Maçonaria na Literatura: “O Cemitério de Praga”

Umberto Eco

“Um dos problemas que enfrentamos foi como caracterizar o general Pike, o grão-mestre da Maçonaria Universal que, de Charleston, dirigia o destino do mundo. Porém, não existe nada mais inédito do que aquilo que já foi publicado.

Assim que iniciamos a publicação de Le Diable, saiu o esperado volume do monsenhor Meurin, arcebispo de Port-Louis – onde diabos ficava isso? – La Franc-Maçonnerie Synagogue de Satan; e o doutor Bataille, que mastigava o inglês, havia encontrado durante suas viagens The Secret Societies, um livro publicado em Chicago em 1873, de autoria do general John Phelps, inimigo declarado das lojas maçônicas.

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Maçonaria, uma crônica…

A Questão Religiosa

Por Machado de Assis

10 janeiro de 1884

Hão de ter paciência; mas, se cuidam que a bala hoje é de quem a assina, enganam-se. A bala é de um finado, e um velho finado, que é pior; é de Drummond, o diplomata. Se o leitor pode desviar os olhos das graves preocupações de momento para algumas coisas do passado, venha ler dois ou três pedaços da memória inédita que a Gazeta Literária está publicando. A memória, realmente, trata de coisas antediluvianas, coisas de 1822, mas, em suma, 1822 existiu como este ano de 1884 há de um dia ter existido; e se qualquer de nós fala de seu avó, que os outros não conheceram, falemos um pouco de Drummond, José Bonifácio, D. João VI e D. Pedro.

Diabo! Mas, pelos modos, não é uma bala de estalo, é uma bala de artilharia! Não, não; tudo o que há mais bala de estalo. Eu só extraio de Memória aquilo que o velho Drummond escreveu prevendo a Gazeta de Notícias e os autores desta nossa confeitaria diária. Não é que a Memória não seja toda curtíssima de anedotas do tempo…

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MAÇOM LÍDER EM SUA COMUNIDADE

 

José Filardo, Mestre Maçom.

 

No ambiente das lojas existe muita cobrança, principalmente por parte dos maçons mais jovens que ingressam agora na Maçonaria, no sentido de que “a Maçonaria precisa ser mais atuante e agir para alterar o estado de coisas calamitoso da sociedade”. A falta de resposta, tanto conceitual quanto prática tem levado um contingente grande de neófitos a abandonar a Ordem diante de sua inação.

A resposta padrão é que a Maçonaria nada faz, quem faz são os maçons.  Naturalmente essa resposta é muitas vezes utilizadas como muleta por maçons que não estão dispostos a arregaçar as mangas e realizar alguma coisa além de ler ritual e comer pizza depois da sessão. Mas, ela é verdadeira na medida em que a instituição congrega um universo multifacetado de homens das mais diversas posições políticas, sociais e econômicas.

Assim, sob pena de se fracionar ou criar rupturas fratricidas, a Maçonaria enquanto instituição deve se abster de interferir no curso dos acontecimentos.

O que ela faz é criar condições para que seus membros possam discutir aspectos da sociedade, atingir consensos e valendo-se do amplo “networking” que a Ordem oferece, reunir recursos para, então, atuar em seu meio e modificar coisas, sempre de acordo com os princípios que norteiam a instituição a que pertencem.

A Maçonaria, por sua vez, ajusta-se ao ambiente político e social do país onde está organizada. Dessa forma, temos a Maçonaria Britânica que está a serviço do Establishment, na forma de um braço do poder monárquico. A Maçonaria Francesa arvorou-se em defensora da República secular e visa proteger a França de interferências que possam deturpar os valores republicanos. No Brasil, infelizmente, ela se perdeu em lutas intestinas e cismas que a fracionaram e que a paralisam irremediavelmente. E nesse vácuo ideológico medram comportamentos e atitudes extremamente lesivos à imagem da Ordem, cerrando fileiras com ideologias espúrias, reacionárias, retrógradas e antipatrióticas.  Uma instituição que criou a República e que sempre louva a Justiça e a Democracia, colocou-se como força apoiadora de um golpe de estado que derrubou um governo democraticamente eleito e emprestou seu apoio a um judiciário golpista que cometeu injustiças no atacado e no varejo.

Além do mais, a falta de comando unificado e de conteúdo ideológico conduz seus membros a comportamentos entrópicos, voltados unicamente para a vida em loja, para o exercício do ritual como um fim e não como meio de praticar algo mais importante, qual moldar o mundo à sua imagem e semelhança.

Isso posto, os maçons que ainda não se esclerosaram, que ainda não foram acometidos da paralisia que invadiu a Maçonaria querem ver alguma ação.  Querem grãos-mestres proativos, executivos, que não fiquem apenas recebendo comendas, medalhas e homenagens, mas que realmente inspirem o “povo maçônico” a arregaçar as mandas e partir para o trabalho.

E como podem os maçons atuar na sociedade?

Tudo depende do poder temporal de que cada um dispõe, de sua posição no arcabouço da sociedade e de sua disposição e desprendimento. Mas, por menos poder e posição que cada um tem, a união faz a força.

Cada maçom tem o dever de assumir uma posição de liderança em sua comunidade. Ponto final.

Não há “veja bem…”, ou qualquer raciocínio que afaste esse imperativo categórico. Em sua igreja (se for religioso), sua APM, em seu sindicado, em seu clube, em seu condomínio, seu partido político, em sua cidade, estado e país.

Nas cidades maiores, onde existem bairros, um canal efetivo são as “Sociedades Amigos de Bairro”, onde se pode realizar um trabalho eficiente de encaminhamento de problemas às autoridades encarregadas de resolvê-los.

Segurança é o item mais importante em todas as comunidades.  O maçom precisa participar dos organismos de interface com as autoridades de segurança pública, como os Consegs, por exemplo.

Também no quesito segurança, começa a se popularizar uma ferramenta muito interessante que é alavancada por ferramentas de redes sociais como WhatsApp, Skype e outras: os programas Vizinho Solidário, onde são criados grupos interligados que se comunicam em situações de emergência ou preventivamente para afastar perigos localizados.

Não é fácil, é verdade.  Eu mesmo venho tentando alavancar um esquema desse tipo em nosso bairro e esbarramos com a atitude típica do paulistano: arredio, misógino, avesso ao contato humano. Tentamos organizar a ASSOVIO- ASSOCIAÇÃO DE VIZINHOS ORGANIZADOS (o projeto pode ser visto em http://www.assovio.wordpress.com ) cujo projeto está patinando por falta de apoio.

Mas, voltaremos a insistir em sua implementação, agora que surgiu apoio em forma de uma empresa de eventos, a quem interessa ter um parceiro no bairro.  Estamos muito otimistas.

Sonhar não custa nada, e podemos sonhar que um dia os maçons comandarão centenas de ASSOVIOS no território nacional, realizando uma parte daquilo que se espera da Maçonaria.

SELO ASSOVIO A2

 

Os três graus simbólicos na Maçonaria inglesa

Tradução José Filardo

Por Julian Rees

Paineis de Loja de Aprendiz e Companheiro

Toda a Maçonaria do mundo se baseia nos três primeiros graus: o primeiro, o do Aprendiz (ou, mais geralmente no mundo anglo-saxão, Entered Apprentice); o segundo, o do Companheiro e, finalmente, o terceiro, o de Mestre Maçom. A prática maçônica francesa espelha a da Inglaterra, mas apresenta diferenças significativas em nível filosófico, espiritual e esotérico. Dessa forma, certos aspectos das práticas rituais maçônicas inglesas não são particularmente claros para os maçons franceses. Gostaríamos então, neste artigo, esclarecer alguns daqueles que estão em vigor na Grande Loja Unida da Inglaterra, e, em particular, de seu rito conhecido pelo nome de Emulação.
Ver esses três graus, como cerimônias separadas é uma tentação quase inevitável. No entanto, eles são, na verdade, três partes de um todo. Na verdade, existem muitas correspondências entre os três graus e é isso que temos de examinar para entender o que eles nos podem ensinar.

Do Aprendiz ao Mestre

Parece que a primeira fase lida da saída da escuridão para ir de encontro à luz. É a caminhada da ignorância em direção ao conhecimento, o primeiro passo no caminho para a autoconhecimento. Uma fórmula diz: “Não existe escuridão tão negra que nos impeça de avançar para a luz.” Em seguida, o segundo grau integra em mais de uma maneira, toda a jornada da vida. Assim, o companheiro maçom (em Inglês, Fellow Craft, o homem do ofício) é, por isso, às vezes conhecido em outras jurisdições fora da Inglaterra, sob palavras que dão a ideia de “viajante” ou de “caminhante” (em Inglês journeyman, em alemão, Geselle; termos que os franceses podem traduzir no dia a dia como jornaleiro ou simplesmente trabalhador.) O homem que viaja para adquirir conhecimento, a fim de progredir a sua aprendizagem até um nível superior. Na França, evidentemente, o maçom do segundo grau é chamado, portanto, de “Compagnon”, ou seja, “Companheiro”, porque ele viaja na companhia de seus irmãos. O terceiro grau trata da transição da vida terrena para o Eterno, e em síntese deste grau, o candidato é chamado de Mestre Maçom, uma vez que agora ele se tornou “mestre” de si mesmo.
Durante a cerimônia do terceiro grau, o Venerável Mestre apresenta um resumo dos graus anteriores. Esta parte do ritual é útil para compreender bem o progresso necessário entre os três graus. O Venerável indica que o primeiro grau é uma “representação simbólica da entrada de qualquer ser humano em sua existência mortal” e que lhe ensina “os princípios ativos da beneficência e caridade”. Então, ele continua: Prosseguindo em seu caminho, sempre guiado em seu progresso pelos princípios da verdade e da virtude moral, você passou ao segundo grau, onde ele o levou a contemplar as faculdades intelectuais e a acompanhar o seu desenvolvimento pelas vias da ciência divina e mesmo até o trono do próprio Deus. Os segredos da natureza e os princípios da verdade intelectual foram, então, revelados aos seus olhos. E para o homem cuja mente foi formada pela virtude e a ciência, a natureza apresenta uma outra grande e útil lição.
Ela vos ensina, pela contemplação, a preparar as horas finais de sua existência. E quando, através dessa contemplação, ela vos guiou através dos caminhos sinuosos desta vida mortal, ele vos ensina finalmente … como… morrer.

Continuar a ler: https://bibliot3ca.wordpress.com/os-tres-graus-simbolicos-na-maconaria-inglesa/

Published in: on junho 1, 2016 at 5:55 pm  Deixe um comentário  
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Confraria dos Cavaleiros do Malte e da Música

Quem somos nós?

A Confraria dos Cavaleiros do Malte e da Música (a Sociedade) é uma associação regida pela lei de 1 de julho de 1901 e do Decreto de 16 de agosto de 1901, registrada em 26 de dezembro de 2013.
Ela trabalha de acordo com o seu objetivo em forma de Fraternal. Isso significa que somente irmão e irmãs maçons que atingiram o terceiro grau (Mestre / Mestra) podem ingressar. A Confraria passou a participar da Federação do Círculo Europeu das Fraternais para se juntar a outras Fraternais em um espaço sério, controlados e reconhecidos pelas Potências.
A Confraria foi fundada por três mestres maçons de diferentes horizontes maçônicos. Cinco pontos comuns os aproximam: o 3 mais vocês conhecem mais o amor pela música e pela flor do malte.
Importante: degustar não é sinônimo de abusar. O excesso não se encaixa nem em nosso funcionamento nem em nossa abordagem, e muito menos em nossa ética.

Qual é o propósito da Confraria?

Promover o conhecimento e a descoberta da música e do uísque. Reunir homens e mulheres em torno da criação musical em geral e / ou do universo do uísque, dar-lhes a conhecer estes domínicos por meio de reuniões, viagens, conferências, representações, concertos, visitas , intercâmbios (físicos e virtuais), degustações, seminários, colóquios ou convenções. A Confraria pode organizar qualquer evento ou operação envolvida no desenvolvimento ou na promoção, direta ou indireta desses universos. Ela também pode implementar qualquer acordo ou parceria, nacional ou internacional, com outras estruturas existentes ou futuras, em conformidade com a sua finalidade e, com a finalidade de expandir sua rede ou se implantar na França e no exterior.
Além de eventos excepcionais, reuniões em torno de um almoço-degustação (mediante reserva) são realizadas mensalmente e são geralmente organizadas em Levallois-Perret (92).

Por que whisky e música?

O universo do whisky é antigo, vasto e incrivelmente diversificado. Ele está em permanente expansão. Exatamente como o universo da criação musical.
Abordar uma ou outra dessas paixões inclui muitas lições; assim abraçar os dois proporciona experiências maravilhosas.
A ideia de combinar a orelha ao palato, o gosto ao ouvido ou completar as quatro sensações da degustação (visual, tátil, olfativa, gustativa) com a audição nos parece original e sobretudo inovador, vez que inexplorado.
Os epicuristas serão os primeiros a nos entender.
Mas … não sonhamos ser todos epicuristas?

Por que uma Fraternal?

Na maioria das vezes uma Fraternal agrupa irmãos e irmãs maçons que trabalham no mesmo setor profissional. Entretanto, um Fraternal também podem surgir em torno de centros de interesses ou paixões comuns. Este é o caso da Confraria dos Cavaleiros do Malte e da Música.
Descobrir a arte da degustação, ouvir o belo, reunir-se em torno de uma bebida excepcional, encontrar um cantor de soul, um músico de jazz, um tenor ou uma soprano, um guitarrista de rock ou um cantor de blues, um artista pop, partilhar experiências um Mestre de adega ou Mestre Misturador, ouvir uma crítica de whisky ou um jornalista especialista de música popular … trocar, comparar, discutir, aprender, vibrar … viver estes universos emocionantes, entre Irmãos e Irmãs, em convivência , fraternidade, tolerância … e harmonia; este é o nosso objetivo.

Como participar?

Para ingressar na Confraria, é preciso ter um padrinho ou madrinha e ser aceito.
É preciso também ser um membro ativo de uma loja maçônica e ter atingido o terceiro grau simbólico.
Para obter informações, você pode entrar em contato conosco .

Até mais ver … em torno de nossa paixão.
Fraternalmente.

http://leschevaliersdumalt.com/

Tradução José Filardo
Published in: on maio 19, 2016 at 4:00 pm  Comments (2)  
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PROTESTOS CONTRA O GOLPE: ATÉ A MAÇONARIA ESTÁ REVENDO OPINIÕES.

1 de abril de 2016

Maçom progressista na Praça da Sé - São Paulo

Maçom progressista na Praça da Sé – São Paulo

 

Presença marcante em todos os atos ‘contra a corrupção’ puxados pela direita e nas manifestações a favor do impeachment, os maçons normalmente passam despercebidos.

Discretos e silenciosos, não vociferam ‘fora PT’, ‘fora Dilma’, ‘Lula na cadeia’, ou ‘vai pra Cuba’ em coro com a massa. Mas estão lá, sempre. Estiveram até mesmo na triste reedição da Marcha da Família com Deus pela Liberdade de 2014.

Curiosamente, ontem, 31 de março, aniversário de 52 anos do golpe militar de 1964, lá estavam os maçons na mesma Praça da Sé, onde a primeira Marcha da Família ocorreu em oposição ao governo João Goulart, contra o que temiam ser a ‘implantação de um regime comunista no Brasil’ e favorável ao golpe militar (que veio duas semanas depois).

Era um grupo muito pequeno, não mais que cinco pessoas, mas o banner que ostentavam chamou atenção: “Maçons em defesa da democracia.” Parecia pegadinha. O que estariam fazendo ali?

Lauro Fabiano, analista de sistemas e membro da loja ‘Fernando Pessoa’ de São Paulo (loja é como são chamados os locais de reunião maçonicas, termo derivado do latim que nada tem a ver com comércio), esclareceu ao DCM:

“Estamos aqui mostrando que, apesar da maioria da maçonaria brasileira ser conservadora, nós temos muitos maçons de esquerda. Com um pensamento progressista, socialista, comunista, várias correntes da esquerda. Estamos nos posicionando contra esse golpe que se pretende dar num governo legitimamente eleito.”

Maçons de esquerda?

“Temos maçons no PT, no PcdoB, no PCB, no PCO. Somos maçons que tentamos resgatar a maçonaria de origem francesa, que apoia os movimentos sociais. E não somos poucos.”

Quantos?

“O percentual é baixo, começamos há pouco tempo pela internet. Mas já temos um grupo de aproximadamente 150 membros espalhados pelo Brasil. Em relação ao número total de maçons no Brasil hoje, que deve estar na faixa de uns 300 mil, é um percentual baixo. Agora, tem também muitos despolitizados, que vão seguindo a maioria, e estes podem se interessar.”

Mas não há uma resistência ou censura por parte da maçonaria? Podem discutir isso abertamente?

“Não. A discussão ocorre mais pela internet, no mundo virtual. Porque ao vivo o pessoal não é bom de diálogo, já vem com aquela conversa “ah, você é comunista”, então dificilmente chega no nível partidário da discussão. E nas lojas é mais complicado de se debater porque, como a maçonaria brasileira é descendente da inglesa, os ingleses colocaram a regra de que não se discute política nos templos.”

Como se vê, quanto mais a luta se prolonga, há uma maior probabilidade de alguns setores da direita, notadamente os desinformados, começarem a acordar para o que está acontecendo. A forte adesão da classe artística demonstrada ontem foi igualmente importante. Ao ver atores da Globo repetirem “Não vai ter golpe!”, até aquela sua tia que assiste novelas pode repensar. Ou, no mínimo, parar para pensar.

Encontrar membros da maçonaria na Praça de Sé fez perceber que nem tudo está perdido.

Publicado aqui.

Published in: on abril 1, 2016 at 2:25 pm  Comments (48)  
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Nas Origens da Maçonaria

 Tradução José Filardo

por Pierre Mollier

A Maçonaria nasceu oficialmente em 1717 na Inglaterra, mas as circunstâncias do nascimento parecem bastante obscuras. Conhecem-se os acontecimentos antes dessa data, e que fizeram a conexão entre os maçons operativos da Idade Média e os maçons mais intelectuais do Século XVIII ?

O ano de 1717, marca efetivamente a criação da primeira Grande Loja em Londres, e em seguida, a implementação do sistema maçônico que vais se perenizar até hoje – com algumas mudanças, é claro. A origem da Maçonaria se situa, portanto, na Inglaterra e todo o desafio é entender como uma fraternidade profissional – a dos maçons – transformou-se em uma sociedade de reuniões e de convívio social.

Leia mais em https://bibliot3ca.wordpress.com/nas-origens-da-maconaria/

Catedrais Góticas: Marcas da Presença Humana

José Filardo  M.'. M.'.

Catedrais góticas me fascinam! Sou capaz de entender perfeitamente o objetivo delas de elevar os homens, de conduzir o olhar para o alto, para o divino.

Mesmo não sendo um crente, sinto vontade de ajoelhar-me toda vez que me vejo dentro de um desses monumentos que para mim são monumentos à capacidade construtiva do Homem e à habilidade dos maçons operativos cujas ferramentas e costumes inspiraram a Maçonaria Moderna.

E pensando nesses milhares de maçons desconhecidos, eu sempre procuro encontrar os sinais de suas presenças, além da manifestação esplêndida que o conjunto arquitetônico nos mostra.

Especificamente, refiro-me às marcas que o maçom esculpia nas pedras que produzia, para que se computasse o seu pagamento. Esse costume, ou técnica construtivo-administrativa das guildas de pedreiros deram origem ao Mark Mason, uma ordem de Maçonaria de graus filosóficos que vem crescendo no Brasil, que transmite lições de moral e ética em alegorias ritualizadas baseadas na construção do Templo de Salomão. Nela o maçom é ajudado a escolher uma marca de maçom e lhe é apresentada uma extensão do mito Hirâmico relacionado com a fabricação, perda e reencontro da pedra angular da Arca Real daquele grau.

Este é um quadro que ajuda a situar a Ordem dos Maçons de Marca na constelação de ordens de pedigree anglo-saxão.

Quadro das Ordens Anglo Saxãs complementares do simbolismo (Craft)

Estive recentemente a perambular pelo interior de Portugal, onde se encontram exemplares maravilhosos dessa arte, onde o gótico se manifesta com todo o seu esplendor. E em suas pedras encontrei as assinaturas ou Marcas daqueles pedreiros.

Percorremos o norte de Portugal onde vimos alguns exemplares de grandes construções nas quais estiveram envolvidas as guildas de pedreiros da Idade Média.

Alguns exemplos:

https://bibliot3ca.wordpress.com/catedrais-goticas-marcas-da-presenca-humana/

Debate vivo sobre o artigo “Os dois coveiros da Maçonaria”

O Artigo https://bibliot3ca.wordpress.com/os-dois-coveiros-da-maconaria-2/ de autoria do Ir.’. Ricardo Vidal tem provocado vivas manifestações tanto a favor quanto contra suas posições.

Publicamos aqui a manifestação do Irmão William (Rito de York) e a resposta do autor.

https://bibliot3ca.wordpress.com/debate-sobre-artigo-os-coveiros-da-maconaria/

“Organização, Preceitos e Elementos da Cultura Maçônica: fundamentos para a introdução aos estudos da maçonaria”

Françoise Jean de Oliveira Souza

Resumo

Nas últimas décadas, a maçonaria tem sido objeto de estudo de muitos campos do conhecimento. A abordagem dessa instituição como um importante espaço de socialização e de práticas políticas tem colaborado para a compreensão das inúmeras engrenagens por meio das quais o poder se distribui e manifesta-se na sociedade. No entanto, uma sólida investigação sobre o tema da maçonaria, exige um conhecimento profundo acerca da complexidade da natureza maçônica, isto é, dos fundamentos e preceitos desta instituição e de sua historicidade. Ignorar tais informações é incorrer no risco de tom ar a maçonaria como uma instituição monolítica e a- histórica. Neste sentido, o presente artigo visa apresentar os pressupostos teóricos que fundamentam a instituição maçônica, oferecendo os instrumentos teóricos necessários para uma sólida introdução aos estudos da maçonaria.

Abstract

In recent decades, Freemasonry has been studied by many fields of knowledge. The approach of this institution as an important place for social and political practices has contributed to the understanding of many gears by which power is distributed and manifests itself in society. However, a solid research on the topic of Freemasonry requires a deep knowledge about the complex nature of freemasonry, that is, the fundamentals and principles of this institution and its history. Ignoring such information is incurring the risk of taking Freemasonry as a monolithic and ahistorical institution. In this sense, this article presents the theoretical assumptions underlying the institution of Masonry, providing the theoretical tools necessary for a solid introduction to the study of Freemasonry.

Leia em https://bibliot3ca.wordpress.com/organizacao-preceitos-e-elementos-da-cultura-maconica-fundamentos-para-a-introducao-aos-estudos-da-maconaria/