A EVOLUÇÃO DA LENDA HIRÂMICA NA INGLATERRA E FRANÇA. (Parte 2)

Tradução José Filardo

Palestra ditada pelo próprio Ir.’. Snoek no Freemason’s Hall patrocinada pela Cornerstone Society em 13 de maio de 2001.

  1. O DESCOBRIMENTO DE HIRAM

Passemos agora para a terceira parte da Lenda de Hiram, a descoberta do corpo de Hiram.

Pritchard disse que quinze amados irmãos, por ordem do Rei Salomão, saíram pelo portão Oeste do Templo (em busca de Hiram), e que se separaram da direita para a esquerda dentro do alcance um do outro; e que concordaram que se não se achasse a Palavra nele ou sobre ele, a primeira palavra seria a Palavra do Mestre.

Diante dos recentes desenvolvimentos, devemos notar duas coisas: em primeiro lugar, não é especificado quem são esses quinze irmãos, e, em segundo lugar, que eles que decidem mudar a Palavra do Mestre não tinham nenhuma razão para suspeitar que Hiram tinha morrido e, menos ainda que ele fora assassinado e por quê.

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Published in: on junho 10, 2017 at 1:52 pm  Comments (1)  
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À sombra dos mitos – Sinais de reconhecimento, segredo, fraternidade…

Tradução José Filardo

por François Cavaignac

A Maçonaria, cuja originalidade consiste em misturar ritual e reflexão, tradição e modernidade, simbolismo e solidariedade, não escapou do mito. Ela tem uma dúzia de histórias ou referências míticas que ela emprestou do fundo cultural judaico-cristão e que lhe permitiu desenvolver uma visão particular do mundo.

Em relação à mitologia clássica, ela selecionou seus temas preferidos: ela não destaca Édipo, Sísifo ou Eros, Zeus ou os Titãs, Orfeu e o submundo, belas deusas e ninfas imprevisíveis, heróis metamorfoseados, monstros fabulosos ou histórias de amor e incesto. Mas encontramos o crime (assassinato de Hiram), tantas vezes presente nas relações entre os deuses pagãos; encontramos a questão da transmissão do conhecimento (as duas colunas) colocada por Prometeu ou Hermes; encontramos a culpa do homem envolvendo a vingança de Deus (o Dilúvio e a Torre de Babel).

Basta dizer que a mitologia maçônica, apesar de dimensões restritas, não pertence menos à mitologia universal. Ela pode se articular em torno de três eixos: primeiro, a construção do Templo, imagem fantasista do templo de Salomão. Este edifício é tanto o próprio templo interior de cada maçom que deve dominar sua natureza, e o templo exterior representado pela Cidade ideal; em todos os casos, assume-se que permanece inacabado. Em segundo lugar, a lenda de Hiram, transposição de múltiplos arquétipos, retomada parcial do mito de Ísis e Osíris, símbolo da transcendência diante da finitude humana, realização de um destino e esperança de uma ressurreição. Finalmente, o mito de cavalaria que não só penetrou o ritual desde o grau de aprendiz (cerimônia de iniciação), mas também promove os valores tradicionais atribuídos a esta instituição: honra, coragem, lealdade, generosidade, altruísmo. Tal como o conjunto da sociedade, o fascínio cavalheiresco também permeia a Maçonaria.

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