Um cartão postal da Inglaterra

Tradução: José Filardo

Por Roger Dachez –

Só para nos divertirmos um pouco em nossas férias – às vezes intelectualmente maçantes – aqui está um pouco de informação de verão sobre a Maçonaria inglesa que provoca reflexão: o culto anual na Catedral (Anglicana!) de Gloucester, tendo reunido no dia 5 de junho próximo passado, várias centenas de irmãos da região, acolhendo om grande alarde o seu Grão-Mestre, o inoxidável Duque de Kent.

O primo da Rainha, Grão Mestre desde 1967 – e reeleito a cada ano desde então – acompanhado do Lord Lugar Tenente de Gloucestershire, Dame Janet Trotter, e dignitários locais da Grande Loja Provincial e vários vereadores – maçons ou não.

Não se pode realmente entender a Maçonaria inglesa, britânica em geral – nem entender o que poderia ser a Maçonaria das origens- se não nos dermos conta até que ponto a instituição maçônica está profundamente ligada aos usos e costumes ingleses em todas as áreas. Não só em um nível puramente formal ou administrativa, mas pela mentalidade, eu quase diria, a imagem do mundo…

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Por que a Maçonaria nada faz?

Por José Filardo, Mestre Maçom

Invariavelmente, um irmão pede a palavra durante a sessão para dizer que as coisas estão indo cada vez pior e que “alguém precisa fazer alguma coisa”, implicando que a maçonaria precisa fazer alguma coisa. Essa manifestação, contudo, revela o desconhecimento dos irmãos sobre a instituição a que pertencemos, a Maçonaria.

Seu nascimento, em 1717, respondeu a uma necessidade de fundo político, é verdade, mas não havia proposta de intervenção direta na sociedade.

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Os Monges Maçons

Loja La Vertu de Clairvaux – 1786

MONGES

 

Em 1786, bem dentro da Abadia de Clairvaux, localizada em Aube foi constituída uma Loja de 13 Irmãos Cistercienses, sob os auspícios do Grande Oriente da França. Que um grupo de clérigos pudesse montar uma Loja Maçônica pode, à primeira vista, parecer estranho quando sabemos da animosidade que existia entre o Catolicismo e a Maçonaria. Mas isso seria esquecer muito rapidamente a História …

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Vale do Araguaia Maçônico

DIÁRIO DA MANHÃ
BARBOSA NUNES

Vale é uma depressão alongada mais ou menos larga, cavada por um rio. Planície entre montes ou no sopé de um monte. Várzea ou planície a beira de um rio. Figuradamente, vale de lágrimas. Definindo o mundo como lugar de sofrimento. Vale de Josafá, sÍtio onde os mortos, segundo as escrituras, hão de ressuscitar no dia do Juízo Final.
Neste vale sobre o qual inicio o artigo deste sábado corre um rio que tem maravilhas e belezas, um por do sol das mais belas imagens da natureza. É o Rio Araguaia, – Rio das Araras Vermelhas. Serenamente vai deslizando entre Goiás e Mato Grosso, guardando segredos, enigmático, nessa sina de ser rio – fronteira, seguindo adiante e marcando também os limites entre os Estados do Tocantins e Pará. Após percorrer dois mil cento e quinze quilômetros desagua no irmão, Rio Tocantins.
Chego então ao Vale do Araguaia, região compreendida entre os Estados de Goiás e Mato Grosso, uma das principais bacias hidrográficas do País, conhecida por suas belezas naturais, voltada para atividade pecuária com rebanho bovino superior a seis milhões e uma população com aproximadamente quinhentos mil habitantes.
Agora sim, chego ao título “Vale do Araguaia Maçônico”. Nesta região está plantada uma Maçonaria ativa, representativa e em caso único no Brasil, realiza o “Encontro das Lojas Maçônicas do Vale do Araguaia”, desde 1983. Sem interrupção em um ano sequer, todo mês de agosto ocorre o evento. Neste ano, em 18 de agosto a cidade de São Luis de Montes Belos sediou o trigésimo primeiro, já definido o trigésimo segundo em 2014 em Fazenda Nova.
São realizados com planejamento, pauta antecipadamente definida sobre assuntos locais estaduais e nacionais, além do foco no cidadão, família, juventude e especialmente temas sociais.
Recebi do coordenador regional Maçônico do Vale do Araguaia, Albertino Luiz Ferreira, uma coletânea das teses apresentadas, discutidas e aprovadas. Pontuo, um por um, alguns parágrafos.

Loja Maçônica Alvorada de Aragarças: abordou Maçonaria Contra as Drogas e Prevenção pelo Esporte assim se pronunciando: “Segundo o professor de Educação Física Augusto Cesar Carneiro Borges, a prática esportiva combate a depressão e o vício, liberando neurotransmissores que respondem pelo prazer e pelo bom humor.”
Loja Maçônica Aprendizes do Bem (Piranhas), assim se posicionou: “Nos últimos dias temos acompanhado através dos meios de comunicação as manifestações em todo território nacional, em que os manifestantes procuram serem ouvidos pelos políticos que insistem em ignorar os movimentos que visam acabar com a corrupção.”
Da Loja Aurora de Caiapônia ouviu se a afirmativa: “Colocando em outras palavras, é imperioso conhecer o obstáculo, para ultrapassando-o, atingir o bem – o progresso. Conhecer-se para progredir é algo que permeia a filosofia maçônica, o aperfeiçoamento e investigação constante da verdade.”
Loja Dimas Nasser (Bom Jardim de Goiás): “Observe neste instante e veja a imensidão que o rodeia. Veja cada objeto, peça e acessório em uso e o ambiente em que se encontra e tente imaginar quantos trabalhadores estiveram envolvidos no processo de produção desses utensílios, que significam o trabalho que dignifica o homem.”
Loja Estrela Montebelense (São Luis de Montes Belos), Expôs e discutiu o texto maçônico: “Não deveis combater somente as vossas paixões, mas ainda há outros inimigos da humanidade, como sejam, os hipócritas que a enganam, os pérfidos que a defraudam, os fanáticos, que a oprimem, os ambiciosos, que a usurpam e os corruptos e sem princípios que abusam da confiança do povo.”
Loja Planalto do Bem (Firminópolis), sobre a falta do amor: “Dia a dia estamos presenciando o distanciamento das pessoas causado principalmente pela ganância e pelo materialismo, pois nos encontramos na era das máquinas, era da morte pela violência desenfreada e a era dos problemas e dos conflitos.”
Loja Plenitude do Sigilo (Jussara),fez pronunciamento sobre a lealdade que no dicionário maçônico é atributo virtuoso exigido pelos participantes de um grupo em Loja, despertando-os para um universo de bons propósitos.
Loja Segredo e Vigilância (Paraúna), descreveu “a corrupção no Brasil e sua repercussão social, afirmando que o brasileiro está cansado e se manifestou e precisa continuar lutando em favor de uma mudança no quadro politico brasileiro.”
Loja União de Iporá (Iporá), levou ao plenário o tema Cooperação pela Água, conclamando: “A conservação das nascentes e matas ciliares existentes e a recuperação daquelas degradas é algo inevitável para melhorar e aumentar a disposição dos recursos hídricos, imprescindíveis à manutenção de toda forma de vida no planeta.”
Loja União e Sigilo (Fazenda Nova), cantou, sensibilizou pelosignificado da palavra irmão, apresentando o poema já musicado e de sucesso: “Não preciso nem dizer/ Tudo isso que eu lhe digo/ Mas é muito bom saber que eu tenho um grande irmão.”
Loja Vale do Rio Claro (Montes Claros de Goiás), concluiu as abordagens com a página “cultive o amor”. Em um dos parágrafos: “Não descuide do amor ele é poderoso medicamento na cura das dores da alma. Ninguém pode suprir a ânsia do coração a não ser com o amor. Não lute contra o coração. Siga as suas leis. Valorizar o amor é aprender a viver.”

A Maçonaria do Vale do Araguaia tem capilaridade, está presente, muito representativa e atenta com os problemas da região e tem extensão social e política no Grão-Mestre Estadual Luis Carlos de Castro Coelho, na coordenação regional de Albertino Luis Ferreira e nos Veneráveis Mestres das onze Lojas do Vale do Araguaia, Cleber Victor de Oliveira, João Pereira Goulart, João Bosco Carneiro Vilela, Cloves da Silva, Rubens Gonçalves Ramos,José Lici Lourenço de Oliveira, José Rubens de Mendonça, Marcos Fernando Braga, João Batista Alves, Valtoir Benedito de Oliveira e José Geraldo do Nascimento.

Pelo Vale do Araguaia corre permanentemente uma maçonaria comprometida com participação social e respeitada pelo seu interesse humano e comunitário.

(Barbosa Nunes, advogado; ex-radialista; membro da AGI; delegado de Polícia aposentado; professor; maçom do Grande Oriente do Brasil)

Reflexões sobre a Missão da Maçonaria

José Filardo M.´. M.´.

Imaginemos que uma bela manhã a Policia Militar decidisse assumir a seguinte posição:

Os soldados deveriam dirigir-se aos seus respectivos quarteis onde passariam a polir suas botas, limpar suas armas, fazer a faxina, exercitar-se, fazer ordem unida, estudar a constituição e as leis penais, preparar trabalhos escritos que seriam lidos diante da tropa reunida no pátio do quartel. Ah, e o rancho. Todos os soldados e oficiais passariam a ter o rancho em conjunto.

Vez por outra, um soldado ou oficial seria homenageado com uma medalha, por exemplo, a melhor faxina das latrinas, ou a melhor manobra de ordem unida do mês. Eventualmente, a população seria convidada para ir ao quartel assistir exercícios de ordem unida.

Ao final do dia, o soldado ou oficial retornaria à sua casa para retornar ao quartel na manhã seguinte e repetir a rotina diariamente, por anos a fio, sem sair às ruas, naturalmente.

Pois é. Isso me parece familiar na vetusta instituição conhecida como Maçonaria. Mais ou menos como acontece nas Forças Armadas em geral. Muito quartel, muito salamaleque, muitas manobras, medalhas e só… Ah! E belas paradas organizadas em Sete de Setembro, garbosos oficiais decorados com dezenas de medalhas brilhantes e coloridas, espadas, continências, marchas hieráticas…

As tropas da Maçonaria, porém,  perderam o gosto pela luta, perderam o gosto pelas ruas, perderam o gosto pela política. Limitam-se a polir seus compassos e esquadros, lustrar os malhetes, fazer seus salamaleques, comer o rancho e voltar para casa.

Perdemos a noção de missão. As forças armadas têm a missão de proteger o país contra o inimigo externo (vez por outra esquecem disso e atacam o próprio povo, mas isso é exceção à regra), já a Polícia Militar tem a missão de fazer a proteção interna da população, preventivamente e fazer cumprir mandados do judiciário.

O treinamento em quarteis, em ambos os casos é a preparação para ter condições de cumprir suas missões.

E a Maçonaria? Qual a missão da Maçonaria?

Humor

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Eu sou CAVALEIRO KADOSH, Sublime Escocês, Reflexo do Sol, Defensor do Templo, Príncipe de Arimatéia, Califa do Cedro dourado e dos Quatro Horizontes, Super Pontífice, Ilustre Escudeiros dos Vinte, Mestre Mais que Perfeito e Companheiro Secreto… Mas, pode me chamar de ALBERTO!

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– Agora conhecemos o SEGREDO do desaparecimento dos dinossauros: eles recusaram a participação das fêmeas!

Published in: on agosto 23, 2013 at 1:30 pm  Deixe um comentário  
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Não concordo com o que dizes, mas se colocar a Maçonaria no meio, me interessa…

A direita francesa está babando na gravata de ódio contra François Hollande.

Algo muito parecido com as manifestações da direita brasileira em relação ao PT.

Mas, ao contrario do Brasil, na França a Maçonaria é uma instituição progressista, que defende bandeiras de interesse público e que vai à luta pelas ideias da parcela inteligente da população.

Por isso, a maçonaria e atacada ali pela direita, que lhe atribui a autoria do programa do atual governo.

Quando sera que o GODF vai criar uma província maçônica por aqui?

WARNING: Publicamos esse texto boçal em função da liberdade de expressão das ideias, um ideal muito caro aos maçons.

Boa leitura:

https://bibliot3ca.wordpress.com/familia-social-ou-familia-totalitaria/

Navegar é preciso… viver não …

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Na França, naturalmente. Confederação da Maçonaria: sessões de loja comuns!

Tradução José Filardo

lalumiere11 de fevereiro de 2013 | PARIS

François Koch http://blogs.lexpress.fr/lumiere-franc-macon/

Um pequeno passo para os irmãos um grande passo para a Maçonaria?

Após a entrevista coletiva conjunta das cinco Grandes Lojas lançando publicamente seu projeto da Confederação das Obediências regulares, onde ocorreram alguns desencontros mostrando que a unidade ainda não era perfeita, agora é uma declaração conjunta anunciando uma decisão simples.

comuniqueQue decisão? Haverá sessões de loja comuns entre as cinco potências.

A declaração é assinada pelos cinco Grãos Mestres (Grande Loja de França, Grande loja da Aliança maçônica da França, Grande Loja Tradicional e Simbólica Opera, Loja Nacional Francesa e Grande Loja Independente da França).

Os franceses descartaram o gadu, os portugueses descartaram a proibição de discussão política… progressos na Ordem

Encontrei este texto na Ars Quatuor Coronatorum e achei muito interessante para mostrar que nem tudo é imutável na Maçonaria.

Boa leitura….

https://bibliot3ca.wordpress.com/grande-oriente-lusitando-rompimento-com-a-grande-loja-da-irlanda-1892/