Arte e Maçonaria: Mitos Solares e Cinema

 Por José Filardo – M.´. I.´.

 

Oceanos de tinta foram gastos na polêmica entre Criacionistas e Evolucionistas.

O Grande Arquiteto (William Blake)

Os Criacionistas, por um lado, trazem à discussão a posição do Cristianismo centrada no Livro Gênesis da Bíblia, defendendo a idéia de que o mundo foi criado por um Deus onipotente, onisciente e onipresente, em sete dias, e que o Homem foi por Ele criado a partir do barro, e a Mulher a partir de uma costela do Homem. Ao ceder à tentação de ter acesso à árvore do conhecimento, o Homem e a Mulher caem em desgraça e são expulsos do Paraíso.

Os Evolucionistas, com base na teoria de Charles Darwin, sustentam ter o homem, assim como todas as espécies, passado por um processo de evolução, a partir do denso caldo de cultura criado nos mares, quando se amenizaram as condições da Terra, milhões de anos atrás.

Segundo a teoria, tudo o que existe na Terra, que se possa chamar de vida, é o resultado possível das condições existentes.

A condensação de elementos químicos e sua organização em sistemas mais complexos somente foi possível devido ao resfriamento da terra até o ponto em que a sobrevivência daqueles sistemas complexos fosse viável. Daí, a necessidade forçou sua evolução, em organismos progressivamente mais complexos, sempre balizados pela possibilidade, dentro das condições existentes. Mutações acontecem aos milhões, mas somente as mutações possíveis sobrevivem.

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Published in: on julho 13, 2017 at 10:12 am  Comments (3)  
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A conquista do ocidente pelos cristãos

por Sérgio Koury Jerez

As religiões, como as demais formas de cultura, são frutos de um processo lento, porém contínuo, de acumulação e transformação de conhecimento através da interação do homem com o meio e com outros grupos sociais. Experiências, tradições, rituais e símbolos vão-se somando e, reciprocamente, se modificando, formando um amálgama às vezes tão coerente, coeso e completo que é quase impossível para o praticante religioso enxergar qualquer coisa fora de sua fé, tal a forma como ela se apodera de sua escala de valores e de sua razão.

A adoção do cristianismo pelo império romano

No início do século IV, a velha religião de Roma dava visíveis sinais de decadência. O panteão romano, que tivera nos deuses gregos sua fonte de inspiração, já não atendia mais aos anseios dos que viviam próximos à corte, nem aos dos habitantes das longínquas colônias. O próprio imperador, antes um eleito dos moradores do Olimpo, parecia não mais gozar da consideração divina como os césares de outrora. Ao mesmo tempo em que transformava a cultura dos povos conquistados, Roma também era transformada por eles, absorvendo seus mitos e suas crenças, e perdendo, com isso, muito de suas tradições religiosas. Eram tantos os deuses e tão ricas as mitologias trazidas pelas milícias que voltavam das campanhas, que a metamorfose e adaptabilidade das divindades, antes um trunfo do império para impor sua cultura aos conquistados, começava a descaracterizar os objetos de culto, fazendo-os perder sua identidade. Tanto é assim que, impotente para impor sua fé a todos os súditos, no ano de 313, o imperador Constantino[2], acompanhado de Licínio, tetrarca oriental, e buscando aplacar as revoltas que vicejavam em todo o império, promulgou o Édito de Milão, também chamado de Édito da Tolerância, declarando a neutralidade de Roma com relação aos credos religiosos e acabando oficialmente com toda perseguição, por motivos de fé, do Estado contra seus cidadãos. Com isso, decretava a falência do modelo religioso herdado da Hélade.

Roma, que havia sido cidade-estado grega, tinha uma estrutura religiosa decorrente desta condição. Mas, com a expansão do império, pouco a pouco vinha sendo infiltrada por seitas das mais variadas tendências. Mitraistas, cristãos, israelitas, baalitas etc., além dos seguidores dos filósofos gregos – considerados rebeldes e, por isso, marginalizados – disputavam um lugar na mente e no coração do povo romano.

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Huzzé e a Barca de Ra

Por: Reinaldo Ramirez & Sérgio K. Jerez

 

A mitologia egípcia

Dos povos da antiguidade, os egípcios certamente são os mais estudados. Mesmo antes da descoberta da Pedra da Roseta, em 1799, a cultura egípcia já desafiava a curiosidade dos exploradores europeus. Riquíssima em personagens que possivelmente provêm de períodos anteriores ao dinástico (c. 3.100 a.C.), a mitologia egípcia sempre foi pródiga na criação de divindades, heróis, vilões e lendas para explicar não só acontecimentos corriqueiros do dia-a-dia, mas também para dar uma dimensão mágica às questões religiosas e espirituais.

Nas dezenas de séculos que durou sua civilização, tanto os personagens mitológicos quanto os relatos em que estes estavam envolvidos sofreram diversas mutações, adaptando-se às questões sociais e aos valores dos períodos históricos nos quais estavam inseridos. Assim, os mesmos deuses, semideuses e entes mágicos adquiriram personalidades, nuances e contornos diversos, tornando quase impossível uma descrição única de suas características ao longo das diversas dinastias. Horus, por exemplo, uma das divindades mais antigas, assume tantos papéis e desempenha funções tão diferentes ao longo dos séculos, que se tentássemos montar um painel dos traços comuns a todas as suas versões, talvez acabássemos apenas com seu nome.

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