Redutos dos Maçons (na França)

Tradução José Filardo

Eleitos, profissionais liberais e comerciantes encontram-se nos templos.
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A porta da  loja “Démophiles”. © Berti Hanna / REA

Em Tours, a maçonaria tem uma forte posição na hierarquia das panelinhas influentes. E os irmãos usam principalmente dois lugares para acolher as inicações de aprendizes e para se reunir. O primeiro é o antigo convento das Ursulinas, localizado na rue Georges-Courteline, 72. Adquirido em 1907, pela soma de 29.652 francos-ouro por Victor Lefebure, riquíssimo proprietário, prefeito de Reugny e membro da Loja Démophiles,  este prestigiado edifício pertence à obediência do Grande Oriente de  França  (GODF).

Acotovelando-se. 

Ainda hoje, a Démophiles – uma loja bastante seleta, contando com algumas personalidades políticas de Tours entre os mais eminentes – é a principal ocupante das Ursulinas, que também acolhe outras obediências amigas. Porque os “irmãos” são convidados a se acotovelar na rue Georges-Courteline! Primeira obediência francesa, o GODF compartilha, na verdade, a bela sala capitular do convento, transformada em Grande Templo, com a Grande Loja da França, o Droit Humain, bem como a Grande Loja Mista Universal e a Grande Loja feminina da França. “As diferentes famílias maçônicas das Ursulinas são ligadas por um princípio comum. O trabalho deles é semelhante a uma verdadeira reflexão simbólica, filosófico, por vezes de natureza social, ou seja política”, diz um fino conhecedor da cena local maçônica.

Mais direto, outro irmão afirma: “As Ursulinas são um dos redutos da esquerda de Tours; os defensores do campo oposto encontram-se  mais nas fileiras da Grande Loja Nacional Francesa, que se localiza na rua de la Bourde.” Este julgamento redutivo corresponde inegavelmente a uma certa realidade ligada à história. O templo das Ursulinas, que foi o asilo dos feridos do fronte durante a Grande Guerra, acolhia em 30 dezembro de 1920 as primeiras reuniões dos opositores às teses leninistas desenvolvidas por partidários da Internacional Comunista – o futuro  Partido Comunista  – Durante o famoso Congresso de Tours. É um fato histórico:  a SFIO, o antepassado do atual  Partido Socialista  nasceu nos porões da antiga Congregação ex-Nossa Senhora da Caridade do bom Refúgio.

Homéricos.

Outro ótimo lugar da Maçonaria de Tours está localizado rue de la Bourde, a poucos passos dos salões de Tours. É por trás deste portal impessoal que se reúnem de fato os seguidores da Grande Loja Nacional Francesa (GLNF). O templo está instalado no local de um antigo local de amadurecimento de bananas. Se o edifício não é aqui tão chamativo quando o das Ursulinas e se o verniz da história é menos espesso, as brigas entre irmãos, estas sim, são Homéricas! É, de fato, de Tours que partiu o tiro dirigido contra o Grão Mestre nacional da GLNF, François Stifani, uma figura controversa suspeita de atropelar os princípios da obediência, principalmente aqueles que proíbem sua participação na política (ver quadro abaixo). Uma agitação que tem incomodado a consciência e a imagem de fraternidade junto ao grande público. E, sem dúvida, provocou uma crise – temporária – de vocações.

A propósito, quantos são os irmãos, todas as obediências juntas, em Tours? 400, 700, 1000, 1500?  Difícil dar um número preciso.  “Especialmente que é preciso ponderar estes valores pela frequência. Alguns de nossos irmãos, entre as pessoas conhecidas que exercem alta responsabilidades na política local só fazem aparições fugazes, uma ou duas vezes por ano “, suspira um membro da Démophiles.  E quem são eles?  Profissões liberais – o responsável local do GO é Jean-Philippe Marcovici,  dentista – políticos, empresários, homens de negócios – incluindo algumas figuras da bolsa – professores, jornalistas compõem a clientela clássica das lojas de Tours.

Jean Germain, o prefeito socialista de Tours, que nunca revelou oficialmente ser maçom, mantém habilmente a ambiguidade. “Mas, aproveitemos para torcer o pescoço de uma lenda, diz um irmão. Aquela que afirma que o primeiro magistrado da cidade se sentaria na mesma loja que o prefeito de uma comuna luxuosa da cidade, por sinal personalidade de primeiro plano da UMP local.” A cumplicidade entre eles seria, portanto, feita totalmente fora de suas obrigações maçônicas. “É totalmente redutor assimilar nossa abordagem à de um consórcio de notáveis, irrita-se um expoente da GLNF. Nós acolhemos, evidentemente, também pessoas que não pertencem ao palácio, mas cuja autenticidade vale todas as recomendações. ”

Se a influência dessas sociedades “discretas” não é aquela que lhe empresta o boato, no entanto, alguns eleitos sugerem, em termos velados, que a pressão utilizando a rede de irmãos influentes acontece de vez em quando. “As solicitações “fraternais” evidentes não me incomodam, porque é fácil de as desarmar. Por outro lado, eu temo aquelas que não percebo como tais “, conclui um eminente eleito da cidade.

Querelas entre lojas

É de Tours que partiu o tiro dirigido ao Grão Mestre da  GLNF, François Stifani, uma personagem muito contestada.   “Muitos irmãos ficaram chocados com suas declarações que várias vezes, tendiam a sugerir que o GLNF era um exército de 40.000 soldados a serviço de Nicolas Sarkozy”,   analisa um dos líderes responsáveis de Tours que lideraram desfecharam o golpe contra o Grão Mestre nacional. A esta censura do oportunismo político somaram-se as suspeitas de negociatas e uma propensão perceptível para o culto da personalidade, dificilmente compatível com cânones escoceses da Grande Loja Nacional Francesa.

Em grande parte inspirados pelos membros do Vale do Loire, os contestadores conseguiram muitos seguidores em nível nacional. O divórcio foi finalmente consumado, e em 28 de abril nasceu a Grande Loja de Aliança Maçônica Francesa em reunião realizada em Vinci, o palácio do congresso de Tours. Desde a cisão, os legitimistas, reduzido ao mínimo, revolvem a memória de concórdia e harmonia. Isso não impede que uns e outros se encontrem na Rua da Bourde.  “É como se as reuniões regulares da FLNC Canal habitual e FLNC Canal Histórico ocorressem no mesmo lugar” , explica ironicamente um dos protagonistas. Claramente, os irmãos inimigos se olham com hostilidade uns para os outros na sala dos passos perdidos…

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A influência dos maçons

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Um templo maçônico, Av. Victoria. © Richard Damoret / REA

Uma fachada branca com janelas emparedadas, sem brasão ou mesmo o nome na porta … Qual leigo poderia imaginar que na Avenida Victoria, 16, reúnem-se quase todas as noites da semana, as principais obediências maçônicas de Vichy? No entanto, é aqui, atrás dos muros desta mansão, em uma atmosfera de paz que se encontram, cada qual por sua vez, os membros do Grande Oriente, da Grande Loja da  França  , do Droit Humain ou da Grande Loja Feminina da França.

Só a Grande Loja Nacional Francesa (GLNF) – a maior comunidade de maçons da cidade – tem o seu próprio templo desde 2006, em Cusset. “Não há nenhum problema de convivência entre nós, garante Claude Vazeille ex-Grão-Mestre Provincial da GLNF de Auvergne, que inaugurou os novos locais. Mas nosso irmãos estavam apertados ali. Hoje, é mais confortável para todos. ”

Deve ser dito que os maçons de Vichy são particularmente numerosos … Por si só, a GLNF conta com cerca de 250 membros, divididos em quatro lojas, incluindo a “Três Mundos” – a mais antiga e, provavelmente, a mais ativa. As outras obediências podem, por sua vez, reunir até 300 pessoas. Um número significativo em relação à população que não é sem consequências para o funcionamento da cidade resort de termas.

Muitas pessoas das profissões médicas e liberais, comerciantes, donos de restaurantes, assim como políticos frequentam assiduamente os templos. A maioria daqueles de quem nos aproximamos não aceitou testemunhar publicamente. Um deles, comerciante estabelecido de Quatre Chemins “não quer que seus clientes fiquem sabendo”. Outros consideram a Maçonaria como seu “jardim secreto”, onde se vai buscar uma “ascensão” mais do que “relações”. Assim, a ladainha maçônica é sempre a mesma para aqueles que jogam o jogo da transparência. “Entra-se na maçonaria um pouco como religião. Vai-se ali por razões humanistas ou intelectuais, garante Michel Navarre, aposentado de 64 anos, membro do Grande Oriente desde 1981. Mas ela continua a ser um reflexo da sociedade, com suas redes e suas capelas. Não nos misturamos! ”

Para Pascal Javerliat, 48 anos, osteopata em Vichy, membro do Grande Oriente e sucessor de  Gilbert Collard  como chefe do Partido Radical Valoisiano em Vichy, “os templos não são apenas lugares de poder onde se decide tudo para tudo. Este não é o Códito  Da Vinci ! Ele acrescentou: a Maçonaria não é assim tão influente. Mas, é verdade que, se você é um homem de 40-45 anos, com um certo nível de educação, você está na mira! ”

Repressão.  

Se Vichy é fortemente influenciada pela presença maçônica, é principalmente por razões históricas. O Estado francês de 1940, instalado na estância mineral e dirigido por Philippe Pétain declarou guerra aos maçons e organizou sua repressão a partir de sua instalação. “Um judeu nunca é responsável por suas origens. Um maçom é sempre por sua escolha “, proclama o marechal. A lei de 13 de agosto de 1940 dissolveu as “sociedades secretas”.  Alguns dias mais tarde, as associações chamadas da Grande Loja da França e do Grande Oriente são declaradas nulas. “Este período deixou marcas em nosso modo de funcionamento, disse um irmão de Vichy. É também por esse motivo que nós não desejamos aparecer em plena luz do dia. ”

No entanto, não foi Vichy que recebeu por dois anos consecutivos, em 2010 e 2011, o Convento Nacional (Assembleia geral) do Grande Oriente de França depois de Lyon e Nice, em 2009, este ano? Dois mil irmãos chegaram de toda a França, acolhidos e saudados pelas  autoridades oficiais (prefeito, deputado, presidente da câmara …). Os tempos mudam…

250 É o número de membros da Grande Loja Nacional Francesa (GLNF), a maior comunidade maçônica em Vichy.

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Um templo bastante discreto

Versailles tem 62 lojas para 2000 maçons.

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A sala do oriente © Gilles Rolle / REA

Rue Bailly.  Atrás do pórtico de pedra do pequeno pátio da velha Versailles, procura-se em vão por um sinal distintivo que indique a presença de um templo maçônico. Um irmão ao telefone nos mostra a entrada, quase desapercebida: uma simples porta metálica pintada de azul. O interior é modesto.  Era ali que era armazenado o  feno  dos estábulos do Hotel de Soubise.

Desde 1892, as 62 lojas de Versalhes se reúnem neste templo do Grande Oriente da  França . Objeto de curiosidade para os nobres, vetor de difusão das ideias do Iluminismo, a Maçonaria sempre ocupou um lugar importante em Versalhes. Em 1688,  Luís XIV  oferece hospitalidade ao seu primo rei da Inglaterra e  Escócia  Jacques II Stuart, que estaria, segundo a lenda, na origem das primeiras lojas na França. Mas é por volta de 1740 que elas aparecem em Versailles, dentro do próprio castelo e nas forças armadas. Nas vésperas da Revolução, os irmãos estão bem representados no seio da corte. Luís XVI pode ter sido um deles. E Maria Antonieta dizia que “nada a temer de pessoas que gostam de beber e cantar.”

Hoje, Versalhes tem cerca de 2.000 maçons. Em 2006, o interior do templo foi reconstruído por motivos de segurança. A “Sala do Oriente”, como ela é chamada, pode acomodar 90 pessoas. Apesar de sua decoração muito despojada, ela conservou todos os símbolos da Maçonaria: o delta luminoso, a abóbada estrelada e as cordas com nós que representa a cadeia que une todos os maçons. Na entrada, uma placa comemorativa recorda as atrocidades da Segunda Guerra Mundial, durante a qual o templo foi confiscado e muitos irmãos perseguidos. “Levamos trinta anos para recuperar os números de antes da guerra destaca um irmão. Esse episódio deixou traços psicológicos que explicam nossa discrição hoje”.

Clube de reflexão. 

Alguns anos atrás, duas lojas foram agrupadas para formar a associação Les Philanthropes, cujo objetivo era abrir-se para o mundo profano. Hoje, a associação já não existe como tal, mas suas ações são realizadas pelas próprias lojas. “Nós queremos dar uma imagem melhor do que às vezes é retratado pela mídia”, explica um irmão.

Além disso, as Jornadas do patrimônio, que acolhem 700 pessoas, o templo da Rua Baille tornou-se conhecido junto ao escritório de turismo como clube  de reflexão aberto para o exterior. E ela organiza duas ou três vezes por ano “sessões brancas abertas”, estas reuniões maçônicas onde não iniciados são convidados. Destes convidados, não sabemos quase nada, exceto que o ex-prefeito de Versalhes, André Damien estava bastante próximo das lojas  e que o atual primeiro magistrado prefere não se envolver demais, mesmo se as relações com a prefeitura sejam “muito boas”.

Diz-se que muitos juízes do Tribunal de Apelação de Versalhes seriam maçons. “Mas a nossa influência se manifesta mais por ações individuais de nossos membros do que institucionalmente” garantem os irmãos. Muitos se ocupam de organizações de reinserção ou  organizam coletas para os Restos du Coeur, na tradição filantrópica da Maçonaria. “Eu não sei se nós somos tão importantes quanto as igrejas, diz um deles. Mas nós somos um pouco o lado secular das ações de organizações religiosas”.

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Templos muito discretos

 

Grandes planos para os pois polos da Maçonaria de Metz.

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Desde 2005, a casa da maçonaria acolhe o Grande Oriente de França © DR

É um edifício muito confidencial da ZAC d’Augny. A não ser que você tenha sido convidado, com a planta detalhada em mãos, é impossível identificá-lo. Esta antiga loja de lareiras foi comprada há mais de dois anos pela Grande Loja Nacional  Francesa  (GLNF) em um espaço reduzido nos seus locais situados perto da prefeitura de  Montigny-lès-Metz. Em aproximadamente 600 metros quadrados, ou seja, mais do que o dobro do que eles possuíam até então, os 150 irmãos da obediência podem trabalhar em condições mais confortáveis. Suas seis lojas se reuniam ali em ambos os templos e para as oficinas e sessões encerradas com jantares em um “salão de festa”. Uma delas, Venetto, composta de italianos e filhos de italianos sempre abre e fecha suas sessões em seu idioma original. Os assuntos políticos e sociais nunca estão no programa. As lojas de Metz da GLNF, como em toda a França, estão sujeitas a cismas desde que a autoridade do Grão-Mestre atual, François Stifani, foi contestada por muitos. “Temos dificuldade em recrutar. Haverá um êxodo em massa de irmãos “, lamenta um antigo responsável pela GLNF, que, embora tenha sido expulso da obediência, ainda está ativo no seio de sua loja.

“Laboratório de ideias”. 

Mais descontraído é o ambiente na Rua Devilly  onde se encontra o outro polo da maçonaria de Metz. Os irmãos e irmãs de nove obediências, alguns dos quais pertencentes ao Grande Oriente de França (GODF), se mudaram em 2005, depois de deixar seus locais exíguos de  En Jurue no centro da cidade. Neste vasto edifício (2.500 metros quadrados), antigamente enterrado – ele abrigava os reservatórios de água municipais – nas alturas de Queuleu, que trazendo no alto seu lema republicano na sua fachada, as diferentes obediências (Grande Loja da France, Droit Humain,  Grande Loja Feminina da da França …) compartilham quatro templos, incluindo o maior, Lafayette, com 300 assentos. “A ideia era que Metz encontrasse o lugar histórico que ela tinha  na região quando da criação das primeiras lojas em 1723, e na maçonaria europeia” diz Yves Jacob cirurgião de mão, ex-Grande Secretário de Relações Exteriores do GODF no início do projeto. Na verdade, as obediências que trabalham regularmente juntas  em Metz, puderam crescer e recrutar. Cerca de 1.100 pessoas, divididas por 26 lojas (39 com as lojas dos altos graus), frequentam hoje o lugar inaugurado na presença de Jean-Marie Rausch, do prefeito na época e do presidente do conselho regional. Aqui, discutimos o secularismo, a insegurança, ou ainda o final da vida. Convidamos também convida figuras proeminentes, tais como  Axel Kahn  , que veio falar sobre bioética.

Membro GODF, Richard Lioger, primeiro adjunto do prefeito vê assina nas reuniões um apaixonante “laboratório de ideias”. Yves Jacob pretende esclarecer:  “Este não é um lugar de redes, nem um centros de negociatas, mas um espaço de reflexão e troca único, devido à diversidade de seus membros. Nosso recrutamento é, sem dúvida, menos corporativista do que ele poderia ser em outras cidades da França como Lyon, Paris e no Sudoeste”. Quem então nós encontramos ali? Sem surpresa, numerosas personalidades, eleitas ou não, muito envolvidas na vida da cidade, de todos os lados e de todos os meios, com excepção de trabalhadores.

Nas primeiras lojas

Grande Oriente.  O templo atrai da rua Garibaldi em Lyon atrai os políticos. 
Rua Garibaldi, Lyon, no piso térreo, a porta é assinalada por alguns sinais maçônicos discretos. Este é o lugar onde está instalado o templo do Grande Oriente da França, implantação histórica e influente em Lyon. Esta loja tem uma proporção enorme de eleitos pela esquerda, próximos a Gérard Collomb, tais como Jean-Michel Daclin, Jean-Louis Touraine, Georges Képénékian, o ambientalista Gilles Buna, o radical Thierry Braillard. Gérard Collomb, que defende a transparência neste domínio, explica abertamente ser um membro do Grande Oriente da França desde 1989 -, mas ele pertence a uma loja de Paris.

A Rua Garibaldi recebe igualmente a visita de alguns políticos de direita como François-Noel Buffet, o senador prefeito do UMP de Oullins, o deputado da UMP, Christophe Guilloteau, ou o ex deputado Marc Fraysse, que demonstra o ecumenismo no Lyon Dialogue et Démocratie Française, um clube maçônico que reúne membros de diferentes obediências.

Empresários e líderes econômicos como Philippe Grillot, presidente da CCI, ou Guy Mathiolon, seu antecessor, também frequentam o templo, assim como muitos responsáveis por instituições culturais ou diretores de companhia teatral ou de festival.

Os negócios lyoneses  seriam tratados discretamente aqui? Seria o Grande Oriente a antecâmara do Conselho municipal e ele decidiria tudo nesta cidade? “Isso é uma fantasia!  ri Jacques Marcout, CEO da Prisme International, que não esconde sua qualidade de membro. Ficamos com uma  imagem da Maçonaria que data de IIIa República”.

O homem reconhece, no entanto, que “mesmo que não exista tomada de decisão efetiva, a participação ajuda a fazer contatos, facilita o relacionamento, encurta a distância mais rapidamente.” Mas isso é tudo. “De qualquer forma, aqueles que vêm fazer negócios se decepcionam rapidamente, durante dois anos, eles não têm acesso à palavra, e o ego sofre um choque! garante ele. E muitas lojas rejeitam aqueles que só procuram negócios. ”

As outras lojas

A Grande Loja da França, instalada em Villeurbanne  está mais interessada em questões filosóficas e simbólicas. A Grande Loja Nacional Francesa (GLNF) se situa mais à direita no espectro político e conta com alguns eleitos de tendência  UMP, entre eles o advogado Richard Brumm, notório Sarkozysta, mas adjunto de Finanças de Gérard Collomb. Quanto às mulheres, elas encontram-se, para algumas, no Grande Oriente, agora misto, mas principalmente na rue Dumont d’Urville, no planalto de Croix-Rousse, na Grande Loja feminina da França, que acolhe muitas mulheres de influência na esquerda. As mulheres políticas como a socialista Martine Roure, antiga vice-presidente do Parlamento Europeu, Marie-Odile Fondeur, vice-prefeita de Lyon e Heidi Giovanni Giovacchini, ex-assistente de Gérard Collomb. Aí também se cruzam mulheres próximas do poder como Pascale Ammar-Khodja, Chefe de Gabinete de Gérard Collomb na Grande Lyon, ou Annie Mesplède, Chefe de Gabinete adjunta do prefeito, todas jovens iniciadas.

 

Publicado on janeiro 14, 2013 at 4:50 pm  Comments (1)  

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