Os Cavaleiros Templários, uma maçonaria mística e cristã

Tradução José Filardo

 

Por  PIERRE MOLLIER

templarios

 

 A Maçonaria anglo-saxã conhecia desde o século XVIII até os dias atuais, um grau muito popular entre os maçons. Seu nome é inequívoco, uma vez que se trata do “Knight Templar”, ou seja, o Cavaleiro Templário. Vemos, com frequência, muito rapidamente, apenas a versão anglo-americana dos graus Templários “continentais”. Mas, olhando mais atentamente, o Cavaleiro Templário apresenta características únicas e não tem qualquer equivalente real na tradição maçônica da Europa continental. Quanto ao seu caráter cristão – outras culturas, outros costumes!  – longe de ser percebido como uma exclusão, ele é geralmente vivido pelos maçons ingleses ou americanos como uma junção que reúne as  comunidades cujas lutas fratricidas marcaram profundamente a história britânica.

 

Na Grã-Bretanha, assim como nos Estados Unidos, “Knight Templar” – todo mundo diz “K.T.” – é certamente o alto grau cavalheiresco mais praticado pelos maçons. O documento mais antigo relacionado a ele  data de 28 de agosto de 1769, quando William Davis “solicitou e recebeu tudo deve ter um Maçom do Real Arco […] ele foi recebido e constituído em quatro etapas, a de Excelente, Super Excelente, Real Arco e Cavaleiro Templário “. A cena se passa em Boston, mas em uma loja que tinha sua patente da Grande Loja da Escócia e mantinha estreitas relações com a Irlanda. Esta é também na Irlanda parecem encontrar-se as origens do Cavaleiro Templário; é ali, de qualquer maneira que descobrimos o maior número de evidências sobre isso no século XVIII. Em suas origens, o “K.T.”, parece então situar-se no rastro dos “Antigos” e não se deve então surpreender-se com  seus fortes vínculos com o Real Arco, do qual ele é muitas vezes um complemento necessário. Assim como a maioria dos primeiros altos graus, o Cavaleiro Templário foi conferido pela primeira vez por lojas simbólicas – principalmente na Irlanda  – até o final do século XVIII e início do século XIX, quando são constituídos “Grandes-Priorados” ou “Grandes Campos” (Grandes Acampamentos) para o administrar. Na Inglaterra e na Escócia, até a década de 1840, um clima de relativa hostilidade em reação aos altos graus limitou a sua prática a umas poucas “Commanderies” ou “Preceptórios”. Ao contrário, na Irlanda e nos Estados Unidos, ele imediatamente teve grande sucesso. É preciso sempre ser Maçom do Real Arco  para ser recebido com K.T., mas a escala de graus pela qual o beneficiário deve passar varia um pouco de país para país. Nos Estados Unidos, ele é o topo de uma série de dez “graus secundários” e a pedra angular do “Rito de York”.

A simples leitura do ritual mostra toda a distância que separa o Cavaleiro Templário do Cavaleiro Kadosh e de outros graus templários continentais. Primeira surpresa, ele não faz qualquer referência ao trágico destino da Ordem do Templo e de Jacques de Molay, tão importante nos rituais continentais. O candidato é um peregrino em busca que, depois de uma longa e difícil jornada em direção a Jerusalém para se recolher diante do Santo Sepulcro, encontra refúgio em uma Commanderie, e ali é consagrado “soldado da cruz” e posteriormente sagrado Cavaleiro no seio da Ordem. Escusado será dizer que, a cerimônia acontece em um ambiente muito religioso … o que, a propósito, não representa um problema no contexto da Maçonaria Anglo-saxã. É claro, os Cavaleiros Templários são considerados uma ordem maçônica cristã.

Discretas no ritual, a referências “Templárias” desenvolvem-se , pelo contrário,  abundantemente na iconografia que se constitui em torno do grau (decorações, certificados, patentes …). Nos Estados Unidos, ao final do século XIX, os Cavaleiros Templários até mesmo deram lugar a uma orgia de adereços neo-góticos e neo-cavalheirescos que prenunciava claramente  Hollywood e que são, hoje, o deleite dos colecionadores.

Eis aqui, em todo caso, um grau bem curioso, o de “Templário”.

 

Pierre Mollier

Autor e historiador

http://www.fm-mag.fr/article/557/les-knights-templar-une-ma%C3%A7onnerie-mystique-et-chr%C3%A9tienne

Publicado on julho 18, 2013 at 3:03 pm  Comments (1)  

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  1. Quanto besteirol… Como um Maçom pode ser tão desinformado assim? Não é a respeito do conteúdo que foi escrito por um grande e conceituado historiador, é pela comparação e exposição da nossa Instituição GOSP. O que você traduziu refere-se ao Real Arco AMERICANO, TEMPLÁRIOS AMERICANO RITO DE YORK AMERICANO… Se estudasse mais, lesse u pouco mais não escreveria tanta besteira… É lamentável sua intenção!!! E a repercussão pode causar. Isso é irresponsabilidade… Adivinhe qual o Rito do irmãozinho? kkkkkkkkkk


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