O Rito Francês, “Antigo ou Moderno”?

Tradução José Filardo

Por Roger Dachez

Templo Groussier – GODF

UM RETORNO ÀS FONTES HISTÓRICAS DA MAÇONARIA

No início da Maçonaria o Rito não era nem “Moderno”, nem “Francês”, nem sequer “Antigo”. Esta unidade ou qualidade ritual foi quebrada em 1751, ao se criar a Grande Loja em Londres que se chamou “dos Antigos”, em oposição à primeira “dos Modernos” criada em 1717. Novos usos rituais foram adotados, mas somente na Inglaterra.

De um lado está a legitimidade da Maçonaria que vem através de rituais sem idade, atemporais, são tempos que poderíamos dizer estão suspensos em usos rituais imemoriais; e que por sua vez são a negação de toda a história: o universo e a decoração familiar da maçonaria que se desdobra dentro de uma ahistoricidade permanente, onde apenas conta o significado perene dos símbolos e dos ritos. Essa é a ambivalência da Maçonaria.

Mais realidade é inevitável, teimosa e, em parte, vem para roubar o ideal que nós expressamos. É inútil, e até mesmo vão, negar que a Maçonaria é uma instituição social que ao longo de toda a sua história foi se compondo e construindo com os valores de seu tempo, integrando as preocupações humanas e as especificidades culturais que pululam nas lojas que a compõem. Tudo isso, por outro lado, muito confrontado com questões de poder e os discursos de legitimação que não se relacionam apenas ao Templo de Salomão, ou às antigas tradições ambíguas, mas também em acreditar que ela tem uma autenticidade jurídica que justifica sua autoridade perante as instâncias que pretende assumir. Em uma palavra, ela se faz política.

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O espírito da Maçonaria e o Espírito das leis

Tradução José Filardo

Montesquieu

por Jean-Moïse Braitberg

Jurista, filósofo, escritor e grande proprietário, Montesquieu, uma das grandes luzes de seu tempo era também um maçom ativo que privava da companhia dos primeiros fundadores da Ordem.

Aqueles que tinham idade suficiente para usá-lo, lembram-se do “Montesquieu,” a nota de 200 francos, que esteve em circulação de 1982 a 1998. Em ambos os lados, via-se em medalhão o busto do ilustre filósofo como um patrício romano. E ao redor, várias alegorias evocavam sua obra: Themis, a justiça, por Do Espírito das Leis, iluminuras orientais pelas Cartas Persas. O castelo de La Brede para evocar o local de seu nascimento. No entanto, faltavam nessa evocação certos símbolos… Porque além de Voltaire que foi muito pouco e muito tarde, Montesquieu não foi apenas o único Maçom do grande Iluminismo francês, mas ele o foi muito cedo e muito ativamente.

Charles-Louis de Secondat nasceu em 18 de janeiro de 1689 no castelo de La Brede na região de Graves, país de vinhedos, vacas e florestas na periferia sudeste de Bordeaux. Voltando sete ou oito gerações, ele teria tido, por sua avó paterna Anne Dubernet, (1) uma ascendência comum com Montaigne, através da mãe deste último, Antoinette Louppes de Villeneuve, que alguns autores pretendem que fosse uma judia espanhola. De fato, se não pelo sangue e a sonoridade do nome, há entre as duas glórias de Bordeaux, um parentesco real pelo espírito.

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