Capítulos de História Maçônica – H.L. Haywood

Tradução J.Filardo

Este trabalho destina-se a cobrir, capítulo por capítulo, os períodos mais importantes e características da história maçônica. Condensei e simplifiquei até o limite da minha capacidade, mas mesmo assim, sei que os novatos podem achar difíceis algumas passagens.

Esta dificuldade reside no assunto, que é teimoso e complicado até certo ponto e, portanto, significa que os próprios leitores devem cooperar por meio de uma vontade de ler, reler e estudar. Certamente o assunto vale a pena!

H.L. Haywood.

PARTE I – A MAÇONARIA E OS CONSTRUTORES DE CATEDRAIS

PARTE II – MAÇONARIA E A CASA DOS HOMENS

PARTE III – MITRAÍSMO: MAÇONARIA E OS MISTÉRIOS ANTIGOS

PARTE IV – A MAÇONARIA E OS COLLEGIA ROMANA

PARTE V – AS ANTIGAS OBRIGAÇÕES DA MAÇONARIA E O QUE ELAS SIGNIFICAM PARA NÓS

PARTE VI – A MAÇONARIA E OS MESTRES COMACINE

PARTE VII – A MAÇONARIA E O SISTEMA DE CORPORAÇÕES

PARTE VIII – OS MAÇONS OPERATIVOS

PARTE IX – COMO A MAÇONARIA OPERATIVA SE TRANSFORMOU NA MAÇONARIA ESPECULATIVA: O PERÍODO DE TRANSIÇÃO

PARTE X – A PRIMEIRA GRANDE LOJA

PARTE XI – O GRANDE CISMA NA MAÇONARIA: UM RELATO DA GRANDE LOJA DOS “ANTIGOS”

PARTE XII – DIVERSAS GRANDES LOJAS: YORK, IRLANDA, ESCÓCIA ETC.

PARTE XIII – DIVERSAS GRANDES LOJAS, FRANÇA, ALEMANHA, ETC.

Leia mais em: Capítulos de História Maçônica

Anúncios

À sombra dos mitos – Sinais de reconhecimento, segredo, fraternidade…

Tradução José Filardo

por François Cavaignac

A Maçonaria, cuja originalidade consiste em misturar ritual e reflexão, tradição e modernidade, simbolismo e solidariedade, não escapou do mito. Ela tem uma dúzia de histórias ou referências míticas que ela emprestou do fundo cultural judaico-cristão e que lhe permitiu desenvolver uma visão particular do mundo.

Em relação à mitologia clássica, ela selecionou seus temas preferidos: ela não destaca Édipo, Sísifo ou Eros, Zeus ou os Titãs, Orfeu e o submundo, belas deusas e ninfas imprevisíveis, heróis metamorfoseados, monstros fabulosos ou histórias de amor e incesto. Mas encontramos o crime (assassinato de Hiram), tantas vezes presente nas relações entre os deuses pagãos; encontramos a questão da transmissão do conhecimento (as duas colunas) colocada por Prometeu ou Hermes; encontramos a culpa do homem envolvendo a vingança de Deus (o Dilúvio e a Torre de Babel).

Basta dizer que a mitologia maçônica, apesar de dimensões restritas, não pertence menos à mitologia universal. Ela pode se articular em torno de três eixos: primeiro, a construção do Templo, imagem fantasista do templo de Salomão. Este edifício é tanto o próprio templo interior de cada maçom que deve dominar sua natureza, e o templo exterior representado pela Cidade ideal; em todos os casos, assume-se que permanece inacabado. Em segundo lugar, a lenda de Hiram, transposição de múltiplos arquétipos, retomada parcial do mito de Ísis e Osíris, símbolo da transcendência diante da finitude humana, realização de um destino e esperança de uma ressurreição. Finalmente, o mito de cavalaria que não só penetrou o ritual desde o grau de aprendiz (cerimônia de iniciação), mas também promove os valores tradicionais atribuídos a esta instituição: honra, coragem, lealdade, generosidade, altruísmo. Tal como o conjunto da sociedade, o fascínio cavalheiresco também permeia a Maçonaria.

Leia mais em : https://bibliot3ca.wordpress.com/a-sombra-dos-mitos-sinais-de-reconhecimento-segredo-fraternidade/

Nas Origens da Maçonaria

 Tradução José Filardo

por Pierre Mollier

A Maçonaria nasceu oficialmente em 1717 na Inglaterra, mas as circunstâncias do nascimento parecem bastante obscuras. Conhecem-se os acontecimentos antes dessa data, e que fizeram a conexão entre os maçons operativos da Idade Média e os maçons mais intelectuais do Século XVIII ?

O ano de 1717, marca efetivamente a criação da primeira Grande Loja em Londres, e em seguida, a implementação do sistema maçônico que vais se perenizar até hoje – com algumas mudanças, é claro. A origem da Maçonaria se situa, portanto, na Inglaterra e todo o desafio é entender como uma fraternidade profissional – a dos maçons – transformou-se em uma sociedade de reuniões e de convívio social.

Leia mais em https://bibliot3ca.wordpress.com/nas-origens-da-maconaria/

Um texto destinado aos fortes…

Extratos:

“O que é chamado de Maçonaria especulativa se organiza em Londres, em 1717. Diz-se que é filha da Maçonaria Operativa. Na realidade, ela sucede uma Maçonaria “aceita”, criada como tal no final do século XVI para admissão, no seio das confrarias de pedreiros, de pessoas estranhas ao meio e que serão chamados, na segunda metade daquele século, de “Maçons Aceitos”.”

“…na Inglaterra aconteceu o contrário, criando-se Lojas estritamente “aceitas” e que, desde os primeiros anos, já não tinham mais profissionais do ofício…

“…Em nenhum lugar, nem nas atas mais antigas da Grande Loja de Edimburgo, que remonta a 1598, nem nas da Loja Chapel Saint Mary, de 1599, nem nas da Loja-Mãe Kilwining no 0, de 1642, consta que havia uma Bíblia no material da Loja.”

“Paradoxal e estranha e a anomalia que configura a completa ausência de ferramentas do ofício nos manuscritos que relatam a recepção de aprendizes e companheiros. ”

” E foi entre 1720 e 1730 que se introduziu a gama completa de ferramentas – régua, tesoura, maço, malhete, prumo, nível, trolha, etc. – que, pela graça dos especulativos, se transformariam em símbolos totalmente desconhecidos para aqueles que diariamente, durante séculos, por dever de ofício, as manipulavam. Ocorre o mesmo para os dois símbolos fundamentais da maçonaria, pedra bruta e cúbica polida. Eles jamais existiram nem entre os operativos nem entre os aceitos, e as primeiras Lojas especulativas do século XVIII os ignoravam. ”

“O maçom “aceito” era o elo entre operativo e o especulativo, mas, já no século XVII, os “usos” e não os ritos diferiam significativamente entre operativos e aceitos, e o fosso acentuou-se até que eles se tornam quase estranhos uns aos outros. ”

“Os “costumes” se transformarão em “rituais”. Sua proliferação desordenada criará ritos. Credulidade, vaidade, ganância, muitas vezes ajudadas pela imaginação, farão com que a razão perca seu espaço. O simbolismo maçônico vai se entregar a um caminho insano, às vezes dogmático, do qual não sairá senão depois de um século, retendo algumas sequelas.”

“Quando houve “iniciação” no sentido iniciático do termo? O máximo que se pode ser sugerir é que foi ao longo da década de 1780, após tentativas de codificação de rituais, feitas em primeiro lugar pelo Grande Oriente da França, em 1786, e também pelas Convenções de Lyon, em 1778, e de Wilhemsbad, em 1782, para o Rito Escocês retificado. ”

“A ritualística maçônica não nasceu de uma eclosão do Céu. Sua criação é artificial, obra humana, e, como qualquer obra humana, se seu parto ocorreu com alegria e esperança, foi hesitante, sujeito aos erros, às mudanças de todos os tipos, e foi penoso.”

ATENÇÃO: Somente abra e leia o texto, se tiver muita coragem de enfrentar a realidade.

POR SUA CONTA E RISCO: https://bibliot3ca.wordpress.com/ensaio-sobre-as-origens-dos-rituais-e-graus-simbolicos/

“SEIS SÉCULOS DE RITUAL MAÇÔNICO”

O texto mais importante da linha dos evolucionistas – aqueles estudiosos maçons que consideram que a Maçonaria (de 1717) foi uma continuação dos Maçons Operativos. Uma conferência de altíssimo nível.

Henry Carr foi Past Master e Secretário por muito tempo da Quatuor Coronati Lodge No. 2076, CE, que é conhecida como a “Primeira Loja de Pesquisas Maçônicas”.

“SEIS SÉCULOS DE RITUAL MAÇÔNICO”

Por Henry Carr [i]

Tradução José Filardo

Irmãos, muitos de vocês sabem que eu viajo grandes distâncias no decurso das minhas funções de conferencista e quanto mais eu viajo, mais atônito eu fico ao ver quantos Irmãos acreditam, muito sinceramente, que o nosso ritual maçônico veio direto do céu, diretamente nas mãos do rei Salomão. Todos eles estão bastante certos de que era em inglês, é claro, porque essa é a única língua que eles falam lá em cima. Eles estão igualmente certos de que tudo foi gravado em duas tábuas de pedra, de modo que, Deus perdoe, nenhuma única palavra seja jamais alterada; e a maioria deles acredita que o rei Salomão, em sua própria loja, praticava o mesmo ritual que eles praticam nas deles.

Leia mais em: https://bibliot3ca.wordpress.com/seis-seculos-de-ritual-maconico/