frente mendigando algo para comer ou para se vestir.

(b) Lixeiros e Mercadores de Ilusões

O maçom supersticioso age como lixeiro na Maçonaria, só que de maneira inversa ao do valoroso funcionário do serviço público de limpeza, que cuida do asseio de nossas ruas. Toda a porcaria que consegue catar no esterco místico da sociedade ele traz para dentro da sua loja para fortalecer suas arengas,  conquistar sequazes, e gente com quem compartilhar suas  fantasias excêntricas. Se a loja dispõe de uma biblioteca, ele logo a transforma em depósito de lixo, em uma réplica quase idêntica da que possui em casa, entulhando-a com títulos iguais ou semelhantes aos citados lá atrás.

Por fanatismo, inocência, ou mesmo princípio de loucura, nosso personagem assim age porque julga ser uma criatura especial,  um verdadeiro “iniciado”, um iluminado com missão divina na Terra, quando na verdade não passa de um desequilibrado emocional, de um visionário movido por “delírios de poder”,  de um infeliz que nutre certo desprezo pela vida na Terra. Seu  comportamento proselitista, contrário ao regulamento que proíbe toda e qualquer discussão de caráter político ou religioso em loja, compromete o maior tesouro que a Maçonaria “ainda”  possui, único no planeta, que é o de poder reunir, sob um mesmo teto, irmãos de todas as nacionalidades, etnias e religiões.

Ao lado desse irmão não poderia faltar, é claro, o onipresente  mercador de ilusões, o maçom falsário que vive com ele em permanente estado de simbiose, que lucra com a sua credulidade. Este embusteiro começa a sua carreira na Maçonaria construindo pacientemente uma auréola mística em torno de si, deixando transparecer aos desavisados ser um homem sábio e virtuoso, de ser o “conhecedor da verdadeira Maçonaria”.  Sua única intenção é mais tarde colocar à venda no mercado as porcarias que vai  escrever com a sua pena fraudulenta, a partir de concepções  quiméricas geradas nos antros obscuros do seu cérebro ou de  material sensacionalista publicado dentro e fora do país.   Mais do que lixeiro, o mercador de ilusões atua na Maçonaria da mesma forma que o proxeneta na zona do baixo meretrício. Não há nada que fique a salvo de suas prostituições:   nossa filosofia maçônica de vida, nossos símbolos, nossas reuniões, nossas alegorias, nossas comemorações, nossos banquetes e,  lamentavelmente, nossos irmãos Aprendizes e Companheiros. Esses são as suas maiores vítimas, pois enquanto não adquirem resistência intelectual e conhecimentos maçônicos suficientes  para rechaçarem as suas imposturas (alguns não adquirem  nunca!), eles as assumem como verdades sublimes e, o que é pior, passam a apregoá-las por toda parte como tais, inclusive  no mundo profano, expondo nossa instituição ao ridículo. Em tudo esse defraudador põe o seu dedo ruinoso para corromper e mistificar, jamais se lembrando, porém, de usá-lo para ressaltar o real, simples, mas magnânimo propósito de nossas alegorias, QUE É O DE FAZER COM QUE O MAÇOM  (pedreiro por definição) JAMAIS SE ESQUEÇA DO SEU PAPEL DE CONSTRUTOR SOCIAL. Com o tempo, palavra dele vai adquirindo ares de autoridade e os erros que dissemina nas  calamidades que escreve passam a triunfar sobre a verdade.

 (c) Comportamento e atuação como Mestre Maçom

Como Mestre esse tipo de maçom desencoraja a livre  e sadia investigação dos fatos, de modo a fazer com que os Aprendizes e Companheiros assumam como verdadeiras suas  ridículas superstições. Por ser um zero intelectual, costuma tratá-los como crianças, apregoando-lhes pseudociências, anedotas místicas pueris, e bobagens de fácil assimilação. Só recebem o seu aplauso os trabalhos que estiverem floreados com as quimeras com as quais está de acordo. Ao mesmo tempo opõe-se aos Mestres que se esforçam para ministrar-lhes ensinamentos  maçônicos úteis. Sua estupidez ele a demonstra quando é questionado a respeito das doutrinas que tenta propagar em loja. Quando não as ignora por completo, como é de praxe, conhece-as muito superficialmente, limitando-se apenas a repetir chavões surrados assoprados em seu ouvido por outros visionários tão ou mais ingênuos do que ele. Com frequência, e às vezes sem se dar conta do desrespeito com que o faz, o maçom supersticioso costuma inserir  seus irmãos no âmbito de suas fantasias místicas particulares, negando esse mesmo direito aos outros quando está em seu poder fazê-lo. Como orador, ou mesmo quando pede a palavra nas reuniões, é quase sempre para arengar uma impostura que absorveu sem exame ou uma frase feita colhida em algum dos “livros” que enumeramos há pouco. Como Venerável, recorre com frequência ao expediente arbitrário da censura para defender da destruição uma fábula qualquer que cultiva no cérebro, ou mesmo para silenciar um irmão que tente incinerá-la com a tocha da razão.  Por fim, o maçom supersticioso tem carinho especial pelas “verdades reveladas” que, a rigor, nada mais são do que anedotas destituídas de sentido impressas em papel pintado, transmitidas em sonho por criaturas do além a um número seleto e reduzido de bárbaros que supostamente viveram nos pródromos da civilização. Esse amor é de certa forma compreensível porque, primeiro, essas “verdades” são brechas que facilitam o enxerto de imposturas (de  fabricação própria ou de terceiros) em nossas alegorias e manuais de instrução; segundo porque os rituais de alguns “altos graus”, que ele assume como maçônicos, acham-se repletos delas, de forma velada ou explícita, o que pode encorajar o seu “instinto reformador” a torná-los ainda mais fraudulentos do que já são, se estiver em seu poder fazê-lo, tal como muitas vezes ocorreu no passado; terceiro porque elas permitem-no transformar a Maçonaria – pelo menos em sua imaginação–,  em uma espécie de local de culto particular, em apêndice de alguma religião que o frustra ou frustrou. Quando se compara os rituais modernos com os originais – ou mesmo os atuais em circulação–, nota-se de imediato a enorme quantidade de invencionices grosseiras que foram sendo introduzidas ao longo dos anos por impostores como Cagliostro, Saint-Martin, Fessler, Willermoz e outros, de modo a adequá-los às suas personalidades excêntricas.  Não é demais sublinhar aqui que essas “verdades reveladas”,  que se esfarelam facilmente quando recebem o bafejo de um raciocínio bem aplicado, durante séculos foram empregadas para atrasar a marcha da Ciência, cobrir o planeta de místicos e monges inúteis; escravizar a humanidade; derramar rios de sangue e lágrimas; encher o mundo de órfãos e viúvas, inventar instrumentos de tortura e dor; destruir civilizações inteiras,  acender as chamas da perseguição; encarcerar cientistas, investigadores, poetas e filósofos honestos (muitos maçons); promover guerras; atiçar levantes sangrentos; semear o ódio e fazer milhares de vítimas por toda parte.

(d)  Prejuízos à Maçonaria

Essa fé que ordena-nos crer cegamente no que nos dizem, que não permite o emprego da razão, é a fé do ignorante; ou do estúpido que se converte em fácil instrumento dos demais. O homem que não estuda o que não compreende, que aceita sem exame o que lhe dizem, degenera sua condição, igualando-se ao bruto.

(Ritual do Grau 18o – Cavaleiro Rosa Cruz – Rito Escocês Antigo e Aceito)

A fé no desconhecido é patrimônio da ignorância.

(Ritual do Grau 19o – Grande Pontífice – Rito Escocês Antigo e Aceito)

O maçom supersticioso difere-se do obscurantista religioso apenas na arte da dissimulação e no que diz respeito aos seus objetos de culto. Ambos são inimigos da liberdade de expressão e amigos da censura e da arbitrariedade: o primeiro no íntimo e  o segundo de forma manifesta. No resto, são iguais em quase tudo.

Julgando-se acima da lei, nosso personagem não compreende que para que a “Fraternidade dos Maçons Livres e Aceitos” continue merecendo assim ser denominada e funcionando, é mister que seus membros guardem para si suas fantasias e crenças particulares, bem como respeitem outras formas de fé e maneiras de pensar, tal como mandam os nossos regulamentos.  Teimoso, intolerante e insolente, ele chega às vezes ao extremo de agir como um velho decrépito, não importando a sua idade e o ridículo que o seu comportamento  suscita. Em qualquer esfera da vida, ante um fato novo e  incontestável, uma descoberta científica que lança por terra uma  quimera que fermenta em seu cérebro, ele passa a odiar o fato e,  sobretudo quem o descobriu. Na Maçonaria, procede de modo idêntico: mesmo estando demonstrada a incompatibilidade de suas concepções com a realidade,  com a história e filosofia maçônicas, continua a defendê-las com unhas e dentes, caso creia nelas. De maneira alguma se curva às evidências e aos fatos, que falam mais alto do que qualquer opinião.

Os Landmarques 19, 20 e 21, que estabelecem, respectivamente, a obrigatoriedade do maçom crer em um “princípio criador”, crer em uma vida futura, e crer nas verdades reveladas em algum “Livro da Lei”, parecem ser os únicos regulamentos que o nosso maçom costuma obedecer, ou melhor, supõe-se que o faça, pois não há como saber no quê ele realmente crê na intimidade, sobretudo se for um hipócrita. E hipocrisia é o que não falta no meio religioso. (***)  Além do mais, como são bastante vagos nesses três pontos, esses landmarques obsoletos –que por estarem em frontal contradição com a liberdade de pensamento há muito tempo já deveriam ter sido suprimidos–, podem ser  interpretados de inúmeras maneiras e, por isso mesmo, serem empregados para impor o arbítrio a um irmão que professa uma crença incomum (ou nenhuma), censurar concepções a respeito da vida além-túmulo diferentes das que estão na moda, criticar o que alguns entendem como “revelação” e, ainda, anatematizar grupos religiosos minoritários que manifestem suas crenças particulares, ainda que de maneira honesta. Tente o leitor afirmar,  por exemplo, que crê em um deus diferente do judaico-cristão e observe o semblante de desaprovação do maçom em exame! Melhor ainda, diga com ar de seriedade que crê nos deuses indianos (Brahma, Ganesha, Xiva etc.) e veja o como o seu rosto se retorce! Teste a tolerância que ele diz praticar rejeitando a Bíblia como “Livro da Lei” e exigindo a sua substituição pelo Alcorão! Questione os dogmas e os sofismas que ele apregoa em loja dirigindo-lhe uma pergunta bem simples: com que autoridade você afirma isso? Peça pelas credenciais dos impostores cujas doutrinas abraçou e observe o seu tartamudear!

(***) É mais fácil fazermos passar um camelo pelo buraco de uma agulha do que encontrarmos um crente que já se deu o trabalho de estudar o livro sagrado do credo que abraçou (ou que lhe foi imposto), usado geralmente como enfeite em prateleiras.

*    *    *

Com raras exceções e em inúmeros particulares, todo maçom supersticioso é um ser nocivo à Maçonaria, não importando que seja um cidadão de boa índole e honesto. Sua mentalidade irracional, sua intolerância, sua mediocridade, seu desprezo pela Filosofia, seus incontroláveis impulsos proselitistas, terminam por afugentar irmãos sóbrios e esclarecidos, causando um prejuízo incalculável à nossa instituição.  Por serem incapazes de conviver em harmonia com a diversidade, estes maçons buscam a companhia somente daqueles que creem nos mesmos devaneios místicos; que padecem dos mesmos preconceitos e desordens psicológicas. Com o tempo passam a constituir grupelhos de gente hipócrita e insuportável, excluindo de suas relações irmãos que cultivam valores com os quais não estão habituados, sobretudo aqueles que utilizam a Razão como guia e a Filosofia como farol nos caminhos da vida. Depois, fundam lojas não para trabalharem em prol da sociedade, da nação, da família, e de si mesmos, mas para entupirem-se de crendices e falsidades, prostituírem os objetivos da nossa Veneranda Instituição, e imbecilizarem-se mutuamente.

PARTE II

O VAIDOSO ARROGANTE

(a) Baixa autoestima e complexo de inferioridade

Nenhum ditador provocou ou vêm provocando tanto dano à Maçonaria quanto o maçom vaidoso, este sapador inveterado, este Cavalo de Tróia que a destrói por dentro, sem o emprego de armas, grilhões, ferros, calabouços, e leis de exceção. Ele é indiscutivelmente o maior inimigo da Maçonaria, o mais nefasto dos impostores, o principal destruidor de lojas. Ele é pior do que todos os falsos maçons reunidos porque se iguala a eles em tudo o que não presta e raramente em alguma virtude.

Uma característica marcante que se nota neste tipo de maçom, logo ao primeiro contato, é a sua pose de justiceiro e a insistência com que apregoa virtudes e qualidades morais que não possui. Isso salta logo à vista de qualquer um que comece a comparar seus atos com as palavras que saem da sua boca. O que se vê amiúde é ele demonstrar na prática a negação completa daquilo que fala, sobretudo daquilo que difunde como qualidades exemplares do maçom aos Aprendizes e Companheiros, os quais não demora muito a decepcionar. Vaidoso ao extremo, para ele a Maçonaria não passa de uma vitrine que usa para se exibir, de um carro de luxo o qual sonha um dia pilotar. E, quando tem de fato este afã em mente, não se furta em utilizar os meios mais insidiosos para tentar alcançá-lo, a exemplo do que fazem nossos políticos corruptos.

Narcisismo em um dos extremos, e baixa autoestima no outro, eis as duas principais características dos maçons vaidosos e arrogantes. No crisol da soberba em que vivem imersos, podemos separá-los em dois grupos distintos, porém idênticos na maioria dos pontos: os toscos ignorantes e os letrados pretensiosos.

A trajetória dos primeiros é assaz conhecida.

Por serem desprovidos do talento e dos atributos intelectuais necessários para conquistarem posição de destaque na sociedade, eles ingressam na Maçonaria em busca de títulos e galardões venais, de fácil obtenção, pensando com isso obter algum prestígio. Na vida profana, não conseguem ser nada além de meros serviçais; de mulas obedientes que cedem a todos os tipos de chantagem. Por isso, fazer parte de uma instituição de elite como a Maçonaria (isso mesmo, de elite!)  produz neles a ilusão de serem importantes; ajuda a mitigar um pouco a dor crônica que os espinhos da incompetência e da mediocridade produzem em suas personalidades enfermas.

O segundo em quase tudo se equipara ao primeiro, porém com algumas notáveis exceções.

Capacitado e instruído, em geral ele é uma pessoa bem sucedida na vida. Sofre, porém, desse grave desvio de caráter conhecido pelo nome de “Narcisismo”, que o torna ainda pior do que o seu êmulo sem instrução. Ávido colecionador de medalhas, títulos altissonantes e metais reluzentes, este maçom é uma criatura pedante e intragável, que todos querem ver distante. No fundo ele também é um ser que se sente rejeitado; sua alma é um armário de caveiras e a sua mente um antro habitado por fantasmas imaginários. Julgando-se o centro do Universo, na Maçonaria ele obra para que todas as atenções fiquem voltadas para si, exigindo ser tratado com mais respeito do que os irmãos que atuam em áreas profissionais diferentes da dele. Pobre do irmão mais jovem e mais capacitado que cruzar o seu caminho, que ousar apontar-lhe uma falta, que se atrever a lançar-lhe no rosto uma imperfeição sua ou criticar o seu habitual pedantismo! O seu rancor se acenderá automaticamente e o que estiver ao seu alcance para reprimi-lo e intimidá-lo ele o fará, inclusive lançando mão da famosa frase, própria do selvagem chefe de bando: Sabe com quem está falando!!! Desse modo ele acaba externando outra vil qualidade, que caracteriza a personalidade de todo homem arrogante: a covardia.

O número de irmãos que detesta ou despreza este tipo de maçom é condizente com a quantidade de medalhas que ele acumula na gaveta ou usa no peito. Na vida profana seus amigos não são verdadeiros; são cúmplices, comparsas, associados e gente que dele se acerca na esperança de obter alguma vantagem. E nisso se insere a mulher com a qual vive fraudulentamente. Todos os que o rodeiam, inclusive ela, estão prontos a meter-lhe um merecido chute no traseiro tão logo os laços de interesse que os unem sejam desfeitos. O seu casamento é um teatro de falsidades e o seu lar um armazém de conflitos. Raramente familiares seus são vistos em nossas festas de confraternização. Quando aparecem, em geral contrariados, não conseguem esconder as marcas indeléveis de infelicidade que ele produz em seus rostos.

Em sua marcha incessante em busca de distinções sociais, que supram a sua insaciável necessidade de autoafirmação, é comum vermos este garimpeiro de metais de falso brilho farejando outras organizações de renome, tais como os clubes Lyons e Rotary, e gastando nessas corridas tempo e dinheiro que às vezes fazem falta em seu lar. A Maçonaria, que tem a função de melhorar o homem, a sociedade, o país, e a família, acaba assim se convertendo em uma fonte de problemas para os seus familiares; e ele, em uma fonte de problemas para a Maçonaria.

Um volume inteiro seria insuficiente para catalogar os males que este inimigo da paz e da harmonia pratica, este bacilo em forma humana que destrói nossa instituição por dentro, qual um cancro a roer-lhe as células, de modo que limitar-nos- emos a expor os mais comuns.

(b) Comportamento em loja

Incapaz de polir a Pedra Bruta que carrega chumbada no pescoço desde o dia em que nasceu, de aprimorar-se moral e intelectualmente, de lutar para subtrair-se das trevas da ignorância e dos vícios que corrompem o caráter; de assimilar conhecimentos maçônicos úteis, sadios e enobrecedores, para na qualidade de Mestre poder transmiti-los aos Aprendizes e Companheiros, o que faz o nosso personagem? Simplesmente coloca barreiras em seus caminhos, de modo a lhes retardar o progresso! Ao invés de estudar a Maçonaria, para poder contribuir na formação dos Aprendizes e Companheiros, de que modo ele procede? Veda a discussão sobre assuntos com os quais deveria estar familiarizado, fomentando apenas comentários sobre as vulgaridades supérfluas do seu cotidiano! Ao invés de encorajar o talento dos mesmos, de ressaltar suas virtudes e estimular o seu desenvolvimento, o que faz ele? Procura conservá-los na ignorância de modo a escamotear a própria! Ao invés de defender e ressaltar a importância da liberdade de expressão e da diversidade de opiniões para a evolução da humanidade, como ele age? Censura arbitrariamente aqueles cujas ideias não estejam em harmonia, ou sejam contrárias às suas! Ao invés de fomentar debates sobre temas de importância singular para o bem da loja em particular e da Maçonaria em geral, como age ele? Tenta impedir a sua realização por carecer de atributos intelectuais que o capacitem a participar deles! E, nos que raramente promove, como se comporta? Considera somente as opiniões daqueles que dizem “sim” e “sim senhor” aos seus raramente edificantes projetos!

Tal como o maçom supersticioso, este infeliz em cujo peito bate um coração cheio de inveja e rancor nutre ódio virulento e dissimulado pela liberdade de expressão, que constitui um dos mais sagrados esteios sobre os quais repousam as instituições democráticas do mundo civilizado, uma das bandeiras que a Maçonaria hasteou no passado sobre os cadáveres da intolerância, da escravidão e da arbitrariedade.

Dos atos indecentes mais comumente praticados por este falsário, o que mais repugna é vê-lo pregando “humildade” aos irmãos em loja, em particular aos Aprendizes e Companheiros, coberto da cabeça aos pés de fitões, joias e penduricalhos inúteis, qual uma árvore de natal. Outro é vê-lo arrotando, em alto e bom som, ter “duzentos e tantos anos de Maçonaria” e exibindo o correspondente em estupidez e mediocridade. O terceiro é vê-lo trajando aventais, capas, insígnias, chapéus e colares, decorados com emblemas que lembram tudo, exceto os compromissos que ele assumiu quando ingressou em nossa sublime e veneranda instituição.

Cego, ignorante e vaidoso, nosso personagem não percebe o asco que provoca nas pessoas decentes que o rodeiam.

Como já foi dito, a Maçonaria serve apenas de vitrine para ele. Como não é possível permanecer sozinho dentro dela sem a incômoda presença de outros impostores – os quais não têm poder suficiente para enxotar–, ele luta ferozmente para afastar todo e qualquer novo intruso, imitando alguns animais inferiores aos humanos na escala zoológica, que fixam os limites de seus territórios com os odores de suas secreções e não toleram a presença de estranhos. Qualquer irmão que comece a brilhar ao lado desta criatura rasteira é considerado por ela inimigo. A luz e o progresso do seu semelhante o incomoda, fere o seu ego vaidoso. Por este motivo tenta obstaculizar o trabalho dos que querem atuar para o bem da loja; por isso recusa-se a transmitir conhecimentos maçônicos (quando os possui) aos Aprendizes e Companheiros, sobretudo aos de nível intelectual elevado, ou os ministra em doses pífias, para que futuramente não sejam tomados como exemplos e ofusquem ainda mais a sua mediocridade. Um maçom exemplar, íntegro, que cumpre rigorosamente os compromissos que assumiu quando ingressou em nossa instituição, não raro converte-se em alvo de suas setas, pois seus olhos míopes não conseguem ver honestidade em ninguém; sua mente podre o interpreta como potencial “concorrente”, que nutre interesses recônditos semelhantes aos seus.

O maçom arrogante mal conhece o significado de nossas belas e simples alegorias. Se as conhece, as despreza. Sua mente acha-se preocupada unicamente com o sucesso de suas empreitadas, em encontrar maneiras de estar permanentemente ao lado das pessoas cujos postos ambiciona. Fama e poder são os seus dois únicos objetivos, tanto na vida maçônica, como na profana. As palavras Liberdade, Igualdade e Fraternidade, que compõem a Trilogia Maçônica, não fazem parte do seu vocabulário, e com frequência é visto pisoteando os valores que elas encerram. A história, a filosofia e os objetivos da nossa Veneranda Instituição não lhe despertam o menor interesse, pois é frio, calculista, e não tem sensibilidade nem conhecimento para compreendê-los e assimilá-los. Ele é diametralmente oposto ao que deve ser o maçom exemplar, em todos os pormenores. É a antítese de tudo o que a Maçonaria apregoa e deseja de seus membros: uma criatura vil e rasteira que semeia a discórdia, afugenta bons irmãos, e termina por destruir ou fragmentar a loja (ou lojas), resultado às vezes de anos de trabalho árduo, caso ela teime em não se colocar sob a sua batuta ou se mostre contrária às suas aspirações egoístas.

A insolência desse tipo de maçom – e também o asco que destila–, vai crescendo conforme ele vai “subindo” nos altos graus (ou graus filosóficos), lixo maçônico fabricado por impostores no passado unicamente para explorar a estupidez e a vaidade de homens como ele. Sentindo-se importante por ter sido recebido em determinado grau, com a pompa digna de um rei, ele passa a considerar-se superior aos irmãos de graus “inferiores”, em particular aos Aprendizes e Companheiros, ignorando o que reza o segundo landmark, que estabelece a divisão da Maçonaria Simbólica em apenas três graus. Mas reservar um tempo para dedicar-se à sua loja, um momento para confraternizar com irmãos íntegros e honestos, ler algo de útil que possa servir de instrução a si e aos demais, essas são as suas últimas preocupações. O seu tempo disponível ele o reserva inteiramente às festinhas fúteis, nas quais pode ser notado e lisonjeado, onde pode ajuntar-se a outros maçons falsos e vulgares, prontos para lhes enterrar um punhal nas costas na primeira oportunidade que surgir. Perceba o leitor com que velocidade esse “irmão” deveras atarefado arruma tempo quando é chamado para arengar em um tablado representando a Maçonaria! Note a pontualidade com que chega à passarela onde vai desfilar e ser fotografado com os seus paramentos. Observe como ele fica cheio de si quando é agraciado com uma rodela de lata qualquer ou vê o seu lindo rosto estampado nas páginas de alguma revista maçônica! Perceba como se curva aos pés dos que tem mais prestígio e poder do que ele! Note como ele os bajula!

Este prevaricador vagabundo não trabalha e não deixa os outros trabalhar para não ter de arregaçar as mangas também. Quando se mete a ministrar instruções aos Aprendizes e Companheiros ele o faz de modo precário, sem estar familiarizado com elas. Raramente sabe responder questões que os irmãos lhe dirigem. Tergiversa sempre com a mesma resposta: É preciso pesquisar! Ele não faz nada porque não sabe fazer nada, não quer aprender nada, e no íntimo não gosta da Maçonaria e não ama seus irmãos! Nossas reuniões são para ele um fardo. Nas vezes que comparece em loja, exige ser ouvido e jamais dá atenção ao que falam os demais, obrando para que a sua palavra sempre prevaleça nas decisões a serem tomadas. Quando o seu nome não consta na Ordem do Dia – o que significa que não terá a oportunidade de exibir a sua hipocrisia ou arengar as suas imposturas–, retira-se antes da reunião terminar ou, quando permanece, o faz com o olhar fixo no relógio.

Campeão em faltas e em delitos, quando este falso maçom comparece à loja ele o faz para dar palpites indevidos, censurar tudo e todos, propor projetos mirabolantes e soluções inconsistentes com os problemas que surgem em nossas relações. Jamais faz uso de críticas sadias e construtivas, aquelas que apontam erros e sugerem soluções para os mesmos.

(c) Comportamento na Sociedade

Passemos agora à exposição do comportamento deste detestável impostor na sociedade, outra praia onde adora se exibir, embora poucos o notem.

Ele circula pelas ruas do bairro onde vive de nariz empinado, cheio de empáfia, tentando vender a todos, sobretudo aos mais humildes, a falsa imagem de alguém assaz importante. Ostentando correntes, anéis, gravatas, broches e outros adereços maçônicos – alguns com peso suficiente para curvar o tórax–, tão logo se acerca de uma roda de amigos, ou melhor, de gente com paciência para aturá-lo, ele passa a ensejar conversas maçônicas desnecessárias, fazer alarde de sua condição de maçom e de ser membro de uma poderosa “gangue”, com o único propósito de colocar-se acima deles. Quando, porém, um profano lhe dirige algumas perguntas a respeito de nossa instituição, movido por uma sadia e natural curiosidade, ele responde geralmente o que não sabe, fitando-o de cima para baixo, com desprezo, como se estivesse encastelado sobre um pedestal de ouro.

Como o caracol, este tipo de maçom costuma deixar um rastro visível e brilhante por onde trafega, tornando muito fácil a identificação sua e do seu paradeiro, que é o que ele efetivamente deseja, embora afirme o contrário. Mas, para a sua infelicidade, pouca gente dá importância aos seus recados vaidosos. O automóvel, o lar e o local onde trabalha correspondem ao exoesqueleto deste animal, ao passo que os adereços e os objetos maçônicos que ele usa e espalha por todos os lados à gosma que libera. Impulsos provenientes de regiões recônditas do cérebro onde se alojam o seu complexo de inferioridade e a sua baixa autoestima dizem a ele onde derramá-la.

Do mesmo modo que prostitui nossa instituição, transformando-a em templo da vaidade, ele corrompe também a natureza de muitos objetos inanimados, desvirtuando os propósitos para os quais foram concebidos. Os vidros do automóvel não servem para proteger os passageiros do vento e da chuva, mas para ostentar adesivos maçônicos escandalosos que avisam os transeuntes e os motoristas dos carros que estão na retaguarda que “alguém muito importante” maneja o volante. As paredes da sua casa não servem como divisórias, mas de outdoors para a colagem de diplomas maçônicos que levam o seu nome. O isqueiro ele usa para tentar acender um cigarro que talvez nem fume ou sabendo que ele não funciona mais (o importante é as pessoas notarem o compasso e o esquadro colados nele!). A caneta com compasso encravado na tampa ele usa para mostrar que é maçom àquele que está perto do papel no qual finge estar escrevendo alguma coisa. O relógio da sala não serve para mostrar a hora certa, mas para dizer aos visitantes que o seu dono é maçom. As estantes da sala não servem para acomodar bons livros, mas para armazenar troféus, medalhas, placas comemorativas, mimos e tudo o mais que avise que há um maçom por ali. O mesmo vale para pratos, talheres, lenços, gravatas, bonés, bolsas, bonecos, malas, bengalas e, pasmem, até revólveres e espingardas! (ver fotos) Enfim, qualquer objeto que possa lhe servir de propaganda ele o corrompe.

d) Prejuízos

O Maçom arrogante sabe muito bem que é um desqualificado moral, que carece das virtudes necessárias para dirigir homens de caráter, mas mesmo assim quer assumir o cargo de Venerável e nele perpetuar-se por tempo indeterminado, se possível. Insolente, julga-se o único com aptidão para empunhar o malhete, menoscabando a capacidade dos demais irmãos. Sempre que pode procura manobrar as eleições para que os cargos em loja sejam preenchidos por integrantes de sua medíocre camarilha, que, uma vez empossada, vai aprovar seus atos malsãos e alimentar a sua vaidade. Dessa maneira ele trava as rodas da loja, impedindo-a de progredir, de desfraldar as suas velas.

Nosso personagem costuma mais faltar do que comparecer às reuniões, como já foi dito. Quando o faz, é quase sempre para tentar colocar-se em destaque, humilhar alguém, violar regulamentos, e fazer prevalecer os seus caprichos pessoais. É claro que ele não age só, pois se assim fosse a sua eliminação seria fácil e sumária. Ele conta com o respaldo de pequenos grupelhos de gente sórdida e submissa, que aprova suas ações, que corrompe e deixa-se corromper. Às vezes conta até com a cumplicidade dissimulada de alguns delegados, que, por motivos políticos ou de ordem pessoal, fazem vista grossa aos seus insidiosos manejos e prevaricam no que constitui uma das mais importantes missões dentro da Maçonaria.

Terminado o período de sua administração como Venerável, este impostor passa a meter o nariz em assuntos que não mais lhe dizem respeito, usurpando funções de outros irmãos da loja, incluindo as do seu sucessor. Quer mandar mais do que os outros, quer ser o dono da loja; quer admitir candidatos sem escrutínio para engrossar a sua camarilha; quer manobrar a todos e violar leis; expõe os Aprendizes e Companheiros a constantes querelas com outros Mestres, quase sempre motivadas pela vaidade e pela sede de poder.

Especialista em apontar erros nos outros, o maçom arrogante jamais admite um seu. Quando, porém, as circunstâncias tornam isso impossível, ele o faz rangendo os dentes e disparando setas em todas as direções, muitas vezes ferindo os poucos irmãos que o querem bem. Além de tudo é um indivíduo vingativo. Caso sofra uma contrariedade qualquer, ou veja descartada uma irracional conjectura sua, ele passa a fomentar intrigas e provocar cismas na loja. Aquele que for investigar as causas que levaram uma determinada oficina a abater colunas notará em seus escombros a marca indelével da sua mão, que muitas vezes deixa impressa com orgulho!

Elemento altamente desestabilizador e perigoso, o maçom vaidoso é o principal responsável pelo enfraquecimento das colunas de uma loja, pela fuga em massa de bons irmãos, e pela decadência da Maçonaria de uma forma geral. Quanto maior for o seu número agindo no corpo da Maçonaria, mais fraca, enferma e suscetível à contração de outros males ela se torna, mais exposta a escândalos e prejuízos ela fica. Sua eliminação é, portanto, condição si ne qua nom para a conservação da saúde da nossa Sublime Instituição.

Publicado on abril 28, 2011 at 5:17 pm  Comments (75)  

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75 ComentáriosDeixe um comentário

  1. Parabéns ao autor. A única coisa que não concordo é com a questão da musica, pois ao meu ver ela deve ser aquela que harmoniza a Loja. Depende muito do bom gosto do Mestre de Harmonia. Antigamente, na época da transição da maçonaria operativa para a especulativa se usava piano ou órgão dentro da Loja. Muitas músicas clássicas de rara beleza eram entoadas, mas ainda assim, acredito que devemos nos ater sempre ao bom gosto do Mestre de Harmonia e se o mesmo destoar da escolha, devemos cobrá-lo. Com relação a músicas New Age, ou até mesmo Rock (já ouvi isso em Loja) devemos realmente nos contrapor, pois nada tem a ver. No mais, parabéns pelo texto exemplar.

  2. O que é humildade? Você se considera humilde?

  3. Gostei do texto. Parabéns!
    TFA

  4. A estes dois coveiros acrescento o TOLERANTE…

    • Talvez a palavra TOLERANTE queira dizer CONIVENTE. Nesse sentido sim, é um outro coveiro.

  5. Excelente trabalho e muito de ele tenho me valido…

  6. Perfeito texto. O problema (ou o lado bom) é que uma vez lido isso cada um se identifica com alguma característica ali e o pior, identifica pessoas com várias características, o que uma vez exposta serviria de direta para muitos, assim traria desconforto.
    Escreveste muito bem. Isso deveria ser leitura obrigatória com discuções.

  7. Eu não senti o texto como odiendo, não sou menos afortunado (em materialidade muito menos em espiritualidade). A meu ver quem não tem discernimento para ler é porque anda pisando demais em ovos. Deveria esquecer Paulo Coelho e ler mais Kant, Niezsthe e assemelhados… um mundo produzido de rasgação de seda é produtor da titica que nosso vácuo mental anda evacuando… A falsa humildade, o fascínio que entorpece, é puro orgulho .

    Muitos se ridicularizam as vezes chegando até a trocar de lugar com o burro na carroça só para chamar a atenção generalizada, alardeiando a falsa humildade em si, a fim de ser exaltado por pessoas de mesma índole ou então extremosamente descuidadas..

    Quem não sabe distinguir a verdadeira humildade cai como pato na insidiosa e pérfida artimanha do pseudo humilde.

    A bem da verdade, a deficiência da falsa humildade, de trama sutil,inverte de tal modo o conceito dela, ao ponto de fazer crer ao próprio indivíduo que é um virtuoso da mesma, e o pior, que ela atua nele como condição natural.

    Não são poucas as pessoas que costumam diminuir seus méritos, revestindo-se de modéstia, para obrigar os que, desprevenidos, as escutam a exaltar valores que não tem, sem nenhuma vontade de se conterem.

    É uma das tantas formas de surpreender a boa fé, a cuja observação se subordinam palavras e atitudes, dando-lhes aspectos de virtudes.

    Indubitavelmente, ela inferioriza a pessoa pela índole do fim que tem em vista: fazer alarde de humildade.

    E quão fácil é, comprovar após o contato com sua “inofensiva pele de ovelha”, que ali, sob a “alva” pele, se oculta, o (a) gato(a) montês de afiadas unhas, pronto para saltar sobre quem o(a) descobre em sua postura de bote.

    O sábio observador descobre com facilidade o vendedor de falsa humildade.

    O mediocre ao estar a descoberto perante o olho sábio este não lhe suporta o olhar opondo-lhe uma realidade.
    Caso teime levar adiante terminará por aniquilar o produto que tenta vender por um preço que nada vale, o qual na verdade precisa passar por inumeros recalls na linha de montagem.

    Moral da história: Quem não é humilde por natureza, jamais o será pela esperteza.

    • Que ninguém se engane; Só se consegue a humildade com muito trabalho “Cora Coralina!

  8. FIQUEI IMPRESSIONADO COM O ODIO QUE O AUTOR NUTRE PELOS MENOS AFORTUNADOS, E, QUE AINDA ESTAO PROCURANDO O CAMINHO DA LUZ. SUGIRO QUE PARA A PROXIMA ELEICAO PARA O GRANDE ARQUITETO DO UNIVERSO, O SEHOR SEJA CANDIDATO EM CHAPA UNICA.,

  9. Feliz é o cozinheiro que pode lamber os próprios dedos. Depois de ler todos os comentários contrapondo ao autor notei o que sempre noto na web… o interlocutor desprovido de argumentos sempre busca atacar o argumentador… principalmente quando o critico é revestido de terceiro olho, vê o mundo com isenção, num contexto amplo, onde a pessoalidade não é posta no paredão, ou seja, enxerga acima de tudo e de todos aquilo que nem ele mesmo se considera acimado. Infelizmente a maioria de nós prefere a lisonja que a crítica.
    A filosofia é a mãe de todo conhecimento universal. Os homens passam e a Maçonaria continua. O maior filósofo da história foi o Homem de Nazaré. Ai de quem se diz obreiro mas anda cravando o cravo no madeiro. Coitado, jamais terá o homem de Nazaré como parceiro. NAMASKAR.

  10. Minha cidade é governada por maçons exatamente assim e estão destruindo tudo verdadeiros desastres vaidosos festeiros e medicares e isto é uma vergonha

  11. Poxa vida minha cidade é governada só por maçons eles colocam maçons e parentes de maçons em cargos importantes desde o
    financeiro ate os serviços para a prefeitura tipo domínio total o legislativo é desprezado pelo executivo estão fazendo o pior governo de nossa cidade bando de medíocres ostentando nas redes sociais com dedos chifrados nada contra a maçonaria mas

    o governo maçônico aqui para mim é catastrófico prejudicial e doente cidade sofre por causa desta panelinha. vergonha para a maçonaria

  12. O fato de maçons terem em suas estantes os livros citados pelo Ir.’., como sendo de impostores e outras adjetivações – não significa necessariamente que sejam supersticiosos. Eu por exemplo, tenho em minhas estantes, esses livros; que aliás, é preciso que os leiamos, sem o que não poderemos emitir opinião alguma sobre o que não conhecemos. Penso que as pessoas que buscam obter conhecimento e cultura, devem ler obras antagônicas entre si. Por exemplo, ler Deus Um Delírio, do ateu Richard Dawkins, assim como Deus na Natureza, do espírita Camille Flamarion. As estantes são feitas para abrigar obras que podem ser consultadas a qualquer momento, quando precisamos delas para argumentarmos ou contra-argumentarmos. É preciso haver contrapontos, para que não fiquemos limitados nos conhecimentos de um só ponto de vista, ou de uma só filosofia, religião, etc. Vejo constantemente IIr.’. dizendo-se livres pensadores, sem no entanto saberem o que é exatamente ser um livre pensador. Livres pensadores que não conhecem opiniões divergentes para colher delas alguma informação, algum ensinamento, enfim que possam contribuir para o alargamento da nossa dimensão mental e espiritual. Homens engessados tem dificuldades de caminhar na senda que escolheram. Não sabem que rumo seguir ou não seguir.

  13. MUITO ELOQUENTE O QUE LI AQUI. SOU UM APRENDIZ E O MEU INTUITO É TENTAR SER UM VERDADEIRO MAÇOM. FAZENDO JUS Á ESSA SUBLIME ORDEM. POR TODOS ESSES MOTIVOS AQUI DESCRITOS PELO IRMÃO, ESTOU ME AFASTANDO. UM TFA.
    Marcos Antonio Vieira – Rj

  14. Caro Ricardo Vidal, Com todo respeito, sugiro que retorne à coluna dos aprendizes para ver (ou rever) alguns valores maçônicos esquecidos em sua jornada na Arte Real.

    • Estou disposto a seguir o vosso conselho se o irmão me apontar quais são os valores a serem revistos.
      TFA
      Ricardo Vidal
      richardo_vidal@yahoo.de

      • o principal no meu ponto de vista é a tolerância, a maioria dos demais, posso dizer que derivam dessa virtude.

  15. Não sei… não sei se é preconceito de minha parte ou só impressão ( ainda assim a impressão é causada pela pessoa, acredito), mas 80% ou mais dos maçons que conheço são vaidosos e fazem questão de se destacar. Porquê?

  16. Gostei muito do conteúdo. Muito esclarecedor.E o debate público me fez entender bastante o porquê eu não entendia muito o comportamento de meus amigos maçons, em termos de expressivas diferenças.
    Quando encontrei esse testo, procurava um conteúdo positivo para amansar minha consciência. Pois tive, em alguns momentos, conflitos internos relacionados a alguns efeitos negativos causados pela maçonaria à nossa sociedade.
    A pesar de eu ter usado às palavras chaves, coisas positivas sobre a maçonaria, encontrei esse testo.
    Não foi o que eu procurava, não amansou-me, mas me deixou orgulhoso de meus atos e meus feitos, que apesar de pequenos são humanamente relevantes de modo geral.

    Que tal ler um pouco do pensamento de um profano.
    Não deixem de ver o filme O agente cultural.
    Com todo respeito; deixo aqui meu blog http://marcelonazar.blogspot.com.br/?m=1
    Sr. Ricardo Vidal seu texto me ajudou muito a refletir também sobre mim mesmo, e se vale a pena ser tão dedicado ao social.
    Não era o que eu procurava, mas é o que eu precisava. Muito obrigado.

    • Sr Ricardo Vidal, precisava um email seu, seria possível?

      • Prezada Senhora
        Estou remetendo vosso apelo para o irmão dono do blog no qual a senhora leu o texto que escrevi, mantendo vosso nome em anomimato. Talvez ele também possa ajudar, mas não posso garantir nada.
        Para saber se o seu marido está sofrendo de algum transtorno mental eu necessito mais informações, mas antes quero que a senhora saiba que:
        1) Catar coisas no lixo é algo perfeitamente natural visto que muitos objetos descartados são valiosos e podem ser reaproveitados ou reciclados. Quando ando pelas ruas fico de olho nas caçambas de despejo de entulho. Volta e meia encontro coisas de valor, como uma estante de madeira maciça que eu mesmo reformei ou uma máquina de costura antiga cujo móvel – equipado com base de ferro fundido – transformei em uma linda mesa de corredor após restaurá-lo.
        2) Quanto ao fato do teu marido não gostar deste ou daquele automóvel, também creio que seja algo normal. Eu por exemplo, não gosto de nenhum. Não dirijo e odeio automóveis.
        3) O avental que a senhora descreve não parece ser maçônico e sim um traje bastante comum utilizado por pessoas precavidas para evitar acidentes quando operam equipamentos perigosos. Só depois de ganhar muitas cicatrizes pelo corpo eu aprendi que o uso do avental é essencial mesmo quando se for amolar uma simples faca.
        Escrevo isso tudo para dar à senhora uma certa tranquilidade, o que de maneira alguma a isenta de consultar um psiquiatra. Marque uma entrevista e relate tudo o que está se passando entre vocês, sem esconder nada. Dê preferência à uma profissional do sexo feminino pois a senhora se sentirá mais à vontade para responder certas perguntas íntimas que ela certamente irá fazer. É bom ir só na primeira entrevista para não se sentir constrangida com a presença do marido, pois isto poderá ofuscar os resultados dos diagnósticos e retardar a solução dos problemas. A médica dirá o que a senhora tem de fazer para melhorar sua vida familiar.
        Espero ter auxiliado.
        Ricardo Vidal

  17. Em visão um tanto quanto torpe, fico pasmado como tem IIr.’. que esquecem os pecados maçônicos.Os ensinamentos das 3 Peneiras, foram aqui esquecidos, pelo visto a maçonaria de alguns está mais para o Pavão que para a Coruja. Lamento em ter analisado esse texto, será que a exaltação está nos tornando cada vez menos cultos? O conhecimento não é ferramenta para distinção de classes, a Corda de 81 nós, qual é a representação desta à maçonaria?
    Findo esse meu desapontamento, refina seus pensamentos, pois o Cinzel ainda tem que trabalhar em vós, para ter a vontade em expor tamanha fonte de preconceitos e desrespeito a própria maçonaria.
    S.’.S.’.S.’. T.’.F.’.A.’.

  18. Primeiramente uso do meu direito de livre expressar. Cuido de pedir escusas antecipadas ao irmão que me considerar insolente, já que não tenho papas na língua, e de cara… detesto a mediocridade, a hipocrisia e a pseudo humildade. Parabéns Ricardo Vidal. Infelizmente o mundo dito comum e profano entrou por baixo do pano. Entra dia sai ano aquele que se diz obreiro anda cravando o cravo no madeiro, profanando. Este, poderá, acaso, com seu voo raso, ter o homem de Nazaré como parceiro? As criticas são justas e perfeitas, nunca li algo de tamanha verdade e de fácil compreensão, por mais sem moral e intelecto seja o leitor. A filosofia é mãe do conhecimento universal. Entre lisonja e crítica escolho a segunda. Entre Niezstche e Paulo Coelho, escolho o primeiro. Até porque criticar por criticar, a exemplo de alguns comentários inservíveis para o meu cardápio, acima, é como ovo sem clara e nem gema, não carregam vida. A Maçonaria é perfeita, suas imperfeições usam ternos e gravatas. Eh ta pedra bruta dura para desbastes, sô! Se o desbastador nem sabe usar as ferramentas como pode sair abrupta da gruta para o auto polir da pedra bruta? Aquele terno e fraterno abraço, com os laços da liberdade, da igualdade e da fraternidade.

  19. […] Artigo https://bibliot3ca.wordpress.com/os-dois-coveiros-da-maconaria-2/ de autoria do Ir.’. Ricardo Vidal tem provocado vivas manifestações tanto a favor quanto […]

  20. Gratificante registrar tudo que foi aqui transcrito com todas as reservas cabíveis e, lembrar que tratamos de seres humanos onde as suas características inerentes a eles próprios e por isto diferem do que a própria lógica indica ,com as alterações que continuamente ocorrem, mesmo mantendo os princípios estabelecidos como pétreos.

  21. Resposta ao Texto: Dois Coveiros na Maçonaria

    Prezado Ricardo Vidal

    Respeito o seu direito de se expressar em qualquer idioma, forma ou maneira, mas gostaria que você estudasse mais um pouco determinadas áreas antes de criticá-las da forma insultuosa como o fez em seu texto – “Dois Coveiros na Maçonaria.”

    Explico:

    a) Se você não sabe, ou não acredita, o Universo é sim formado por energias, nós somos energia, e isso está já provado e comprovado pela Física Quântica. Se um núcleo de um átomo tivesse o tamanho de uma bola de tênis o primeiro orbital passaria a 2 km de diâmetro. Você sabia que a Teoria da Cordas mostra que elas vibram continuamente sem parar? Você tem conhecimento que cada órgão do corpo humano vibra em determinadas freqüências específicas? Você sabia que a luz é energia e que faz curvas?

    b) Os cristais têm sim energia vibracional, tanto que os relógios mais precisos do mundo utilizam cristal para gerar a freqüência vibracional que é captada pelo circuito eletrônico, chamada de piezelétrica. A Caverna dos Cristais (em castelhano Cueva de los Cristales) é uma caverna situada na mina de Naica, embaixo do Deserto de Chihuahua, no México e as pessoas que adentram só podem ficar no máximo 20 minutos por causa das vibrações dos cristais. Estude os trabalhos do Prof. Emoto, e veja o que acontece com a molécula de água quando passa por energias positivas e negativas, não esqueça que somos 70% compostos de água.

    c) A Homeopatia, criada por Samuel Hahnemann (1755-1843) quando em 1796 publica a sua primeira dissertação. Atua na energia do corpo e produz curas em mais de 300 tipos de doenças, e é reconhecida mundialmente pelas sociedades médicas e pela ONU.

    d) A Acupuntura uma das áreas da Medicina Chinesa também atua com a energia cósmica e energia do corpo para cura de muitas doenças e também é reconhecida mundialmente pela ciência médica e pela ONU.

    e) A medicina medicamentosa visa interesses financeiros e preservação da doença, mostre-me um medicamento que não seja bloqueador e obtenha a cura do paciente.
    Não estou tirando o valor da medicina alopata, ela evoluiu muito principalmente em diagnósticos, mas esqueceu de um lado, “a pessoa do Paciente”, ou “o Paciente como pessoa”. É muito importante que todas as medicinas façam uma fusão em prol das pessoas que vivem neste mundo. Quantos medicamentos já foram lançados e após cobrir o custo do desenvolvimento pelo laboratório, retirados do mercado alegando que não faziam bem.

    f) Em relação as vacinas e os adubos, observe os efeitos colaterais que causam nas pessoas, vale a pena? Toda vacina quando é introduzida no mercado existe uma alta da doença, basta ver a vacina da paralisia, a do idoso (todos ficam resfriados após tomarem a vacina da gripe) etc.

    g) Se a Filosofia aborrece um Ir.’. é porque na Loja que ele frequenta não existem mestres capacitados para que haja um debate para crescimento interior.

    h) Qual antibiótico que realmente extermina todas as bactérias de uma infecção urinária? Eu digo: nenhum, todos eles não exterminam completamente as bactérias e a pessoa sempre terá uma recidiva. Já a Medicina Alternativa extermina todas elas.

    i) Estude um pouco a história das religiões e verá que a Santíssima Trindade só foi criada para que houvesse a unificação do Império Romano.

    J) Você cita os EUA como não mais poderosa e próspera, e cita também personalidades americanas para nós nos espelharmos. A independência americana ocorreu pela crueldade dos ingleses em relação aos colonos, e por pressão social eles forçaram que os Notórios tomassem uma posição com a condição deles aumentarem a quantidade de terras e riquezas, foi politicagem. Os EUA não estão nem um pouco preocupados em ajudar nenhum país, a não ser que venham a obter vantagens. Querem manter o poderio à todo custo e passam por cima de qualquer um que se colocar em seu caminho.

    k) Montesquieu, Voltaire junto com Rousseau e Lock foram grandes nomes do pensamento iluminista. Quanto a Emmanuel Swedemborg e Luís Claude de Saint-Martin, você já leu as Obras Póstumas? Elas ensinam a manter a paz nos mais diversos acontecimentos da vida e ainda ensinam o caminho para fazer os progressos mais notáveis nas ciências superiores.

    l) Diga-me, e hoje qual é o maçom ilustre que podemos nos espelhar? Os políticos de Brasília?

    m) Conceito Rosacruz do Cosmos (Max Heindel) é uma obra de referência na prática do Cristianismo místico e na literatura de estudo do ocultismo. A Ordem Rosa Cruz possui muitos ensinamentos, inclusive detalha várias passagens da história da humanidade com provas científicas, que podem ser refeitas por qualquer pessoa. Quanto a Helena P. Blavatsky, ela foi considerada uma escritora iluminada, pois só para escrever os volumes de Isis sem Véu, a crítica alega que ela teria de ter lido aproximadamente mais de 1300 volumes. O trabalho dela é defendido por muitos estudiosos modernos, como Bruce F. Campbell e Nicholas Goodrick-Clarke como um marco na história do esoterismo ocidental. E esoterismo faz parte dos estudos da Maçonaria ou para você não faz?

    Para mim a definição de esoterismo é: o nome genérico que designa um conjunto de tradições e interpretações filosóficas das doutrinas e religiões que buscam desvendar seu sentido supostamente oculto.

    n) Você deprecia o coveiro e o lixeiro como sendo a raspa da sociedade, não esqueça que são profissões dignas e que você viveria no meio de cadáveres e do lixo se não fosses esses grandes profissionais.

    o) O maçom não é e nunca foi um construtor social, ele sempre foi um construtor de si mesmo, e que de tabela pode ou não melhorar a sua vida e dos seus familiares.
    Qual Loja reúne as pessoas da sociedade periodicamente para ser um construtor social? Quantas vezes reunimos em sessões públicas com as cunhadas? E o que acontece nessas reuniões que venha a modificar a sociedade? São coisas que nunca na história da maçonaria aconteceram, a mulher sempre foi expurgada. Como ser um construtor social se sua própria família não pode participar dos ensinamentos e nem o direito de saber o que você aprendeu, porque você jurou guardar segredo.

    p) Só para encerrar:
    Não haja como alguns pastores Evangélicos/Cristãos que retiram trechos de Albert Pike para querer provar que nossa Ordem é demoníaca.
    Nossa Ordem é quase perfeita e os membros são pessoas maravilhosas que merecem todo o nosso respeito, você não pode generalizar as pessoas dessa forma grotescas alegando que são covardes, interesseiros, que vivem fraudulentamente com a cunhada. Você os conhece na vida profana, vive dia a dia com cada um deles? E se é que existem pessoas assim, foi porque não houve uma indicação correta pelo padrinho ou não foi feita uma sindicância correta pelos M.I. Em Loja séria isso não acontece.
    Se o ir. é incapaz de polir a pedra bruta é porque a Loja não sabe conduzir o ir. para a busca do conhecimento.
    Não é a elite que faz a maçonaria (isso é discriminação), são pessoas comuns que a mantém e preservam por gerações os seus ensinamentos.
    Você alega que se não for Filosófico não é útil, saiba que eu quando criança, aprendi o que é ampulheta na revista infantil do Tio Patinhas, editora Abril. Uma revista de palavras cruzadas não trás conhecimento? Tudo, até as pessoas tem pelo menos 5% de coisas boas, procure por isso, e verá seu mundinho expandir. A vaidade sempre existiu entre os homens, ela é documentada em Gênesis na história de Abel e Caim. E é a vaidade que move o mundo, ou você acredita que um comerciante que quer ser o melhor em sua região não está mostrando vaidade. Ele quer transmitir uma imagem de que seu comércio é o melhor e que deve ser admirado pelos clientes. Há, não, isso é capitalismo (outra infâmia).
    Hoje, estamos em um ritmo de vida que nunca foi vivida na história do homem. O mundo moderno exige adaptações, pede que você se fortaleça economicamente para poder sobreviver e manter o que conseguimos adquirir durante a nossa existência.
    Não sei quanto a você, você pode ter sido um ser iluminado que veio do berço esplêndido, mas eu tenho de trabalhar 16 horas por dia ininterruptamente, além dos livros técnicos que tenho de ler, estudo os altos graus, me diga quando consigo tempo livre para ler filosofia? Isso ocorre com muitos IIr. que passam a utilizar a maçonaria como um lugar para relaxar um pouco o estresse da vida cotidiana. No meu entender cabe as Lojas criarem o quarto de hora para estudos.

    Abs fraternos e Paz Profunda
    William do Amaral
    Rito de York

    • Encaminhamos o texto ao Brother Vidal para que ele, querendo, responda.

    • Belo texto, obrigado. Tem os que aprenderam a nadar e os que vão ter que ficar a vida toda no rasinho.

    • Excelente colocação Frater William, extremamente infeliz o texto postado pelo Sr. Ricardo Vidal, reflexo do que se vê em um grande número dos maçons na atualidade; preconceito, prepotência, arrogância e intolerância.

      PP

    • Certamente existem iniciados que confundem maçonaria com ocultismo, hermetismo, espiritismo. Também existem pessoas que confundem astrologia com astronomia e ciência. Você é um que possui ambas as confusões.
      Não cite ciência para justificar suas crenças. Se você crê em besteiras como energias cósmicas espirituais, não tente justificá-las com as ciências verdadeiras, como ciências quânticas e relativistas, porque você não entende nada sobre o assunto, só está tentando justificar seus devaneios. Todos, absolutamente todos os “itens” que você cita são sinais de devaneios.

    • Parabéns!! Seu amor e dedicação são como um diamante com a ordem.

  22. Respeito seu direito de expor o q pensa… nao sei sobre sua instituicao nais do q conheci no meio de livros q caíram em minhas maos, por observação e analogias e, acredite ou nao, em sonhos durante o sono nas madrugadas. Mas dps da leitura de tudo isso, durante a qual varias vezes parei nao so para refletir (vossas regras permitem essa exposicao?),tb parei devido as palavras …hum…feias…duras. Sei lá caro desconhecido, penso q ler coisas ruins nao faz bem…e nao eh questao de fugir da realidade, mas acreditar q nossos pensamentos e Palavra têm certo poder… e assim como indico livros às crianças e adolescentes q tenham boas mensagens, histórias com final feliz e lindas imagens; tb eu prefiro assim …como se …como se a água q aparece qdo cavo a terra fizesse do céu vir a chuva. Gosto de investigar, pesquisar, desvendar sim, mas prefiro a boa chuva, q ate pode lavar, quem sabe, o q vc e tds nós as vezes identificamos…. Adoraria ler sobre o lado bom de tudo q ha…. Abraço

  23. […] o assunto, mas destaco um em particular: Os dois coveiros da Maçonaria, do Irmão Ricardo Vidal https://bibliot3ca.wordpress.com/os-dois-coveiros-da-maconaria-2/***. Se tivermos um irmão com anos de maçonaria que, por falha na sindicância, depois de […]

  24. IR.’. Ricardo Vidal. Esses foram os dois motivos que me levaram a adormecer… principalmente o segundo. Arrogancia e vaidade. Iir grau 3 que traem a cunhada, que praticam estelionato e ate coisa pior agindo dessa forma no mu do profano e em lj com nariz em pe co e se fossem deuses, seres perfeitos e iluminados. Nao traia minha espoza antes de ver a luz e nao farei agora, nao praticava estelionato antes de meu ingresso e nao o farei agora mesmo sendo encorajado pelos iir a fazer o mesmo… Expus em lj minha indignacao a tais atitudes e o vm que é a vaidade em pessoa disse que ja teve iir que ja fizeram isso, e que nao tem nada de mais. Como nao! Se ingressamos livres e de bons costumes nao deveriamos permacer assim ate para dar exemplo aos que viriam depois de nos? Quantas vezes vi incentivarem um ir que ja partiu para o oriente eterno que tinha problemas sérios com bebida a beber . Infelizmente é essa a realidade atual. A maconaria vive a sombra dos feitos dos valorosos iir do passado, hoje é um clube de vaidade e arrogancia. Nada mais.Ou acham que se fosse algo diferente disso nosso pais estaria do jeito que esta? Porque sei que ha muitos iir no poder e nao fazem nada pelo povo.Cade o combate a tirania?Cade o fazer feliz a humanidade?So ficamos na teoria? Cade a ação? Prefiro doar o que gastava com os metais para uma instituicao de caridade do que pagar pra me aborrecer a cada sessão.

  25. Ir.’. Filardo. Fazendo uma pesquisa sobre o tema, me deparei com o seu texto e pessoalmente achei excelente. Pontua exatamente o que vislumbro diuturnamente em Loja. As lojas, há muito deixaram de espelhar a verdadeira maçonaria para galgarem a estirpe de clubes sociais.

  26. Mas o troço tá tão, mas tão esculhambado que tem até irmão discutindo maçonaria pela internet em fóruns públicos.

  27. Ir.’. Richardo, a coisa está tão esculhanbada, que ainda veremos Iir.’. saindo em carros alegóricos de escola de samba com os paramentos. Enxergo seu texto de modo esclarecedor e colocando o ” dedo na ferida “, muitos irão lhe criticar, mas depois que souberem que se trata de adaptações que outros M.’.M.’. já publicaram se conformarão e ficarão quietos.
    Enfrento muita vaidade e arrogância principalmente daqueles que deveriam servir como exemplo, vejo a maçonaria extinta em 50 anos aqui no Brasil ou desprestigiada pela ” Grand Lodge ” . Hoje dificilmente encontramos candidatos com perfil, pois a maçonaria de hoje não é aquela que encanta !!!
    Uma pena !!! Mas vai acabar.

    S.’.F.’.U.’. Osvaldo

  28. […] Os Dois Coveiros da Maçonaria. […]

  29. Para mim está claro que o autor e mais uma peça de destruição
    da maçonaria. Artífice e arauto do materialismo maçônico, inimigo
    cego da verdadeira iniciação.
    A ele incomoda a ciência sagrada.

  30. Bom dia irmãos, não sou maçon apesar de ser irmão…não me entendo profano apesar de não ser maçon…e também sou filho de uma viúva…
    Achei o texto de alta significância nos dias que se apresentam tal como o são, um culto ao ego, vaidade e competição.

    Veja, o Universo não me parece caber na razão humana, uma vez que nele, ela está contida…

    Pelo qual compreendo a manifestacao do logos no humano como um fenômeno que reverbera em baixos níveis de energia.

    Explico-me: Ao proferir qualquer palavra, como agora o faço, vejo na definição uma delimitação, um processo de embalar a realidade e colocá-la em um patamar sólido, estático, absoluto e verdadeiro…

    Qualquer que seja a afirmação, lastreada ela em registros históricos ou não, me parece falha, material….

    Não aprecio esta chamada “realidade visível” com maior importância que a realidade INERENTE, aquela que antecede a razão e a lógica, e da qual pouco podemos dissertar, uma vez que quando neste assunto tocamos, entramos no que consiste em área de ENERGIA e não da vã e material palavra, definição, delimitação…

    Quando pedes provas de um ou outro autor, quando fala em comprovadas benfeitorias ou malfeitorias sociais…

    Vejo um ego já trabalhado, dissolvido, mas, que porém, aprisiona-se nos próprios joguetes mentais. É possivel sentir em seu texto certa violência nos termos pejorativos que utiliza para desacreditar os nomes que cita.

    Entendo eu que uma benfeitoria à humanidade só possa ser assim entendida pelo Gadu, não cabe a nenhum ser humano julgar positiva ou negativamente um individuo, cabe a ele apenas a compaixao e a tentativa de ajudar esse individuo sem utilizar das armas que condena.

    Quando voce utiliza da descricao das preferencias literarias, e dos comportamentos desses vaidosos e misticos com claro desdem e na tentativa bem sucedida de CLASSIFICA-LOS ao criar a justa medida e definição daquilo que sao, pensam ou pregam, me parece, com todo respeito e tendo gostado de seu texto que, o mesmo ego que julgas é aquele que te faz tentado a julgar, a mesma violencia e hipocrisia que condenas, sao por ti manifestadas…a violencia no ataque a reputacao e a hipocrisia na agressao da imagem daquele que suja a IMAGEM da instituicao que tanto valoriza, em minha opiniao pessoal é anonimo,
    O mestre abnega sua agressividade, nao manifesta o poder de persuasão de conceitos, tal qual o fez, com muita eloquencia e sutileza.
    .

  31. gostei muito do material obrigada a vcs

  32. Ao Ir.´.Ricardo Vidal e todos demais IIr.´.
    Concordo com seu texto. Contem todos os ingredientes para se praticar Maçonaria de verdade. Apesar de Venerável Mestre e Grau 14, pedi quite placet de minha Loja para não prejudica´la. O tempo, como senhor de todos nós é o unico capaz de julgar os atos de todos nós. Felicito o Ir.´. pela clareza, honestidade e sinceridade contidos em seu texto. Faço este comentário como maço regular já que meu Quit tem validade até Maio/2014, porém, me considero eterno estudioso da Maçonaria. TFA a todos Jair

  33. Boa bem elaborado Parabéns irmão pelo artigo

  34. Muito bom o artigo escrito por este irmão…Aliás a vaidade não nos leva a lugar algum….TFA.`.
    Uiliam Barbosa.

  35. Você , se mostrou um verdadeiro intolerante . quem disse que todos tem que seguir teu modelo arrogante ! o que você está querendo e molda o povo a tua imagem . eu não sei quem foi o teu padrinho para entra em uma loja . mais tenho certeza que ele está arrependido .. a maçonaria não prega a intolerância (cada um ler o que quer , acredita no que quiser , . ) ao invés de lapida tua pedra bruta você está revestindo-a de pré potência ….eu acho que teu compasso e teu esquadro estão que brado ….

    • Em que parte do texto, meu irmão, estou exortando o leitor a seguir determinado modelo comportamental ou a se moldar à minha imagem? Com este trabalho estou apenas externando o que venho presenciando nas lojas desde o dia em que ingressei na Maçonaria, e você não é obrigado a concordar com nada do que está escrito nele! Além do mais, a Carta Magna diz que “é livre a expressão da atividade intelectual, artística, científica e de comunicação, independentemente de censura ou licença”.
      Combater o fanatismo e as superstições que escravizam o homem, bem como defender a liberdade de expressão, são coisas que você jurou fazer quando foi feito Aprendiz Maçom. Esqueceu disso?
      Aqui vai um conselho: quando for redigir algo outra vez, tenha em mãos um bom dicionário porque os erros de português contidos no teu bilhete, sem que você perceba sancionam parte do que expus e explicam a razão do teu desconforto.
      Adeuzinho!
      Ricardo Vidal

      • Muitos homens quê adentram , para uma ordem iniciática não compreendem , quê deixar as trevas para a luz que dizer quê todo
        tipo de intolerância , vaidade, orgulho, etec… tem quê ser abolido gradativamente do dia dia . para assim sair da penumbra e contemplar a luz maior quê vêm do grande arquiteto . mais condena os quê erram e o mesmo que aponta o dedo para o espelho . todos somos falhos . minhas criticas com ou sem erros de português por quê para uma pessoa de bom intendimento meia palavra basta . … são apenas para o primeiro grupo citado por você .pois descorda dos livros quê leem , das músicas quê ouvem , .etec…………….. faz de você um tipo de intolerante não acha ?. fora isso suas observações foram verdadeiras .
        obs: (do ponto de vista lógico não existe verdade absoluta quê não possa ser contestada)

      • Ir.’. Ricardo pela tua coragem de expor aqui as adaptações feitas e em concordância é claro do que vc deseja seguir diante e a frente para uma Maçonaria Justa e Perfeita como tem absorvido do landsmarks e de que como deve proceder um Maçon Regular , afirmo eu mesmo entristeci , havendo que me enquadro em alguns itens que você e alguns outros Ir.’. repudiam transformando-me em
        um espúria , sendo eu um Homem felicissimo por pertencer a Augusta Ordem , mas Aguerrido , faltando arestas a podar por motivo tolerância e por algumas vezes estar embriagado com a felicidade de poder visitar Alguns templos e Palacios de beleza fenomenal , dai me perco algumas vezes , onde podem ver o meu sorrizo maroto de poder viver este encantamento , dai agora vejo o quanto necessito melhorar e mais aprender Ir.’. ,, mas sinto também a cura , mesmo porque se me permita citar em um final de seu comentários vc citou uma palavra , onde faz piada , lógico somente compreendida por nós os irIr.’. , e de acordo com o landsmark 17 , perjura quando através desta palavra brincadeira : adeuzinho , vc sem o poder diminue a lúz que o Ir.’. busca e nesta esperança filosófica de poder “SER”., se te aborreci me perdoe por favor , pois intrépido sigo na seara e minha verve literária está a me apontar que utilizarei a mídia e internet para me comunicar com IrIr.’. e dar seguimento ao que escreverei para a posteridade ou seja mostrar para os netos de meus netos motivos que se orgulhem de terem vindo de um que não será tão importante quanto muitos IrIr.’. D Pedro , José Bonifácio e também Albert Pike , mas pretendo estar nos corações dos que saberão que vivi após os 30 anos de idade uma vida Maçônica e com muitos , muitos acertos compreende ?

    • Mande um bilhete de protesto para o irmão Hélio Leite, autor de diversos livros e Grão-Mestre Honorário do Grande Oriente do Brasil, que publicou esta mesma matéria em seu site. Confira:
      http://www.formadoresdeopiniao.com.br/index.php?option=com_content&view=article&id=12561:os-dois-coveiros-da-maconaria&catid=66:templo&Itemid=136
      Também a revista Universo Maçônico publicou o texto. Faça o mesmo, escreva uma carta para o irmão José Aleixo, proprietário da editora, mostrando a tua indignação.
      http://www.revistauniversomaconico.com.br/prancha-de-arquitetura/os-dois-coveiros-da-maconaria-1%C2%AA-parte/

    • Tudo tem limite, até mesmo a tolerância. Eu, por exemplo, tenho pouca tolerância com pessoas que se dizem “cultas” mas escrevem coisas como “cada um ler o que quiser…” quando deveria escrever “cada um LÊ o que quiser…” e “pré potência” quando deveria escrever “prepotência”, que são duas coisas completamente distintas, e escreve “que brado” ao invés de “quebrado”.

      Eu acho que o seu padrinho é quem deveria estar muito envergonhado de tê-lo convidado, você não está pronto.

  36. Muito audacioso… Petulante… Arrogante… Para acreditar em tudo o que disse… Será muito mais necessário uma grande fé do que para crer naqueles que citou desdenhosamente. Meu irmão, muito cuidado com i que diz….

  37. Qual sua religião, Ir.´. Ricardo?

    • Eu ainda não dei um nome para a minha religião, isto porque creio em muitos deuses e deusas, entre eles Gaia, Urano, Inti, Rá etc.
      TFA
      Ricardo Vidal
      richardo.vidal@gmail.com

  38. Excelente artigo, parabens. Demonstra coragem e conhecimento livre, um verdadeiro maçon.
    TFA
    Reaa gorgs rs

  39. Caro Vidal,

    Muito do que escreveu é, de fato meia-verdade, por isso, não dá para concordar.
    Não entanto, muitos que o lerem, perguntarão comigo: “em que loja você aprendeu a ser tão arrogante assim?”
    Dizem por aí que já está à venda um aparelhinho denominado “desconfiômetro!
    Nem abraço envio.
    J. M. Domênico – admirador de Cagliostro, Saint-Martin, Willermoz, Swedenborg e outros “bufões” citados (mas não lidos), por você.

    P. S. – Leia mais!!!

    • Prezado Irmão Domênico!
      É um direito teu não concordar com nada do que escrevi a respeito destes “grandes maçons”, e eu jamais vou censurá-lo por isso, porque sei conviver com pessoas que têm opiniões diferentes da minha. No entanto, como admirador dos mesmos – e supostamente conhecedor de suas biografias e obras – eu peço a você que me aponte fatos, motivos e, sobretudo PROVAS que me induzam a retificar o julgamento que faço deles.
      Ficarei eternamente agradecido !
      Ricardo Vidal
      richardo.vidal@gmail.com

  40. Prezados Irmãos,

    Na História (com h maiúsculo) da humanidade sempre percebemos como origem dos conflitos a forma de visão “preto e branco”. O oculto é classificado como misticismo, ou a ciência é classificada como materialismo. Concordo que o dito “misticismo” realmente abre portas para invencionices e fanatismos, porém generalizar todos os maçons ditos esotéricos é também um tropeçar na intolerância. Não gosto e nem acredito na teoria de Jesus maçom (um exemplo de mito maçônico), mas respeito quem a professa, pois não existe sabedoria em questionar uma idéia que só pode prejudicar à quem nela acredita. Existe sim o bom senso de se calar perante quem não irá modificar sua concepção sem quebrar a convivência fraterna. Acredito que Maçonaria (aquela com m maiúsculo) prioriza a fraternidade tolerante e respeitosa em relação à catequese de verdades comprovadas. Se tais idéias de alquimia, esoterismo, espiritualismo e afins forem reais só descobrirei após a minha morte, logo careço de provas reais o que me impede de julgar quem acredita nelas hoje ou num passado remoto. Se trouxerem a baila de uma reunião esse assunto, interessante acharei pois vai me ilustrar mais um pouco (todo conhecimento é válido). Em suma, creio que o irmão foi justo nas suas idéias, mas não foi perfeito na forma de colocá-las.

    P.S.:Apreciei muito este blog com tanto material de estudo e debates interessantes

    Afonso
    GOB-GO

    • Eu acredito em Deus Sou medium e ja vi muita coisa sobrenatural Mas respeito o ponto d vista d cada um Nao sou fanatico religioso

  41. Valoroso Ir Ricardo Vidal, seu texto é de uma sabedoria imensa, estou em acordo com sua visão da Ordem. Devemos combater a transformação de oficinas em centros espíritas, que é o que vemos acontecer de forma desenfreada no seio da Maç. Devemos nos lembrar sempre que todo o simbolismo nos remete a nos lembrarmos de nossos estudos, servindo de alegorias para nossas ações na sociedade, e não a elementos pseudo-ocultistas e pseudo-espirituais os quais muitos acreditam.

    E o pior disso tudo é que a quantidade de maçons que vivem no “mundo cósmico” está crescendo a passos largos, desvirtuando completamente nossa sublime instituição.

    Grande abraço.

  42. Uma história divertida sobre inteligência ,um bom motivo pra ficar jogando futebol em casa :
    Havia 4 garotos numa cidade,um só estudava e lia todos os livros do mundo,um conseguia xavecar todas as mulheres da cidade,um conseguia convencer todo mundo a fazer do que queria,o ultimo só jogava futebol.A pergunta qual é mais inteligente?
    O que lia todos os livros,adquiriu conhecimentos pra ganhar muito dinheiro,e achar teorias mirabolantes sobre o mundo,se tornou correto,mas não tem vivencia pratica pra descobrir a felicidade,pois não teve contato com as pessoas,e achava que a teoria nunca estava errada.
    O que xavecava mulher,se tornou o mais admirável,com seu ego achava que todos as sua volta são inferiores e os convencia disso,a serem igual ele.Mas não descobriu a felicidade porque não encontrou um amigo de verdade,pois todos no fundo todos tinham inveja.
    O que conseguia convencer todo mundo,conseguiu construir um mundo a sua volta igual o padrão que sonhava, acabou virando dono de tudo,pois conseguia fazer todos agir conforme queria,mas não alcançou a felicidade,pois todos no fundo temiam seu poder.
    O ultimo que jogava futebol,alcançou a felicidade.Pois ganhou o conhecimento de progredir em equipe,com a troca de conhecimento.Conseguiu conquistar várias mulheres,pois era admirado pois jogava bem futebol,e não era invejado pois trazia todos os que queriam para o seu time,não excluía ninguém.E conseguia convencer todo mundo pois ganhou o carisma e o respeito,sem fazer ninguém o temê-lo.
    Chegou a conclusão de quem era o técnico do time do cara?

    PS: (clímax da piada,rs)

    Bom mesmo é ser um pouco dos “4”(procure na numerologia para entender esse ”4”)…pois só assim vai conseguir ajudar as pessoas,ensinando elas se protegerem dos “3 Acima”.

  43. Ao
    Ir.°. Ricardo Vidal
    e demais leitores

    Seu artigo é um tema atualíssimo, pois, como todos sabem, as reuniões após nossa egregora em LOJA, muitas das vezes versam sobre a arrogância de alguns membros de nossa Arte Real ou como tal ou tais pessoas agem no mundo profano também.
    Provavelmente Salomão se estivesse vivendo agora pediria a Hiram Abif, o construtor de fazer novos desenhos de nossos templos (aqui estou fazendo apenas uma distração frente a hierarquia, que não existe como pressuposto de poder na maçonaria, as localizaçôes dos IIr.°. em loja) , assim, uma arena circular, onde todos se sentassem no mesmo nível, incluindo aí, o VM, Past Masters, Autoridades, etc e no centro o Altar, com a Biblia, o Compasso e o Esquadro. E quando do uso da palavra, esta fosse dada a todos que dela quisessem usar, seja um bom orador ou não.
    Ir.°. Ricardo, seu estudo investigativo sobre o assunto pode crer está na mente de cada Ir.°., o dificil é colocar no papel e editá-lo, pois exige conhecimento, técnica e coragem para expor a opinião à público.
    Que saibamos todos nós aproveitarmos do conteúdo de sua obra para nós mesmos, sem apontarmos este ou aquele Ir.°..
    Aos IIr.°. AP. e Comp. estejam certos que da leitura dos rituais e livros maçõnicos, da presença em loja, do contato com seu padrinho você fará seu caminho maçônico tranquilamente.
    Por fim sejamos tolerantes mas não coniventes, às vezes convenientes na situação em que nos encontramos.

  44. A TOLERANCIA é a maior virtude meu I:. Dentro de uma loja todos somos iguais, e devemos respeitar a todos os irmãos, mesmo não concordando. A perfeição só mesmo G:.A:.D:.U:. !!!

    • Não. A tolerância com parcimônia é UMA das virtudes, mas tolerância ilimitada é sinal de ignorância. Inclusive é um dos motivos pelo qual o país está este buraco econômico e social. Devemos combater a ignorância, os preconceitos e os erros, e para isso temos que impôr limites, principalmente na tolerância.

  45. Gostei da forma e do conteúdo.Não significa concordância na integra.Mas, um texto bom é aquele que provoca reflexões e o seu provocou. Se a teoria não serve como instrumento de ação…não serve para nada. Seria muito interessante postarem aqui as buscas dos desacordos. Vou fazer minha parte, como aprendiz,vou estudar, pois, aprendi que alguns autores citados contribuiram…etc..etc..
    zinsly – oriente de piracicaba

  46. Show de bola! Parabéns Irmão Ricardo Vidal!

  47. ‎”Aqueles que foram vistos dançando foram julgados insanos por aqueles que não podiam escutar a música.” Friedrich Nietzsche
    (eu acho que já citei isso não?)
    Nem tente meu rapaz,nem tente, como disse o irmão acima! Mas se quiser tentar, pule no abismo sem medo nenhum pois irmãos de confiança estarão lhe conduzindo e guardando.
    Maçonaria não é masturbação mental, é pesquisa em profundidade. Esqueçamos a pompa e vamos além da primeira casquinha da cebola para perceber que existem vários ramos de pesquisa em nossa escola, alguns ousam transcender, outros se apegam à solidez das aparências. Se formos a fundo veremos que a ciência era o nome dado à magia que antigamente era o estudo das leis da natureza, lei da natureza vai bem além de classificação das espécies, ou pensas que a verdadeira verdade estaria assim a disposição do grande público? A maçonaria levou cada um dos sábios citados acima (não excluo ninguém) a estas descobertas e percepções, mas elas não são a verdade (vide a mutabilidade dos conceitos científicos), mas é justamente essa variedade de opiniões que enriquece a nossa busca.

  48. O verdadeiro maçom, lê e poderá fazer comentários,( SE QUISER), ou poderá ficar em silencio, mas, criticar e agredir, porque não lê o que gostaria, me parece que ainda não tem a tolerância de um maçom.

    DSOTOLEPE – LOJA 177
    GLRGS

  49. Certamente o autor do texto se enquadra no tipo vaidoso. Desconhece as obras valiosas de vários autores místicos que ele cita. E não falo de livros. Mente sobre a honra de homens de brio que ele certamente não entende pois nem deve saber o que é isso.
    Fala em investigação da verdade e nem sabe as origens da doutrina maçônica.
    Eu até perderia meu tempo respondendo um a um os itens, mas tenho coisa melhor a fazer do que esclarecer um vaidoso arrogante como esse pseudo irmão.
    Vá estudar profano de avental e descubra, no mínimo, que a Maçonaria é organizada para abarcar a todos: desde aqueles que querem ser apenas sócios de um clube solidário até os que querem estudar a doutrina mística esotérica que está escrita em sua simbologia. Mas ressalto que essa parte não é para você. Nem tente.

    • Por que será, meus Irmãos do Rito Moderno, que é tão difícil para os seguidores de Gezuz, que nos recomendam dar a outra face para bater, que nos exortam a amar nossos inimigos, conduzir um debate de nível, civilizado, sem insultos ou pontapés?
      Que obras valiosas os místicos por mim citados criaram irmão Maurício? Cite uma única e prove o valor dela! Você chama de homens de brio Swedemborg, Cagliostro e Saint-Germain? O que de bom para a humanidade fizeram estes três indivíduos? Sem dúvida o primeiro foi um gênio na juventude, mas a superstição atacou o seu cérebro e ele morreu completamente louco. O segundo foi embusteiro insolente e assassino notório, que teve de ocultar a verdadeira identidade até o final da vida para não morrer enforcado. Não respeitava nem a esposa, a qual chegou a prostituir para poder sobreviver, antes de começar a ganhar dinheiro farto com seus embustes. Foi ele e a mulher os primeiros a encherem a maçonaria de egito. E o terceiro? Por que razão o príncipe Karl von Hessen-Cassel o acoitou em um de seus castelos, e qual o motivo dele ter dado sumiço nele após um tempo? A vida de Saint-Germain é um conto policial e não o relato de uma pessoa decente e útil para a sociedade.
      Me cite um falsário destes que eu enumerei da estatura do gênio Alexander von Humboldt. Sabe quem foi este gigante maçom, amigo dos mares e da natureza? Também homens de brio você crê que foram os pedófilos, pervertidos e drogados Leadbeater e Crowley, que cobriram de vergonha a Maçonaria? Os dois chegaram a ser presos e processados pelas autoridades britânicas por diversos crimes.
      Estamos aberto ao de-bate e não ao com-bate, irmão Maurício! Seja bem vindo ao grupo do Rito Moderno.

      UM TFA
      Ricardo Vidal

    • Misticismo não tem lugar na maçonaria, mas alguns iniciados acham que sim. Tentam impor suas religiões dentro das lojas. Doutrina mística esotérica não é maçonaria, não confunda as coisas.

  50. Cada cabeça è uma sentença.
    Más tem muita coisa real, o autor é um homem de coragem e de muito conhecimento. Cabe a cada um fazer suas conclusões segundo suas percepções.
    O Autor, tem a liberdade de expressão, pode continuar escrevendo, cuidando não agredir ao leitor.

    DSOTOLEPE
    MRGLMERGS.

  51. Quanto recalque com o misticismo, péssimas e paupérrimas observações, talvez quando tiveres experimentado a vivência reservada a um grupo de “bárbaros ” como tu definiu teus olhos se abram, até lá fica achando que a função da ordem é dar esmolinha pra pobre. Mas já que tu só consideras o pensamento de autores consagrados…

    ‎”Aqueles que foram vistos dançando foram julgados insanos por aqueles que não podiam escutar a música.” Friedrich Nietzsche

    Agora quanto a parte da vaidade, eu concordo plenamente.

  52. gostei muito do material aqui exposto, compactuo muito com a natéria aqui exposta.Parabéns.
    TFA.’.
    Roberto Lima – Membro do Rito Moderno – RJ


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