Arte e Maçonaria: Mitos Solares e Cinema

 Por José Filardo – M.´. I.´.

 

Oceanos de tinta foram gastos na polêmica entre Criacionistas e Evolucionistas.

O Grande Arquiteto (William Blake)

Os Criacionistas, por um lado, trazem à discussão a posição do Cristianismo centrada no Livro Gênesis da Bíblia, defendendo a idéia de que o mundo foi criado por um Deus onipotente, onisciente e onipresente, em sete dias, e que o Homem foi por Ele criado a partir do barro, e a Mulher a partir de uma costela do Homem. Ao ceder à tentação de ter acesso à árvore do conhecimento, o Homem e a Mulher caem em desgraça e são expulsos do Paraíso.

Os Evolucionistas, com base na teoria de Charles Darwin, sustentam ter o homem, assim como todas as espécies, passado por um processo de evolução, a partir do denso caldo de cultura criado nos mares, quando se amenizaram as condições da Terra, milhões de anos atrás.

Segundo a teoria, tudo o que existe na Terra, que se possa chamar de vida, é o resultado possível das condições existentes.

A condensação de elementos químicos e sua organização em sistemas mais complexos somente foi possível devido ao resfriamento da terra até o ponto em que a sobrevivência daqueles sistemas complexos fosse viável. Daí, a necessidade forçou sua evolução, em organismos progressivamente mais complexos, sempre balizados pela possibilidade, dentro das condições existentes. Mutações acontecem aos milhões, mas somente as mutações possíveis sobrevivem.

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Published in: on julho 13, 2017 at 10:12 am  Comments (3)  
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Arquitetura Sagrada – Brasília

BRASÍLIA
CIDADE SAGRADA

José Antonio de Souza Filardo M.´. I.´.

Catedral de Brasília – Proj. Oscar Niemeyer (1958)

2007

“Existem mais coisas entre o céu e a terra, Horacio,
do que sonha a nossa vã filosofia.”
(William Shakespeare, Hamlet)

A primeira reação ao se ler ou ouvir este título é “lá vem outro idiota falar da profecia de Dom Bosco…”

Alega-se que este padre italiano, que fundou os Colégios Salesianos, teria previsto o surgimento de uma “Terra da Promissão, fluente de leite e mel” entre os paralelos 15 e 20 da América do Sul.

Pois bem, esta profecia nada mais é que a prova do grau de informação que a Igreja tinha sobre os fatos do mundo. Dom Bosco nasceu em 1815, foi ordenado padre em 1841 e teve o famoso sonho em 1883.

Ora, já em 1809 defendia-se a criação de uma Nova Lisboa no interior do Brasil. Logo a seguir, nosso Irmão Hipólito José da Costa, em repetidos artigos de seu Correio Braziliense, reivindicava com veemência (a partir de 1813) “a interiorização da capital do Brasil, próximo às vertentes dos caudalosos rios que se dirigem para o norte, sul e nordeste“. E se não bastasse esta publicação de 1813, em 1822 é publicado o “Aditamento ao projeto de Constituição para fazê-lo aplicável ao reino do Brasil”, estipulando, logo no primeiro artigo, que “no centro do Brasil, entre as nascentes dos confluentes do Paraguai e Amazonas, fundar-se-á a capital desse Reino, com a denominação de Brasília”. Esta posição geográfica, paralelo 15, corresponde ao local onde, setenta anos mais tarde, o bom padre “sonhou e previu” que surgiria alguma coisa…

A constituição republicana de 1891 contém, expressamente, no seu art. 3o.: “Fica pertencente à União, no Planalto Central da República, uma zona de 14.000 km2, que será oportunamente demarcada, para nela estabelecer-se a futura Capital Federal”. Floriano Peixoto (segundo presidente da república) deu objetividade ao texto, constituiu a Comissão Exploradora do Planalto Central do Brasil (1892), sob a chefia do geógrafo Luís Cruls, que apresentou substancioso relatório, delimitando, na mesma zona indicada por Varnhagen, uma área retangular que ficou conhecida como Retângulo Cruls.

Retângulo Cruls

Não resta a menor dúvida de que Dom Bosco, ou era leitor do Correio Braziliense, ou ávido leitor do arquivo sobre o Brasil nos porões do Vaticano…

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