Os Graus Azuis do REAA – Gênese e Evolução

Tradução: Sergio K. Jerez

Por Pierre Nöel[ii], 33, CBCS

Em 1804, os altos graus do REAA foram (re) introduzidos na França por IIr\ que haviam voltado dos EUA, onde o primeiro Supremo Conselho de Grandes Inspetores Gerais havia sido criado, não muito tempo antes, na Carolina do Sul. Esta organização não havia previsto graus azuis específicos e só conhecia os rituais tipicamente anglo-saxões, codificados por Thomas Smith Webb e regidos pelas Grandes Lojas locais.

De volta a Paris, os ex-emigrantes encontraram uma situação confusa, marcada por lutas internas que opunham o Grande Oriente da França às lojas ditas “escocesas”, porque estas não praticavam altos graus reconhecidos por ele. O apoio incondicional dos “Escoceses” permitiu que os recém-chegados estabelecessem uma Grande Loja central escocesa e um Supremo Conselho independentes do GODF[iii]. Indo além de seus inspiradores americanos, eles não se contentaram em conferir os altos graus do Rito, mas redigiram também os chamados cadernos dos graus azuis, que eles apresentaram como os únicos autênticos dos “antigos”. Assim, nasceram as primeiras versões dos graus azuis, chamadas de REAA, que eram praticadas nas lojas contrárias ao GODF. Muito naturalmente, os redatores se apossaram do que seus antecessores haviam criado, e deram à luz rituais sincréticos, misturando tanto elementos da maçonaria francesa clássica, quanto do chamado “Rito Escocês” e, especialmente, contribuições anglo-saxônicas de estilo “antigo”. O REAA azul original foi, portanto, um conglomerado pouco praticável de várias, e, por vezes, contraditórias, influências. A reaproximação subsequente destas lojas com o GODF nada mudou nesta questão até o final do Primeiro Império.

A Restauração viveu, com a independência do Supremo Conselho, um redesenho destes rituais, visando torná-los mais consistentes com o gosto da época. A contribuição britânica foi minimizada, o exemplo do Rito Francês trouxe empréstimos significativos, e a lenda de Hiram foi relida sob uma perspectiva naturalista que ocultava o seu significado original. O positivismo em moda …

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Reis Magos, zoroastrismo e Maçonaria

Tradução José Filardo

por Yves BOMATI

Em 6 de janeiro, a Epifania celebra os três reis magos vindos do Oriente para prestar homenagem ao Cristo, recém-nascido em Belém. A viagem deles não é questionada, mesmo se a festa que ela gera consista na partilha alegre de um bolo de “Reis”. O que é a “Epifania”? Quem são estes magos guiados por uma estrela? E em que este episódio está relacionado com a maçonaria?

A Epifania e os Magos do Oriente

Doze dias depois do Natal, a Epifania, palavra que significa, segundo a etimologia grega, “aparição”, marca o retorno percebido da luz após o solstício de inverno. Que vêm, portanto, fazer ali os Reis Magos, nem hebreus, nem gregos, nem romanos, na lenda cristã?

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Published in: on janeiro 25, 2017 at 11:13 am  Comments (1)  
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O espírito da Maçonaria e o Espírito das leis

Tradução José Filardo

Montesquieu

por Jean-Moïse Braitberg

Jurista, filósofo, escritor e grande proprietário, Montesquieu, uma das grandes luzes de seu tempo era também um maçom ativo que privava da companhia dos primeiros fundadores da Ordem.

Aqueles que tinham idade suficiente para usá-lo, lembram-se do “Montesquieu,” a nota de 200 francos, que esteve em circulação de 1982 a 1998. Em ambos os lados, via-se em medalhão o busto do ilustre filósofo como um patrício romano. E ao redor, várias alegorias evocavam sua obra: Themis, a justiça, por Do Espírito das Leis, iluminuras orientais pelas Cartas Persas. O castelo de La Brede para evocar o local de seu nascimento. No entanto, faltavam nessa evocação certos símbolos… Porque além de Voltaire que foi muito pouco e muito tarde, Montesquieu não foi apenas o único Maçom do grande Iluminismo francês, mas ele o foi muito cedo e muito ativamente.

Charles-Louis de Secondat nasceu em 18 de janeiro de 1689 no castelo de La Brede na região de Graves, país de vinhedos, vacas e florestas na periferia sudeste de Bordeaux. Voltando sete ou oito gerações, ele teria tido, por sua avó paterna Anne Dubernet, (1) uma ascendência comum com Montaigne, através da mãe deste último, Antoinette Louppes de Villeneuve, que alguns autores pretendem que fosse uma judia espanhola. De fato, se não pelo sangue e a sonoridade do nome, há entre as duas glórias de Bordeaux, um parentesco real pelo espírito.

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O Cavaleiro de Ramsay

Tradução José Filardo

A primeira Edição do Discurso de Ramsay

A.M. de Ramsay (1686 – 1743)

André-Michel Ramsay nasceu em Ayr, em 09 de junho de 1686. Seu pai era protestante e sua mãe anglicana. Uma tradição muito incerta pretende que seu pai era um padeiro, o que não o fará esquecer Voltaire mais tarde na Ramsayde. Ramsay foi educado em Ayr, depois em Edimburgo e tornou-se, muito jovem, tutor do filho do conde de Wemyss. Ele assim permaneceu até 1706, quando foi para a Holanda, onde conheceu Pastor Pierre Poiret (1646-1719), que publicou as obras de Mme Guyon e de Antoinette Bourignon. A influência de Pierre Poiret ” deve ter sido considerável em toda a Europa; na Inglaterra ele será lido assiduamente pelos Philadelphes e por William Low… (ele foi) um teósofo muito original, cujo sistema, um vasto afresco da Criação, da Queda e da Redenção do mundo não é desprovido de grandeza”.

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