Por que os Jovens no Japão pararam de fazer sexo?

Tradução José Filardo

Outubro 23, 2013

O que é a “síndrome do celibato”, e por que isso tomou conta do Japão?

no sex

 

Ai Aoyama é uma conselheira de sexo  e relacionamento que trabalha em sua casa de três andares em uma rua secundária estreita em Tóquio. Seu primeiro nome significa “amor” em japonês, e é uma lembrança de seus primeiros anteriores como uma dominatrix profissional. Naquela época, cerca de 15 anos atrás, ela era a Rainha Ai, ou Rainha Amor, e ela fazia “todas as coisas habituais”, tais como amarrar as pessoas e pingar cera quente em seus mamilos. Hoje seu trabalho, ela diz, é muito mais desafiador. Aoyama, 52 anos, está tentando curar o que a mídia do Japão chama de Sekkusu shinai shokogun , ou “síndrome do celibato”.

As pessoas com menos de 40 anos no Japão parecem estar perdendo o interesse nas relações convencionais. Milhões não estão nem mesmo namorando, e números crescentes não se incomodam com o sexo. Para o seu governo, a “síndrome do celibato” é parte de uma catástrofe nacional iminente. O Japão já tem uma das menores taxas de natalidade do mundo.  Sua população de 126 milhões  , que vem diminuindo nos últimos dez anos, está projetada para mergulhar  mais de um terço até 2060 . Aoyama acredita que o país está enfrentando “uma fuga da intimidade humana” – e isso é, em parte, culpa do governo.

O sinal do lado de fora de seu prédio, diz “Clínica”. Ela me cumprimenta em calças de yoga e chinelos macios de pelo animal, segurando um cachorro pequinês que ela apresenta como Marilyn Monroe. Em seu panfleto comercial, ela oferece a gloriosa confidência aleatória de que ela visitou a Coreia do Norte na década de 1990 e esmagou os testículos de um alto general do exército. Ele não diz se ela foi convidada lá especificamente para esse fim, mas a mensagem aos seus clientes é clara: ela não julga.

Lá dentro, ela me leva lá para cima, para a sua “sala de relaxamento” – um quarto sem móveis, com exceção de um futon de casal. “Vai ser tranquilo aqui dentro”, diz ela. A primeira tarefa de Aoyama com a maioria de seus clientes é incentivá-los a “parar de se desculpar por sua própria existência física.”

O número de pessoas solteiras atingiu uma alta recorde. Uma pesquisa realizada em 2011 constatou que  61% dos homens solteiros e 49% das mulheres com idades entre 18-34  não estavam em qualquer tipo de relacionamento romântico, um aumento de quase 10% em relação a cinco anos atrás.  Outro estudo descobriu que um terço das pessoas com menos de 30  anos nunca tinha tido um encontro. (Não existem números para as relações entre o mesmo sexo) Embora tenha existido há bastante tempo uma separação pragmática entre amor e sexo no Japão – um país em sua maioria livre de moral religiosa – o sexo tem o mesmo desempenho. Uma pesquisa no início desse ano pela Associação Japonesa de Planeamento Familiar  (JFPA) constatou que 45% das mulheres com idades entre 16-24 “não estavam interessadas, ou desprezavam o contato sexual”. Mais de um quarto dos homens sentiam-se da mesma forma.

Muitas pessoas que a procuram, diz Aoyama, estão profundamente confusas. “Alguns querem um parceiro; outros preferem ser solteiros, mas poucos se relacionam com amor normal e casamento.” No entanto, a pressão para se conformar ao modelo de família anacrônico do Japão de marido assalariado e mulher dona-de-casa permanece. “As pessoas não sabem para onde se virar. Eles estão recorrendo a mim porque pensam que, por querer algo diferente, há algo de errado com eles.”

E o alarmismo oficial não ajuda.  Menos bebês nasceram aqui em 2012  do que em qualquer ano registrado. (Este foi também o ano em que o número de pessoas idosas disparou, em que a venda de fraldas geriátricas superou a de fraldas para crianças no Japão, pela primeira vez.) Kunio Kitamura, chefe do JFPA afirma que a crise demográfica é tão grave que o Japão “pode eventualmente perecer em extinção”.

As pessoas com menos de 40 no Japão não irão adiante e se multiplicarão para cumprir um dever, como as gerações do pós-guerra fizeram. O país está passando por uma grande transição social após 20 anos de estagnação econômica. Ele também está lutando contra os efeitos sobre a sua já machucada psique-de-destruição nuclear do terremoto, tsunami e desastre radioativo de 2011. Não há como voltar atrás. “Tanto os homens quanto as mulheres me dizem que não veem sentido para o amor. Eles não acreditam que ele pode levar a algum lugar”, diz Aoyama. “Os relacionamentos tornaram-se muito difíceis.”

O casamento tornou-se um campo minado de opções pouco atraentes. Os homens japoneses tornaram-se menos motivados pela carreira e menos solventes, à medida que a segurança do emprego vitalício desapareceu. As mulheres japonesas tornaram-se mais independentes e ambiciosas. Mesmo assim, atitudes conservadoras em casa e no local de trabalho persistem. O mundo corporativo punitivo do Japão torna quase impossível para as mulheres combinar uma carreira e família, enquanto as crianças são inacessíveis a menos que ambos os pais trabalhem. A coabitação ou paternidade solteira ainda é incomum, perseguida por desaprovação burocrática.

Aoyama diz que os sexos, especialmente em cidades gigantes do Japão, estão se “afastando em uma espiral uns dos outros.” Faltam objetivos comuns de longo prazo; muitos estão se voltando para o que ela chama de “amor de miojo” – a gratificação fácil ou imediata, na forma de sexo casual, encontros de curto prazo e os habituais suspeitos tecnológicos: pornografia on-line, “namoradas” de realidade virtual, desenhos animados anime. Ou então eles estão optando simplesmente desistindo e substituindo o amor e o sexo por outros passatempos urbanos.

Alguns dos clientes de Aoyama estão entre a pequena minoria que assumiram um retraimento social a um extremo patológico. Eles são  hikikomori (“fechados” ou reclusos) em recuperação, dando os primeiros passos para regressar ao mundo exterior; otaku (geeks), e Parasaito shingurus (solteiros parasitas) de longo prazo que atingiram seus 30 e poucos anos sem conseguir sair de casa. (Dos cerca de 13 milhões de pessoas solteiras no Japão que vivem atualmente  com seus pais, cerca de três milhões têm mais de 35 anos  .) ” Algumas pessoas não conseguem se relacionar com o sexo oposto fisicamente ou de qualquer outra forma. Eles recuam se eu os tocar”, diz ela. “A maioria são homens, mas eu estou começando a ver mais mulheres.”

Aoyama cita um homem de 30 anos, virgem, que não consegue ficar sexualmente excitado, a menos que ele assista robôs femininos em um jogo semelhante ao Power Rangers. “Eu uso terapias, tais como ioga e hipnose para relaxá-lo e ajudá-lo a entender a forma como o verdadeiro corpo humano funciona”. Às vezes, por uma taxa extra, ela fica nua com seus clientes do sexo masculino – “rigorosamente, nenhuma relação sexual” – para guiá-los fisicamente em torno da forma feminina. Ansiosa para ver sua nação prosperar, ela compara seu papel nesses casos ao das cortesãs do  Período Edo  ou  oiran  , que costumavam iniciar filhos de samurais na arte do prazer erótico.

Aversão ao casamento e à intimidade na vida moderna não é exclusividade do Japão. Nem é a crescente preocupação com a tecnologia digital. Mas, o que infinitos comitês japoneses não conseguiram captar quando eles se preocupavam com a juventude tímida do país quanto à procriação é que, graças à miopia oficial, a decisão de permanecer solteiro, muitas vezes, faz todo o sentido. Isto é verdade para ambos os sexos, mas é especialmente verdade para as mulheres. “O casamento é a sepultura de uma mulher,” diz um velho ditado japonês que se refere às mulheres sendo ignoradas em favor de amantes. Para as mulheres japonesas hoje, o casamento é o túmulo de suas carreiras duramente conquistadas.

Eu encontrei Eri Tomita, 32 anos, durante um café da manhã de sábado no distrito descolado de Ebisu em Tóquio. Tomita tem um trabalho que ela adora, no departamento de recursos humanos de um banco de capital francês. Falando francês fluente, com dois diplomas universitários, ela evita relacionamentos românticos para poder se concentrar no trabalho. “Um namorado pediu-me em casamento há três anos. Eu recusei quando percebi que eu me preocupava mais com o meu trabalho. Depois disso, eu perdi o interesse em namorar. Tornou-se estranho quando a questão do futuro veio à tona.”

Tomita diz que as chances de promoção de uma mulher no Japão simplesmente acaba assim que ela se casa. “Os patrões supõem que você vai engravidar”. Quando uma mulher tem um filho, acrescenta, as longas horas inflexíveis tornam-se incontroláveis. “Você tem que renunciar. Você acaba sendo uma dona de casa sem renda independente. Essa não é uma opção para mulheres como eu.”

Cerca de 70% das mulheres japonesas  deixam seus empregos depois de seu primeiro filho. O  Fórum Econômico Mundial  classifica consistentemente o Japão como um dos piores países do mundo quanto à  igualdade de gênero no trabalho . Atitudes sociais não ajudam. Mulheres casadas que trabalham às vezes são demonizadas como oniyome , ou “esposas diabo”. Em uma reveladora produção de balé japonesa de Carmen de Bizet, há alguns anos, Carmen era retratada como uma mulher de carreira que roubou segredos da empresa para ser promovida e, em seguida, armou uma cilada para seu humilde guarda de segurança e amante José. Seu fim não foi bonito.

O Primeiro-ministro Shinzo Abe recentemente alardeou  planos há muito atrasados para aumentar a  participação econômica feminina, melhorar as condições e creches, mas Tomita diz que as coisas teriam que melhorar “drasticamente” para levá-la a se tornar uma mulher trabalhadora e mãe. “Eu tenho uma ótima vida. Eu saio com minhas amigas – mulheres de carreira como eu – a restaurantes franceses e italianos. Eu compro roupas elegantes e viajo em férias agradáveis, ​​Eu amo a minha independência.”

Tomita às vezes tem encontros de uma noite só com homens que ela encontra em bares, mas ela diz que sexo também não é uma prioridade. “Muitas vezes sou convidada para sair por homens casados ​​no escritório que querem ter um caso. Eles presumem que estou desesperada porque sou solteira”. Ela faz uma careta e então encolhe os ombros. ” Mendokusai “.

Mendokusai é traduzido livremente como “muito problemático” ou “Eu não quero ser incomodado”. É a palavra que eu ouço ambos os sexos usar na maioria das vezes, quando falam sobre sua fobia de relacionamentos. Compromisso romântico parece representar ônus e labuta, desde custos exorbitantes da compra de imóveis no Japão até expectativas incertas de um cônjuge e sogros. E o crença secular de que a finalidade do casamento é produzir filhos perdura. O Instituto de População e Seguridade Social do Japão  relata que um número surpreendente, 90% das mulheres jovens, acreditam que ficar solteiro é “preferível ao que elas imaginam ser o casamento”.

A sensação de obrigação esmagadora afeta igualmente os homens. Satoru Kishino, 31 anos, pertence a uma grande tribo de homens com menos de 40 anos que estão envolvidos em uma espécie de rebelião passiva contra a tradicional masculinidade japonesa. Em meio à recessão e salários instáveis, homens como Kishino sentem que a pressão sobre eles para ser os guerreiros econômicos que ganham o pão para a esposa e família é irrealista. Eles estão rejeitando a busca tanto de carreira quanto de sucesso romântico.

“É muito problemático”, diz Kishino, quando eu pergunto por que ele não está interessado em ter uma namorada. “Eu não ganho um salário enorme para sair em encontros e não quero a responsabilidade de uma mulher esperando que isso pode levar ao casamento.” A mídia do Japão, que tem uma reputação para toda bizarrice social, refere-se a homens como Kishino como “herbívoros” ou soshoku danshi (literalmente, “homens comedores de grama”). Kishino diz que ele não se importa com o rótulo porque ele se tornou um lugar comum. Ele se define como “um homem heterossexual para quem relacionamentos e sexo não são importantes”.

O fenômeno surgiu há alguns anos, com a exibição de um mangá japonês que se transformou em programa de TV. A personagem principal Otomen (“Maricas”) era um campeão de artes marciais alto, o rei dos caras durões e legais. Secretamente, ele adorava fazer bolos, colecionar “coisas brilhantes cor de rosa” e tricotar roupas para os seus animais de pelúcia. Para o horror de anciãos das empresas do Japão, o show mexeu poderosamente com a geração que eles criaram.

Kishino, que trabalha em uma empresa de acessórios de moda como designer e gerente não tricota. Mas ele gosta de cozinhar e andar de bicicleta, e de amizades platônicas. “Eu acho algumas de minhas amigas atraentes, mas eu aprendi a viver sem sexo. Envolvimentos emocionais são muito complicados”, diz ele. “Eu não quero ser incomodado.”

Apatia romântica à parte, Kishino, como Tomita, diz que ele gosta de sua vida de solteiro. Ironicamente, o sistema de assalariados que produziu tais papéis conjugais segregados – esposas dentro de casa, maridos no trabalho 20 horas por dia – também criou um ambiente ideal para se viver sozinho. As cidades do Japão estão cheias de conveniências criadas para um, desde bares de macarrão instantâneo até hotéis cápsula e as onipresentes konbini (Lojas de conveniência), com suas prateleiras cheias de bolinhos de arroz embrulhados individualmente e roupas íntimas descartáveis. Essas coisas evoluíram originalmente para assalariados em movimento, mas agora existem cafés, andares em hotéis e até mesmo blocos de apartamentos individuais só para mulheres. E as cidades do Japão são extraordinariamente livres de crimes.

Alguns especialistas acreditam que a fuga do casamento não é apenas uma rejeição às normas ultrapassadas e papéis de gênero. Poderia ser um estado dos negócios de longo prazo. “Permanecer solteiro antigamente era o maior de todos os fracassos pessoais”, diz  Tomomi Yamaguchi  , uma professora assistente de antropologia na Universidade Estadual de Montana nos Estados Unidos e nascida no Japão. “Mas, mais pessoas estão descobrindo que elas preferem isso.” Ser solteiro por opção está se tornando, ela acredita “uma nova realidade”.

O Japão está oferecendo um vislumbre do futuro de todos nós? Muitas das mudanças lá vem ocorrendo também em outros países adiantados. Em toda a Ásia urbana, Europa e América, as pessoas estão se casando mais tarde ou não estão se casando,  as taxas de natalidade estão caindo, os domicílios um único ocupante estão em ascensão  e, nos países onde a recessão econômica é pior, os jovens estão vivendo na casa dos pais. Mas, o demógrafo  Nicholas Eberstadt  argumenta que um conjunto distinto de fatores está acelerando essas tendências no Japão. Esses fatores incluem a falta de uma autoridade religiosa que ordene o casamento e a família, a precária ecologia tendente a terremotos do país, que geram sentimentos de inutilidade, e o alto custo de vida e da criação dos filhos.

“Aos poucos, mas inexoravelmente, o Japão está evoluindo para um tipo de sociedade cujos contornos e funcionamento só foram abordados na ficção científica”,  Eberstadt  escreveu no ano passado. Com um vasto exército de pessoas idosas e uma geração mais jovem cada vez menor, o Japão pode se tornar um “povo pioneiro”, onde indivíduos que nunca se casam existem em números significativos, disse ele.

Pessoas de 20 e poucos anos no Japão são o grupo etário a ser observado. A maioria ainda é jovem demais para ter planos futuros concretos, mas as projeções para eles já estão definidas. De acordo com o instituto de população do governo, as mulheres em seus 20 anos hoje têm uma chance em quatro de nunca se casar. Suas chances de permanecer sem filhos restantes são ainda maiores: quase 40%.

Eles não parecem preocupados. Emi Kuwahata, 23, e sua amiga, Eri Asada, 22 anos, me encontraram no distrito comercial de Shibuya. O café que eles escolheram está sob uma galeria de arte perto da estação ferroviária, encravado em um beco entre salões de pachinko pinball e lojas de vídeo para adultos. Kuwahata, graduada em moda, está em um relacionamento casual com um homem 13 anos mais velho que ela. “Nós nos encontramos uma vez por semana para ir a uma discoteca”, diz ela. “Eu não tenho tempo para um namorado regular. Estou tentando tornar-se designer de moda.” Asada, que estudou economia, não tem interesse no amor. “Eu desisti de namorar há três anos. Eu não sinto falta de namorados ou de sexo. Eu nem gosto de andar de mãos dadas.”

Asada insiste que nada aconteceu para colocá-la fora de contato físico. Ela só não quer um relacionamento e sexo casual não é uma boa opção, diz ela, porque “garotas não podem ter casos sem ser julgadas”. Embora o Japão seja sexualmente permissivo, o atual fantasia ideal para mulheres com menos de 25 é incrivelmente bonita e virginal. Dois pesos e duas medidas abundam.

No estudo da Associação de Planejamento Familiar do Japão de 2013 sobre sexo entre jovens, havia muito mais dados sobre homens do que sobre mulheres. Perguntei ao diretor da associação, Kunio Kitamura, por quê. “Motivação sexual vem de homens”, disse o homem que assessora o governo. “As mulheres não apresentam os mesmos níveis de desejo.”

Ao longo chá gelado servido por meninos magros de jeans com cabelo meticulosamente desgrenhado, Asada e Kuwahata dizem que elas compartilham as paixões usuais de solteiros de roupas, músicas e compras, e têm vidas sociais agitadas. Mas, com os smartfones na mão, elas também admitem que passam muito mais tempo se comunicando com seus amigos através de redes sociais on-line do que os vendo em carne e osso. Asada acrescenta que ela passou “os últimos dois anos” obcecada com um jogo virtual que permite atuar como gerente de uma loja de doces.

O autor nipo-americano  Roland Kelts  , que escreve sobre a juventude do Japão, diz que é inevitável que o futuro dos  relacionamentos japoneses será em grande parte conduzido pela tecnologia  . “O Japão desenvolveu mundos virtuais incrivelmente sofisticados e sistemas de comunicação online. Seus aplicativos de smartfones são os mais imaginativos do mundo.” Kelts diz que a necessidade de fugir para mundos virtuais privadas no Japão, decorre do fato de que é uma nação superlotado com espaço físico limitado. Mas ele também acredita que o resto do mundo não está muito atrás.

Voltando ao básico, a ex-dominatrix Ai Aoyama – Rainha Amor – está determinada a educar os seus clientes sobre o valor da intimidade “pele-contra-pele, coração contra coração”. Ela aceita que a tecnologia moldará o futuro, mas diz que a sociedade deve garantir que ela não assuma. “Não é saudável que as pessoas estejam se tornando tão fisicamente desconectadas umas das outras”, diz ela. “Sexo com outra pessoa é uma necessidade humana que produz hormônios de boa sensação e ajuda as pessoas a funcionar melhor em suas vidas diárias.”

Aoyama diz que vê diariamente que as pessoas anseiam por calor humano, mesmo que elas não queiram ter o trabalho do casamento ou de um relacionamento de longo prazo. Ela repreende o governo por “tornar difícil para pessoas solteiras viver como elas querem”, e por “avivar o medo sobre a queda da taxa de natalidade”. Incentivar o medo nas pessoas, ela diz, não ajuda ninguém. E isso de uma mulher que sabe um pouco sobre chicotadas.

http://www.alternet.org/why-have-young-people-japan-stopped-having-sex?akid=11074.253365.yntm_w&rd=1&src=newsletter914168&t=11&paging=off&current_page=1#bookmark

 

Publicado on outubro 25, 2013 at 4:14 pm  Comments (2)  

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2 ComentáriosDeixe um comentário

  1. Coitados, são tão mal resolvidos, quem vê os japoneses q. parecem tão superiores em sua civilização e civilidade não imagina o q. se passa na realidade!


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