POSIÇÃO DO GOB EM RELAÇÃO À REGULARIDADE E DIREITO DE VISITAÇÃO – 2015

 

Supremo Tribunal Federal Maçônico

Processo: xxx/2014

Feito: MANDADO DE SEGURANÇA

Impetrante: PEDRO R.´.

Impetrado: GRÃO-MESTRE GERAL DO GRANDE ORIENTE DO BRASIL

Relator: MIN. DORIVAL L.´.

 

EMENTA

MANDADO DE SEGURANÇA. ATO DO GRÃO-MESTRE GERAL QUE PROÍBE A VISITAÇÃO, EM LOJAS FEDERADAS AO GRANDE ORIENTE DO BRASIL, DE INTEGRANTES DE LOJAS E POTÊNCIAS SIMBÓLICAS QUE NÃO CONSTAM DA “LIST OF LODGES” EDITADA PELAS GRANDES LOJAS NORTE-AMERICANAS E DETERMINA TAMBÉM QUE OS IRMÃOS DO GOB SÓ PODEM VISITAR LOJAS MAÇÔNICAS VINCULADAS À REFERIDA LISTA. A PREVALÊNCIA DA NORMATIZAÇÃO ESTABELECIDA PELA GLUI SOBRE REGULARIDADE MAÇÔNICA DECORRE DE SER A MESMA A ÚNICA ORIGINADA DIRETAMENTE DA MAÇONARIA OPERATIVA. CRITÉRIOS ACEITOS PARA QUE UMA POTÊNCIA SEJA CONSIDERADA REGULAR E RECONHECIDA. LEGALIDADE DO ATO.

A ascendência da Grande Loja Unida da Inglaterra sobre as Grandes Lojas ou Grandes Orientes de todos os países decorre do fato de ser ela a única a descender de forma direta e legítima da Maçonaria Operativa medieval, e de assim ter-se mantido ao longo dos séculos, o que lhe dá autoridade e legitimidade para estabelecer parâmetros sobre regularidade maçônica.

A moderna Maçonaria contempla, em nosso planeta, a existência de milhares de Grandes Lojas, Grandes Orientes, Lojas e Maçons, situação que exige inegavelmente a presença de regras de convivência e reconhecimentos diplomáticos mútuos que terão que ser observados e respeitados.

O Grande Oriente do Brasil foi reconhecido como regular pela Grande Loja Unida da Inglaterra em 1919; e, posteriormente, pelas Grandes Lojas Americanas, como faz certo a “List of Lodges” – edição de 2014, e outras publicadas anteriormente. Por igual, as Grandes Lojas Maçônicas que compõem a Confederação Maçônica Simbólica do Brasil -CMSB, que já eram reconhecidas pelas Grandes Lojas Norte- Americanas, também, mais recentemente, tiveram quatro Grandes Lojas Estaduais reconhecidas pela Grande Loja Unida da Inglaterra e figuram na “List of Lodges”, motivo pelo qual a intervisitação entre Maçons do GOB e da CMSB não encontra qualquer objeção ou restrição.

O GOB é signatário de tratados e detentor do reconhecimento da GLUI e das Grandes Lojas Norte-Americanas, e assim, não pode seu Grão-Mestre Geral aquiescer que as Lojas Federadas permitam a intervisitação entre maçons do GOB e maçons pertencentes a outras Potências irregulares e/ou não reconhecidas, sob pena do próprio GOB perder o reconhecimento da GLUI, das Grandes Lojas Norte- Americanas e demais potências reconhecidas, vindo a tornar-se uma Obediência não reconhecida a nível mundial. O ato impugnado preserva o GOB de descumprir os tratados e as regras do reconhecimento, mantendo-o como Potência regular e reconhecida mundialmente, não emanando.do referido ato ilegalidade, abuso de poder ou qualquer outro vício que possa maculá-lo.

São nulos de direito e sem efeito todos e quaisquer tratados, pactos, atos ou documentos firmados entre os Grandes Orientes Estaduais e quaisquer outras Lojas ou Obediências que não constam da “List of Lodges”, independentemente de qualquer formalidade especial.

Mandado de Segurança conhecido. Segurança denegada. Unânime.

ACÓRDÃO

Acordam os senhores Ministros do Supremo Tribunal Federal Maçônico DORIVAL L. – Relator, ALCIDES M.,  AMARO C., AUGUSTO M., JOÃO P., PAULO R., ROBERTO B. e SEBASTIÃO DE O. – Vogais, sob a Presidência do Ministro WANDERLEY S. em proferir a seguinte decisão: DENEGADA A SEGURANÇA. UNÂNIME, de acordo com a ata de julgamento.

Brasília, DF, 6 de Fevereiro de 2015

DORIVAL L.

Ministro Relator

 

Poder Judiciário

Supremo Tribunal Federal Maçônico

Processo: xxx/2014

Feito: MANDADO DE SEGURANÇA

Impetrante: PEDRO R.´.

Impetrado: GRÃO-MESTRE GERAL DO GRANDE ORIENTE DO BRASIL

Relator: MIN. DORIVAL L.´.

RELATÓRIO

Trata-se de Mandado de Segurança impetrado por PEDRO R.´., advogado, mestre maçom, CIM n° xxx.xxxx, do quadro de obreiros da ARLS C.´. – N° xxxx, Oriente de C.´. – SP, com fundamento nos artigos Io, parágrafo único, III, IV, VI, VIII, XI e XIV, 4o, V, e seu parágrafo único, 29, V, 30, II, III, VIII, XI, 92, 103, I, letra V, todos da Constituição do Grande Oriente do Brasil, c.c. artigos 217 do RGF, e 4o, 29, 30 e 31 6o, I, letras ‘a’ e ‘b’, c.c. artigos 116 e seguintes do RISTFM, contra ato do Grão-mestre Geral do Grande Oriente do Brasil, Soberano Irmão MARCOS J.´., consubstanciado na Prancha n° 110/2014-GGMG, de 15-08-14, que proíbe as Lojas desta Obediência de receber a visita de Maçons que pertençam a Potências Simbólicas que não constam da “List of Lodges” – versão 2014, editada pela Grande Loja Unida da Inglaterra; e estabelece que os Irmãos do Grande Oriente do Brasil só podem visitar Lojas Maçônicas vinculadas à referida lista, cabendo aos Veneráveis Mestres e aos Oradores observar fielmente o cumprimento de tal determinação.

Esclarece o Impetrante que a ação mandamental se refere aos Grandes Orientes Independentes, os quais, em sua maioria pertenciam ao Grande Oriente do Brasil até a cisão de 1973, quando por problemas eleitorais, deixaram esta Obediência e fundaram os Grandes Orientes Estaduais Independentes, que integram a Confederação Maçônica do Brasil – COMAB e que perderam suas regularidades, segundo o entendimento da autoridade coatora.

Notícia que tem irmãos carnais, primos e tios vinculados ao Grande Oriente Independente de Minas Gerais, cuja intervisitação encontra-se vedada peio ato questionado, embora a família maçônica seja uma só, que os seus membros são Irmãos; e que o direito de visitação, em última análise, não deveria ser assim denominado, mas sim de “presença”, de “chegada”, de “retorno”, segundo Rizzardo da Camino, porque tal direito inspira-se na Fraternidade Universal que é da essência maçônica.

Afirma que a Constituição do Grande Oriente do Brasil estabelece que a Maçonaria é uma instituição essencialmente iniciática, filosófica, filantrópica, progressista e evolucionista, cujos fins supremos são: Liberdade, Igualdade e Fraternidade; que além de buscar atingir estes fins, proclama que os homens são livres e iguais em direitos e que a tolerância constitui princípio cardeal das relações humanas, para que sejam respeitadas as convicções e a dignidade de cada um; e que considera Irmãos todos os Maçons, quaisquer que sejam suas raças, nacionalidades, convicções ou crenças; que mantém, com as demais Potências Maçônicas, relações de fraternidade; que serão respeitados os Landmarks, os postulados universais e os princípios da Instituição Maçônica; e que nenhum Maçom será obrigado a fazer ou deixar de fazer alguma coisa senão em virtude de lei.

Acrescenta que o Grande Oriente do Brasil deverá manter e ampliar relações de mútuo reconhecimento e amizade com outras Potências Maçônicas; que é dever dos maçons reconhecer como irmão todo Maçom e prestar-lhe a proteção e ajuda; que assegura o direito de representação aos poderes maçônicos competentes contra abusos de qualquer autoridade maçônica que lhe prejudique direito ou atente contra a lei maçônica, bem como ser parte legítima para pleitear a anulação ou a declaração de nulidade de ato ilícito ou lesivo.

Em reforço à apontada ilegalidade, enumera os critérios aceitos para que uma Potência Maçônica seja considerada regular e não porque não estão contempladas numa “lista de lojas” emitida pela Grande Loja Unida da Inglaterra. (O grifo não é do original).

Transcreve um artigo sob o título de “OS ESTRANHOS CONCEITOS DE REGULARIDADE E IRREGULARIDADE”, de autoria do saudoso Irmão José Castellani; e invoca o entendimento de Pedro Neves a respeito da fundação da Grande Loja de Londres.

Assevera que a lei não deve e nem pode ser cumprida cegamente; e que, com a malfadada prancha já mencionada o que se terá é divisão, desarmonia e intolerância; e esta não é a maçonaria que se conhece e muito menos se parece com aquela da união Salmista.

Por último, o Impetrante, por entender presentes os requisitos do fumus boni iuris e do periculum in mora, requer seja concedida liminarmente a segurança, para determinar à autoridade impetrada que suspenda o cumprimento da determinação constante da Prancha N° 110/2014-GGMG; devendo, ao final, o pedido ser julgado procedente, para tornar definitiva a liminar concedida, restabelecendo a paz, a harmonia e a fraternidade que une os Irmãos.

Maçonaria moderna

A moderna Maçonaria ou a Franco maçonaria Especulativa nasceu em 1717, quando quatro Lojas de Londres se uniram para criar uma instituição de maior nível, denominada Grande Loja de Londres, constituindo um tipo de maçonaria nova, baseada no modelo dos antigos maçons operativos, consequentemente, não mais se dedicando à construção de edifícios, pontes ou estradas, mas à elevação de um “Templo Ideal”, alicerçado na sabedoria e na moral.

Em 1723, foi aprovada sua Carta Magna, elaborada por James Anderson; sendo o único documento oficial que se conserva do tempo em que a Maçonaria Especulativa se estabeleceu sobre a Franco maçonaria Operativa.

Em 1794, os maçons ingleses chegaram à conclusão de que as suas divergências não levariam a Ordem a lugar algum, o que motivou o início dos entendimentos para a união entre a Grande Loja de Londres, também chamada de Grande Loja dos Modernos e a Grande Loja dos Maçons Antigos.

Os desentendimentos restaram superados, culminando com a celebração de um tratado sacramentando a união de ambas as Obediências, em 1813; passando a nova Potência a se chamar Grande Loja Unida da Inglaterra; sendo que, a partir daí, a Maçonaria Inglesa entrou numa fase de paz e tranquilidade.

Divisão do mundo maçônico

A Maçonaria atual está dividida em dois grandes segmentos, de um lado, estão as Potências “regulares”, ou seja, aquelas que possuem o RECONHECIMENTO da Grande Loja Unida da Inglaterra; e, do outro, as “irregulares”, isto é, as Obediências que não são detentoras do reconhecimento da GLÜI, como instituição reguladora da Maçonaria Universal.

Esta prevalência da Grande Loja Unida da Inglaterra sobre as Grandes Lojas ou Grandes Orientes de todos os países decorre do fato de ser a única a descender de forma direta e legítima da Maçonaria Operativa medieval, e de assim ter-se mantido ao longo dos séculos, o que lhe dá autoridade e legitimidade para estabelecer parâmetros sobre regularidade maçônica.

Regularidade e Reconhecimento

Inegavelmente, a moderna Maçonaria, com milhares de Grandes Lojas, Grandes Orientes, Lojas e Maçons espalhados pelo orbe, exige regras de convivência e reconhecimentos diplomáticos mútuos que terão que ser observados e respeitados.

Neste sentido, a regularidade maçônica é o estado em que um homem pode ser reconhecido como Maçom e, portanto, detentor de todos os direitos concernentes à Maçonaria. Esta concepção também se estende às Lojas, Grandes Lojas e Grandes Orientes aos quais esteja vinculado este homem.

Para a Grande Loja Unida da Inglaterra, regularidade e reconhecimento são condições distintas; vale dizer, uma Potência pode ser regular e não ser reconhecida.

Nesta linha de entendimento, se uma Obediência não for regular, ela não poderá ser reconhecida. Assim, a primeira providência para o reconhecimento de uma Potência é certificar-se de sua regularidade.

A GLUI tem os preceitos para determinar se um organismo pode ou não ser considerado maçônico, instituídos em 1929, sob a forma de Princípios Fundamentais para o Reconhecimento de Obediências Maçônicas, que são os seguintes:

  1. – A Regularidade de origem: uma Grande Loja/Grande Oriente deverá ser regularmente fundada por uma Grande Loja devidamente reconhecida, ou por pelo menos três Lojas regularmente constituídas;
  2. – A crença no Grande Arquiteto do Universo (GADU) e em sua vontade revelada são condições essenciais para a admissão de novos membros;
  3. Todos os iniciados devem prestar sua Obrigação sobre o Livro da Lei Sagrada, ou com os olhos fixos sobre este Livro aberto, pelo qual é expressa a revelação do Alto, pela qual a consciência do indivíduo que se inicia está irrevogavelmente ligada;
  4. – A Grande Loja e as Lojas, particularmente, serão compostas apenas por homens; também não poderão manter relações com Lojas mistas ou femininas;
  5. – A Grande Loja exercerá o seu poder soberano sobre as Lojas de sua jurisdição, possuindo autoridade incontestável sobre os três graus simbólicos, sem qualquer subordinação a um Supremo Conselho ou a uma Potência que reivindique um controle ou vigilância sobre esses graus, nem repartirá sua autoridade com estes órgãos;
  6. – As Três Grandes Luzes (Livro da Lei, Esquadro e Compasso) serão sempre expostas nos trabalhos da Grande Loja e das Lojas de sua jurisdição; a principal Luz é o Livro da Lei Sagrada;
  7. – As discussões de ordem religiosa e política são interditadas nas Lojas;
  8. – Os princípios dos Antigos Landmarks, costumes e usos da Maçonaria, serão estritamente observados.

Regularidade de Origem: um Grande Oriente ou Grande Loja necessita, para ser regular, do reconhecimento e da transmissão da Tradição por outro Grande Oriente ou Grande Loja previamente regular junto às outras Potências.

Respeito às antigas regras: a principal regra a ser seguida é a Constituição de Anderson, de 1723, podendo-se, no entanto, levantar cinco pontos fundamentais para regras que devem ser respeitadas:

  1. Absoluto respeito aos antigos deveres, que estão reunidos em forma de Landmarks;
  2. Só é possível aceitar homens livres, respeitáveis e de bons costumes que se comprometam a pôr em prática um ideai de Liberdade, igualdade e Fraternidade;
  3. Ter sempre como objetivo o aperfeiçoamento do Homem, e como consequência, de toda a Humanidade;
  4. A Maçonaria exige de todos os seus membros a prática escrupulosa dos Rituais, como modo de acesso ao Conhecimento, através de práticas iniciáticas que lhe são próprias;
  5. A Maçonaria impõe a todos os seus membros o mais absoluto respeito às Opiniões e crenças de cada um, proibindo categoricamente toda discussão, proselitismo ou controvérsia política ou religiosa em suas Lojas.

Uma Potência que atenda a todos estes requisitos, e desde que observe o princípio da territorialidade, poderá vir a ser tida como regular e reconhecida pela Grande Loja Unida da Inglaterra, mediante as devidas gestões em tal sentido.

Neste; particular, vale ser transcrito o registro feito pela Comissão de Informação para Reconhecimento, da Conferência de Grão- Mestres da América dò Norte, em 18-02-2014, que para fins de reconhecimento de regularidade observa o seguinte, verbis:

“Uma vez que os delegados para a Conferência mudam a cada ano, eu gostaria de repetir os padrões de reconhecimento adotados para nossa orientação, quando esta Comissão foi formada em 1952. Estas são as diretrizes utilizadas para avaliar a regularidade de uma Grande Loja, e, assim, determinar se é merecedora de consideração para o reconhecimento por parte de nossas Grandes Lojas. Esta Comissão fornece esses dados para uso de nossas Grandes Lojas, e, não tentar influenciar ou recomendar que medidas devem ser tomadas.

A Comissão serve-lhe apenas como uma investigação e assessoramento. As normas para o reconhecimento são resumidas como segue:

1 – Legitimidade de origem.

2 – Exclusiva Jurisdição territorial, exceto por mútuo consentimento e/ou tratado mútuo.

3 – Obediência aos Antigos Landmarks – especialmente a Crença em Deus, o Livro da Lei Sagrada como uma parte indispensável do mobiliário e artefatos indispensáveis para o funcionamento da Loja bem como a proibição da discussão de política ou religião.” (fl 76).

List of Lodges

A “List of Lodges” ao contrário do que diz o Impetrante, é uma publicação anual com base em decisão das Grandes Lojas Americanas, contendo a relação de todas as Lojas das Potências Maçônicas Regulares em todo o mundo.

Importância da Regularidade e do Reconhecimento

A regularidade e o reconhecimento por parte da Grande Loja Unida da Inglaterra e das Grandes Lojas Americanas é da mais alta relevância para o meio maçônico mundial, principalmente porque um Maçom irregular não pode ser recebido em uma Loja regular; e o de uma loja regular não pode visitar uma irregular.

Daí a notória importância da “List of Lodges”.

A “regularidade” não concede legitimidade nem às Lojas Femininas nem às Mistas, nem às Lojas que pratiquem Ritos que não obedeçam a todos os preceitos definidos para fins de regularidade e de reconhecimento da Grande Loja Unida da Inglaterra.

A “irregularidade” não significa que estas Obediências ou Lojas não desempenhem um sério trabalho de filantropia, de engrandecimento do ser humano, e da própria sociedade em que se localizam.

A exemplo do que ocorre na Inglaterra, no Brasil e em outros países, nada impede que Obediências diversas funcionem num mesmo prédio, naturalmente em dias alternados, por se tratar de simples cessão de uso ou de mero contrato de locação.

Grande Oriente da França

Em razão da inobservância de alguns dos requisitos de regularidade e de reconhecimento acima transcritos, algumas Potências foram consideradas “irregulares” pela Grande Loja Unida da Inglaterra, como é o caso do Grande Oriente da Franca, por ser político- partidário, retirar as menções ao Grande Arquiteto do Universo de seu ritual e aceitar a iniciação de ateus.

Na França existem treze Obediências, mas somente é reconhecida pela GLUI a Grande Loja Nacional da França.

Ainda neste enfoque, cumpre registrar que no ano de 1849, o Grande Oriente da França rompeu com os costumes do passado fazendo a introdução em sua Constituição do princípio da “Crença em Deus e na imortalidade da alma”. Mas, 28 anos mais tarde, em 1877, viu-se este princípio eliminado da Constituição, cujo procedimento foi visto como uma negação formal da glorificação ao Grande Arquiteto do Universo.

Em razão disso, o Grande Oriente da França continua sendo irregular, o mesmo acontecendo com todas as Lojas e Obediências que mantém relações de reconhecimento com o mesmo.

Posição dós Maçons sobre regularidade e irregularidade

Ao se ingressar, livremente, em Instituições que possuem estatutos, constituições ou regulamentos próprios, como é o caso de Lojas e Potências Maçônicas, tem-se que cumpri-los, sob pena de imperar a anarquia e a bagunça, o que é inadmissível! em nossa Sublime Ordem.

O fato de não haver visitas rituais entre Irmãos de Obediências regulares e irregulares não os impede de nutrir entre si uma fraterna amizade e uma sã convivência.

Não há dúvida de que a Maçonaria evoluiu e continua evoluindo, o que pode significar que, no futuro, sejam eventualmente revistas as regras de regularidade e de reconhecimento; ou que, como já foi dito, os Maçons cheguem à conclusão de que os seus desentendimentos não levam a Ordem a lugar algum, para que a família maçônica volte a exibir a tão desejada e esperada união.

Maçonaria no Brasil

No Brasil, devido às vaidades, disputas por poder, brigas e expulsões, entre Grandes Lojas, Grandes Orientes, Lojas e Maçons, a exemplo do que também ocorre em outras partes do mundo, resultaram criadas potências maçônicas chamadas “irregulares”, embora isto não signifique que tais organizações sejam melhores e nem piores.

Realmente, um simples mal entendido, uma mera desavença entre Irmãos, um interesse pessoal ou eleitoral contrariado, em uma Oficina ou dentro de uma Obediência, e nunca por ideais maçônicos, união dos Irmãos ou engrandecimento da Maçonaria, basta para que ocorra um racha em uma Loja ou a cisão em uma Potência, com a fundação de novos cornos maçônicos que não obtém o reconhecimento da Grande Loia Unida da Inglaterra e das Grandes Lojas Americanas.

Acreditamos que somente em gerações futuras, formadas por homens mais sábios espiritualmente, dotados de tolerância, compreensão, menos vaidades e do mais alto estofo moral, possa se chegar à mesma conclusão a que os ingleses chegaram, há mais de dois séculos, de que as divergências no meio maçônico não levam a Ordem a lugar algum, para que venhamos a ter uma “Maçonaria que se pareça com aquela da união Salmista” e que seja eliminado o “verdadeiro apartheid entre Irmãos”, “cisões” etc. de que fala apropriadamente o Impetrante.

A prova irrefutável desta assertiva é o fato de que o Brasil conta, atualmente, pelo menos até a data de ontem/com 163 (cento e sessenta e três) Potências Maçônicas, conforme pesquisa em anexo.

À toda evidência esse quadro é altamente negativo para a nossa Sublime Ordem, em nosso País, porque a cada dia que se passa a Maçonaria se toma menos representativa e de importância secundária ou quase nula nos destinos de nossa Pátria.

Mas o Grande Oriente do Brasil constituído como Federação indissolúvel dos Grandes Orientes dos Estados e do Distrito Federal, das Lojas Maçônicas Simbólicas e dos Triângulos, fundado em 17 de junho de 1822, é uma Instituição Maçônica com personalidade jurídica de direito privado, simbólica, regular, legai e legítima, foi durante anos a única reconhecida pela Grande Loja Unida da Inglaterra; e depois pelas Grandes Lojas Norte-Americanas, como faz certo a “List of Lodges” – edição de 2014, e outras publicadas anteriormente.

Mais recentemente, as Grandes Lojas Maçônicas que compõem a Confederação Maçônica Simbólica do Brasil – CMSB, já reconhecidas pelas Grandes Lojas Americanas, com a concordância do Grande Oriente do Brasil, sobre o princípio da territorialidade, em quatro Orientes Estaduais, também obteve o reconhecimento da Grande Loja Unida da Inglaterra, com relação a quatro Grandes Lojas Estaduais, a saber: GLESP, GLMERJ, GLMEES e GLMMS, como se vê da “List of Lodges” – edição de 2014, motivo pelo qual a intervisitação entre Maçons do GOB e da CMSB não encontra qualquer objeção ou restrição.

Já os Grandes Orientes Independentes, constituídos após a cisão de 1973, que integram a Confederação Maçônica do Brasil – COMAB são IRREGULARES MUNDIALMENTE, uma vez que não são reconhecidos no Brasil e nem internacionalmente, quer pela Grande Loja Unida da Inglaterra, quer pelas Grandes Lojas Norte-Americanas, motivo pelo qual não figuram na “List of Lodges”.

Neste ponto, importante se torna consignar que do Relatório da Comissão de Informação para Reconhecimento, da Conferência de Grão- Mestres das Grandes Lojas da América do Norte, de 18-02-2014, juntado por cópia à fl. 76, consta o seguinte registro, verbis:

“Brasil. Historicamente, houve dois sistemas reconhecidos da Maçonaria Brasileira. Um sistema consiste do Grande Oriente do Brasil, e o outro das individuais Grandes Lojas Estaduais. No entanto, há um terceiro sistema operacional no Brasil, que consiste em Grandes Orientes Independentes Estaduais. Eles não são reconhecidos pelo Grande Oriente do Brasil ou pelas Grandes Loias Estaduais no Brasil. Presentemente, a Comissão não dispõe de provas de que os Grandes Orientes Independentes Estaduais atendem aos padrões para o reconhecimento”. (Grifamos).

Pelo que se vê, a falta de reconhecimento dos Grandes Orientes Independentes se localiza no não atendimento dos requisitos da regularidade de origem e do princípio da territorialidade, dentre outros preceitos que eventualmente, possam vir a ser suscitados e analisados, porque as Lojas e Grandes Orientes Estaduais que acompanharam a cisão de 1973 foram excluídos da Federação Grande Oriente do Brasil, perdendo todo e qualquer vínculo de regularidade e de reconhecimento até então existente.

Assim, resulta IMPROCEDENTE a afirmação do Impetrante de que os Grandes Orientes Independentes perderam a regularidade por ato do Grão-Mestre Geral do GOB, com a edição da afrontada Prancha N° 110/2014-GGMG, porque, como já exposto, DESDE A SUA ORIGEM, NUNCA TIVERAM QUALQUER REGULARIDADE E RECONHECIMENTO, quer no Brasil, quer internacionalmente.

Quanto ao ponto de vista do saudoso Irmão José Castellani, sobre a regularidade ou não da origem da Grande Loja de Londres; de sua irresignação quanto à irregularidade do Grande Oriente da França; e do seu inconformismo sobre o não reconhecimento dos Grandes Orientes Independentes, deve ser entendido como uma opinião exclusivamente pessoal, assim como a de outros eminentes Maçons sobre este assunto, corno é o caso de Pedro Neves, porque a questão da regularidade e do reconhecimento se insere na órbita de competência exclusiva e soberana da Grande Loja Unida da Inglaterra e das Grandes Lojas Americanas.

Além disso, importante se torna a transcrição abaixo do e-mail dirigido pelo Irmão Thomas J.´. (conhecido como Tom), President of World Conference of Regular Masonic Grand Lodges (Presidente da Conferência Mundial de Grandes Lojas Maçônicas Regulares), ao Grande Secretário Geral de Relações Exteriores do Grande Oriente do Brasil, Eminente Irmão Fernando T.´., juntado à fl. 85, verbis:

“Caro Túlio,

Minhas desculpas pela demora em responder. Quando sai de Bucareste, fui à Moldávia por alguns dias, depois voltei para casa por seis dias. Logo em seguida fui à Bulgária, Montenegro e Sérvia e só cheguei ontem a noite em casa.

Tenho dado considerável atenção para a questão, que discutimos a respeito dos Grandes Orientes Independentes. Eu fiz convidá-los como observadores à Conferência Mundial. Eles sabiam que não podiam participar ativamente da Conferência. Nenhum Grande Oriente Independente votou para Secretário-Executivo na Conferência Mundial.

Um dos Grão-Mestres estava se vestindo para ir à Grande Sessão Anual da Grande Loja da Romênia e eu disse que ele não seria autorizado a entrar, porque ele não foi reconhecido. Essa é a razão pela qual ele não entrou. Alguns anos atrás eu disse aos Grão-Mestres Mexicanos que a Maçonaria Mexicana era uma bagunça. E em um nível mundial, a segunda bagunça é no Brasil.

Sentei-me com as Grandes Lojas Estaduais, com membros dos Grandes Orientes Independentes. Eles são considerados irregulares nesse caso, as Grandes Lojas Estaduais não estão cumprindo com os protocolos da Maçonaria Regular.

Além disso, Grandes Orientes Independentes pertencem à CMI. Isso não faz irregular a CMI?

Eu estive terrivelmente confundido com a inter-relação entre o Grande Oriente Nacional, as Grandes Lojas Estaduais e os Grandes Orientes Independentes. Esta relação que existe significa que devemos olhar para todos como sendo regular e, alguns não sendo reconhecido ou todos sendo irregular, talvez até mesmo a CMI. Eu não entendo o reconhecimento do Grande Oriente Nacional de quatro Grandes Lojas Estaduais. Porque elas têm direito ao reconhecimento, enquanto as outras não?

Posso assegurar-lhe que Rafael não tem qualquer influência seja com a Comissão sobre o Reconhecimento dos Estados Unidos, nem com a Grande Loja Unida da Inglaterra.

Espero que isso esclareça a questão dos Grandes Orientes Independentes como observadores à Conferência Mundial e a proibição de sua participação ativa e, porque eles não puderam participar da Grande Sessão da Grande Loja da Romênia.

Saudações fraternas. Tom”. (Os grifos não são do original).

Esses enfoques, embora muito longos, se fazem necessários, objetivando trazer uma réstea de luz sobre este antigo e sensível tema maçônico, no âmbito interno e específico do Grande Oriente do Brasil, portanto sem qualquer repercussão em qualquer outra Obediência, mesmo porque a competência para a celebração de tratados com outras Potências reconhecidas e constantes da “List of Loges” é reservada, constitucionalmente, ao Grão-Mestre Geral, com a aprovação da Soberana Assembleia Federai Legislativa. (C. GOB, art. 77, IX).

Vejamos, agora, a legalidade ou não do ato hostilizado, que estabelece o seguinte, in verbis:

PRANCHA N° xxx/2014-GGMG Brasília-DF, 15 de agosto de 2014

Aos

Grão-Mestres Estaduais e do Distrito Federal Veneráveis Mestres e Oradores de Lojas Federadas ao GOB

Como é do vosso conhecimento, em 30/04/2014, encaminhamos a Prancha 216/2014-GGMG, junto à qual enviamos a publicação denominada de “List of Lodges3’, versão 2014, que contempla as Potências consideradas Regulares no Mundo Maçônico.

Diante do exposto, cumpre-nos ressaltar que as Lojas do Grande Oriente do Brasil somente podem receber a visitação de maçons que pertençam às Potências Maçônicas Simbólicas ali listadas, enquanto que os maçons do Grande Oriente do Brasil somente podem visitar Lojas Maçônicas vinculadas às mencionadas Potências, cabendo aos Veneráveis Mestres e aos Oradores observar fielmente o cumprimento desta determinação.

Fraternalmente. MARCOS J.´.. Grão-Mestre Geral.

Para a concessão de liminar em mandado de segurança, é necessário que ocorram, simultaneamente, os dois requisitos a que se refere o art. 7o, III, da Lei n° 12.016/2009, ou seja, a relevância de ineficiência da medida, caso seja deferida, se não houver a suspensão do ato impugnado, consubstanciada na demonstração efetiva do fumus boni iuris e do periculum in mora.

Como ação especial de cognição através do procedimento sumário, além das condições da ação exigíveis em qualquer procedimento, são pressupostos específicos do mandado de segurança: a) ato de autoridade; b) ilegalidade ou abuso de poder; c) lesão ou ameaça de lesão; d) direito líquido e certo não amparado por habeas corpus ou habeas data.

Com efeito, assim dispõe o art. Io da Lei de Mandado de Segurança, n° 12.016/2009, cujo teor encontra-se reproduzido no art. 116 do RISTFM, verbis:

“Art. 1° Conceder-se-á mandado de segurança para proteger direito líquido e certo, não amparado por habeas corpus ou habeas data, sempre que, ilegalmente ou com abuso de poder, qualquer pessoa física ou jurídica sofrer violação ou houver justo receio de sofrê-la por parte de autoridade, seja de que categoria for e sejam quais forem as funções que exerça”.

Dispensável se torna qualquer análise mais aprofundada dos autos, bem como do ato em tela, para se constatar que o mesmo não viola qualquer direito assegurado legalmente ao Impetrante e aos Maçons do Grande Oriente do Brasil ou que contraria qualquer disposição contida na Carta Magna desta Obediência; e, por via de consequência, de Irmão de qualquer outra Potência regular ou irregular, em especial, dos Grandes Orientes Independentes, porque aplicável, obrigatoriamente, no âmbito de nossa Sublime Instituição.

Realmente, o ato inquinado de ilegalidade, dispõe que as Lojas do Grande Oriente do Brasil somente podem receber a visitação de maçons que pertençam às Potências Maçônicas Simbólicas que integram a “List of Lodges”, enquanto que os Maçons do Grande Oriente do Brasil somente podem visitar Lojas Maçônicas vinculadas às mencionadas Obediências, cabendo aos Veneráveis Mestres e aos Oradores observar fielmente o cumprimento desta determinação.

Portanto, em primeiro lugar, o Grão-Mestre Geral está atendendo à recomendação da Suprema Congregação do Grande Oriente do Brasil, realizada no período de 13 a 15 de agosto de 2014, quanto a um posicionamento oficial do Poder Central, sobre a intervisitação entre Maçons de Lojas regulares e irregulares. (fls .94).

Em segundo lugar, está cumprindo a obrigação de respeitar e de fazer respeitar os preceitos instituídos pela Grande Loja Unida da Inglaterra e pelas Grandes Lojas Norte-Americanas, para o reconhecimento de regularidade de Potências; e, por via de consequência, dos requisitos de intervisitação de Maçons pertencentes às Lojas e Obediências regulares em todo o mundo, vale dizer, que integram a “List of Lodges”.

Por tais motivos descabe, também, qualquer restrição quanto à determinação da autoridade competente para que os Veneráveis Mestres e os Oradores observem fielmente o cumprimento da Prancha em referência, simplesmente porque o ato em foco não comporta qualquer outra ação ou entendimento, inclusive por parte dos Grão-Mestres Estaduais e do Distrito Federal, porque decorre de tratados internacionais, regular e legalmente firmados pelo GOB e que se encontram em plena vigência; sendo certo que a não observância desses tratados poderá, inclusive, levar à perda da regularidade e do reconhecimento do Grande Oriente do Brasil mundialmente.

Em razão disso, ficam sem efeito todos e quaisquer tratados, pactos; atos ou documentos firmados entre os Grandes Orientes Estaduais e do Distrito Federal e quaisquer outras Lojas ou Obediências que não constam da “List of Lodges”, independentemente de qualquer formalidade especial.

Este o entendimento que deve ser observado na órbita do Grande Oriente do Brasil, enquanto for de seu interesse ou de sua conveniência manter o reconhecimento de todas as Potências Maçônicas regulares em todo o mundo.

Também dispensável se torna qualquer outra referência específica sobre os Grandes Orientes Independentes, que integram a Confederação Maçônica do Brasil – COMAB porque, como já foi dito, são Potências IRREGULARES MUNDIALMENTE, uma vez não são reconhecidos no Brasil e nem internacionalmente, quer pela Grande Loja Unida da Inglaterra, quer pelas Grandes Lojas Americanas.

Assim, e tendo em vista tudo o que mais dos autos consta, impõe-se concluir no sentido de que o ato contra o qual se insurge o Impetrante, foi praticado por autoridade competente, sem qualquer ilegalidade ou abuso de poder; e sem lesão ou ameaça de lesão a qualquer direito líquido e certo do Autor, amparado por habeas corpus ou habeas data; e dentro do poder geral de cautela e de obrigação constitucionalmente estabelecidos, não podendo, sob este prisma, ser tido ou taxado de ilegal. (C. GOB, artigos 73 e 76,1).

Conclusão

Ex positis, e tendo em vista todas as considerações expendidas, conheço da impetração e denego a segurança.

É como voto.

Brasília, DF, 6 de fevereiro de 2015

DORIVAL L.´.

Ministro Relator

 

 

LEVANTAMENTO DE POTÊNCIAS MAÇÔNICAS SIMBÓLICAS NO BRASIL

I. REGULARES

  1. Grande Loja Unida da Inglaterra: Grande Loja Distrital da América do Sul – Divisão Norte
  2. Grande Oriente do Brasil

– Delegacia do Grande Oriente do Brasil no Amapá

– Grande Oriente de Pernambuco

– Grande Oriente de São Paulo

– Grande Oriente do Brasil – Espírito Santo

– Grande Oriente do Brasil – Minas Gerais

– Grande Oriente do Brasil – Paraíba

– Grande Oriente do Brasil – Paraná

– Grande Oriente do Brasil – Rio de Janeiro

– Grande Oriente do Brasil – Rio Grande do Norte

– Grande Oriente do Brasil – Rio Grande do Sul

– Grande Oriente do Brasil – Santa Catarina

– Grande Oriente do Brasil – Sergipe

– Grande Oriente do Distrito Federal

– Grande Oriente do Estado do Acre

– Grande Oriente do Estado de Alagoas

– Grande Oriente do Estado do Amazonas

– Grande Oriente do Estado de Goiás

– Grande Oriente do Estado de Tocantins

– Grande Oriente do Estado do Maranhão

– Grande Oriente do Estado do Mato Grosso

– Grande Oriente do Estado do Mato Grosso do Sul

– Grande Oriente do Estado do Pará

– Grande Oriente Estadual da Bahia

– Grande Oriente Estadual de Rondônia

– Grande Oriente Estadual de Roraima

– Grande Oriente Estadual do Ceará

– Grande Oriente Estadual do Piauí

  1. Grande Loja Maçônica do Estado do Acre (CMSB)
  2. Grande Loja Maçônica do Estado de Alagoas (CMSB)
  3. Grande Loja Maçônica do Amapá (CMSB)
  4. Grande Loja Maçônica do Amazonas (CMSB)
  5. Grande Loja Maçônica do Estado de Bahia (CMSB)
  6. Grande Loja Maçônica do Estado de Ceará (CMSB)
  7. Grande Loja Maçônica do Distrito Federal (CMSB)
  8. Grande Loja Maçônica do Estado de Espirito Santo (CMSB)
  9. Grande Loja Maçônica do Estado de Goiás (CMSB)
  10. Grande Loja Maçônica do Estado de Maranhão (CMSB)
  11. Grande Loja Maçônica do Estado de Mato Grosso (CMSB)
  12. Grande Loja Maçônica do Estado de Mato Grosso do Sul (CMSB)
  13. Grande Loja Maçônica de Minas Gerais (CMSB)
  14. Grande Loja Maçônica do Estado de Pará (CMSB)
  15. Grande Loja Maçônica do Estado de Paraíba (CMSB)
  16. Grande Loja do Paraná (CMSB)
  17. Grande Loja Maçônica de Pernambuco (CMSB)
  18. Grande Loja Maçônica do Piauí (CMSB)
  19. Grande Loja Maçônica do Estado de Rio de Janeiro (CMSB)
  20. Grande Loja Maçônica do Rio Grande do Norte (CMSB)
  21. Grande Loja Maçônica do Estado de Rio Grande do Sul (CMSB)
  22. Grande Loja Maçônica do Estado de Rondônia (CMSB)
  23. Grande Loja Maçônica de Roraima (CMSB)
  24. Grande Loja de Santa Catarina (CMSB)
  25. Grande Loja Maçônica do São Paulo (CMSB)
  26. Grande Loja Maçônica do Estado de Sergipe (CMSB)
  27. Grande Loja Maçônica do Estado de Tocantins (CMSB)

II. IRREGULARES

  1. Academia Maçônica do Estado de São Paulo
  2. Academia Superior Maçônica do Brasil – ASMB
  3. Alto Conselho Maçônico do Brasil
  4. Colégio Maçônico para o Brasil — COMABRA
  5. Confederação da Maçonaria Mista do Brasil – COMAMIB
  6. Confederação da Maçonaria Regular do Brasil – CMRB
  7. Confederação da Maçonaria Simbólica Unida Brasileira – COMUBRA
  8. Confederação da Maçonaria Universal Unida do Brasil – COMUB
  9. Confederação das Grandes Lojas Regulares do Brasil – Antiga e Honorável Fraternidade de Maçons Livres e Aceitos
  10. Conferência Maçônica Americana – COMAM
  11. Grande Loja Arquitetos de Aquário – GLADA
  12. Grande Loja Austral das Américas – GLAA
  13. Grande Loja Brasileira – GLB – Pernambuco
  14. Grande Loja Brasileira – GLB – Rio de Janeiro
  15. Grande Loja Brasileira – GLB – Rio Grande do Sul
  16. Grande Loja Brasileira – GLB – Santa Catarina
  17. Grande Loja Brasileira – GLB – São Paulo
  18. Grande Loja Carbonária do Brasil
  19. Grande Loja da Maçonaria Egípcia – GLOMEB
  20. Grande Loja da Maçonaria Universal – GLMU
  21. Grande Loja do Brasil – GLOB
  22. Grande Loja dos Maçons do Rito Schroeder do Rio Grande do Sul – GLMRSRGS
  23. Grande Loja Eco-Maçônica (Ecodáutica) do Brasil
  24. Grande Loja Feminina da Amazônia
  25. Grande Loja Feminina do Brasil
  26. Grande Loja Feminina do Rio Grande do Sul
  27. Grande Loja Independente da Maçonaria Real Osanica
  28. Grande Loja Latina do Atlântico Sul do Brasil
  29. Grande Loja Maçônica Feminina do Brasil
  30. Grande Loja Maçônica Mista do Brasil
  31. Grande Loja Maçônica Mista do Estado do Piauí
  32. Grande Loja Maçônica Mista Regular do Estado do Rio Grande do Sul
  33. Grande Loja Maçônica Unida do Estado de São Paulo – GLMUESP
  34. Grande Loja Maçônica Unida do Estado do Piauí – GLMUP
  35. Grande Loja Mista do Brasil – GLOMIBRA
  36. Grande Loja Mista do Rito de Memphis-Misraim
  37. Grande Loja Mista dos Maçons Livres e Aceitos-Brasil – Minas Gerais
  38. Grande Loja Regular Brasileira
  39. Grande Loja Regular de Antigos Maçons Livres e Aceitos do Brasil
  40. Grande Loja Regular de São Paulo
  41. Grande Loja Regular do Paraná
  42. Grande Loja Regular do Rio Grande do Sul
  43. Grande Loja Regular Simbólica da Maçonaria Egípcia – GLOMEB
  44. Grande Loja Simbólica Maçônica Brasileira – GLOSMAB
  45. Grande Loja Simbólica Nacional Brasileira – GLSNB
  46. Grande Loja Teutônica
  47. Grande Loja Unida da Bahia
  48. Grande Loja Unida de Maçons Antigos, Livres e Aceitos do Estado do Rio de Janeiro
  49. Grande Loja Unida de Minas Gerais
  50. Grande Loja Unida de Pernambuco
  51. Grande Loja Unida de Roraima
  52. Grande Loja Unida de Santa Catarina
  53. Grande Loja Unida de São Paulo – GLUSP
  54. Grande Loja Unida do Amazonas
  55. Grande Loja Unida do Maranhão
  56. Grande Loja Unida do Pantanal
  57. Grande Loja Unida do Paraná
  58. Grande Loja Unida do Rio Grande do Sui
  59. Grande Loja Sul-Americana – GLUSA
  60. Grande Loja Universal da Maçonaria Autônoma no Brasil
  61. Grande Maçonaria Mista da Bahia – GMMB
  62. Grande Ordem Internacional do Rito Antigo e Primitivo de Memphis Misraim-Brasil – Rio Grande do Sul
  63. Grande Ordem Maçônica Feminina Brasileira – GOMFE
  64. Grande Oriente Alquímico
  65. Grande Oriente Amapaense (COMAB)
  66. Grande Oriente Amazonense (COMAB)
  67. Grande Oriente Atlântico Brasileiro – GOAB
  68. Grande Oriente Autônomo do Maranhão (COMAB)
  69. Grande Oriente Confederado Maçônico do Brasil – GOCMB
  70. Grande Oriente da Bahia (COMAB)
  71. Grande Oriente da Franco Maçonaria Mista do Sui do Brasil
  72. Grande Oriente da Franco Maçonaria Mista do Estado do Rio Grande do Sul
  73. Grande Oriente da Paraíba (COMAB)
  74. Grande Oriente de Brasília (COMAB)
  75. Grande Oriente de Goiás (COMAB)
  76. Grande Oriente de Mato Grosso do Sul (COMAB)
  77. Grande Oriente de Minas Gerais (COMAB)
  78. Grande Oriente de Santa Catarina (COMAB)
  79. Grande Oriente de Sergipe (COMAB)
  80. Grande Oriente do Ceará (COMAB)
  81. Grande Oriente do Estado do Mato Grosso (COMAB)
  82. Grande Oriente do Rio Grande do Sul (COMAB)
  83. Grande Oriente do Rito Antigo e Primitivo de Memphis-Misraim
  84. Grande Oriente Feminino do Brasil
  85. Grande Oriente Independente do Brasil – GOINB
  86. Grande Oriente Independente de Pernambuco (COMAB)
  87. Grande Oriente Independente de São Paulo – GOISP
  88. Grande Oriente Independente do Estado do Pará (COMAB)
  89. Grande Oriente Independente do Estado do Rio Grande do Norte (COMAB)
  90. Grande Oriente Independente do Piauí (COMAB)
  91. Grande Oriente Independente do Rio de Janeiro (COMAB)
  92. 92. Grande Oriente Independente Feminino do Brasil
  93. Grande Oriente Independente Misto do Rio Grande do Sul
  94. Grande Oriente Independente para América
  95. Grande Oriente Interiorano do Brasil – GOIB
  96. Grande Oriente Lusitano no Brasil – São Paulo
  97. Grande Oriente Maçônico Confederado do Brasil
  98. Grande Oriente Maçônico Cristão do Brasil – COMCB
  99. Grande Oriente Maçônico de Alagoas (COMAB)
  100. Grande Oriente Maçônico do Brasil – GOMB
  101. Grande Oriente Maçônico Misto
  102. Grande Oriente Maçônico Misto – Santa Catarina
  103. Grande Oriente Maçônico Pan-Americano – GOMP
  104. Grande Oriente Nacional do Egito
  105. Grande Oriente Nacional “Glória do Ocidente” do Brasil
  106. Grande Oriente Nacional “Glória do Ocidente” do Goiás
  107. Grande Oriente Ortodoxo do Brasil
  108. Grande Oriente Paraense (COMAB)
  109. 109. Grande Oriente Unido do Brasil – GOUB|
  110. Grande Oriente Universal – GOU
  111. Grande Oriente Universal – América
  112. Grande Oriente Universal – Grécia
  113. Grande Oriente Universal – Turquia
  114. Grande Oriente Universal – Venezuela
  115. Grande Potência Maçônica Brasileira da Maçonaria Universal Real
  116. Instituto Para maçônico de Estudos e Pesquisas
  117. Loja Maçônica Mista de Santo André – São Paulo
  118. Loja Maçônica Paulistana (dita independente)
  119. Lojas Unidas dos Maçons Livres do Brasil
  120. Maçonaria Feminina Fênix Nut
  121. Maçonaria Mista Regular, Reconhecida e Independente do Brasil
  122. Maçonaria Simbólica Nacional Brasileira
  123. Ordem Internacional do Rito Antigo e Primitivo de Memphis-Misraim
  124. Ordem Internacional Teutônica de Cavaleiros Templários – OITCT
  125. Ordem Maçônica dos Lenhadores Livres do Brasil
  126. Ordem Maçônica Iluminatti do Brasil
  127. Ordem Maçônica Mista Internacional “Le Droit Humain” – (O Direito Humano)
  128. Ordem Maçônica Mística e Esotérica do Brasil – OMMEB
  129. Poderosas Lojas Maçônicas Independentes do Brasil
  130. Soberana Ordem Maçônica Universal – SOMAUNI
  131. Sociedade das Grandes Lojas em Aliança – SOGLIA
  132. União de Lojas Paulistas Independentes (UNILOJAS)
  133. União Maçônica de Estreita Observância Iniciática – UMSOI
  134. União Mineira de Lojas Maçônicas Independentes (UNILOJAS)

TOTAL – 163

 

OBSERVAÇÕES:

  1. Fonte: INTERNET.
  2. Pesquisa realizada até 05-02-2015, para simples efeitos estatísticos.
  3. Para fins desta pesquisa, foram consideradas “regulares” apenas as Obediências Maçônicas que constam da “List of Lodges” de 2014, editada pelas Grandes Lojas Norte-Americanas.
  4. Os Grandes Orientes Estaduais e do Distrito Federal, que compõem a Federação Grande Oriente do Brasil, por não constituírem Potências Maçônicas, embora relacionados neste levantamento, não foram totalizados como Obediências Maçônicas.

 

Brasília, DF, 5 de Fevereiro de 2015

Dorival L.

Ministro Relator

 

Publicado on fevereiro 10, 2015 at 9:10 am  Comments (66)  

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66 ComentáriosDeixe um comentário

  1. Boa tarde, gostaria de saber qual a diferença se eu ingressar na Maçonaria em uma Loja pertencente ao GOB, ao GOB-PR ou a GLP? Qual a diferença dos Ritos existentes? Desde já agradeço.

    • Augusto,
      Ingressando em uma loja do GOB ou Grandes Lojas você ingressará na Maçonaria reconhecida pela Grande Loja Unida da Inglaterra, ou seja, do que é chamado Maçonaria Regular. Se ingressar em uma loja de uma potência diferente dessas duas, seu acesso às lojas do GOB e Grandes Lojas será dificultado, vez que as potências não são “regulares”.
      Quanto aos ritos, não há grande diferença entre eles, exceto quanto ao Rito Moderno que é mais liberal, secular e muito mais satisfatório (na minha opinião). O Rito de Emulação também é bastante neutro. Os outros, REAA, Adoniram, Brasileiro, Escoces retificado confundem maçonaria com religião, um equívoco histórico.

  2. Fui convidado a iniciar em uma loja de potência grande oriente republicano do brasil…Gostaria de saber se é reconhecida

    • Não consta entre as potencias reconhecidas pela GLUI, logo não é reconhecida. O que não é grande coisa. Existem muitas outras federações de lojas maçonicas que não se preocupam com esse “reconhecimento” ou “regularidade”.

      Mas, isso não lhe impede de ingressar nela, com os devidos cuidados para não ser vítima de um esquema qualquer.

      Procure se informar sobre quem está por trás, de onde vieram, por que fundaram um grande oriente independente. Enfim, coisas ditadas pelo bom-senso.

  3. Após 3 Anos como mestre pelo GOB, eu decidi pedir o quite placet e solicitar regularização a uma loja de potência antes dita irregular. Motivo, após percorrer e insistir no caminho, eu percebi que a loja a qual eu pertencia, não possuía o que eu buscava em termos de fraternidade, humildade, caridade entre outras coisas, não se colocava em ação, aquilo que prega a filosofia maçônica. Estando aqui já a quase dois anos, me encontro satisfeito com minha decisão, nenhuma loja ou potência é perfeita, algumas, são puro engodo. É preciso que estude muito bem a situação antes de fazer uma escolha, mas é importante que se diga, que fazer parte do quadro do GOB, GL ou mesmo COMAB, não o fará maçom mais especial que qualquer outro, muitas vezes, essas potências nos fizeram pensar assim, e isso prova o vício profano que continua impregnado nesses irmãos. Na maioria das vezes a Questão de reconhecimento, é meramente política, e não tem muito com “controle de qualidade”. Vivam livres, pratiquem o bem, e façam maçonaria de verdade, indiferente de potência!
    ps: o que é maçonaria de verdade? O que é maçonaria inventada? Quem tem os rituais originais? Quem “grilou” a maçonaria?

  4. A arrogância do GOB é inconfundível!
    Mal sabem que as obras sociais e filantrópicas das outras Potências ditas ¨irregulares¨ , superam e muito as do referido oriente!

    Os Rituais e princípios são os mesmos. Só existe essa segregação no Brasil, pois, os dinossauros do GOB e a Grande loja não querem perder o monopólio!!!

    TFA à todos Obreiros Lìvres!!!!

  5. Obrigado por proporcionar tão NB conhecimentos…

    • qdo iniciamos, praticamente nada conhecemos a respeito deste assunto. Ded qualquer forma me assusta!!Os principios universais da maçonaria são colocados em diversas potencias, bem como os juramentos são similares!! nao seria apenas vaidades??eu deixei de frequentar lojas da GLESP em funçao de IIr.’. do GOP, alias tem uma açao dentro de nossa sociedade maravilhosa!! fazem o que a GLESP e GOSP nada faze!!!! praticam a verdadeira maçonaria em fraternidade. extremamente participativos. Infelizmente hoje não temos mais sessões ou ritualística para estarmos juntos devido este proibição!!! afinal somos livre ou não??? somos de bons costumes??? Será??meu entendimento é este: SEGREGAR ao invés de UNIR !!!Penso seriamente em deixar o GOSP e ir para a GLESP , onde este problema não existe:. Aliás…muitas lojas estão fazendo isto!!

  6. A GLOMEB é uma potência regular, dita não reconhecida, com seis anos de atividade ininterrupta no Brasil (2010/2016), devidamente criada e estabelecida segundo as leis brasileiras, com inscrição federal, estadual e municipal, que por sua vez não reconhece o GOB, mas admite em suas lojas a visita dos irmãos de todas as potências ou obediências inclusive do GOB, tendo em vista o preceito maçônico universal da “livre visitação” de um maçom em qualquer loja que deseja visitar e que seja submetido ao telhamento e aprovado. Seguimos os Landmarks de Albert Pike. Acreditamos. por isso, que somos uma maçonaria inclusiva, praticamos o Rito Egípcio, o REAA de 1804 e o Rito Schroeder e todos os nossos associados conhecem sinais, toques e palavras e o telhamento utilizados pelos maçons no mundo todo e assim são reconhecidos como tal por todos os demais irmãos espalhados pela face da terra.A nossa opinião sobre o que o GOB faz ou deixa de fazer pouco importa assim como pouca importa o que o GOB pensa da GLOMEB, as instituições uma vez legalmente fundadas são independentes, autônomas e soberanas em suas decisões, não cabendo interferências externas de outras associações ou seja: o GOB manda em suas lojas e nos seus associados, só isso e nada mais do que isso. O irmão que impetrou o Mandado de Segurança acima relatado está coberto de razão em faze-lo e, estaria mais certo ainda, caso saísse do GOB e fundasse uma Loja independente onde pudesse “fazer maçonaria” com sua família e seus amigos e não sendo obrigado a compartilhar espaço com outras pessoas que talvez não tenham, com ele, tanta afinidade assim. maçonaria é isso: irmandade, família, amizade, convívio saudável e liberdade. Quem sabe, um dia todas as lojas serão independentes e os Grandes Orientes e as Grandes Lojas autoritárias irão descobrir que não servem pra quase nada?

    • apesar de ser gobiano…compactuo parcialmente com o Ir.’….não podemos segregar e sim unirmos!!!
      tfa adalberto

  7. Liberdade! Igualdade! Fraternidade! Me diz aonde!!

  8. Quanta arrogância…

  9. A existência da GLUI, com a edição de Landmarks e a noção de regularidade surgiu entre outras razões, exatamente porque na época de sua criação surgiam muitas iniciativas denominando-se “Maçonaria” com regras e rituais díspares, cada grupo criava o seu, é inegável que muitos IIrm. quando não entendem o significado do ritual, tendem a tentar modificá-lo de tal modo que lhe faça mais sentido.
    163 Potencias? A história se repete, chama-se de maçonaria novas iniciativas sérias e também muita barbárie! Um desgosto eleitoral, um desejo de colar colorido, uma forma de tirar dinheiro de incautos e chazam! Mais uma potência nasce, com um Grão Mestre auto empossado!!! Mostra-se nos dias de hoje tão necessário um padrão de reconhecimento e regularidade para uma olhar macro como foi em 1717.

    Foram “iniciados novamente” em nossa Loja irmãos de outras potencias ditas “irregulares”.Notável receber destes informações de como Grão Mestres auto-empossados chegam ao absurdo de cobrar R$ 5.000,00 para uma passagem de grau só para enriquecer… como mudam os rituais e criam novas regras simplesmente porque lhes convém… quanto tudo é nada é…. se tudo é verde nada é preto, vermelho ou amarelo… se tudo é Maçonaria (ainda que seja em nome de valores como fraternidade) nada é maçonaria…. As potências vinculadas a GLUI eu sei com certeza o que são ou o que devem ser, as outras… com todo o respeito não me entendam mal, mas não se tem garantia que permanecerão regulares sequer de um dia para outro, se seu GM não vai mudar algo porque simplesmente quis…. Há Potências não reconhecidas ou consideradas não regulares que trabalham fielmente às origens, que não mudam regras por capricho e atuam para o bem da comunidade, mas é de clareza mediana que se colocam na posição de incerteza para quem as olha de fora, como saber se não se confundem com as potencias que fazem o oposto do que deveriam, como diferenciá-las? Haveria uma perícia constante sobre elas para atestar seu padrão? 163 Potências? Em nossa cidade foi criada mais uma ontem, como saber do que se trata? As que forem filiadas a GLUI se sabe o que são ou o que deveriam ser, as demais não se pode ter certeza para quem as olha de fora… Imaginem daqui a 300 anos de criação de novas potências caçaníqueis e rituais vilipendiados, poderá se chamar de maçonaria o que for fora da GLUI? Com certeza absoluta? Sob qual parâmetro? A Fé? A GLUI já provou que faz a mesma maçonaria há séculos, e as demais só pagando para ver. Na dúvida… vem pro GOB.

  10. BOA TARDE
    FUI CONVIDADO PARA INICIAR EM UMA LOJA MACONICA.
    MINHA DUVIDA E SE ELA REALMENTE E UMA LOJA MACONICA PODERIA ME TIRAR ESTA DUVIDA.

    • Pergunte ao seu contato se a loja pertence às GRANDES LOJAS ou se pertence ao GRANDE ORIENTE DO BRASIL.

      Se ele começar a resposta dele com “Veja bem…”, certamente é uma arapuca.

      Só existem duas potências ditas “oficiais” da Maçonaria, e são essas duas de que falei.

  11. Sou iniciado , pela (gomb) Grande oriente maçônico do Brasil ja visitei outras loja oficinas , são os mesmo rituais .o mesmo trabalho da minha. Caso eu queira mudar para uma loja regular qual seria o procedimento .

    • Em uma unica frase. É muito triste toda essa desunião.

    • GOMB – é uma potencia regular, mas não reconhecida você foi iniciado, recebeu sinais, toque e palavras igual a todos que pertencem ao seu rito e por ser livre e acho de bons costumes, tem o direito de ir para qualquer potencia, desde que respeite as determinações daquela instituição.
      Ricardo Saliba

      • Parece que nosso irmão esta sendo levando pela vaidade e busca de reconhecimentos. Nosso tratado maior é com o GADU e a Ele devemos nossa obediência, afim de transformar a humanidade. Mas estou com o Saliba, tem o direito de ir e vir…

  12. “O quão bom seria se os irmãos vivessem em harmonia…”
    É lamentável que haja tamanha dificuldade em unir aqueles cuja moralidade deve ser a mesma.

    F.’.

  13. Os maçons são irão evoluir quando os preceitos da maçonaria romperem as portas dos templos. Não basta falar e no lado externo do templo manter a ignorância, enaltecendo egos e indo contra os princípios da liberdade, igualdade e fraternidade.

  14. A CMI , acaba de aceitar por unanimidade de seus membros o GOMG em seu quadro de filiadas.

  15. Vaidades sao paixoes que devem ser soterradas portanto, eu em contrapartida nao os reconheço como Maçons. Esta instituicao tornou-se um oceano com 1cm de profundidade. Estao perdidos e afogados num mar de vaidades.

  16. E quantos aos Altos Graus, se um obreiro do GOB, se por ventura querer galgar altos graus em outra potencia, pode?

  17. Eu sou do GOB/MG do Rito Brasileiro, fico preocupado com disavencia pois eu vim para o GOB-Grande Oriente do Brasil atravez de REGULARIZAÃO, isto significa que sou oriundo de Loja chamada espúria se eu tenho valores para estar no GOB hoje penso que tem muitos Irmão:. tembém nas chamadas Lojas espúrias de grandes valores, mas digo o Maçom:. tenque respeitar e seguir as denominações e as Leis de onde está, por esse motivo e outros que não devo ser contrario as Leis. Constituição, Artigos e determinações vinda do GOB/MG e também do GOB poder central, mas rogo ao S:.A:.D:.U:. o entendimento somente o dialago pode e deve lavar os Hoemens a HARMONIA.

    T:. F:. A:.

    Ir:.Damião:.3MI
    -GOB/MG-
    IRB-7.000
    Grau 33º

    • Você é de Campos RJ?

  18. “VAIDADE DAS VAIDADAES, DISSE O PREGADOR, TUDO É VAIDADE”
    MEUS IRMÃOS, TÔ PASMO COM O SEM IDÉIAS GOBIANO QUE ESCREVEU NO WRIT, QUE A GLUI É ORIUNDA DA MAÇONARIA OPERATIVA, ELE DEITOU FALÁCIA SEM ESTUDAR NADA DE HISTÓRIA. AINDA BEM QUE PEDI PARA SAIR (PELA PORTA DA FRENTE COM QUITE PALCET) DAQUELA INSTITUIÇÃO MEDIOCRE, LÁ NADA É AUTÊNTICO, UM BANDO DE VAIDOSOS E TRAFICANTES DE INFLUÊNCIAS, INÚTEIS À SOCIEDADE. PARA TERMINAR, QUAL É MESMO A RESPOSTA PARA A SEGUINTE PERGUNTA: SOIS MAÇOM? BOM, SEGUNDO A RESPOSTA, SERIA REALMENTE UMA POTÊNCIA COMPETENTE E LEGAL PARA DIZER SE SOU OU NÃO REGULAR? EXPÚRIOS SÃO OS GOBIANOS E OS PPSS DE CERTOS CHEFES DE MAÇONARIA. ALIÁS, O RECONHECIMENTO É UMA QUESTÃO MERAMENTE POLÍTICA, VEJAMOS: O MUNDO MULÇUMANO RECONHECE O PAPA COMO CHEFE DE ESTADO? SOMENTE VINTE E TRÊS PAÍSES RECONHECEM TAUAM COMO NAÇÃO, E NEM POR ISSO O PAPA E TAUAM DEIXAM DE EXISTIR. QUANDO DEIXEI ESTA INSTITUIÇÃO INÓCUA, PASSEI A REALMENTE SER LIVRE E DE BONS COSTUMES, E CERREI FILEIRAS EM UMA OUTRA INSTITUIÇÃO QUE NÃO SE PREOCUPA COM RECONHECIMENTO MAÇÔNICO, E SIM COM O DA SOCIEDADE; QUE NÃO COSTURA RITUAIS, E SIM OS PRESERVA INTACTOS. NÃO RECONHEÇO O GOB COMO INSTITUIÇÃO MAÇÔNICA, E SIM COMO UMA SIMPLES ASSOCIAÇÃO DE HOMENS VAIDOSOS EM BUSCA DE PODERES EFÊMEROS. DESCULPEM-ME PELO DESABAFO. FUI

    • Assino em baixo de cada palavra escrita por você. Um TFA para você.

    • Parabéns por cada palavras T F A

  19. Fui convidado por uma loja maçônica a ingressar na maçonaria, mas vi que tem muita bagunça.

    • A bagunça não é maior do que na CBF ou em outras instituições que envolvem homens. Somente tenha em mente que nem todas as organizações maçônicas pertencem ao grupo chamado de “regulares”, ou que se regem pelas orientações da Grande Loja da Inglaterra.

  20. será que um dia seremos todos RECONHECIDOS como MAÇONS,sejamos do GOB / GOSP / GOP / COMAB, etcc….

  21. O grande oriente paulista nao consta nas listas. Qual a posicao norte americana com relacao a um macom do GOP de poder visitar uma Grande Loja norte americana? Gostaria de fatos baseados em documentos. Obrigado. RRM

  22. Esse assunto credito que perdurará por algum tempo.
    Particularmente que os preceitos de reconhecimento mútuo entre os corpos Maçônicos devam ser respeitados.
    A postura do GOB em relação a COMAB, está legalmente amparada, pois não existe um tratado entre ambas. Na prática sabemos que esse problema de ralação já havia sido superado na pratica diária da maçonaria, faltando apenas assinar um tratado formal.
    Ambos temos ciência da trajeótia dos Orientes pertencentes a COMAB, o que não justifica questionar sua regularidade, questionar sua fundação seria o mesmo que questionar a criação das Grandes Lojas no Brasil.
    Usar a GLUI e o List of Lodge, como balizador de regularidade e reconhecimento é de certa forma incoerente, e digamos ” estamos usando 2 pesos e 2 medidas”.
    A GLUI é uma Potência Maçônica e o List of Lodge é uma publicação de uma editora americana.
    Facilmente percebemos informações divergentes em ambos documentos, no nosso caso em questão, percebemos que apenas 4 Grandes Lojas são reconhecidas pela GLUI e no List .of Lodge todas fazem parte. o que demonstra claramente critérios diferentes.
    Para mim todas as GL fazem um excelente trabalho e não entendo porque apenas algumas são reconhecidas pela GLUI ( pelo sistema confederado das GL, o reconhecimento de uma não se transfere para as outras).
    Particularmente acredito que devemos buscar resolver essas situações, com tudo que aprendemos em nossa Ordem.
    Sobre o disposto pelo MIN. DORIVAL L.´., respeitando todo seu conhecimento Maçônico, acredito que o mesmo comete um equivoco em seu parecer, pois se o GOB corre o risco de perder seu reconhecimento internacional junto a GLUI por se relacionar com potencias não reconhecidas. O simples fato de se relacionar com as GL não reconhecidas pela GLUI, já seria fator gerador para essa situação, pois o fato da mesma constar do List of Lodge (Publicação Americana), não gera valor na GLUI.
    Como já disse antes, acredito que devemos resolver nossos problemas internos de forma objetiva, com regras claras, mas o que vejo são argumentos forjados para justificar aos atos tomados.
    Para meus IIr.’.
    um TFA
    E estou aberto ao diálogo construtivo para enriquecer nosso conhecimento maçonico

  23. Se minha loja tivesse coragem sairíamos todos do GOB e iriamos para grande loja… vergonha.

  24. Eu pertenço a Serenissima Grande Loja unida da amazonia(GLUAM) acho que pra dizer que a minha potência é irregular é vc não saber o que é ser espúrio pq está bem claro quem pratica a verdadeira maçonaria pq lá ninguém diz que nossos iir tem que distinguir quem é maçom a não ser que o mesmo não saiba a base o qual se faz pelo telhamento essa é uma das maneiras pra reconhecer um maçom. A maçonaria perdeu ao longos dos tempos seu real significado e muitos batem no peito eu sou regular mas não conhecem o linguajar maçonico então ficam nessa de brincar de espúria. TFA os que sabem o que é.

  25. Bom dia,
    Devido a não evidência nesta estimada lista, venho encarecidamente solicitar informação se a Loja Maçônica Paulistana é regular?
    Atenciosamente,

  26. É profundamente lamentável que pessoas desprovidas de espírito Macônico, possam usar de tantas palavras para fazer grande seus argumentos os quais ferem os preceitos dos Antigos Landmarks, bem como o primeiro ponto do 8 Pontos de Regularidade institucional das Obediencias Maçônica, documento está instituído, suas regremas, pela Grande Loja Unida da Inglaterra.
    vejo alguns irmãos falarem que com as 3 potências a Maconaria acaba por ficar separada, desunida, que teria que existir somente uma Maçonaria. Primeiro potência não é Maconaria, segundo, resumir, separar é sim, uma atitude dessa tomada de forma descabida i impensado pelo Pod.”., é coloca poderoso nisso, p Ir.’. Marcos José, pois fere os Landmars e as normas de Regularidade impostas pela GLUI.
    agirá so uma pergunta,o que é ser Coronel? Ser livre é não sercescravo e um grupo sendo proibido de visitar quem é seu irmão igual sob ameaça de ser castigado, não é estar em um regime de escravidão?

    • Concordo! A maioria dos maçons vivem do padsado glorioso da sublime ordem e numa situação dessa agem com avestruz.

  27. SEJA QUAL FOR O SEU RITO, VISITE UMA OFICINA DO RITO BRASILEIRO, O SEGUNDO MAIS PRATICADO NO BRASIL!
    UNINDO A TRADIÇÃO COM A EVOLUÇÃO SEM MACULAR OS PRINCÍPIOS DA MAÇONARIA UNIVERSAL.

  28. A GLESP É REGULAR E NÃO VI ELA NA PESQUISA!

  29. ACHO QUE O SR MARCOS GM DO GOB É UM CIDADAO QUE JAMAIS PODERIA SEQUER PASSAR EM FRENTE DE UMA LOJA MAÇÔNICA!!!!! PAEA QUEM NAO SABE TODA ESSA POUCA VERGONHA SÓ ESTÁ OCORRENDO PRO ELE E O GM DO GOMG E EX PRESIDENTE DA COMAB SR LAZARO ESTÃO DE BIRRINHA UM COM O OUTRO!!!!! E ESSES PALHAÇOS DO SUPREMO NÃO PASSAM DE BABA OVOS E PAUS MANDADOS DO GM!!!! ESSES CARAS ESTÃO TRANSFORMA NDO A MAÇONARIA NUM ANTRO DE INTERESSES PESSOAIS!!!!!! RENUNCIA DELES JÁ!!!!!!!!!!

  30. Lamentável tudo isso; Interessante que a ordem baseada na solidariedade e no mais puro sentimento fraternal seja inteiramente baseada em dissidências;sem duvida um paradoxo!!!

  31. Não encontrei o Grande Oriente do Paraná em nenhuma das listas. (Regular e/ou irregular).

    • A lista não é taxativa. Por analogia, sendo o GO do Paraná pertencente à COMAB, aplica-se a ele o mesmo raciocínio que as outras lojas COMAB.

      • Os Grandes Orientes Estaduais e do Distrito Federal, que compõem a Federação Grande Oriente do Brasil, por não constituírem Potências Maçônicas, embora relacionados neste levantamento, não foram totalizados como Obediências Maçônicas.

  32. Muito importante e esclarecedora a posição Oficial.
    Matéria extensa para ser lidas pelos Irmãos leigos como eu.
    Importante um resumo conclusivo.

  33. Sou a favor da mulher na Maçonaria e se percebermos as Potências chamadas espúrias brevemente irão superar as regulares em número de Lojas e Membros.

  34. Artigo no Alerta Total – http://www.alertatotal.net
    Por João Guilherme C. Ribeiro, MI

    Jogar a culpa nos outros é mais velho do que o mundo. Com pessoas, nações, instituições… ou Potências maçônicas, o processo é exatamente o mesmo.

    Não, não fique surpreso.

    Exemplo disto está na existência das Lojas Distritais inglesas no Brasil, sempre atribuída, na xenofobia natural inerente ao complexo cucaracha, ao “imperialismo inglês”.

    Só que a Verdade tem um hábito incômodo de se infiltrar por entre as camadas de dissimulação e distorção. Não tem jeito.

    Em junho de 2014, Jorge Pessôa e eu visitamos a Biblioteca daUnited Grand Lodge of England. O texto original do tratado de 1912 entre a GLUI e o GOB era desconhecido entre nós e ele queria conferir a tradução. Mrs. Susan Snell, Archivist and Records Manager da Library and Museum of Freemasonry, nos recebeu com imensa cordialidade e nos apresentou muito mais do que esperávamos. Pudemos examinar não apenas a versão do tratado, mas uma documentação inédita, algumas confidenciais, que nos surpreenderam.

    A presença das Lojas Distritais inglesas no território brasileiro não tem nada a ver com expansionismo ou imperialismo. Tem, isto sim, a ver com nossas próprias mazelas.

    Escreverei sobre isto mais extensamente depois, mas quero apenas enfatizar meu ponto para chegar a algo que ocorre neste momento: tudo tem a ver com nossas próprias mazelas!

    Acabou de encerrar-se mais uma reunião da Confederación de la Masonería Interamericana, desta feita em Madrid. Houve troca de presidentes e muitos arranjos de bastidores, como sempre ocorre. Porém, mais importante, na minha opinião, foram duas cartas endereçadas aos participantes.

    Carta do Observador da United Grand Lodge of England

    A primeira delas, do Grande Chanceler da United Grand Lodge of England, Irm. Derek Dinsmore, esclarece inequivocamente a posição de sua Potência com relação ao reconhecimento de outras.

    “Um dos princípios fundamentais das relações maçônicas internacionais é que cada Grande Loja é soberana e independente, e nós, pela longa experiência, estamos conscientes da linha tênue entre aconselhar e, na verdade, interferir nos assuntos internos de uma Grande Loja irmã”, frisou ele.

    Isto nos diz, claramente, que a culpa do reconhecimento – ou não – entre Potências de outro país nada tem a ver com aGrande Loja Unida da Inglaterra.

    “A regularidade é algo absoluto: uma Grande Loja ou um Grande Oriente ou é regular ou não. Não há meio termo neste assunto. Na perspectiva inglesa, se uma Grande Loja ou Grande Oriente não preenche todos os nossos Princípios Básicos para o Reconhecimento de Grandes Lojas, não pode ser reconhecida como regular.”

    Então, se uma Potência preenche os oito requisitos, ela é regular. Pode não ser ainda reconhecida, mas é regular.

    “Onde diferimos de algumas Grandes Lojas regulares é que nossos princípios não incluem a jurisdição territorial exclusiva como um princípio de regularidade. […] Para nós, soberania é uma Grande Loja ter autoridade única sobre seus membros e Lojas, onde quer que essas Lojas possam localizar-se geograficamente. Soberania não pode ser dividida. Território, por acordo mútuo, pode ser compartilhado, e compartilhar território de modo algum diminui a soberania das Grandes Lojas envolvidas.”

    Ora, a frase chave, “por acordo mútuo”, claramente mostra que o reconhecimento entre Potências regulares e soberanas depende apenas desse acordo. Isto demonstra, então, que atribuir àUGLE o reconhecimento pelo GOB das demais Grandes Lojas da CMSB e dos Grandes Orientes da COMAB é uma mentira crassa. O problema tem que ser jogado na conta dos interesses paroquiais, das discórdias, da ânsia de poder, das vaidades e outras causas menos publicáveis. A UGLE não tem nada com isto! Querem a prova? Então, vejam o que ele diz a seguir:

    “Num território onde nós já reconheçamos uma Grande Loja, se houver uma segunda Grande Loja que se enquadre em nossos Princípios Básicos para o Reconhecimento de Grandes Lojas, antes de estender a ela nosso reconhecimento, perguntaríamos à Grande Loja reconhecida, como cortesia, se ela teria alguma objeção a que o fizéssemos. Esperamos, por causa do grande cuidado que temos em avaliar a regularidade de uma Grande Loja, que o acordo seja aceito. Não insistimos que as duas Grandes Lojas se reconheçam, mas simplesmente que compartilhem o território.”

    Mais claro que isto, impossível!

    Jogar a culpa das duas pranchas do SGMG do GOB, que hostiliza as Grandes Lojas “não reconhecidas” e os Grandes Orientes da COMAB, nas costas da United Grand Lodge of England é aproveitar-se da ignorância dos Maçons acerca das relações internacionais. Acho que não ficaria de todo mal chamar essa atitude de “estelionato maçônico”.

    O Irm. Derek ainda alerta:

    “Vivemos em um tempo em que os Maçons regulares em todo o mundo deveríamos estar unidos em um propósito comum: brecar o crescimento, muito facilitado pela internet, da maçonaria irregular. Durante os problemas recentes na França, nós na Inglaterra, nos espantamos ao descobrir que há cerca de oitenta grupos alegando serem Grandes Lojas. […] Muitas dessas assim chamadas Grandes Lojas são pequenos grupos com websites atraentes – e aí reside o perigo. Estamos buscando atrair jovens bem formados para que venham a ser o futuro de nossas Grandes Lojas. Na Inglaterra, chamamos os abaixo de quarenta anos de geração Google. De eles desejam alguma informação sobre o que quer que seja, eles ligam seus laptops, entram no Google ou outro navegador e veem o que aparece. O perigo é que eles acessem em um desses sites caprichados e sejam levados à maçonaria irregular, para depois descobrir que foram enganados e, desta forma, perdidos para a Maçonaria regular.”

    E, finalmente, nos exorta:

    “Seguramente, melhor do que levantar barreiras arbitrárias ou desnecessárias ao reconhecimento de Grandes Lojas que sejam verdadeiramente regulares em seus etos* e práticas, deveríamos acolhê-los em nosso círculo para que se juntassem a nós na batalha contra a irregularidade.”

    Este final nos mostra como as citadas pranchas do GOB estão na contramão do que interessa à Maçonaria Universal. São mais do que intriga, mais do que mentira, mais do que prejudiciais à Ordem. São um exemplo crasso de interesses pessoais colocados acima dos princípios de fraternidade.

    Carta do Past Secretário da World Conference of Regular Masonic Grand Lodges

    A mesma visão é compartilhada pelo Irm. Thomas W. Jackson, que é e Presidente Honorário Ad Vitam da prestigiosaConferência Mundial das Grandes Lojas Maçônicas Regulares. Imaginem a experiência deste Irmão, um dos pilares do reconhecimento do GOB pelas Grandes Lojas americanas em 1987. Assim ele começa:

    “Nunca é intenção minha ofender qualquer organização ou Irmão nem é meu intento agora. É simplesmente minha avaliação, depois de observar por muitos anos a Maçonaria do Brasil, e a expressão de meus cuidados para com ela. Fiquei muito impressionado com a compatibilidade e amizade entre Irmãos desde que vim ao Brasil 16 anos atrás.

    Ainda assim, mesmo com essa expressão de fraternidade, existe uma inabilidade ou falta de desejo de juntarem-se em unidade para o benefício da Maçonaria Brasileira e para o benefício da sociedade brasileira. Para o resto do mundo, a Maçonaria do Brasil é uma forma confusa do Simbolismo.”

    Ele cita um fato que eu desconhecia: “durante a IV World Conference realizada em São Paulo, os Grão-Mestres dasGrandes Lojas Estaduais (CMSB) e do Grande Oriente do Brasil (GOB) assinaram um acordo em que garantiriam o reconhecimento mútuo entre eles. Eu não estava ciente, até seis ou sete anos atrás, de que isto tinha acontecido somente em uma escala limitada.”

    Quer dizer, simplesmente, as promessas desse acordo foram ignoradas ou convenientemente esquecidas…

    O Irm. Tom Jackson é bem taxativo:

    “Quando tomei ciência de que os acordos de reconhecimento mútuo não ocorreram entre o Grande Oriente do Brasil e asGrandes Lojas estaduais, fiquei ciente da existência dos Grandes Orientes Independentes (COMAB) no Brasil.

    Da mesma forma que, na América do Norte, nós consideramos as Grandes Lojas como sendo regulares, devemos também considerar os Grandes Orientes Independentes como regulares, uma vez que foram consagrados da mesma forma de conformidade com o protocolo maçônico. Sempre fiquei confuso pelo reconhecimento de algumas Grandes Lojas Estaduais, mas não de todas. Ou todas ou nenhuma deve ser considerada regular.

    […] Nos últimos 16 anos, tenho visitado Lojas e Grandes Lojas no Brasil em que Irmãos das três “formas” de Maçonaria (GOB, CMSB, COMAB) estavam presentes, considerando-se Irmãos e não encontravam qualquer dificuldade em expressar seus sentimentos de fraternidade. Na verdade, esta experiência mudou meus pontos de vista com relação a alguns protocolos de reconhecimento ou compartilhamento de território. Francamente, eu considero todos os Maçons do Brasil sob essas três “formas” como regulares.”

    Querem desmentido maior às tolices que tentam nos impingir?

    O término da mensagem dele é tocante, pungente, mesmo. Uma mensagem da mais absoluta fraternidade de um Maçom Universal aos Maçons Brasileiros:

    “É agora minha opinião que, para a Maçonaria Brasileira alcançar seu potencial maior, ela necessitará da vontade mútua de compartilhar seu território e/ou do reconhecimento mútuo entre todos.

    Muitos de vocês ouviram-me expressar meu sonho de ver toda Maçonaria regular trabalhando em uníssono como Irmãos. Tenho concentrado muitos dos meus esforços nos últimos 35 anos neste sentido.

    Há muitos membros do Grande Oriente do Brasil (GOB), das Grandes Lojas Estaduais (CMSB) e dos Grandes Orientes Independentes (COMAB) – mesmo que minha Grande Loja não os reconheça – que tenho orgulho de chamá-los de meus Amigos e meus Irmãos. Espero viver o bastante para ver o dia em que todos os Maçons do Brasil façam o mesmo.”

    Pois é, dois Altos Dignitários olham para nós e veem o que muitos de nossos dirigentes não veem, que só teremos a ganhar com a união, não com a unificação absolutamente ultrapassada. Os Maçons Brasileiros, duramente atingidos e afligidos pelas pranchas hostis e segregadoras, sem nenhum amparo da Maçonaria Universal, também esperam maior altruísmo de seus dirigentes. Os Grão-Mestres brasileiros presentes à reunião da CMI em Madrid, neste ano de 2015, poderiam inspirar-se no exemplo deles dois dignitários e emular sua visão, grandeza e espírito maçônico.

    Os Maçons Brasileiros desejam vê-los superar picuinhas eventuais, divergências locais e diferenças pessoais.

    Maçonaria é mais do que o quintal da casa e jamais escrava de ambições desmedidas.

    Xenofobia de Maçons brasileiros contra Maçons brasileiros é simplesmente ridícula e absurda.

    PS – Acho que temos de repensar o que desejamos de nossos Grão-Mestres. Fiz este pequeno artigo em consequência da recente reunião da CMI, em Madrid. É extraordinário que dignitários estrangeiros olhem para nossa Maçonaria e nos entendam melhor do que nós mesmos.
    Leiam e digam se não estou com a razão. O que eles pensam e aconselham está na íntegra, anexo, e sem manipulação. Essa história de atribuir culpa de nossos atos a outrem tem que acabar.

    João Guilherme C. Ribeiro, Empreendedor Cultural, é Maçom (Mestre Instalado). Deputy General Grand High Priest – Latin América e dirigente do Supremo Grande Capítulo de Maçons do Real Arco do Brasil.

    • Nosso irmão João Guilherme C. Ribeiro faz uma apaixonada defesa da maçonaria inglesa, o que não é de se admirar, visto que é membro de uma loja do distrito inglês. Mas, a afirmação:
      “A presença das Lojas Distritais inglesas no território brasileiro não tem nada a ver com expansionismo ou imperialismo. Tem, isto sim, a ver com nossas próprias mazelas.”
      está absolutamente equivocada.
      Acaba de ser publicado o livro “Builders of Empire – Freemasons and British Imperialism, 1717-1927” de Jessica L. Harland, cuja introdução publicamos aqui https://bibliot3ca.wordpress.com/2014/12/27/construtores-de-imperio-maconaria-e-imperialismo-britanico-1717-1927/, uma pesquisa científica que demonstra claramente o uso da Maçonaria como ponta de lança do imperialismo britânico.
      Esse livro pode ser adquirido eletronicamente na Amazon.com, mas pretendemos publicar extratos dele em nossa Bibliot3ca.

  35. Lamentável que por causa do estrelismo de 2 pseudo iir.’. Que ostentam o título de Grão Mestres uma interpretação errônea do que diz a GLUI coloca essa situação ridícula acima do pue prega os Landmarks. Lamentável!!!!!!!!

    • Política, vaidade, dinheiro. As três luzes da Maçonaria Brasileira.

      • Não todos mas muitos Maçons do “COMAB” chamavam os irmãos de “GONAB”, “GLADA”,”GOU” entre outras potencias de espúrios porem hoje eles encaixam-se nesse critério, já é hora de acabar com essa situação e se unirem sem vaidade ou politica e sim com ações dignas de serem considerados maçons.

  36. Os membros do GOB continuam sem poder frequentar as lojas do COMAB?

    • Só aqueles que não têm personalidade. Os maçons normais são livres e as lojas soberanas.

      • Então maçons do “GONAB”, “GLADA”,”GOU” caso queiram podem visitar as lojas do “COMAB”!!

  37. Ir.’. Filardo, se o GOB não quer reconhecer a regularidade dos Grandes Orientes Estaduais, tanto pior pra ele, nós continuamos a praticar Maçonaria.

  38. Transparente, bem feito e tem grande coerência interna. Somos uma pequena Poténcia maçônica, a MAAT – Maçons Associados à Antiga Tradição – trabalhando como maçons livres em loja livre. Somos associados à Federação de Lojas Livres e Soberanas da França (F.L.L.S), a qual congrega mais de meia centena de Lojas livres.
    Pretendemos permanecer em nosso estado de prática maçônica, porém, embora não sintamos a necessidade de Reconhecimento nem de Regularidade, é mister elogiar o trabalho que ora se apresenta.
    O importante é que os maçons que se encontram em qualquer lugar, exceto em Lojas Maçônicas, se reconhecem e se ajudam. Isso foi o maior feito da Maçonaria Moderna. Justiça seja feita.
    Ficam aqui os meus respeitos à decisão tomada pelo GOB, embora não nos inclua em sua lista de Potência Regular.
    Abraço a todos os que lerem esse meu texto, na forma do costume.
    Marlanfe Tavares de Oliveira
    Presidente da MAAT em exercício.

  39. Caro Ir.’. Filardo, apesar do que diz o senso, as designações “Grande Loja Unida da Bahia” e “Grande Loja Maçônica do Estado de Bahia” na verdade referem-se a mesma Potência Maçônica (que é reconhecida e regular), ocorre, que diferentes (porém parecidos) nomes foram patenteados a fim de evitar-se equívocos por partes de outras instituições não idôneas.

    Tr.’. Fr.’. Abr.’.

    • Brother,

      Sugiro escrever para o Grande Oriente do Brasil em Brasilia, pois aparentemente eles não estão sabendo disso. A matéria é a transcrição fiel da peça judiciária.

      TAF

  40. A Grande Loja Mista dos Maçons Livres e Aceitos, continua firme em seu propósito de praticar a Verdadeira e Pura Franco-Maçonaria e não comentará as ações praticadas pelo G.O.B.. T.’.A.’.F.’.


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