A “Tradição dos Antigos”: um mito historiográfico francês

Tradução J. Filardo

Por Roger Dachez

Um ensaio de desconstrução das lendas urbanas que ainda persistem em alguns círculos maçônicos franceses …

À luz do que acabamos de ver, uma realidade simples aparece: o que separava os Antigos e os Modernos na Inglaterra, sobre o plano estritamente maçônico e ritual, representava muito pouco, e esta diferença foi diminuindo rapidamente, ao ponto de que foi muito fácil remover completamente os obstáculos que ainda os separavam no final do século XVIII.

É provável que o caso da lei sobre sociedades ilegais (Unlawful Societies Act) em 1799, tenha levado os dois Grandes Mestres das duas Grande Lojas “rivais” a fazer uma abordagem conjunta junto às autoridades para isentar toda a maçonaria dos rigores da lei, o que marcou uma etapa importante na reconciliação – embora não tenha tido origem em iniciativa das próprias Grandes Lojas! É preciso também refletir, sem dúvida, sobre a eliminação da geração fundadora, fortemente envolvida no período mais violento do conflito, incluindo o próprio Lawrence Dermott, que morreu em 1791.

Leia mais em: A Tradição dos Antigos: Um mito

O Rito Francês, “Antigo ou Moderno”?

Tradução José Filardo

Por Roger Dachez

Templo Groussier – GODF

UM RETORNO ÀS FONTES HISTÓRICAS DA MAÇONARIA

No início da Maçonaria o Rito não era nem “Moderno”, nem “Francês”, nem sequer “Antigo”. Esta unidade ou qualidade ritual foi quebrada em 1751, ao se criar a Grande Loja em Londres que se chamou “dos Antigos”, em oposição à primeira “dos Modernos” criada em 1717. Novos usos rituais foram adotados, mas somente na Inglaterra.

De um lado está a legitimidade da Maçonaria que vem através de rituais sem idade, atemporais, são tempos que poderíamos dizer estão suspensos em usos rituais imemoriais; e que por sua vez são a negação de toda a história: o universo e a decoração familiar da maçonaria que se desdobra dentro de uma ahistoricidade permanente, onde apenas conta o significado perene dos símbolos e dos ritos. Essa é a ambivalência da Maçonaria.

Mais realidade é inevitável, teimosa e, em parte, vem para roubar o ideal que nós expressamos. É inútil, e até mesmo vão, negar que a Maçonaria é uma instituição social que ao longo de toda a sua história foi se compondo e construindo com os valores de seu tempo, integrando as preocupações humanas e as especificidades culturais que pululam nas lojas que a compõem. Tudo isso, por outro lado, muito confrontado com questões de poder e os discursos de legitimação que não se relacionam apenas ao Templo de Salomão, ou às antigas tradições ambíguas, mas também em acreditar que ela tem uma autenticidade jurídica que justifica sua autoridade perante as instâncias que pretende assumir. Em uma palavra, ela se faz política.

Leia mais em: https://bibliot3ca.wordpress.com/o-rito-frances-antigo-ou-moderno/

O Rito Francês, oficial em 1802, depois combatido e desaparecido renasce em Portugal

Tradução do Espanhol – José Filardo

Filipe Frade

Primeiramente adotado pelo jovem Obediência Portuguesa, o Rito Francês foi vítima das rivalidades políticas que marcaram o REAA e assim começou o adormecimento do RF. A obstinação dos seus defensores, fieis aos valores adogmáticos e republicanos, e o apoio do Grande Oriente da França (GODF) garantiram seu renascimento.

As primeiras lojas maçônicas apareceram em Portugal por volta de 1735 e imediatamente foram ameaçados pela Inquisição. Em 1801-1802 o Irmão Hipólito da Costa Furtado de Mendonça foi para Londres e obteve uma Patente da Grande Loja. Em seu retorno ele passa por Paris, e também obtém uma patente do Grande Oriente de França (GODF). E foi assim que o Grande Oriente Lusitano (GOL) foi fundado em Portugal em maio de 1802, com um primeiro rito oficial que seria o Rito Francês ou Moderno. Infelizmente sabemos que em julho de 1802, o Irmão Costa foi preso pela Inquisição, da qual fugiria em 1805) e supõe-se que as referidas Patentes foram destruídas.

 

 

Em 1804 foi assinado um tratado de amizade entre a GOL e o GODF e ao nosso conhecimento esse é o mais antigo tratado maçônico existente entre as duas Obediências. A Constituição do GOL de 1806 reconhece o Rito Francês como Rito Oficial. E nos capítulos III e XIII fala-se claramente da formação de diferentes Capítulos e Ordens de Sabedoria do Rito Francês. Uma nova Constituição do GOL reafirma isso em 1821 no mesmo sentido. O REAA somente foi introduzido no GOL em 1837 e o Conselho Superior do REAA em 1844.

Leia mais: https://bibliot3ca.wordpress.com/o-rito-frances-oficial-em-1802-depois-combatido-e-desaparecido-renasce-em-portugal/

A Aclamação Escocesa no Rito Escocês Primitivo

Tradução José Filardo

Muitos são os maçons em cujos Trabalhos rituais se faz uso de uma Palavra em duas sílabas pronunciadas de diferentes maneiras de acordo com o Rito. Esta palavra sempre carrega uma Maiúscula e muitas vezes está escrita em letras maiúsculas. Além disso, a palavra é parte integrante de uma designação que inclui um atributo de identidade caro aos Maçons para formar uma expressão que acompanha:

  • A proclamação da abertura e a declaração de fechamento dos Trabalhos nos três primeiros graus em Loja Simbólica,
  • Igualmente nas Recepções desses três Graus,
  • Ou ainda nas Sessões particulares, tais como de Lembrança e Fúnebres, durante as quais será feito para adotar uma formulação incluída em um Ritual previsto para esta finalidade.

Prescrito nos atos rituais, o enunciado dessa palavra exige duas expressões, uma corporal e a outra sonora, precedida de Sinais, entre as quais a Bateria. São, assim, solicitados alternadamente os sentidos ligados à audição, visão, gestual, e finalmente vocal.

Leia mais em: https://bibliot3ca.wordpress.com/a-aclamacao-escocesa-no-rito-escoces-primitivo/

Enquanto por aqui as picuinhas impedem a união…

Tratado de reconhecimento entre a GLNF & GODF

Tradução J. Filardo

De http://www.ritofrances.net :

Quem teria pensado em dizer a um jovem Grão-Mestre do GODF como Alain Bauer, que tinha tanto lidado com as questões de reconhecimento quando de “regularidade” que a sede do Grande Oriente da França seria um dia ser invadida pelo que Alec Mellor chama de “irmãos separados”, mas no sentido inverso. Bem, 15 anos depois, Alain Bauer deve ter ficado impressionado com a aterrissagem que a Grande Loja Nacional Francesa (GLNF) fez na Rue Cadet, a sede do Grande Oriente de França (GODF). Incrível!

Leia mais em: https://bibliot3ca.wordpress.com/tratado-de-reconhecimento-entre-a-glnf-godf/

Published in: on julho 8, 2015 at 4:41 pm  Comments (1)  
Tags: , ,