Os Pais do Rito Moderno Francês

Tradução J.Filardo

Em 1786, o Grande Oriente propõe um texto de referência para os três graus azuis, transmitido em forma de cópias manuscritas.

Passada a Revolução, em 1801, os Rituais são impressos sob o título de Regulador do Maçom.

Em 1858, uma nova versão do Rito Francês, dita de Murat, em homenagem ao Grão-Mestre, é publicada. “Ideologicamente”, o texto não é muito diferente do texto do Regulador.


O pós-Convento de 1877 levou a retoques mais ousados. Em 1879, o Grande Colégio dos Ritos, encarregado pelo Conselho da Ordem do Grande Oriente, faz desaparecer dos rituais as fórmulas abertamente religiosas em excesso.

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O Esplendor da Maçonaria Imperial

Tradução José Filardo

Por Pierre Mollier

Com as duas décadas que precederam a Revolução e a Terceira República, o Império foi, sem dúvida, uma época de ouro para a Maçonaria. O Grande Oriente reunia 300 Lojas em 1804, mais de 600 em 1808 e 1200 nos 130 departamentos franceses do Grande Império no início de 1812! Além disso, com Cambacérès, Murat, Masséna, Lacépède, Kellerman, Lannes, Regnault de Saint-Jean d’Angely, etc. a direção da obediência quase se confunde com o governo de Napoleão.

No entanto, esta presença maçônica maciça no Primeiro Império foi muitas vezes subestimada. Por muito tempo, os historiadores maçônicos ou aqueles do Primeiro Império queriam ver apenas um fenômeno superficial, sem significado real. Ou eles apresentavam a Maçonaria imperial como a fantasia de uma burguesia que finalmente surgira sem grande importância política, e citavam esta frase de Napoleão, provavelmente apócrifa, ironizando sobre a chanceler presidindo os banquetes maçônicos com a mesma seriedade que as sessões do Conselho de Estado. Ou eles pintavam o retrato de uma Maçonaria rigidamente controlada pela temível polícia de Fouché e o período napoleônico representava então na história santa da República, apenas os anos em que a mola se comprimia na aurora do século das Revoluções.

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