Em busca de um Hiram de mil facetas

 Tradução José Filardo

por Francis Moray

Na nebulosa que muitas vezes pode ser a Maçonaria, principalmente a francesa, com sua profusão de potências, ritos, rituais e diante da dificuldade de lhe dar uma definição holística, há pelo menos um tema que, em primeiro lugar, parece aparecer como uma constante: a construção do templo de Salomão e o mito de Hiram. Mas as coisas são tão claras desse lado? A personagem icônica de Hiram e seu correspondente assassinato podem se posicionar como o componente intangível, homogêneo e irredutível da Maçonaria desde a sua origem?

Segundo os ritos, Hiram é uma “personagem ilustre e justamente reverenciada entre os maçons”, “pai, o modelo” da Maçonaria, o “mestre”, o “maçom por excelência”, até se tornar o ” homem perfeito “,” o arquétipo da perfectibilidade humana “. De fato, ele passa pelo mito absoluto da maçonaria, ou o seu mito fundador. Por isso, presumimos que ele deva estar bem presentes desde o nascimento da Maçonaria obediencial em 1717 e até mesmo, logicamente, muito antes, quando a maçonaria especulativa começa a amadurecer. De fato, Jules Boucher nos explica que teria sido Elias Ashmole – um dos primeiros maçons ingleses, iniciado em 1641 – quem teria introduzido este mito da morte de Hiram por volta de 1646.

Leia mais em: https://bibliot3ca.wordpress.com/em-busca-de-um-hiram-de-mil-facetas/

Anúncios
Published in: on fevereiro 28, 2017 at 3:02 pm  Deixe um comentário  
Tags: , , ,

Cronograma da Maçonaria Britânica “Registrada”

Tradução J. Filardo

Conforme compilado pelo: Ir.’. Gary Kerkin, PM Lodge Piako No 160, New Zealand .

1390: O Poema Regius, muitas vezes chamado Manuscrito Halliwell, que se acredita ser datado deste ano, é considerado a base das “Antigas Obrigações”, embora Haywood (Editor de The Builder) afirme que é provavelmente um livro sobre a Maçonaria, em vez de um documento da Maçonaria. Ele contém 15 “artigos” e 15 “pontos”.

1425: O Manuscrito Cooke, que se acredita ter sido escrito por um Maçom, está em duas partes: a primeira é uma tentativa de apresentar uma história do ofício, e a segunda uma versão das obrigações. Ele menciona nove artigos que parecem ter sido juridicamente vinculantes e nove pontos que não eram obrigatórios.

1429: “Mestres da Loja” foram mencionados na Catedral de Canterbury. 1444: Estatuto de Henry VI limitou os salários de um “franco maçom”.

1463: A Worshipful Company of Masons da Cidade de Londres construiu seu primeiro salão.

1479: O título de Mestre Mason apareceu após o nome de William Orchard em Magdalen College (Oxford).

1487: As palavras Free Mason apareceram no Estatuto pela primeira vez.

1491: Lei municipal foi aprovada em St Giles, Edimburgo, que instituía a condição de emprego de Mestres Maçons e cotrabalhadores

1495: Estatuto de Henry VII regulava o salário de “pedreiros livres, mestre carpinteiro e ajudante de pedreiro.”

1514: Estatuto de Henry VIII limitava os salários de um “Freem mason”.

1548: Estatuto de Edward VI impedia restrição ao trabalho de qualquer pedreiro livre, canteiro, etc.

1549: Estatuto de Edward VI revogava o estatuto de 1548.

1562: Estatuto de Elizabeth codificou os estatutos de trabalhadores. O termo “rough mason (pedreiro)” aparece, mas não “free mason”.

1581: A Masons company constituída em Newcastle-upon-Tyne e dava certos poderes e deveres.

1598: William Schaw promulgou dois conjuntos de regras, o primeiro regulando os maçons da Escócia, o segundo dando à Loja de Kilwinning poderes de supervisão sobre as lojas de West Scotland. Foi utilizado o termo “companheiro do ofício”.

1599: O primeiro registro conhecido de uma Loja Maçônica, Loja Aitchinson’s Haven, Mussleburgh, 09 de janeiro (Escócia). A mais antiga loja existente conhecida, Loja Edinburgh Número 1 é registrada em 3 de julho.

1600: John Boswell, Laird de Auchinlech, tornou-se um membro da Loja de Edimburgo e é a primeira admissão gravada de um Maçom não operativo em uma loja da Escócia. Na Inglaterra, a palavra “maçom” apareceu no York Roll.

1619-1620: O livro de Contas da Companhia dos Maçons de Londres usava o termo “Aceito” para descrever alguns membros.

1621: Registros do Worshipful Company of Freemasons of London indicava membros “aceitos” e “operativos”.

1633: O Levantamento de Londres de John Stow mencionava a “Company of Masons sendo de outra forma denominada Freemasons”.

1634: Lord Alexander, Sir Anthony Alexander e Sir Alexander Strachan foram feitos Masons na Loja de Edimburgo.

1641: A mais antiga iniciação registrada foi a de Sir Robert Moray, por um grupo de maçons em um regimento de Escoceses em Newcastle-on-Tyne em 20 de Maio.

1642: Primeiras atas da Loja-Mãe Kilwinning.

1646: Elias Ashmole registrou em seu diário 1646: Out. 16 16:30 hs, Fui feito um Maçom em Warrington.”

1655: A Company of Freemasons da Cidade de Londres mudou seu nome para “Company of Masons.”

1656: John Aubrey começou “Uma História Natural de Wiltshire”, no qual ele afirmava “que a Fraternidade de Maçons Livres são conhecidos entre si por certos sinais e palavras de senha.”

1668: A sede da Worshipful Company of Masons de Londres foi reconstruída após o Grande Incêndio de Londres (1666).

1670: Os registros do Lodge de Aberdeen começaram. Eles indicam que alguns membros eram operativos e outros eram especulativos.

1682: Elias Ashmole registrou que ele tinha participado de uma reunião na loja do Mason’s Hall, Londres.

1686: John Aubrey escreveu sua “História Nacional de Wiltshire” e falou da “Fraternidade de Maçons” e os descreveu como maçons “adotado” e “aceitos”.

1688: Uma loja de maçons aceitos reuniu-se no Trinity College, em Dublin, e da Sociedade de Freemason é mencionada em um discurso satírico dos exercícios iniciais da Universidade de Dublin em julho. Na Inglaterra, Randle Holme (Vice-Garter King of Arms) descreveu uma associação com membros da “Sociedade chamada de Freemasons.” Seu filho tornou-se membro de uma Loja Maçônica em Chester nos anos 1670.

1690: Registros da Loja de Melrose (Escócia) usavam o termo “fellowcraft.”

1696: O Manuscrito Edinburgh Register House sugere que os Maçons tinham palavras, um aperto de mão, sinais e “cinco pontos”.

1697: (Escócia) Menção de uma letra da “palavra do maçom”, utilizada para fins de reconhecimento.

1698: Um folheto antimaçônico alertava as pessoas contra “os erros e os males praticados aos olhos de Deus por aqueles que são chamados Freed masons ..”

1717: Primeira Grande Loja é formada em Londres em 24 de Junho.

https://bibliot3ca.wordpress.com/cronograma-da-maconaria-britanica-registrada/

Quem foi esse “antiquário” chamado Elias Ashmole?

Tradução José Filardo

Por Guy Chassagnard

 

Elias Ashmole

Em sua condição era antiquário, astrólogo, alquimista e até mesmo médico, Elias Ashmole é muitas vezes considerado como tendo sido o primeiro maçom aceito conhecido; aceito porque tendo sido iniciado mesmo não sendo, por ofício um construtor. Puro engano. O que não impede, de modo algum, de continuar a ser um caso interessante para o maçom de hoje.

Elias Ashmole poderia ter sido apenas um seleiro como seu pai ou um negociante de tecidos como seu avô materno. Elias Ashmole podia ser apenas um advogado, como ele foi por alguns anos em Londres. Elias Ashmole poderia ter sido apenas um cobrador de impostos em Oxford, ou um oficial da artilharia de Sua Magestade Carlos I, antes de sua decapitação em 1649. Elias Ashmole teria sido apenas um astrólogo, um alquimista, um escritor, um antiquário ávido por diferentes coleções.

Continue a ler em https://bibliot3ca.wordpress.com/quem-foi-esse-antiquario-chamado-elias-ashmole/

Published in: on março 29, 2014 at 9:23 am  Comments (2)  
Tags: