O que olha o olho que tudo vê?

Tradução José Filardo

Por Guy Chassagnard

Do antigo Egito, muito antes de os autores do Antigo Testamento escrevessem suas primeiras linhas. O olho que tudo vê, é principalmente o Olho de Hórus, também chamado de Olho Oujdat (completo). Vamos dar uma olhada na história.

Enciumado com de seu irmão, Seth mata Osíris a quem decepa em pedaços; mas Isis, a esposa do Faraó, consegue restaurar seu corpo e devolver-lhe a vida, em tempo de conceber Hórus. Mais tarde, durante uma luta pelo poder, Seth arranca o olho esquerdo de Hórus. Daí a intervenção do deus Thoth para restaurar a integridade física do filho de Osíris.

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SABORES DE MAÇONARIA

Ir. J. Filardo, M. ‘. I.’.

 

A Escócia deu ao mundo mais do que bom uísque e música de gaitas de fole. Deu-nos a Maçonaria …

Já em 1250, a primeira Grande Loja de Franco Maçons foi criada em Köln, Alemanha. Mas estes eram os construtores, como empresas empregadas pela Igreja Católica e as cabeças coroadas da época.

Mas estamos, na verdade, falando sobre a instituição que hoje conhecemos como a Maçonaria.

Em última análise, tudo se resume a política e religião.

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Freemasonry Flavours

Bro. J. Filardo, P.´.M.´.

sept pratiques

Scotland has given the world more than good usquebaugh and uilleann music. It has given us Freemasonry…

And as early as 1250, the first Grand Lodge of Freemasons was established in Köln, Germany. But these were builders, like companies employed by the Catholic Church and the Crowned heads of the time.

However, we are, in fact, talking about the institution that we know today as Freemasonry.

Ultimately, everything boils down to Politics and Religion.

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ANAIS DO COLÉGIO INVISÍVEL-II

JOSCELYN GODWIN

Tradução: S.K.Jerez

IV

Pitágoras

Podemos duvidar que Pitágoras tinha uma coxa de ouro e que podia ouvir a música das esferas. Mas, contrariamente aos nossos temas anteriores – Hermes Trismegisto, Zoroastro e Orfeu – não podemos questionar sua existência. Nasceu no princípio do século sexto a. C. na ilha Egéia de Samos; passou anos no Egito e na Caldéia e a última parte de sua vida em Crotona, na costa sul da Itália. Ali tinha sua família e fundou uma escola de filosofia, morrendo em idade avançada.

Com a chegada de Pitágoras, aquilo que é místico e misterioso em Orfeu se aproxima mais da realidade concreta, e o Colégio Invisível começa a tomar forma. A lira de Orfeu, que encantava tudo, desde as pedras até os deuses, se converteu nas mãos de Pitágoras em um instrumento científico utilizado para atuar sobre as emoções humanas.

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A Letra G Maçônica, uma interpretação

Paul Foster Case

Tradução de S. K. Jerez

 

Introdução

Paul Foster Case (1884-1954), autor deste tratado, é conhecido por estudantes de ocultismo como uma proeminente autoridade de Tarot, Cabala, Alquimia e assuntos relacionados da Tradição Oculta Ocidental. Suas outras publicações, incluindo a Ordem Rosacruz Verdadeira e Invisível; Tarot, chave para a sabedoria dos tempos; O grande selo dos Estados Unidos, a linguagem mágica; O Livro de Tokens, testemunham a sua profunda visão e sua abordagem maravilhosamente compreensível para esses assuntos.

O presente trabalho deixa claro que seus conhecimentos incluiam um domínio profundo da tradição maçônica. Nele, ele desenvolve a ligação inconfundível que existe entre os graus e rituais maçônicos e a tradição cabalística. Mostra que a Maçonaria não pode ser plenamente apreciada ou compreendida sem o conhecimento da Árvore da Vida cabalística e sua visão sobre a verdadeira natureza do homem e do cosmos. Um dos notáveis conceitos que ele explora é a relação entre a geometria, na qual o edifício e o simbolismo arquitetônico da Maçonaria estão baseados, e a Gematria dos cabalistas, que é um sistema de correspondências numéricas para palavras e frases que revela os significados subjacentes aos números, medidas e proporções geométricas que ocorrem tanto no Antigo como no Novo Testamento.

As contribuições de Paul Case para os estudantes da espiritualidade vai além das obras mencionadas acima. Ele fundou a Builders of the Adytum[1], uma organização religiosa sem fins lucrativos, que divulga um sistema de formação espiritual com base em suas obras, sob a forma de lições graduais por correspondência. É um sistema que permite aos aspirantes sinceros dos dias de hoje receberem treinamentos que em épocas passadas estavam disponíveis apenas para os poucos que podiam entrar em uma escola de mistério e se retirar, pelo menos temporariamente, da sociedade e das preocupações do mundo exterior.

Um Mestre da Escola Oculta deu a Paul Case a incumbência de preservar, ampliar e atualizar a Sabedoria Antiga que existe desde o início do mundo. Sua notável contribuição é ter-nos deixado um sistema claro e gradual para desenvolvimento espiritual, que nos permite manter totalmente nossas relações e responsabilidades no mundo moderno, enquanto gradativamente nos revela uma visão sobre o que há de mais elevado.

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Cosmogonia Perene: O Simbolismo da Roda – Parte I

por FEDERICO GONZÁLEZ

Tradução: S.K. Jerez

Donum Dei (pintura s. XVII)

1.– A Cosmogonia Perene


A cosmogonia é uma ciência cultivada por todos os povos arcaicos e tradicionais e se refere ao conhecimento do homem (pequeno cosmos) e do universo (homem grande). Repete-se de modo unânime e de maneira perene ao longo do tempo (história) e do espaço (geografia), descrevendo uma única realidade, a do cosmos. Esta realidade, por outro lado, é a mesma que nós, os contemporâneos, vivemos e habitamos, pois é essencialmente imutável apesar das mutantes formas em que pode ser expressa ou apreendida, já que se mantém perenemente viva.

Esta ciência é praticamente desconhecida para o ser humano atual, que é produto do racionalismo, do positivismo, do materialismo e da técnica. Foi, no entanto, a estrutura básica, primária, sobre a qual tanto os povos primitivos como as grandes civilizações da antiguidade como, por exemplo, os egípcios, fundaram suas crenças, e a ferramenta com a qual construíram sua vida e cultura, que no caso desse exemplo durou três mil anos; o mesmo poderia ser dito do império chinês, ou melhor, da Tradição extremo–oriental. Esta ciência, na verdade, é o denominador comum de todas as tradições conhecidas, quer se encontrem vivas ou aparentemente mortas.

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As Lojas Maçônicas: (Desafios e Entraves)

 

Contribuição do Ir.´. Marcos Piva M.´.I.´.

 

Durante muito tempo e até, pelo menos, as cinco primeiras décadas do século passado as Lojas Maçônicas no Brasil serviram como espaço de aglutinação de homens voltados para a discussão de problemas relativos ao desenvolvimento da sociedade onde conviviam. Em geral, as Lojas abrigavam em seu seio pessoas proeminentes da sociedade, que além do convívio salutar e fraternal, criavam uma enorme rede de contatos e facilitavam a troca de ideias e a absorção de novos conhecimentos.

As Lojas, através das suas Sessões semanais, na maioria das vezes, serviam como oportunidade de manter seus membros atualizados sobre o que estava acontecendo na comunidade, no país e no mundo. Temas de interesse histórico, político e filosófico sempre tiveram o maior enfoque nas Sessões Maçônicas.

O Maçom tinha então oportunidade de melhoria de sua profissão, da sua cultura em geral, do seu status, ganhando maior espaço e inserção na sociedade em que vivia.

No entanto, chegamos ao terceiro milênio com uma profusão estrondosa de tecnologia, velocidade e globalização da informação. Estamos vivendo uma época de grandes atrativos, pressa e utilitarismo. Um mundo cheio de atrações, como o cinema, a televisão, a internet, teatro, shows musicais, esportes e tantos outros. A velocidade como tudo se processa, faz com que todos hoje tenham pressa para tudo. Vivemos como se não houvesse mais tempo a perder. Segundo o filósofo Mario Sergio Cortella “uma norma principal ganha corpo: é bom tudo o que for útil, é adequado tudo o que for lucrativo, é moralmente confortável tudo o que for vantajoso”.

Podemos afirmar que essa norma não impera em nosso meio? O grande desafio que temos hoje, particularmente em nosso País, dentre outros, é o de fazer com que nossas Lojas Simbólicas voltem a ser verdadeiras escolas de conhecimento e formação, com Sessões atrativas, discutindo temas de interesse nacionais e internacionais, despertando em seus membros o interesse na participação intramuros e intramuros e diminuindo o percentual de evasão maçônica.

Por outro lado, a maioria das Lojas tem sido administrada, até aqui, de uma maneira geral, de forma empírica, sem o mínimo senso de administração, sem observância de critérios técnicos e com ênfase no improviso. Não se vê propriamente a aplicação de um planejamento administrativo. Urge, portanto, adequar a nossa estrutura organizacional às modernas técnicas e recursos de administração, inclusive, com a utilização de mais recursos tecnológicos e enfoque em conhecimentos de liderança.

A falta de estudos é o que mais prejudica as Lojas, impede seu crescimento qualitativo e muito contribui para a evasão maçônica. Estas perdem muito tempo com assuntos administrativos, quando esses assuntos deveriam passar antes pela respectiva Comissão, sendo devidamente enxugados. Esta é uma forma para que possa sobrar mais tempo destinado aos estudos em Loja. No entanto, o que leva à evasão maçônica não é apenas a falta de estudos, mas também uma seleção precipitada e corrida com vistas à iniciação de candidatos. Há que se aprimorar a indicação, seleção e admissão de candidatos à Ordem.

É prejudicial às Lojas, também, a ênfase dada pela maioria das administrações às pompas e circunstâncias inerentes às Sessões Magnas, em detrimento das atividades imprescindíveis à formação e aperfeiçoamento dos Irmãos.

Por último, é importante que seja desenvolvido um sistema de capacitação dos cargos em Loja, especialmente os que compõem a administração, evitando-se que estes sejam assumidos por Irmãos, quando muito, providos apenas de conhecimentos empíricos.

 

Postado pela Loja de Estudos e Pesquisas Maçônicas Sabedoria Triunfante nº 406.

As Quatro Borlas

Tradução: S.K.Jerez

As Quatro Borlas pendentes nos cantos da loja são símbolos operativos importantes raramente explicados adequadamente na maçonaria especulativa.

Um antigo símbolo operativo

Os Quatro Borlas, que são mencionadas perto do final da instrução sobre o painel do primeiro grau em vários rituais, são ornamentos importantes do loja. Eles são de grande antiguidade e seu simbolismo merece mais explicações. Na verdade, o simbolismo das Quatro Borlas, que tem suas origens na maçonaria operativa, é de grande importância e sua omissão de muitos rituais, ou apenas uma breve referência a ele em outros rituais, é surpreendente. Em épocas anteriores, freqüentemente eram dadas explicações sobre a origem e o significado simbólico profundo dos Quatro Borlas, mas hoje em dia elas são mencionadas tão raramente que muitos maçons, se não a maioria, não têm conhecimento de seu significado.

 

 

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Os números sagrados na tradição pitagórica maçônica

 

Por: Arturo Reghini

Liberdade vai buscando, que é tão querida
Como sabe quem por ela rechaça a vida.
Dante, Purgatório. I,71-72[i].

Tradução: S.K. Jerez

Segundo os antigos rituais e as antigas Constituições maçônicas, a finalidade da franco-maçonaria é o aperfeiçoamento do homem.

Os antigos mistérios clássicos não tinham outro objeto e conferiam a télétê, perfeição iniciática. Este termo técnico estava vinculado etimologicamente aos três sentidos de fim, morte e perfeição, como já observa o pitagórico Plutarco. Jesus utiliza também a palavratéleios quando exorta seus discípulos a serem “perfeitos como vosso Pai que está nos céus”, inclusive se, por uma dessas frequentes incongruências das Santas Escrituras, afirma que “ninguém é perfeito exceto meu Pai que está nos céus”.

Essa definição poderia parecer explícita e precisa; e, não obstante, uma ligeira mudança formal alterou fundamentalmente o conceito. Tomemos como exemplo o dicionário de Pianigiani que afirma que a finalidade da franco-maçonaria é o aperfeiçoamento da humanidade; grande quantidade de profanos, assim como numerosos maçons, aceitam essa definição. A primeira vista pode parecer que aperfeiçoamento do homem e aperfeiçoamento da humanidade significam a mesma coisa. Na realidade, se referem a dois conceitos profundamente distintos, e sua aparente sinonímia gera um equívoco e oculta uma incompreensão. Outros utilizam a expressão aperfeiçoamento dos homens, igualmente equivocada. Evidentemente, é quase impossível decretar qual é a expressão correta, porque qualquer franco-maçom pode declarar correta a que está mais de acordo com suas preferências, e ainda comprazer-se, talvez, no equívoco. Mas quando se trata de determinar, histórica e tradicionalmente, a interpretação correta e conforme com o simbolismo maçônico, a questão muda de aspecto e já não se trata de preferências particulares.

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Published in: on janeiro 22, 2014 at 3:03 pm  Comments (1)  
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Por que a Maçonaria nada faz?

Por José Filardo, Mestre Maçom

Invariavelmente, um irmão pede a palavra durante a sessão para dizer que as coisas estão indo cada vez pior e que “alguém precisa fazer alguma coisa”, implicando que a maçonaria precisa fazer alguma coisa. Essa manifestação, contudo, revela o desconhecimento dos irmãos sobre a instituição a que pertencemos, a Maçonaria.

Seu nascimento, em 1717, respondeu a uma necessidade de fundo político, é verdade, mas não havia proposta de intervenção direta na sociedade.

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