A disputa entre “Antigos” e “Modernos”

Tradução José Filardo

Por R. Dachez / J. Villalta

À medida que avançam as investigações, a história dos primórdios da Maçonaria inglesa parece mais complexa do que foi dito ou imaginado até agora. Este é o caso do conflito fundamental que abalou a maçonaria do outro lado do Canal da Mancha por quase 60 anos: a disputa entre os “Antigos” e “Modernos” (1751 / 1753-1813).

Especialmente estudada como um assunto interno na Inglaterra, parece hoje, se você deseja renovar e aprofundar a questão, deve ser levado em conta o ambiente britânico, especialmente o irlandês, incluindo a Maçonaria continental e principalmente a francesa.

Assim é que desde 1928, Philipp Crossle, grande historiador da Maçonaria irlandesa chamou a atenção para as especificidades desta Maçonaria, em particular a existência de um sistema em 3 graus ou etapas, anterior ao sistema revelado por Samuel Prichard em 1730, dotado de um conteúdo diferente que compreendia o Arco Real. Ao fazer isso, Crossle levantou implicitamente a questão do surgimento e influência dos altos graus sobre a história geral da Maçonaria.

Por outro lado, se, como mostrou Alain Bernheim, as maçonarias inglesa e francesa foram, para os graus azuis (simbólicos), substancialmente idênticas até aproximadamente 1750 (até o aparecimento dos “Antigos”), é certo que o afloramento dos altos graus na França desde a década de 1740 terá um impacto sobre a Maçonaria inglesa a partir do final do século.

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O Rito Francês, “Antigo ou Moderno”?

Tradução José Filardo

Por Roger Dachez

Templo Groussier – GODF

UM RETORNO ÀS FONTES HISTÓRICAS DA MAÇONARIA

No início da Maçonaria o Rito não era nem “Moderno”, nem “Francês”, nem sequer “Antigo”. Esta unidade ou qualidade ritual foi quebrada em 1751, ao se criar a Grande Loja em Londres que se chamou “dos Antigos”, em oposição à primeira “dos Modernos” criada em 1717. Novos usos rituais foram adotados, mas somente na Inglaterra.

De um lado está a legitimidade da Maçonaria que vem através de rituais sem idade, atemporais, são tempos que poderíamos dizer estão suspensos em usos rituais imemoriais; e que por sua vez são a negação de toda a história: o universo e a decoração familiar da maçonaria que se desdobra dentro de uma ahistoricidade permanente, onde apenas conta o significado perene dos símbolos e dos ritos. Essa é a ambivalência da Maçonaria.

Mais realidade é inevitável, teimosa e, em parte, vem para roubar o ideal que nós expressamos. É inútil, e até mesmo vão, negar que a Maçonaria é uma instituição social que ao longo de toda a sua história foi se compondo e construindo com os valores de seu tempo, integrando as preocupações humanas e as especificidades culturais que pululam nas lojas que a compõem. Tudo isso, por outro lado, muito confrontado com questões de poder e os discursos de legitimação que não se relacionam apenas ao Templo de Salomão, ou às antigas tradições ambíguas, mas também em acreditar que ela tem uma autenticidade jurídica que justifica sua autoridade perante as instâncias que pretende assumir. Em uma palavra, ela se faz política.

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