Mudança climática no Século XVIII

Tradução José Filardo

O verão de chuva ácida

Ferro fundido chovendo como bosta de vaca; icebergs em New Orleans. O clima de 1783 foi um caso extraordinário de mudança climática repentina impulsionada por gases atmosféricos

“Por volta do meio da manhã no dia de Pentecostes, 08 de junho de 1783, em tempo claro e calmo, uma fumaça negra de areia apareceu ao norte das montanhas. A nuvem era tão extensa que em pouco tempo já havia se espalhado sobre toda a área e era tão espessa que causou escuridão dentro das casas. Naquela noite, fortes terremotos e tremores ocorreram.”

Assim começa o relato de testemunha ocular de um dos episódios mais marcantes da mudança climática jamais vista. Ele foi escrito por um pastor luterano, Jon Steingrimsson, no distrito de Sida ao sul da Islândia. Às nove horas daquela manhã, a terra se abriu ao longo de uma fissura de 16 milhas chamada vulcão Laki. Durante os oito meses seguintes, em uma série de vastos arrotos, mais lava jorrou através da fissura do que de qualquer vulcão na história – 15 quilômetros cúbicos, o suficiente para enterrar toda a ilha de Manhattan até o topo do Rockefeller Centre.

Pentecostes é a festa cristã que comemora o aparecimento do Espírito Santo aos Apóstolos com o som, a Bíblia diz, “como de um vento impetuoso” e uma aparição “como que de fogo”. Mas não havia nada de metafórico ou festivo sobre os ventos e o fogo da erupção do Laki. Foi a maior calamidade da história da Islândia.

“O dilúvio de fogo”, Steingrimsson escreve, “corria com a velocidade de um grande rio inchado com água de degelo em um dia de primavera.” Era como se a maior siderúrgica do mundo tivesse começado a derramar metal fundido em toda a vizinhança. Quando o fluxo de lava correu para a água ou os pântanos, “as explosões foram tão altas, como se muitos canhão fossem disparados ao mesmo tempo.” Quando ela batia em um obstáculo, tais como campos de lava mais antigos, grandes gotas de metal fundido eram arremessadas no ar, respingando de volta à Terra, diz ele, “como bosta de vaca”. Mas, o dano para a Islândia foi apenas o início de uma trilha muito maior de destruição que viria a chegar a meio caminho ao redor do mundo, desde as montanhas Altai na Sibéria até o Golfo do México.

Existem dois tipos de erupções vulcânicas, explosivas e efusivas. O tipo bem conhecido é explosivo. Ele tem a maior força. Explosões desse tipo destruíram Pompeia e estrelas em filmes de Hollywood. Seu poder absoluto lança gases e cinzas vulcânicas, muito além, até a estratosfera (os níveis mais altos da atmosfera), onde eles absorvem radiação e esfriam a Terra, até que se dissipem após dois ou três anos. A erupção do Krakatoa provocou nevascas recordes ao redor do mundo.

Erupções vulcânicas efusivas são diferentes. Eles fervem com menos força, mas produzem maior volume de detritos. O Laki arrotou nuvens de gases vulcânicos 80 vezes maiores do que o Monte Santa Helena, embora o Monte Santa Helena tivesse maior poder explosivo. Mas, porque o Laki foi era mais fraco, de três quartos do gás alcançou apenas a atmosfera inferior (troposfera); o nível em que a chuva, as nuvens comuns e os ventos de superfície são transportados. Os gases incluíam enormes quantidades de dióxido de enxofre; em seu auge, a erupção produziu em dois dias tanto quanto o setor industrial europeu produz em um ano. Parte disso se dissolveu no vapor das nuvens para formar ácido sulfúrico. Dentro de algumas horas, o vulcão Laki tinha produzido uma nuvem imensa de chuva ácida, pairando sobre os céus do sul da Islândia.

No curso normal dos acontecimentos, os ventos predominantes teriam soprado esta pluma venenosa para o norte, em direção do Círculo Ártico. Mas, o verão de 1783 não foi normal. Um pico estável de alta pressão se estabeleceu sobre o nordeste da Europa, puxando os ventos e a nuvem do Laki para sudeste, em direção ao continente europeu.

O que aconteceu a seguir pode ser recriado em grande detalhe, porque no final do século 18 os diários eram moda entre as classes médias recém-alfabetizadas e a circulação dos jornais estava crescendo até mesmo em cidades pequenas; havia também um crescente interesse científico no mundo natural, com amadores educados mantendo notas detalhadas de fenômenos naturais. A partir desses registros, é possível acompanhar o curso da nuvem do Laki literalmente dia a dia (ver mapa).

Em 10 de Junho Sæmundur Magnusson Holm da Universidade de Copenhagen escreveu: queda de cinzas de cor preta no convés e velas de navios que viajam para a Dinamarca. No mesmo dia, um pastor luterano, na Noruega, Johan Brun, informou que as cinzas cadentes secaram a grama e as folhas em Bergen. Seis dias depois, Anton Strnadt relatou que “a bruma seca” veio sobre o rio Moldava em Praga, enquanto Nicolas von Béguelin relatou sua primeira aparição em Berlim no dia seguinte. “O sol”, escreveu ele, “era embaçado em seu brilho e colorido como se tivesse sido encharcado de sangue.”

Em 18 de junho os ventos parecem ter estado soprando a nuvem para o sul e oeste. Robert de Lamanon, um botânico e explorador francês, escreveu de Laon, no norte da França, que “o nevoeiro estava frio e úmido, com o vento vindo do sul, e pode-se olhar com facilidade para o sol com um telescópio sem lentes enegrecidas.” De Lamanon disse que o “como os mais antigos homens aqui jamais viram” – apareceu pela primeira vez naquele dia em Paris, Turim e Pádua, de onde Giuseppe Toaldo escreveu que todo o norte de Itália, foi coberto pela neblina e cheirava a enxofre.

A primeira menção da neblina na Grã-Bretanha chegou em 22 de junho, quando Henry Bryant escreveu ao Norfolk Chronicle que “havia uma obscuridade incomum no ar, com calmaria e orvalho abundante.” Gilbert White, um clérigo de Hampshire, observou em seus diários para o dia 23 que “as lâminas de trigo em vários campos ficaram amarelas e pareciam queimadas com a geada.”

Em 26 de junho, Leonhard Euler, um matemático suíço, informou uma “bruma seca” em São Petersburgo. Até o final do mês, a nuvem tinha chegado a Moscou e a Trípoli, na Síria, de acordo com um professor holandês, SP van Swinden, cujas “Observações sobre a nuvem que apareceu em 1783”, diz que “uma névoa muito espessa cobriu a terra e o mar; o sol podia ser visto raramente, e sempre com uma cor de sangue, o que era raro na Síria”. Finalmente, em 01 de julho, a neblina apareceu em Bagdá e nas montanhas Altai, de acordo com um geólogo, Ivan Michaelovich Renovantz, que relatou geada fora de época na Ásia Central.

Até então, de volta à Europa, a nuvem havia engrossado. Esta não era uma pluma, como a de Chernobyl, que apareceu como um grande arroto, espalhou-se pela Europa e soprou para longe. Após sua efusão inicial, o Laki entrou novamente em erupção, mais violenta em 11 de junho e com força ainda maior no dia 14. Ferenc Weiss, um meteorologista húngaro, estava certo ao especular que “o nevoeiro estava sendo continuamente reabastecido”. Ocorreriam dez grandes erupções entre 08 de junho e o final de outubro, seguidas por uma série de tremores que se esgotaram apenas em Fevereiro de 1784.

À medida que a nuvem se aproximava da Europa ocidental, ele foi sugada para baixo em um padrão de espiral em direção à superfície da Terra, produzindo uma névoa espessa perto do chão. Em meados do verão, a “bruma seca” tinha se estabelecido sobre a Europa como um cobertor; e deveria ficar ali durante todo o verão.

Os europeus reagiram de diferentes maneiras. Steingrimsson não tinha dúvidas: a erupção era “o castigo do Senhor”. No quarto domingo depois de Pentecostes, com a lava avançando vale abaixo em direção à sua igreja, “que estava tremendo e estremecendo devido ao cataclismo”, ele reuniu o seu rebanho para o culto de domingo, como de costume. “Tanto eu como todos os outros na igreja estávamos completamente sem medo”, escreve ele. “Ninguém mostrou quaisquer sinais de sair durante o culto, que eu tinha estendido um pouco mais que o habitual.” Ao emergir, a congregação descobriu que dois rios bloqueados pelo fluxo de lava, tinham mudado de curso e transbordado, ensopando a lava e parando-a metros da porta da igreja. (Dois séculos mais tarde, os islandeses criaram o mesmo obstáculo mesmo por meios artificiais para salvar uma cidade ameaçada por outra erupção.) “Deste dia em diante, o fogo não fez grandes danos à minha paróquia, de forma alguma.”

“O milagre do sermão de fogo” tornou-se conhecido e tornou comuns os sermões sobre a nuvem estranha. “Você olha para o céu e para o horizonte velado em exalações escuras”, Johann Georg Gottlob Schwarz advertiu sua audiência em Alsfeld, Alemanha. “O Senhor fala diariamente a nós e revela na natureza a sua onisciência.”

O fim está próximo

As expressões de fé eram motivadas, em parte, pelo alarme, e mesmo por terror. “Alguns têm medo de ir para a cama, esperando um terremoto; alguns declaram que [o sol] não sobe nem se põe como fazia, e afirmam com grande convicção que o dia do juízo está chegando”, escreveu um poeta Inglês, William Cowper. Paroquianos perto de Broué, no norte da França, arrastaram seu padre para fora da cama e o obrigaram a realizar um ritual de exorcismo na nuvem. Após as chuvas terem trazido alívio temporário em Antuérpia, a Gazzete van Antwerpen informou que orações públicas eram realizadas para trazer mais.

Alarme e equívocos não se limitavam aos analfabetos. O governo britânico, temendo um surto de peste, elaborou planos de fechar as portas ao tráfego do continente. E os medos populares não eram mera superstição. Registros da paróquia da região central inglesa revelam um aumento no número de mortes durante julho e agosto de 1783, embora o verão seja normalmente o tempo de mortalidade mais baixa nas sociedades agrícolas. Cerca de 23.000 pessoas inglesas adicionais morreram do que seria de se esperar naquele ano, dobrando a taxa normal de óbitos. Na França, segundo algumas estimativas, 5% da população morreram naquele verão. Excepcionalmente, os óbitos incluíram homens e mulheres jovens que trabalhavam nos campos, respirando o ar poluído e, calor sufocante.

No Japão, a fome era tão grave que equipes especiais tiveram que ser contratadas para remover os mortos das estradas.

Em geral, porém, “os Connoscenti”, (termo de Cowper) procuravam explicações racionais para a neblina, ao invés dos consolos da religião. Um naturalista francês foi o primeiro a conectar o nevoeiro à atividade vulcânica na Islândia, em uma palestra em Montpellier, já em 07 de agosto. Em Paris, meteorologistas “desejosos de fazer algumas observações da atmosfera, tinha uma espécie de pipa voando a uma grande altura que após ter sido recolhida, coberta com inúmeros pequenos insetos negros.” Em uma aparente tentativa de acalmar o pânico, um astrônomo francês, Jerome de Lalande, escreveu um artigo defendendo que o clima incomum não era “nada mais do que o efeito muito natural de um sol quente depois de uma longa ocorrência de chuva pesada” (ele estava errado). Em toda parte, homens educados deixavam descrições detalhadas da cobertura de nuvens; da aparência incomum do sol (“ferruginoso”, disse White, “o rosto de uma salamandra quente”, disse Cowper) e da queimadura de folhas e grama e do estado da colheita e rebanhos.

Ao final de outubro, a última das grandes erupções do Laki acabou, e a neblina começou a se dissipar, soprada pelos ventos do outono. Era o fim da nuvem, mas não o fim dos danos. Um dos gases que o vulcão vomitou era flúor, que caiu rapidamente de volta à Terra em forma de ácido fluorídrico. Na Islândia, isso teve resultados horríveis. “Os cavalos perderam toda a sua carne”, Steingrimsson escreveu, “a pele começou a apodrecer ao longo das espinhas. As ovelhas foram afetadas ainda mais miseravelmente. Havia praticamente nenhuma parte delas livre de inchaços, especialmente suas mandíbulas, tão grandes que elas se projetava através da pele… Tanto os ossos quanto as cartilagem ficavam tão macias como se tivessem sido mastigadas.”

Metade dos cavalos e gado e três quartos das ovelhas na ilha morreram. À medida que a fome tomava conta, os vínculos sociais começaram a se deteriorar. Para proteger seu gado restante, Steingrimsson dormia no curral, “já que os ladrões estavam à espreita.” Ao todo, um quarto da população da Islândia viria a morrer de fome, incluindo a amada esposa de Steingrimsson de 31 anos. “Quando eu perdi minha esposa maravilhosa”, escreve ele, “tudo, por assim dizer, desmoronou ao meu redor.”

Na Europa, o verão de 1783 tinha sido excepcionalmente quente, o mais quente registrado na Inglaterra antes de 1995. White chamou a temporada de “incrível e portentosa, cheia de fenômenos horríveis”, e reclamou do número anormal de vespas. O calor pode ter sido um efeito estufa de curto prazo devido às altas concentrações de dióxido de enxofre. Ou pode ter sido apenas uma variação natural.

O mais certo é que, alto na atmosfera, os gases vulcânicos refletiam alguma da radiação do sol, mesmo depois de a nuvem ter-se dissipado em níveis inferiores. Esta retro difusão viria a ter um maior impacto sobre o clima que a própria nuvem de verão. Os invernos que se seguiram à erupção do Laki foram assustadoramente frios.

Na época, algumas pessoas suspeitaram que o vulcão pudesse ser o culpado. Benjamin Franklin, então embaixador dos Estados Unidos em Paris, escreveu à Sociedade Literária e Filosófica de Manchester que o “efeito [do sol] de aquecimento da Terra estava extremamente reduzido. Por conseguinte, a superfície foi precoce congelada. Daí que as primeiras neves permaneceram não derretidas. Consequentemente, o ar era mais gelado. Daí, talvez, o inverno de 1783-84 foi mais forte que qualquer outra que tinha acontecido há muitos anos.” Ao especular sobre a causa, ele se perguntava “se não era a grande quantidade de fumaça, continuamente emitida durante o verão de Hecla na Islândia [perto do Laki]”. E era.

Em média, as temperaturas na Europa durante 1784 foram cerca de 2 ° C abaixo do normal da segunda metade do século 18, e quanto mais próximo da Islândia, maior o impacto. A própria Islândia estava quase 5 ° C mais fria que o normal, e viu o mais longo período de gelo marinho ao redor da ilha jamais registrado. Berlim e Genebra, a cerca de 1.300 quilômetros de distância, estavam 2 º C abaixo do normal, enquanto que a anomalia em Viena, a 1.700 quilômetros do Laki, era de apenas 1,5 ° C. Estocolmo e Copenhagen, as cidades mais próximas, a pouco mais de 1.000 milhas de distância, viram as temperaturas cair mais de 3° C.

Além da Europa, a maior influência do Laki parece ter operado sobre maiores distâncias. Os efeitos de dispersão da luz dos gases vulcânicos na atmosfera superior reduziu a quantidade de energia solar que atingia a Terra e interrompeu o relacionamento normal entre as temperaturas, tanto no nível superior quanto inferior da atmosfera, e entre os polos e o equador. Estes são os motores do clima. As interferências sobre eles enfraqueceram as correntes de jato na direção oeste, alteraram as monções e afetaram o clima em todo o hemisfério norte.

O leste dos Estados Unidos sofreu um de seus invernos mais longos e mais frios, com temperaturas quase 5 ° C abaixo da média. George Washington, que tinha acabado de desmobilizar seu exército vitorioso e se retirado para Mount Vernon, reclamou que ele estava “preso” lá pela neve e gelo entre véspera de Natal e início de março; enquanto James Madison escrevia de sua casa na Virgínia que “tivemos uma temporada mais forte e, particularmente maior quantidade de neve do que é lembrado ter distinguido qualquer inverno anterior”. O rio São Lourenço congelou por algumas dezenas de quilômetros no interior. Em Charleston, Carolina do Sul, que atualmente sofre uma parada com uma leve camada de neve, o porto congelou duro o suficiente para possibilitar a patinação sobre ele. O mais extraordinário de todos, blocos de gelo flutuaram Mississipi abaixo, passaram por New Orleans e entraram no Golfo do México.

O leste dos Estados Unidos se recuperou bastante rapidamente, mas locais mais distantes no interior não tiveram tanta sorte. O Japão sofreu uma das três piores fomes da sua história em 1783-86, quando o frio excepcional destruiu a colheita do arroz e até 1m de pessoas morreram. Equipes especiais tiveram que ser contratados para remover os mortos das estradas. No Japão esta fome é geralmente atribuída a outra erupção vulcânica, a do monte Asama, mas seu impacto foi pequeno se comparado com a do Laki.

Evidências de anéis de árvores dos Urais, na península Yamal na Sibéria e no Alasca sugerem todas que áreas do norte tiveram seu verão mais frio em 400 a 500 anos. A história oral da tribo Kauwerak do noroeste do Alasca chama 1783 de “o verão do ano que não veio”, a tribo quase foi exterminada.

Devido à interferência com as monções, as chuvas na bacia do Nilo ficaram abaixo em quase um quinto e na bacia do Níger em mais de um décimo. Em suas “Viagens através da Síria e do Egito”, o conde Constantino Volney, um orientalista francês, escreveu que “a inundação [do Nilo] de 1783 não foi suficiente; grande parte das terras, portanto, não puderam ser semeadas por falta de serem regadas. Em 1784, o Nilo novamente não se elevaria a uma altura favorável, e a carência logo se tornou excessiva. Logo após o final de novembro, a fome ceifou no Cairo, quase tantas vidas quanto a peste.” Em Janeiro de 1785, diz ele, um sexto da população do Egito tinha morrido ou fugido.

Na Europa, a erupção do Laki não deveria deixar uma marca indelével. Dentro de poucos anos, as condições meteorológicas voltaram ao normal e os europeus tinham esquecido a “bruma seca” extraordinária. Mas, em retrospecto, a erupção pode ser vista para exemplificar certas verdades sobre a mudança climática.

Gases poluentes podem alterar muito a temperatura global (neste caso, por resfriamento, não aquecimento). Gases vulcânicos podem causar tantos danos quanto qualquer quantidade de atividade humana. Mas, a nuvem venenosa foi apenas uma parte da história. Os padrões climáticos também importavam. Anticiclones estáveis trouxeram o gás para terra na Europa e correntes estratosféricos, em seguida, o espalharam sobre um terço do globo. E as conexões entre a poluição e o clima são complexas e imprevisíveis: as pessoas na época compreenderam a ligação entre o vulcão e a nuvem, mas não a ligação com os acontecimentos do outro lado do globo. As sociedades são atingidas de forma muito diferente: o impacto foi modesto na maior parte da Europa, mas devastador no Egito, Japão e Alasca. Por último, as pessoas reagem às perturbações ambientais de formas, elas próprias, nefastas.

À medida que os islandeses se esforçavam para voltar ao normal no verão de 1785, o governo do país ordenou que os pobres de distritos vizinhos fossem transferidos para área de Steingrimsson, embora não houvesse comida. Em desespero, ele diz, “nós realizamos um conselho e decidimos mudar para o leste, para as praias. Um único homem que estava lá antes de nós, um agricultor de Stapafell chamado Eirikur, tinha abatido naquele dia 70 focas adultas e 120 filhotes nas praias. Eu realizei um culto em Kalfafell no melhor clima que tivemos durante aquela época em que todos nós alegremente agradecemos a Deus por Sua misericórdia em tão ricamente nos prover nesta terra estéril e tão agradavelmente remover a fome e a morte, que de outra forma nos esperava.”

http://www.economist.com/node/10311405

Publicado on maio 23, 2012 at 11:28 am  Deixe um comentário  

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