O Solstício de Inverno

Tradução José Filardo

Por Ir.´. Diego Sardone
R. ‘. L. ‘. N “Sophia perennis” no. 13 do Or. ‘. de Cosenza, Itália

sept pratiques

Os antigos romanos, aqueles nossos antepassados ​​que haviam eleito a Urbe como o centro de sua vida social e política, mas sobretudo religiosa, usando o dia do solstício de inverno, o utilizavam para celebrar a festa do “Dies Natalis Solis Invicti”, recorrência cíclica ligada ao fenômeno da alternância das estações que levam à diminuição ou aumento da duração do curso do sol sobre o nosso horizonte boreal.

O sol, divinizado, vinha supostamente em vida minguante, do solstício de verão até o inverno, e em vida ressurgente do solstício de inverno para o verão, para o qual o episódio invernal de duração mínima do dia assinalava o momento do nascimento, ou re-nascimento, do luminar diurno, fonte de calor, de bem estar, de vida.

Decaída a civilização romana, suplantou o império da Urbe da era cristã, o festival celebrando o nascimento do Sol foi substituído pela festa do nascimento de Jesus.

O inesperado renascimento do interesse geral pela manifestação humana de Cristo repete as perguntas habituais, agora velhas de vinte séculos, a personagem histórica de Jesus.

Se, na ideia dos cristãos, Cristo, (o puro = o santo = o ungido) é simplesmente outro nome para Jesus, para a Gnose, no entanto, identifica-se na primeira emanação da Divindade invisível, que se manifesta, primordialmente, como Puro Espírito.

O Puro Espírito, ou Logos-Cristo, revestindo-se de matéria, torna-se o Homem Celeste crucificado no espaço (os quatro braços da cruz zodiacal, que tem por reflexo os quatro reinos da natureza, que são as quatro grandes expressões de Vida Divina ou as quatro formas do Deus vivo na matéria) e a cruz torna-se o seu corpo, e o Universo a sua imagem; seus braços estão abertos para abraçar tudo, porque ele é a Alma do mundo sobre o corpo do mundo, e seu sacrifício nunca vai terminar, porque Ele é a Vida em seu ritmo de Vida-Morte-Ressurreição: é a porta ou a passagem para o retorno à casa do Pai.

O conceito católico de um Cristo histórico, pregado e morto na cruz, cuja imagem feita de matéria, só serve para nos lembrar a nossa vergonha pelo que fizemos a Ele, deve ser toda revisada.

Deve-se levá-la para fora da escuridão e da poeira das catedrais esfumaçados que os homens do nosso tempo, agora adultos, estão abandonando e onde é confuso entre os arneses do culto externo, para que ressuscite vivo conosco, entre nós; Ele é todo homem que luta, sofre e triunfa sobre a matéria!

“Hosana, ó céu, você que mudo está olhando para a Terra!

Hosana, ó estrelas, iluminai com tanto Amor

para ensinar aos homens a Via da ascensão!

Hosana ao homem que sabe como encontrar a Via! »

O ensino básico de toda a Gnose, antiga e moderna, é esta Natureza Divina no homem: o homem espiritual que se reveste de carne para levantá-la e, em vez permaneceu presa de seus sentimentos grosseiros, e está agora, como adormecido e esquecido desta grande maravilha nele, a sua essência espiritual.

A antiga Gnose ensinava porque o homem tem dentro de si a natureza divina (imortal), mas também, depois de sua queda, o princípio do mal que é constituído da sua natureza animal (o corpo físico considerado como uma prisão ou sepultura da natureza divina), e nessa prisão, ele é escravo do desejo (considerado como ignorância ou esquecimento de sua origem), que formam, de fato, a roda do Destino que o mantém longe de sua verdadeira pátria entre os Deuses celestiais.

A Gnose, ou o Conhecimento (a manifestação do Cristo) o desperta de seu esquecimento e ele então rompe o círculo vicioso formado pelos arcontes em torno de sua alma, fugindo das forças do Destino, torna-se consciente de sua natureza, e começa a sua reintegração. Este processo foi sintetizado sugestivamente no drama de Sofia que, finalmente, juntando-se ao Christos Soter, implementa o resgate dos cosmos. É a essência da Luz caída e aprisionada no cosmos (Sophia Achamoth) que, através dessa União, reintegra-se em seus poderes, isto é, a Psique, ascendendo, despojado de toda a sua realidade contingente – com a qual ela estava coberta em sua primeira queda (as indumentárias ou corpos astrais).

A Gnose, em sua digressão de Adão a Jesus nas Escrituras sagradas, individua assim na serpente (símbolo fálico da queda ou separação de Adão / Eva) a causa do invisceramento do homem na matéria, e, no menino Jesus, identifica o figura do recém-nascido (ou renascido), a expectativa daquele que deve vir a libertar, o Salvador, o novo Adão Celeste.

A Igreja Católica queria limitar a um só Ser, Jesus, a Natureza Divina em vez de propô-lo como um ponto de encontro entre Deus e o homem, esquecendo aquile que ele mesmo tinha dito de si mesmo: “Eu sou o Alfa e o Ômega” significando assim todos aqueles que já haviam encarnado ou encarnarão o Cristo.

Na realidade, com o advento de Jesus Cristo, Deus deixa de ser apenas o Absoluto, fechado em si mesmo e autônomo em sua transcendência, incompreensível e indescritível, e se torna o Homem Novo, nascido precisamente em Jesus, que é finalmente realizado em sua plenitude e pode, portanto, começar a construção do Reino.

Jesus, realizando em si a consciência do Cristo, é o símbolo da nossa futura ressurreição, o Novo Adão vivendo além da morte, aquele em quem a Divindade caiu para se levantar e manifestar a verdadeira Vida, e como Nele, sempre nasce – vive – é crucificado – ressuscita da morte – ascende ao céu em cada filho do homem que, tomando consciência, luta e triunfa transmutando-se no final em “filhos de Deus”.

O Cristo-Jesus, assim considerado, amplia-se em uma visão cósmica, quase super-religiosa, porque é o ponto de convergência e objetivo divino supremo da evolução da vida.

Não é uma pessoa, mas o princípio único e eterno, sem começo e sem fim, o Cristo assim anterior a Abraão e até mesmo a Adão, porque é o Verbo/Vida ou Sol Universal, que, em sua natureza exterior, manifesta-se nos Sóis/Astros iluminando e presidindo e, através deles, todo o Reino da vida material, e, na natureza interna, ele é o Sol Místico, iluminador e Senhor de tudo o Reino do Espírito. E como o Sol/Astro é crucificado na Grande Cruz Astronômica para dar vida à Natureza e iluminá-lo, assim o Sol Místico (Cristo) é crucificado na Matéria para iluminar o Espírito do Homem e guiá-lo no caminho para a Morada da Luz, de modo que o Cristo não é só a Vida, mas também a Luz dos homens. E cada homem é uma cruz viva em que um raio vivo de luz eterna é crucificado, raio que ele Ele traz consigo como um germe ou centelha divina: é uma luz secreta que resplandece nas trevas, mas a nossa cegueira espiritual nos impede de vê-la.

Este Verbo se fez carne e habita entre nós: é todos nós e fala com a voz da consciência, do Precursor (vox clamans vox in deserto); mas sua voz muitas vezes é surdo, perdidos como estamos nos caminhos da ilusão e do erro. Mas quando a nossa alma é capaz, com a mortificação, de tornar-se virgem (ou seja, rejeita o orgulho – a paixão – o ódio – o mal em todos os seus aspectos sórdidos), o Espírito da Verdade frutífera fecunda o germe divino latente que se transforma em rebento, torna-se Luz: é então o Sol da alma ou o Cristo em nós, o Salvador nascido na caverna do coração no auge do inverno frio e da noite escura do espírito, e ele nasceu Rei em um estábulo que é o nosso sarcoma miserável; nascidos entre o asno e o boi, símbolos de nossas faculdades sensoriais; é vigiado pela Mãe, que é a nossa alma virgem refeita, e seu Pai adotivo, que é a nossa individualidade. E antes que esta criança divina, nascida em nós por nosso esforço operativo e transmutante ajoelham-se adorando os pastores, isto é, os nossos sentimentos mais simples e bons, e a Ele, os Reis Magos – as faculdades superiores da nossa mente, que são guiadas pela Estrela Brilhante da nossa intuição Mental – trazem presentes: ouro, incenso e mirra, simbolizando precisamente as três fases evolutivas da reintegração humana.

A sucessão dos eventos descrita nas Sagradas Escrituras, portanto, de Adão a Jesus, estão de fato a indicar os esforços da psique humana para superar seu estado de crisálida em que muitas vezes ameaça cristalizar-se, por isso são muito mais do que fatos pseudo-históricos.

A vida, a morte e a ressurreição de Jesus sob Pôncio Pilatos ofusca realmente um processo evolutivo e formativo (a fertilização de um óvulo psíquico), para uma transformação qualitativa efetiva, de modo que o homem-semente se desenvolva no homem maior, o segundo Adão ou Homem Celestial.

Que, então, na realidade histórica, seja mais ou menos o caso narrado nos Evangelhos, pouco importa. O importante para nós é capturar a mensagem que Jesus Cristo, através de sua vida, morte e ressurreição, quer transmitir para nos ajudar a superar o nosso estado de crisálida onde estamos imobilizados pelo medo de enfrentar as incertezas da Realidade ainda oculta, e onde nós anestesiamos com os mitos que transformamos em realidades históricas.

É, de resto, fazer justiça a Jesus, se eliminarmos de sua história todas as superestruturas que nada têm a ver com a verdade profunda que Ele quer revelar com o seu exemplo. E o Cristo cósmico é, com Jesus, o Cristo externo a ser imitado, mas, em essência, é o princípio da santificação imanente no homem e, embora tenha sido, na verdade, encarnado, tanto antes como depois o Jesus dos Evangelhos, ele permanece para sempre – além das diferentes opiniões ou teorias – o Caminho, a Verdade e a Vida.

Nele está a síntese viva e individual de todas as verdades religiosas reveladas no tempo; mas as nossas investigações, especulações e contestações sobre o Jesus histórico nos fizeram perder de vista a Sua Mensagem de Amor universal, e agora a nossa apresentação gnóstica do Cristo quer lembrar precisamente a verdade sobre a origem, a história e a missão do homem. Na verdade o homem e o universo, em sua profundidade, são o corpo físico do Cristo; no entanto, também deve tornar-se seu corpo místico ao longo do tempo e do espaço.

Esta é a vocação do homem!

“O mistério que esteve oculto durante séculos e gerações, mas que agora foi manifestado aos Santos, é o Cristo em vós: a esperança da glória que nós anunciamos, advertindo a todo homem e ensinando a todo homem em plena sabedoria, para que nos seja dado apresentar cada homem perfeito em Cristo”.

Diz PAULO em sua carta aos Coríntios. (Cor. 11/3)

Jesus, o Cristo, podemos dizer que é quase desconhecido como uma figura histórica, e os textos do Evangelho dificilmente podem ser citados como documentos históricos; Ele, no entanto, está mais vivo do que qualquer outro personagem que se recorde, e é com ele que se inicia uma nova Era.

Toda a história de dois mil anos desde Seu nascimento, foi organizada em torno de sua Personagem, de modo que não é um paradoxo dizer que Ele sucedeu a Cesare no império do mundo: em seu nome os imperadores do Ocidente transmitiram os Poderes, em Byzantium a sua imagem suplantou sobre as moedas de ouro a do imperador, Carlos Magno empunhou o globo encimado pela cruz para afirmar a sual realiza, os exércitos de Constantino ergueram na frente do inimigo, suas bandeiras com a cruz acima da inscrição “In Hoc Signo Vinces” e os exércitos dos cruzados e dos Templários ofereceram suas vidas para defender os lugares consagrados à sua memória.

Quanto, no decorrer dos séculos, até agora foi feito de bom e também de ruim, isso foi feito – em boa ou má fé – em seu nome; em seu nome os homens foram amados e foram odiados, e sob a sua ética foram definidas as relações humanas; nele foi inspirado seja a arte e ou a literatura; e as catedrais majestosas, cujas torres e campanários subiram altas ao céu, como que para se juntar o baixo ao alto, sempre falando Dele.

Milhares de milhões de homens, por Ele, aceitaram carregar a Sua cruz, e assim consagrar cada etapa da sua peregrinação terrena: cada recém-nascido é, com o batismo, consagrado a Ele e crescendo, com o sinal da cruz começa o seu trabalho e seu descanso até a morte, em seu túmulo, o Seu símbolo testemunhará a esperança da imortalidade n’Ele.

Nenhuma revolução foi mais extensa do que aquela causada por Ele e ainda assim nem mesmo a pesquisa histórica mais precisa pode dar o seu rosto, de modo que vão seria procurar seus passos pelas regiões da Palestina e menos ainda nas igrejas, pelo simples fato de que Jesus, o Cristo (Jesus = eu inferior, Cristo = eu superior) não é apenas o judeu de Nazaré, o deus / homem que faz parte de uma tradição para realizá-lo, mas é o modelo de vida autêntica e plena, a encarnação da Verdade de Deus na verdade do homem. E qualquer um ressuscita o Espírito nele, crucificado pelas paixões terrenas e profundamente escondidas no túmulo de sua própria natureza animal, que gira a pedra da matéria que fecha e tranca seu próprio Santuário interior, dá à luz ao Cristo, o seu Salvador.

E, mais cedo ou mais tarde, cada um de nós, não importa o quão longe os caminhos dos desejos e das paixões possam levar os nossos passos, encontrará em si o próprio Salvador, o seu Eu Superior. Mas, se, na verdade, cada um carrega em si o Cristo latente e só pode ser salvo por Ele, na prática, só pode ser o único que decide salvar a si mesmo. E Jesus, com o exemplo da Sua vida e todos os seus ensinamentos, incentiva cada um de nós a não buscar a salvação a não ser por si mesmo, imitando-o, para tornar pura a manifestação viva do Cristo e ser assim o próprio Salvador.

Cabe, portanto, somente a nós fazer uso de nosso livre arbítrio e escolha; ou seja, ignorar a sua mensagem e cada um perseguir seus próprios fins egoístas e os apelos da parte mais baixa de nós, que assume as formas mais sedutoras para nos manter amarrados a nós mesmos, e, assim, contribuir para tornar o mundo ainda pior do que já é; ou decidir, aceitando seu convite, santificar nossas vidas encarnando a verdade de Deus em nosso meio, com a participação na vida dos outros, buscando com aqueles que buscam, sofrendo com os que sofrem para construir juntos um mundo melhor (a realização do Reino de Deus na terra). E, quando o indivíduo se expandiu o próprio círculo de afinidade até abraçar o mundo inteiro, é o Cristo encarnado que caminha sobre a terra! O Cristo é, portanto, o homem ideal ou a plenitude da individualidade esperando para se manifestar em cada homem para a nova criação dos filhos de Deus, em oposição à do Demiurgo; e é anterior a Jesus e também a Adão porque sempre foi o objetivo de todas as Religiões e o cume de toda a verdadeira Iniciação.

Quem buscar nas Sagradas Escrituras de todas as religiões, sempre descobrirá no fundo de cada uma o mesmo princípio: “Cristo”; e todos os Grandes Avatares personificaram esse Princípio. Eons de experiência estão por trás da revelação de Jesus, o Cristo: à medida que o tempo passou, Deus se expressou por meio de processos humanos, através de toda a humanidade e através de alguns indivíduos.

O autêntico Cristianismo Gnóstico Primitivo, originário do paganismo, diz-nos precisamente que Kristos ou Cristo deriva dos cultos arcaicos ao Deus Fogo, e é o seu símbolo, que foi adorado nos Mistérios de Mitra, Apolo, Afrodite, Júpiter, Janus, Vesta etc. e é sempre este símbolo antigo que foi, na antiguidade, a base de todos os cultos.

No Egito, Cristo era Osiris e quem o encarnava era um “osirificato ‘; na Persia era conhecido como Osmud; na China como Fo-hi, o mago imperador; no México foi Quetzalcoatl; na Índia sagrada foi Krishna, cujo Evangelho se assemelha muito ao de Jesus; n Grécia foi Zeus, em Roma, Júpiter, o Pai dos Deuses, e podemos continuar ad infinitum.

Dois mil anos atrás, esse Princípio se expressa em Jesus, o Grão-Mestre da perfeição, como prosseguimento do que veio antes; mas, sempre, procura expressar-se em cada homem, e nós reconhecemos em Jesus o Cristo, o Super-Homem ou homem completo em quem devemos, todos nós, mais cedo ou mais tarde, nos transmutarmos seguindo o Caminho indicado por Ele.

E se a lenda, ao longo dos séculos, quase submergiu o Jesus histórico, talvez seja exatamente porque Ele se ergue na história da humanidade, mais verdadeiro e real, no esplendor da sua lenda do que na aridez dos traços históricos, porque assim reflete o caráter a parte ideal, essencial e perfeita da personagem: o modelo a imitar.

Em todo caso, qualquer um que tenha estado com aquele que era conhecido como Jesus e sobre o qual interessam as narrativas do Evangelho, Ele foi e continua a ser o veículo judeu puro em quem viveu e se cumpriu o Mistério do Cristo: este Jesus foi então absorvido na Plenitude com sua expansão em Cristo, que desde a eternidade tinha sido o seu verdadeiro e altíssimo Ser , com o é de todos os seres vivos do mundo. E este é, de fato, o significado de sua Gloriosa Ascensão final: o estado da natureza humana que é absorvida em Deus, experiência agora para nós somente ideal e transcendente, mas que será um dia, no entanto, através de nosso amadurecimento gradual e crescimento, real.

Os quatro mil anos de história anteriores a Moisés, mil e quinhentos de Moisés a Jesus culminaram dois mil anos atrás ou estão na necessidade das espécies de encarnar aquela que tinha sido a expectativa e esperança da alma, e assim coroar, de forma sublime, os esforços religiosos da humanidade.

São conhecidas as características do ambiente daquela época: a vida antiga era então já em estado de decomposição em que se encontra toda sociedade, quando uma nova Era está prestes a surgir, e um universalismo desconhecido estava se fazendo, em seguida, estrada no Império Romano: os invólucros nacionais estavam gastos e o humanismo estava se dissolvendo.

O paganismo antigo estava desaparecendo na consideração das classes educadas, enquanto o Oriente e o Ocidente já davam e absorviam as respectivas culturas (Indo-grego-romana) favorecendo a fusão de costumes, ideias e aspirações, sinais de advertência de uma Nova Era. Uma nova consciência se estava espalhando e o tempo parecia maduro para fazer sair as Iniciações de santuários fechados, mas, posteriormente, tornou-se indispensável a fim de não permitir a profanação, mostrá-los através de símbolos e imagens.

Os doutores da Gnose, então, fizeram um esforço corajoso, formulando o Cristianismo como uma filosofia universal e síntese das diferentes expressões da Tradição Perene, em que a vida de Jesus se inseria como possibilidade, para o homem de realizar a Unidade da Vida, fazendo-o reviver intuitivamente seu mergulho pia cósmica na matéria, o seu fracionamento em inúmeras formas, a sua manifestação como energia e instinto nos Reinos inferiores da Natureza, sua realização enquanto consciência no reino humano e, por último, em Jesus o Cristo, a possibilidade do retorno às origens, após a árdua tarefa de reunir a sua pessoa humana com a individualidade indestrutível, ou seja, transformar-se assim no Ser imortal.

Jesus segue então para nós, passo a passo, este caminho pela primeira vez como Krestos (o homem da dor), então como Kristos (o purificador) e, finalmente, torna-se o Cristo (o homem glorioso) em que a dissolução do elemento pessoal no elemento divino realiza em si a Consciência Crística.

Jesus é a exteriorização do Mistério do Cristo, quando a humanidade (agora pronta para um salto de qualidade) sente a necessidade de ser atingida na consciência e na imaginação, de modo que Eles representaram o drama da Iniciação, para induzir os maduros a tomar o Caminho da Salvação. E, por Sua vida, Jesus nos dá a prova da perfeição que cada homem pode alcançar; revela o mundo de significados e nos mostra como a encarnar o Cristo, latente em cada homem, a fim de transmutar-se de filho do homem em Filho de Deus e, assim, tornar-se parte do Novo Reino.

Os fatos relativos a Jesus pertencem, de fato, à história das ideias e não a eventos históricos, e toda a história de sua vida é uma representação da natureza sagrada pela qual podemos afirmar que, nas origens do Cristianismo, encontra-se não uma biografia individual, mas uma experiência coletiva mística, em que o Cristo está indicando a alma plástica universal contendo os princípios mentais ocultos, e, portanto, susceptíveis de assumir qualquer forma, de modo que Jesus Cristo não é um homem individual que viveu há muito tempo, mas a força da vida quando ela acorda em cada um de nós.

É também a história eterna do mito solar que se repete constantemente nos ritmos da Natureza (a descida do Logos solar na matéria virgem): nasce no dia em que a duração da luz é mais curta, quando a constelação de Virgem surge no horizonte e retoma o caminho para o norte irradiando luz cada vez mais, dia após dia, até chegar ao Zenith no verão, a fim de promover a renovação da vida.

É um processo cósmico que se repete sem interrupção desde sempre: é um nascimento continuo no universo, assim como em toda a alma em ascensão espiritual, da vida perfeita que quer atuar e expressar a natureza integral de Deus, da qual a única encarnação histórica traduziu sob a forma de drama vivido, os constituintes essenciais; é o fluxo da fonte perpétua do Espírito da Vida Divina que flui incessantemente no álveo do Universo Manifestado.

O nascimento de Jesus, Filho da Virgem Maria não é em si a representação dramática, mas real, do nascimento da Palavra em todos os mundos e em todas as épocas; nascimento, que é comum a todas aquelas almas que despertam par a sua realidade essencial, razão pela qual o Cristo é uma Presença Real para os nascidos Nele.

Paulo de Tarso, o gnóstico, revelou antes dos Evangelhos, o Mistério de Cristo em Jesus: é o Espírito (IIª Corintios 3/47) e foi o Espírito que desceu sobre a Assembleia dos Santos e calou em línguas de fogo e no Ágape sagrado da Eklesia (assembleia ou reunião) as bocas se uniram em comunhão para formar um só corpo em carne e sangue de Jesus. E Paulo sempre se refere ao Salvador não como Cristo externo fora de nós, mas ao Cristo que está em cada homem.

Em Paulo, de fato, o Jesus desaparece continuamente para dar lugar a uma imagem super historica de um Cristo cósmico que toda a antiguidade aguardava; e também no Evangelho de João, o Jesus histórico é superado e quase escondido pela realidade cósmica da Palavra que “no princípio estava com Deus e era Deus”, sento também este Evangelho de clara inspiração Gnóstica, em que o protagonista que nos é mostrado é bastante diferente daquele mostrado pelos outros Evangelhos acolhidos entre os Cânones; não está aqui o rabino judeu com dados biográficos precisos que aparece, mas o Iniciado Gnóstico das Religiões dos Mistérios, dos quais o cristianismo posterior das massas viria a se tornar a expressão exotérica e exterior.

É claro que as experiências do Mestre foram divulgadas, a fim de indicar as diferentes fases ou etapas do caminho espiritual que o Iniciado deve percorrer para alcançar a libertação, e desta maneira Jesus assumia o papel do Iniciado, na plena maturidade, depois de receber as iniciações menores, que na terra dão as escolas esotéricas de formação espiritual, enfrentou e venceu as grandes iniciações que podem ser conferidas apenas nos planos superiores e por Entidades Espirituais, a saber: o nascimento virginal, o batismo, a transfiguração, a crucificação-ressurreição e a ascensão-renascimento com o Pai.

E se nós, além da letra morta, buscarmos nos Evangelhos o espírito que os informam, as contradições e as inconsistências desaparecem como por magia, e à luz da revelação iluminará a nossa mente, consolidará os nossos corações e nos conduzirá à superação da nossa condição humana e isso, em vez de destruir a nossa fé, a justificará e lhe dará uma base racional. O homem, tal como é, é incompleto, e a única projeção total é o Cristo que, como o filho de Deus e do homem, realiza o homem-Deus (encarnação do Logos – Pensamento – Vontade – Palavra de Deus ), de modo que todas essas imagens míticas representam o drama iniciático da alma humana, além da nossa consciência: o homem é tanto alguém que está para ser liberado quanto o libertador de si mesmo.

Cristo é o homem interior a se tornar exterior e o homem exterior a se interiorizar: assim como de Adão vieram o mal, as limitações, a morte, do Cristo vem a ressurreição do mal, a imortalidade, a libertação. A narrativa do Evangelho descreve, portanto, sob o véu da pesquisa biográfica, a viagem espiritual assim como a faz o Iniciado essênio Jesus: ali está todo o percurso do caminho que ele percorreu e o glorioso sucesso relatado.

Estas etapas mostram a vida interior, o drama da alma, onde cada um de nós, mais cedo ou mais tarde terá que desempenhar o seu papel, que é o principal papel para o qual é essencial para todos nós, entender o espírito: é a experiência espiritual de cada alma que sabe quando deve aproveitar a oportunidade para passar da fase do simples despertar (o segundo nascimento, aquele real) para aquele da Ressurreição gloriosa final, percorrendo o caminho rápido do Monte Gólgota. E é a alma que se manifesta na terra como “Cristo menino”, a semente de Cristo sempre presente; mas precisamos crescer e crescer até sua plenitude: nascer espiritualmente (despertar) – crescer expandindo-se – ser crucificado e ressuscitar com Ele na glória dos filhos de Deus.

Sete são as etapas sucessivas e progressivas no caminho da realização de Deus ou autorrealização, que são velados nos Evangelhos sob os principais episódios da vida de Jesus (cenas cruciais deste drama):

1) O nascimento virginal místico ou regeneração espiritual no reino do Ser superior e, dali para o estado de “Jesuidade”;

2) O batismo ou a liberação em si do espiritual com a chegada subsequente da “Cristidade”;

3) A tentação no deserto, como um teste final, a fim de conseguir o domínio da personalidade egocêntrica;

4) A transfiguração na montanha ou visão reveladora da natureza imortal da alma e seu ingresso no “Reino dos céus”;

5) O estreito caminho de Getsêmani (jardim das oliveiras), que é a libertação das amarras do ego para “se possível, seja afastado de mim este cálice, mas seja feita não a minha vontade, mas a tua”;

6) A crucificação no Gólgota ou a ‘transfiguração’ e absorção final da alma individual limitada no Ser Universal;

7) A ressurreição ou realização do espírito humano e a Ascensão ou re-UNIÃO que é a fusão da humanidade na divindade.

É o processo de iniciação que Jesus – a individualização do Cristo – é mostrado através das personagens e acontecimentos de sua vida, a fim de revelar a visão interna do aspirante, o caminho de Retorno ao Pai, que é o caminho que conduz à Verdadeira Vifa. Examinemos aqui agora juntos as principais etapas ou fases.

Jesus é o mistério do Cristo (o Logos) que já existia no Inefável e, quando o “Verbo” foi pronunciado, se fez carne e começou o Mistério: a sua luz penetrou todos os espaços do Pleroma externo e sua palavra o preencheu.

Maria é a figura da alma purificada e operante, qualificada a receber a semente divina que – através do renascimento espiritual – se eleva acima da esfera humana; e é também a imagem da Mãe Celeste (cósmica) que marca o homem com a sua marca indestrutível. Não sendo contaminada, portanto, essa é a parte imaculada e abençoada da carne e do sangue da humanidade que com o fogo gera o mais puro Ouro. Tendo realizado nela a “Grande Obra”, Maria é também a Nova Eva: enquanto a primeira Eva era a progenitora da espécie humana em decadência, Maria é a mãe da vida da humanidade redimida. Em Maria, também se pode ver o Princípio Supremo Feminino na “criação”, a Mãe Incognoscível que gera o Uno manifesto; obviamente aqui também Maria é virgem enquanto precede na eternidade a aparência do poder gerador masculino: é o zero, de onde emana a unidade, Prakriti – a Virgem fria que despertando para a vida, se torna mãe – o caos e o abismo primordiais, matriz de todas as coisas manifestas, ou ainda a matriz imaculada a que se refere o nascimento místico durante os mistérios da Iniciação (o nascimento do Iniciado por obra do Espírito Santo).

José é a personificação da ação divina silenciosa e invisível (a séfira Shechiná = presença) operando através de todos os justos desconhecidos da terra. Ele é abençoado, o puro, o nazareno (consagrada ao serviço de Deus e do próximo) destinado a ser o guardião da Virgem, que, em silêncio e fielmente, cumpre totalmente a sua missão.

E na Índia, o pai do fogo sagrado era Evvashiri, o carpinteiro divina que fez a Swastika e a Pramantha, cuja fricção produzi o filho divino Agni Ignis = fogo); sua mãe era Maja e ele era chamado Akta – ungido = Kristos) depois que os sacerdotes tinham derramado sobre ele o Soma espiritual ou a manteiga purificada do sacrifício.

O casamento entre José e Maria é o símbolo do verdadeiro sacramento enquanto união santificada por uma integração mútua com um propósito mais elevado; são ambos virgens, tanto antes quanto depois do casamento, para que a sua complementaridade atue em um nível espiritual, superior.

A Estrela Flamejante que viram os reis magos, a vê da mesma forma cada neófito quando, finalmente, no segundo grau iniciático, coloca o pé no “Caminho”, e é precisamente essa que o guia até a “caverna” onde receberá sea (re)nascimento.

O nascimento da “Criança Divina” é o acender na alma, da Luz da Jesuidade que ilumina a escuridão da nossa ignorância, isto é, finalmente, tomar consciência deste tesouro escondido em nós: “O Cristo em mim”; e das trevas do animal humano que ainda não tinha percebido! Levanta-se então, a partir de dentro, o Aleluia alegre: a Criança Divina nasce, um novo filho de Deus. O mundo e as suas rodadas psíquicos são vencidas e se sai da cadeia carmica: é o fim do círculo vicioso das vidas sucessivas (morte e renascimento), porque agora nós finalmente estamos inseridos na espiral de retorno ao Pai.

Simbolismo óbvio dos Magos: são três e três é o número substancial – raiz – triangular que está tanto em cima quanto em baixo, este último voltado para formar a estrela sagrada ou hexagrama; e eles oferecem três presentes, (três movimentos de desenvolvimento da humanidade), ou seja, o ouro que é a corrupção do mundo, a mirra, que é a elevação e o incenso, que é o potencial gradual do pensamento que se eleva acima do contingente.

João Batista representa o intelecto iluminado e a sua percepção lógica da verdade, mas ainda não é despertado ou estimulado por seu Ser superior, o Espírito Divino). No entanto, enquanto Arauto, poderia dar o ensinamento preliminar que expurga o coração da hipocrisia e limpa a mente de falsos pressupostos e do egoísmo, que são os principais obstáculos para o progresso espiritual do homem.

As forças místicas superiores do batismo conferido a Jesus são a iluminação interior, que mais tarde será refletido como Amor-Sabedoria e Poder da Cristandade. Além disso, dizer que a pessoa que vai se tornar um Cristo deve ser batizada por João significa que o passo essencial e inicial do homem, para a realização da divindade é a purificação do corpo e do espírito: só com isso aquele assim purificado pode ver, isto é, compreender as verdades espirituais, e só depois que as águas purificadoras passaram por cima de sua cabeça, ele tem a revelação da continuação de sua vida; ele é o eleito (autoeleito) que Deus destina-se a ser o “Messias”, ou o “Salvador”.

A unção interior, ou a cristicidade de Jesus, enquanto alma plenamente iluminada, exige aparentemente 30 anos para se desenvolver totalmente e ela se manifesta apenas no momento de seu batismo no rio Jordão. O Batista é a personificação da primeira parte da missão de Jesus e, de fato, o processo de formação de Jesus é completado por João.

Iniciação tem como início o casamento de Canaã (casamento do neófito com Sophia): a transmutação da água da vida em vinho de Luz dos Alquimistas indica a fase em que o discípulo se junta a seu eu superior e as seis pilhas (ou potes) nada mais são do que os seis princípios físicos do homem. E Jesus que transforma a água em vinho, como igualmente multiplicou os pães e os peixes, que faz com que cegos vejam e surdos ouçam, os cura os aleijados e purifica os leprosos é a imagem do Adepto, tendo esposado em si mesmo as “águas de baixo”, com “as águas de cima” torna-se, por isso exatamente, o Alquimista-Mago-Taumaturgo no sentido mais verdadeiro e completo.

Diante dele, as leis do Planeta parecem suspensas: anda sobre a água, comanda as tempestades, chama Lázaro da sepultura, porque, depois de ter expandido na Plenitude Divina e com a vontade solta de todas as restrições causadoras, tornou-se a própria respiração da Alma Única, de modo que todas as forças estão nele vivas e vibrantes, como ele vivem e vibram em si, e por isso podem controlar os Deuses do fogo, do ar, da água e da terra.

A pesquisa de onde celebramos a Páscoa, significa que apenas no plano mais elevado de consciência, na alma, pode acontecer a “nossa Páscoa”, bem como “comer o cordeiro pascal” significa que a totalidade do neófito deve ser purificada e transformada e representa o prólogo para as cenas mais trágicas que se seguirão. O Jardim do Getsêmani, o tribunal de justiça, o Gólgota representam depois todos os aspectos sublimes da natureza interior de alguém que está se preparando para a iniciação final; em um sentido místico a fase em que um iniciado passa pela grande renúncia final em que não só o seu corpo é crucificado, mas também a natureza emocional e mental inferior (porque essas duas faculdades sempre privaram a alma do seu direito de nascimento, vida e luz espiritual).

O corpo físico constitui a verdadeira crucificação da alma, portanto, o ideal espiritual é libertar o prisioneiro; e a cruz sempre foi considerada em seu sentido místico, porque representa duas correntes divergentes de força, a vertical mostra a descida da vida divina na forma incorporada, do Espírito na matéria, enquanto a linha transversal indica os obstáculos criados pelas limitações humanas e pela vontade pessoal que separam o homem de Deus.

Judas, cujo nome está sobrecarregado pelo ódio milenar e é sinônimo de traição, representa, pelo contrário, a cooperação com os desígnios do Absoluto (seja feita a tua vontade, custe o que custar!). Observe-se que Jesus pegou um pedaço de pão embebido em vinho, deu-o a Judas como um sinal (“Faça o que você tem que fazer, para que as escrituras sejam cumpridas”), e, lembre-se, apesar de 2000 anos de sucessão apostólica, o único apóstolo com quem Jesus se comunica é Judas, e se ele não lava seus pés não é, como temos sido levados a acreditar, porque aqueles pés eram impuros, mas porque – como com os discípulos ele faz ato de humilhação colocando-se ao nível dos servos – entre Judas e Jesus houve o pleno reconhecimento e aceitação dos respectivos papéis, e, portanto, de identidade, de modo que o drama pudesse começar a se completar, para forçar a consciência a sair de sua ignorância e de suas próprias contradições.

As palavras ditas por Jesus na cruz com uma voz forte: “Eli, Eli, lamà sabachhtani” sobre que tanto se tem falado e escrito, não são um apelo ao Absoluto, mas ao Cristo Celeste ou o Princípio Cristico que havia sido seu fonte de inspiração e de energia durante os três anos de sua missão. Ele é o ser humano que se elevou e ampliou o âmbito da sua consciência, a fim de ser capaz de sair ao final daquilo e habitar onde reside a Cristo e assim poder receber e transmitir a doutrina crística especia ao mundo material; mas estes estão agora, ainda um pouco separados e distintos, embora operando em estreita colaboração.

O que foi deixado nele, quando ele completou trinta anos, foi o suplemento de cristicidade que o dotou da faculdade da consciência universal e isso teve como consequência que o Anjo da sua visão (a Alma) marcou o estado em que se preserva ainda a consciência distinta de ser humano antes de mergulhar na Divindade: é assim que é contado nos Evangelhos “e entregou o espírito”, isto é morreu para o mundo, operou a transição de dentro para fora.

O termo Gólgota indica o crânio humano, onde precisamente ocorre a transmutação após o sacrifício da renúncia às proprias exigências, para uma vida de serviço. (Não a minha, mas seja feita a Tua vontade!).

O véu do templo se divide em dois (Marcos 15/38), e o verdadeiro templo de Deus é o ser humano, e enquanto este está no caminho e desenvolve sua faculdade de provação, se sente como separado do Pai, e só depois disso saberá renunciar à própria personalidade para encarnar o Amor impessoal, o último obstáculo será superado, o último véu se abrirá para revelar o Santo dos Santos; aparecerá, em seguida, a Luz vivente do Espírito humano / divino.

Renunciando a tudo, Ele é, agora, tudo: tem o poder infinito do Absoluto. A ressurreição é a manifestação externa da essência espiritual escondido em cada homem e, quando o espírito, crucificado pela paixão, consegue remover a pesada pedra sepulcral elevada pela sua personalidade, a sua consciência ressurge, a luz do espírito brilha e Cristo aparece em Seu manto de glória.

É o triunfo pascal: a Grande Obra está completada!

Publicado on dezembro 28, 2014 at 2:05 pm  Comments (3)  

The URI to TrackBack this entry is: https://bibliot3ca.wordpress.com/o-solsticio-de-inverno/trackback/

RSS feed for comments on this post.

3 ComentáriosDeixe um comentário

  1. Gostaria de pedir desculpas a você e a todos os leitores. Me pareceu que minha postagem anterior tem ressaibos de presunção. O final, minha opinião sobre o Ir.’. que escreveu o texto, deve ser cortado.
    Obrigado, e aceite minhas sinceras excusas.
    Marlanfe

  2. Meu amado Ir.’. Zé Filardo,
    Qualquer um que domine os textos do Novo Testamento verá que a redação acima foi feita sob uma ótica preconcebida. Não há nenhuma obliteração do Jesus Histórico pelo Cristo Cósmico na obra dos três grandes gnósticos Cristãos: Paulo, João e o autor da Carta aos Hebreus (atribuída antigamente a Paulo).
    Esses escritores inspirados da Fé Cristã exibem uma perfeita harmonia e equlíbrio das duas potências de Jesus: o Homem e o Cristo.
    Vemos, na Epístola aos Colossenses, I,15, Paulo afirmar: ” Ele é a imagem do Deus invisível, o Primogênito de toda a criação, para que em tudo tenha a primazia; pois Deus quis fazer habitar n’Ele toda a plenitude (…) realizando a paz pelo sangue da Sua cruz.”. E em Filipenses, II,11: “ao Nome de Jesus todo joelho se dobre, no Céu, na Terra e nos Abismos, e toda língua confesse que Jesus Cristo é Adonai (o Cristo Cósmico).” (…) Cristo, porém, na qualidade de Filho.”
    Em Hebreus,III,1: “Assim, meus santos irmãos,(,,,)considerai atentamente Jesus o Apóstolo e Sumo-Sacerdote da nossa Fé. (…) Ele foi considerado digno de maior honra de que Moisés. Moisés foi fiel na qualidade de servo(…) Cristo, porém, na qualidade de Filho.”. E no capítulo I,3: “Ele é o resplendor de Sua Glória e a expressão de Sua substância (de Deus). (…) e depois de ter realizado a purificação dos pecados dos pecados, assentou-se à direita de Deus, nas Alturas”.
    E em João XVII,3: “E a Vida Eterna é esta: que Te conheçam, a Ti, ó Pai, Único Deus verdadeiro; e a Jesus Cristo que enviaste”.
    Como dizer que o Cristo Cósmico oblitera e obscurece a imagem de Jesus Homem?
    Lamento, mas teu articulista NÃO tem competência para falar desse assunto.
    TFA
    Marlanfe

  3. muito obrigado.


Deixe uma resposta

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s

%d blogueiros gostam disto: