MAÇONARIA CONSERVADORA VS. MAÇONARIA PROGRESSISTA

J.Filardo M.’. M.’.

A campanha eleitoral do ódio de 2014, no Brasil, nos leva à reflexão sobre posições ideológicas em todos os campos, inclusive no universo da Ordem Maçônica.

As redes sociais encheram-se de manifestações raivosas vazadas em expressões inadequadas para um cidadão civilizado e muito menos para um maçom que se tem como esclarecido e selecionado como melhor entre os melhores.

O que se espera de um maçom?

As respostas “dominar minhas paixões”, “desbastar a pedra bruta”, “ajudar a humanidade” soam absolutamente vazias diante das reações testemunhadas nessa campanha eleitoral. Perfilando-se com as forças mais retrógradas e reacionárias, os maçons brasileiros diminuíram a Maçonaria a uma facção e estiolaram sua universalidade, o que é lamentável.

Mas, quem estuda a história da humanidade em geral e da maçonaria em particular não se surpreende, visto que suas origens determinam sua trajetória atual.

Rememoremos.

A Maçonaria foi uma franquia em forma de clube inventada em 1717 pelos iluministas membros da Royal Society de Londres, que encomendaram aos pastores Anderson e Desagullier uma formatação adequada de Grande Loja que se arvorava em central consolidadora e autoridade única para a emissão (onerosa) de cartas constitutivas e cobrança de taxas dos franqueados. Uma iniciativa que tinha razões de Estado, visto que o Establishment da época precisava de uma linha de suporte às pretensões do pretendente protestante que tinha menos direito ao trono inglês que o pretendente católico escocês James Stuart.

Sendo fruto das cabeças iluminadas que foi, era uma invenção genial no tratamento inovador da abordagem política e religiosa, totalmente destoante do espírito medieval vigente. Em seu papel de suporte ao status quo, assumiu o caráter conservador (propondo a volta de uma instituição que não tinha mais lugar – a guilda), ela propunha como objetivo o aperfeiçoamento pessoal através de uma ascensão aos degraus da hierarquia, uma convivialidade combinada com networking (oferecia ao homem comum, a possibilidade de privar da companhia dos nobres) e preconizava a beneficência interna corporis e também voltada para a comunidade. Instrumentalizada como ferramenta de ponta no imperialismo britânico, viu-se difundida pelos quatro cantos da terra, onde alcançava a mão pesada do colonialismo. Inserida em um ambiente onde religião e política não se distinguiam, preconizavam a proibição da discussão desses dois assuntos.

Contemporaneamente, surge o Rito Escocês, uma criação francesa inventada para atender à corte escocesa exilada na França que tinha como característica, diferentemente da Maçonaria autêntica, ou seja, baseada na instituição das guildas de pedreiros, uma mitologia de origem diferente da mitologia inventada para o Craft na Inglaterra. O Rito Escocês afirmava ter sua origem nos cavaleiros templários que retornaram de Jerusalem.  Essa ordem de cavalaria também se apropria dos graus simbólicos do Craft e representa como ele uma vertente conservadora.

Também na França, fruto do espírito esclarecido dos franceses, a Maçonaria é reinventada, resgatando os valores da franquia original de 1717, principalmente no que se refere à religião dos maçons.  Todavia, diferentemente da abordagem endógama e conservadora do Craft inglês, a Maçonaria francesa adota o ideário da revolução e se arvora em defensora do secularismo de estado e dos valores da República francesa.  Surge uma Maçonaria voltada para fora e que tem um papel progressista na sociedade.

Ficaram assim bem divididos os dois campos: os ingleses preconizando a Maçonaria Conservadora e os Franceses preconizando a Maçonaria progressista que evoluirá até se transformar na Maçonaria Liberal que temos atualmente na França.

Abaixo do equador a situação se complica.

A Maçonaria surge com DNA francês, combativa, interventora e protagonista. Mas, ao mesmo tempo já abrigava em si as forças retrógradas e conservadoras, representadas pelos Andradas. Estes lutam contra a vontade republicana de Gonçalves Ledo até fazer valer sua força. E desde então a Ordem no Brasil convive com essa herança híbrida: uma estrutura que se quer neutra, onde a discussão política é proibida e que, ao mesmo tempo, atua politicamente na sociedade, quase como um “shadow cabinet” nas comunidades onde se insere. Mas sempre com um viés conservador.

As obediências transformam-se em “one-stop-shop” onde o freguês pode encontrar o modelito de maçonaria que quiser: escocês, templário, mais religioso, menos religioso, com medalhas, sem medalhas.  Com isso, diferentemente da franqueadora inglesa, perdem o foco e transformam-se em instituições fracionadas e ingovernáveis, prejudicando o posicionamento em momentos históricos cruciais.

Nesse ano de 2015, no Brasil, testemunhamos manifestações de maçons absolutamente incompreensíveis à luz do ideário teórico da maçonaria. Maçons cerraram fileiras com grupos desprezíveis que apresentavam reivindicações vergonhosas até mesmo para um cidadão comum.

Testemunhamos algo que jamais aconteceria na França, por exemplo, onde a Maçonaria vai às ruas e se manifesta pela ordem constitucional do país e jamais contra os ideais da República.

A Maçonaria deve ser contra a corrupção?  Claro, mas essa oposição deve levar em conta todo tipo de corrupção, de governantes da esquerda e da direita; de juristas conservadores e liberais.  Não pode ser seletiva nem pode ser usada como cortina de fumaça para ocultar um posicionamento político que não se tem a coragem de declarar.

A maçonaria conservadora impede a discussão em loja e o aperfeiçoamento intelectual e político dos irmãos. Limita-se à prática limitada do ritual e ao networking consequente da condição de maçom.

A maçonaria progressista no Brasil é a minoria da minoria e não tem a menor condição de influenciar os acontecimentos tanto interna corporis quanto na sociedade.

O resultado é a inércia,  a paralisia e a frustração das expectativas dos candidatos e o encolhimento da instituição.

Publicado on agosto 18, 2015 at 10:36 am  Comments (33)  

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33 ComentáriosDeixe um comentário

  1. Ir.’. gostei muito do site e dos textos. Concordo que muitos IIr.’. (diria que a grande maioria que se expressa sobre política) estão abraçando causas extremamente reacionárias e conservadoras. Mesmo sendo um mero A.’.M.’. cansei de ir a lojas, onde circulavam fichas para criação do Partido Militar, de ver IIr.’.exaltando o Bolsonaro e a Ditadura,de fotos circulando nos grupos de Whatsapp de maçons apoiando a “intervenção militar” e de elogios partindo de outros Ir.’. por essas atitudes
    Infelizmente fiquei tão descontente a ponto de pedir meu Certificado de Grau. Todo protagonismo incansavelmente exaltado da maçonaria a serviço da ideologia autoritária que suprime liberdades individuais.
    Foi bom saber que alguns IIr.’. pensam diferente, embora seja essa uma corrente visivelmente minoritária, muitas vezes imperceptível (pelo menos na maçonaria paulistana) .
    TFA

    • Estimado Irm.’. ALÊ;

      Me permita aconselhá-lo:
      – NÃO PEÇA O SEU CERTIFICADO DE GRAU.
      Nossa ordem necessita de obreiros que se disponham a enxergar a verdade dos fatos, que analisem e que reflitam sobre tudo o que está acontecendo no país e no planeta neste momento.
      E que se disponham a levar a luz aos demais IIrm.’. com educação, equilíbrio e respeito. Que saibam fazer valer a sua opinião mesmo estando em minoria.
      Estar Apr.’. não deve diminuí-lo de forma alguma. É muito mais profícua a atuação de um Apr.’. consciente, do que a de um Insp.’. Ger.’. da Ord.’. totalmente desinformado e equivocado.
      TFA

  2. Lendo todas a manifestações aqui expostas, e com fundamento na mais sincera vontade de debater argumentos, ressaltando que Maçons devem debater, mas não necessariamente na Loja, podemos fazer isso em um incontável número de lugares e circunstâncias. Ouvi, há algum tempo não tão distante, que a Ordem foi preservada durante a Revolução Cubana, indiscutivelmente um movimento que utilizou do desprezível expediente dos assassinatos em massa, e até hoje ainda reprime ferozmente qualquer manisfestação contrária aos ideais dos “governantes”, caminho esse também adotado por alguns de nossos vizinhos tal qual a Venezuela.

    Como podemos encarar os ideais iluministas libertários tão venerados pelos admiradores da linhagem francesa da Ordem perante o regime que se apresenta hoje naquela ilha?

    Ressaltando que, honestamente falando, essa vertente não é a única, tão pouco a mais importante, sendo que claramente nasceu dos princípios ingleses, escoceses e germânicos, comprovadamente mais antigos que a vertente francesa da Ordem, vertente essa que se revestiu das circunstâncias regionais e imperantes em um determinado momento da história daquele povo, mas que não a torna a criadora da Ordem e seus princípios, tão pouco apaga sua origem, haja vista as relações íntimas e protetoras da Igreja e dos nobres cristãos em relação as antigas corporações de ofício e depois das Lojas especulativas, mas que agradou uma significativa parcela da sociedade e recebeu grandes pensadores, extremamente racionalistas, contudo esse fato em particular não exclui grandes vultos hermetistas que também fizeram parte dos quadros da Ordem. Grande grande exemplo de pensador esotérico é Isaac Newton, Pai da física newtoniana e que era evidentemente Rosacruz, foi seminarista e um hermetista muito profícuo, e, mesmo assim, produziu as bases para o desenvolvimento de grandes feitos na área da física e demais áreas do conhecimento científico. Fato este que comprova que o desenvolvimento não encontra empecilho no estudo de hipótese esotéricas, místicas ou religiosas.

    Acredito também ser justo ressaltar que nossa república foi instituída por um golpe, perpetrado por uma manobra de descontentes com o antigo regime imperial e executado pelo então futuro Sapientíssimo Grão Mestre do Grande Oriente do Brasil, Marechal Deodoro da Fonseca, Potência essa tão alinhada com os ideais franceses, mas que ressaltando o fato de que naquela época existia uma Constituição vigente, havia Congresso Nacional e D. Pedro II não caçava seus opositores com temos visto nos dias republicanos e democráticos atuais, assim acredito que a mudança de regime poderia ter sido perpetrado por meio do debate político, não é mesmo?!

    Isto posto pergunto: Quando alinhado com os interesses a supressão de uma determinada ordem legal é justa?

    existe uma vertente maçônica mais importante que outra?

    Alinhar-se com princípios esotéricos, misticos, heméticos ou religiosos é necessariamente fanatismo e obscurantismo?

    Os maçons devem, indispensavelmente, discutir política em suas oficinas, não havendo outros meios para isso, quer por associações, partidos políticos ou mesmo reuniões de debates, permitindo a quem se interesse pelo assunto de se afiliar, e quem deseja desenvolver outras potencialidades possa se dedicar aos seus outros interesses?

  3. Este conteúdo o que espera do maçom?Me inspira, na qualidade de ser principiante,assim vou aprendendo pouco mesmo não conhecendo irmãos em Angola.
    Vou aprendendo com esse blogue até que encontre uma loja para outros Conhecimentos e comprir os ritos ou então o grau de aprendiz.

  4. Perfeita a abordagem do tema.Parabéns.

  5. Meu comentário se dirige ao Irmão Aprendiz Marcelo Varricchio
    Prezado Irmão,

    Respeitosamente me reservo o direito de discordar do autor deste texto que, na minha opinião, já começa com um sofisma falando sobre a campanha eleitoral do ódio em 2014, quando a o ódio começou nas campanhas petistas e seu característico mote “nós contra eles”. Ainda, reduzir a Maçonaria a uma “franquia em forma de clube” e em nenhum momento referir-se ao caráter iniciático da ordem revela um profundo desconhecimento a respeito da história da maçonaria e, principalmente, dos seus rituais (quem passou por uma exaltação ou já experimentou uma cadeia de união e ainda assim não reconhece a importância e a grandeza dos rituais maçônicos para mim é um profano de avental). Associa a preocupação com os rituais, justamente o que a maçonaria tem de mais precioso, a um aspecto negativo e conservador. Associa discussões religiosas e políticas no seio da maçonaria, a um aspecto positivo e progressista, mais um detalhe que revela seu desconhecimento dos rituais dos altos graus, mais especificamente do Capítulo Rosa Cruz e do Corpo de Cavaleiros Kadosh. Inventa algo que não existe, ao meu ver, que é esta divisão de maçonaria progressista e conservadora, as divisões históricas são entre ateus e não ateus; entre católicos e protestantes; entre Igreja e templários; possibilidades estas que elevam muito o nível de complexidade desta questão.
    Acredito que quem não tem coragem de declarar seu posicionamento é o autor do artigo, já manifesto no sofisma inicial, e não a maçonaria. Fala que a maçonaria cerrou fileiras com grupos reacionários e conservadoras, que faziam reivindicações vergonhosas, sem entretanto defini-las. Ao defini-las talvez “definisse” seu posicionamento ideológico e político, talvez por isto tenha suprimido esta informação. O que é uma manifestação vergonhosa sendo pacífica e sem destruir patrimônio alheio? Impeachment?
    Quem defende o governo federal de forma incansável, talvez como o autor, tem dificuldades de entender as manifestações de rua, ou entende e prefere criar sofismas. Associa as manifestações a alguma fundamentação ideológica contra a corrupção de caráter golpista. Entretanto não percebe que se fosse isto ideológico tais manifestações já teriam começado na época do mensalão. Porque não aconteceu naquele momento e acontece agora? Porque foi seletiva com este mesmo governo? Por uma razão muito simples, naquele momento não havia sinais da deterioração da economia, embora o processo já tivesse começado, agora ela é inegável e sentido pela população, em todas as classes, tanto pelo empresário que vê a falência no horizonte, como pelo empregado, que vê a demissão. E a população se manifesta não contra a corrupção, não por ideologia, mas por desespero e indignação de ter seu cotidiano prejudicado, por ter de enfrentar mais problemas causados por um governo inepto e corrupto, por ver a volta da inflação, por perceber o meio milhão de novos desempregados no último ano e temer pelo seu, se já não for um desempregado. E para onde se volta esta manifestação seletiva? Pelo responsável pelo cofre obviamente. Infelizmente, para o governo federal, a população não está preocupada com o PSDB ou com a oposição porque eles não tem a chave do cofre, simples assim, primitivo, instintivo, diretamente relacionado à necessidade, à privação.
    Apenas como recorte ideológico e racional lembro que quem defende o governo federal também defende, ao mesmo tempo, “ideologicamente”, Nicolas Maduro, o presidente que diz ter recebido mensagens do falecido Chavez que lhe apareceu na forma de um passarinho…
    A maçonaria sempre defendeu os direitos individuais, os maçons devem ser homens livres e de bons costumes, livre pensadores, enfim. A maçonaria sempre teve um caráter liberal, no sentido acadêmico, não no sentido dos apedeutas sem nenhum embasamento histórico, talvez por isso seja classificada como reacionária e conservadora pela esquerda brasileira que se auto considera progressista.
    A maçonaria ao longo de sua longa história teve representantes da monarquia, da república, na Europa, nos EUA, mesmo no Brasil, a revolução Farroupilha teve maçons monarquistas e republicanos, porque livres pensadores não escolhem sempre o mesmo lado.
    O autor faz uma simplificação da longa e complexa história da maçonaria. A diferenciação entre a maçonaria inglesa e francesa é por demais simplista, posiciona os conservadores malvados na Inglaterra e os progressistas bonzinhos na França. Historicamente o grande cisma entre a maçonaria inglesa e francesa sempre foi a crença num ser superior e na imortalidade da alma, algo inaceitável para a parte da maçonaria francesa que se declara ateísta. Recentemente o maior cisma entre maçonaria francesa e inglesa ocorreu devido ao ingresso de mulheres em algumas potencias francesas.
    Por fim revela que a maçonaria dita progressista é minoria… Será, ou simplesmente a maçonaria não é o que ele espera no sofisma que constrói, pois a maçonaria tem seus landmarks, seus rituais, e, infelizmente, talvez para ele, a maçonaria, repito, é liberal e para livre pensadores, além de ter um aspecto espiritual que o autor prefere não considerar. Concluindo, me parece razoável que ela, a Maçonaria, cerre fileiras com a população brasileira no momento em que se preocupa com coisas simples e primárias tais como emprego, segurança, saúde e volta da inflação.
    Esta é minha modesta opinião sobre o assunto, que é critica somente quanto às opiniões do autor do artigo, exercendo meu direito de livre pensador.
    TFA,

    Carlos Magno Maurer das Neves.
    V. M. Loja Perseu 84
    Grau 33 REAA

    • Estimado Irm.’. Neves;
      Tentarei ser o mais breve possível, para me explicar minimamente:
      – O Irm.’., em minha opinião, se equivoca em vários aspectos, especialmente no que se refere ao Irm.’. Filardo (a quem não conheço pessoalmente) que é, sim, um estudioso e conhecedor da história e da ritualística de nossa Ordem e que atualmente pertence ao R.’. M.’.;
      – A Maçonaria como praticada atualmente (refiro-me ao Brasil em especial) é, sim, uma franquia como muito bem colocado pelo Irm.’. Filardo. e tenho que encerrar por aqui, pois este é um assunto polêmico e que necessita de uma LONGA conversa, de preferência pessoal, a bem da verdade factual.
      – Sim, temos IIr,’, conservadores (grande maioria no REAA) e alguns progressistas (grande parte no RM). Entretanto, a quantidade de radicais “de direita”, “militaristas” é embaraçosa, para não dizer vexatória; contrariando tudo o que nos é ensinado, já que a Maçonaria é, na essência e por excelência, Social-democrata, como está muito bem expresso em nossos rituais.
      – No que se refere à existência ou não de LLoj.’. femininas, pessoalmente, considero uma tristeza que tenhamos nos esquecido de nosso passado e nos rendido até hoje a um Landmark preconceituoso e equivocado historicamente.
      – Nossos estudos nos altos graus são igualmente desenvolvidos em ambiente simbólico, tornando-se filosóficos gradativamente somente a partir do Gr.’. 19 no REAA como o Irm.’. certamente sabe. Antes disso temos que ter muita atenção e ´perspicácia, para não nos confundirmos com os objetivos a serem alcançados. As iniciações nos GGr.’. 28 e 32 creio que esclarecem as coisas aos mais atentos.
      Por fim, mas não menos importante, se discutíssemos filosofia e política, em essência, em loj.’. não correríamos o risco de tentar explicar quem começou com uma campanha de ódio, porque isto é inequívoco e evidente para quem presta atenção aos fatos.

      Octaviano du Pin Galvão Neto – 32o. REAA

  6. De acordo. Já várias vezes escrevi que considero a M:. brasileira, na sua maioria, reacionária, conservadora e elitista. A República e os seus valores moram longe das lojas. Urge uma reconstrução e o fortalecimento da M:. liberal e adogmática.

  7. Estimado Irmão
    Tivemos participação em um trabalho conjunto de vários Irmãos e tomo a liberdade de encaminhar-lhe um pequeno resumo do resumo, para colocar um pouco mais de questionamentos a esta discussão:

    No passado, os maçons brasileiros tiveram tempos de enfrentamento com o Império Brasileiro no estabelecimento da Democracia, digladiaram com os Jesuítas pela educação sem obscurantismo e fanatismo, promoveram movimento subterrâneo de fomento à Independência do Brasil, trabalharam pelo espírito republicano e colaboraram na construção do Estado laico.
    Atualmente, a Maçonaria tem outros alvos e a todo dia novos objetivos surgem. O atual, que é o de combate ao mal reinante, tem no REAA, um sistema de desenvolvimento filosófico natural em sentido lato, que propicia o que é fundamental: o conhecimento. E é no atrito com os outros intelectos, no debate, que isto vai ser propiciado, desde que exista o equilíbrio da razão, emoção e espiritualidade.
    O maçom tem o dever de participar na construção do templo social, devendo ser incentivado a ocupar cada vez mais cargos, públicos ou privados, conduzindo a sociedade por bons caminhos. Com isso, é viável que defenda:
    -uma legislação trabalhista efetiva com vista a combater ignorância, hipocrisia e ambição;
    -um comportamento ético no trabalho com o objetivo de distribuir educação e conhecimento, visando razoável igualdade de oportunidades;
    -um sistema que distinga claramente o fornecimento de conhecimento, da formação pela educação, pois na atualidade existe apenas autoeducação, onde conhecimento é coadjuvante, mas não essencial;
    -o desenvolvimento do respeito à propriedade pública e privada onde se aplica ética particularizada a cada um dos segmentos; uma proposta de educação com a igualdade nas condições jurídica, social e política do indivíduo;
    -o acesso aos bens públicos como de ensino, saúde e diversos prazeres da vida em sociedade, redundando em divisão equitativa, onde cada cidadão pode aspirar conseguir o gozo de um mesmo tesouro cultural;
    -que em resultado do conhecimento associado ao comportamento moral se enuncie a retribuição proporcional à contribuição;
    -que o ideal meritocrático não desqualifica a herança e qualquer tipo de inflexibilidade que bloqueie iniciativa, espírito empreendedor ou penalize o talento.
    O capitalismo sem fundamentação ética é desumano e cruel, mas o sistema que tira do mais rico para dar ao mais pobre é pior, porque cria uma classe de dependentes inúteis e submissos; Tira o estímulo do empreendedor e condena o dependente à escravidão.
    “Administrar não significa explorar o rico para apadrinhar os pobres, nem tornar o rico menos rico para deixar o pobre menos pobre, mas fazer dos pobres pessoas respeitadas, dignas e capazes de igualarem-se aos ricos dando-lhes todas as oportunidades que merecem. Essa parcela de conduta cabe a cada um, mas sem retirar dos governantes a principal responsabilidade”.
    A vida em sociedade impõe a necessidade de politização, desenvolver o exercício do poder em favor da coletividade.
    Pela política, o poder é concentrado de forma natural, pelo convencimento com argumentos da razão e pela formação de relacionamentos fortes.
    O cidadão forjado nestas oficinas filosóficas vai certamente mudar e passa a praticar a política honesta.
    O maçom usa da filosofia para especializar sua capacidade cognitiva e emocional no exercício da Política, cuidando dos assuntos da cidade de modo sério e honesto.
    O maçom politizado busca exercer a verdadeira atitude política e por ter desenvolvida a capacidade de pensar, é um obstáculo para os políticos despóticos e desonestos.
    A família anda desgastada pela interferência do Estado em sua administração e responsabilidade. O Estado, por força de leis, ditas sociais transfere toda a responsabilidade para quem pode ser espoliado em favor da omissão do Estado. Ambos os cônjuges são forçados a saírem de casa para trabalhar e prover o necessário para sua família. Enquanto isso, o dinheiro dos impostos é aplicado em interesses que, de social e brasileiro pouco têm. Obras faraônicas, superfaturadas e corrupção tornam a vida do cidadão amarga. Os recursos estão canalizados para os votos comprados pelas mais diversas bolsas de auxílio que criaram uma classe de ineptos acomodados.
    A família natural tem dificuldades em existir porque no pensamento da classe governante há orientação e vontade política para acabar com ambição, propriedade e herança.

    Nota: Utilizando conceitos e estatísticas retirados do livro “Mentes Perigosas – o Psicopata Mora ao Lado”, da psiquiatra Ana Beatriz Barbosa Silva temos que: existem na humanidade, 3% de psicopatas homens e 1% do mesmo diagnóstico, de mulheres, de variados graus e periculosidade. Não tem tratamento e nem cura, pois expressam uma má questão moral. Em delito, não tem o menor remorso ou “pena”, pois isto não lhes compete. Procuram postos de governo ou de chefia, aonde possam ter maiores possibilidades de auferir vantagens (talvez até dentro da Maçonaria). A única forma de serem contidos, é pela privação da liberdade e dos valores materiais, quando então se “recolhem”; sempre à espera de nova oportunidade. São inteligentes, agradáveis, simpáticos e com forte capacidade de agrupamento. Ainda utilizando-me de dados do livro, 20% da população prisional são de psicopatas, o que deve ser natural, pois concentram o número dos que delinquiram.
    Vai aqui uma pergunta: normalmente quem vai preso? Como resposta, podemos dizer lamentavelmente, que é a população de baixa renda. E onde estão os psicopatas de melhor poder aquisitivo ou de melhor “sorte” já que os porcentuais de psicopatia são os mesmos?
    A resposta pode ser: muitos em postos de chefia ou de governo.
    O que o maçom pode fazer para ajudar a contê-los?
    A resposta é: exercitando tudo o que foi colocado no texto acima.
    Desculpe-me pelo texto extenso; só pensei em contribuir.
    Fraternal Abraço
    José Carlos de Miranda

  8. Ir.`. Filardo, tomo a liberdade em tecer um comentário ainda que envolto sobre o desconhecido pois sou A.`.M.`. muito recente e muito pouco conheço da Instituição como tal. Creio que a Maçonaria não deve tomar partido da esquerda, centro ou direita porque somos e pensamos diferentes no quesito política e concordo que como maçons temos a obrigação em identificar candidatos livres e de bons costumes quer sejam IIr.`. ou não. Também acredito que um maçom não precisa aparecer na mídia como tal (a não ser que existam interesses que não encontro por enquanto dentro da Sublime Instituição). Entrei para a Maçonaria com o objetivo de tornar-me um homem melhor para a família, Ordem e Nação, mas percebo que há muito mais para se cavar do que imaginava como Instituição afinal, é formada por Homens …Por fim, acredito que independente do que é ou foi feito por A, B ou C, devemos buscar extirpar do Executivo, Legislativo e Judiciário pessoas envolvidas na apropriação indevida do dinheiro público, isto é, se há outros casos como o da lava jato (e acredito que deve haver aos montes aonde quer que se mexa infelizmente), que a busca seja perpetuada de maneira consistente, ininterrupta e organizada, mas que esta operação vá até o fim independente se é apoiada por outros países ou lados da política brasileira. Estes entendo que serão avaliados no passo seguinte.
    Lamento caso minha ignorância ofenda algum Ir.`. ou a própria Ordem, mas entendo ser um direito que o Ir.`. concede ao permitir que acompanhe este blog que enriquece meus conhecimentos e leva à reflexão com constância.
    Receba meu T.`.F.`.A.`.
    Marcelo A.`.M.`.

    • Brother Marcelo,

      Gosto muito de me dirigir a Aprendizes. Vocês ainda estão no inicio da senda e ainda podem ser salvos das armadilhas a que estarão sujeitos. Detecto em seu discurso dois aspectos: o primeiro, um endeusamento da instituição que não tem cabimento. Maçonaria não é nenhuma Sublime Instituição. Essa designação é usada pelos maçons que não fazem a menor ideia do que ela seja e a transformam em um fim em si e em uma religião. Fuja disso. Maçonaria é uma instituição terrena, composta de homens, nascida por uma necessidade política e como tal deve ser vista. Ela é apenas a argamassa que une construtores sociais da grande catedral da humanidade. Ela propicias as condições de um homem unir-se a outros homens para realizar ações na sociedade.
      A Maçonaria como instituição não deve tomar partido, mas o maçom enquanto homem político precisa ser consciente das condições de seus concidadãos e procurar estender à coletividade a justiça que ele defende em loja.
      Os maçons alienados vivem repetindo que não se discute política ou religião em loja e que o objetivo dela é “desbastar a pedra bruta”, no sentido individual.
      Você está certo quando advoga extirpar pessoas envolvidas em desvio de dinheiro público. Pois bem, essa é uma ação política e não há outro caminho.
      O que não deve, em minha humilde opinião, é ser um “maria vai com as outras”, ou analisar a realidade com olhos distorcidos. As lojas servem para discutir temas vibrantes da nacionalidade, da cultura, da política e não, como dizia o saudoso irmão Paulo de Tarso Liberalesso, ficar discutindo “passinho pra cá, passinho pra lá”.
      Os maçons defendemos a justiça social e não reconhecemos o teor de justiça social existente no bolsa família e outros programas sociais do governo, simplesmente por esse governo ser de esquerda. Colocam suas tendências políticas à frente de suas obrigações maçônicas.
      Boa sorte em seu caminho e não se deixe levar pelos maçons alienados que vai encontrar aos montes por aí. E visite tantas lojas quanto lhe permita o seu tempo, pois só assim você aumentará o seu networking e mais condições terá de encontrar homens sérios que possam fazer a diferença na sociedade. Una-se a eles!

  9. À parte os termos estrangeiros empregados desnecessariamente e em abundância (seria isso uma forma retórica para se impor perante o leitor ignorante da língua inglesa?), a meu ver estamos diante de uma ótima reflexão.
    Parabéns ao autor.
    O meu tfa.
    IGC

    • Brother Isaque,

      Surpreso com seu comentário, voltei ao texto para examinar sua queixa. A rigor, apenas dois termos “estrangeiros” foram empregados: one-stop-shop e shadow cabinet que não têm um correspondente eficiente na língua portuguesa.
      O termo Establishment é consagrado em textos sociológicos portugueses para significar a sociedade estabelecida; Craft é o nome do rito inglês, logo deveria ser mantido. Royal Society é também um nome, assim como James Stuart. Eu tenho por princípio jamais subestimar os leitores e estou certo de que com base nesse texto estes termos foram agregados ao seu cabedal de conhecimento.

      • Olá, caríssimo. Grato pela resposta.
        Pra ser breve: quando inexistem termos equivalentes de um idioma para outro, basta desenvolvê-los conceitualmente e o problema acaba. Há inúmeros termos sem equivalência entre português e inglês, e nem por isso nós (eu e meus colegas) tradutores ficamos empregando-os nas traduções que entregamos aos clientes e leitores.
        No mais, Craft como nome de algum rito em inglês? Sério? Se sim, eis uma surpresa pra mim.
        …enfim. Aquele abraço.

      • Brother Isaque,

        Vejo que somos colegas de profissão. Também sigo esse critério nos trabalhos comerciais. Mas, entendo que temos que elevar o nível intelectual de nossos leitores. Perdoa-me pela simplificação em relação ao Craft. Sei muito bem que não é um rito e sim o nome da maçonaria na terra dos sassenachs, mas é muito mais elegante…

  10. Parabéns. Acredito que o ciclo dos Sofistas está se fechando entre nós. Vemos instituições como uma boa parte do juciário, das Polícia Federal, do Magistério Superior estão abrançando o ideário Republicano. Na filosofia ,igualmente, está ressurgindo Mário Ferreira dos Santos e no meio dos pensadores temos Olavo de Carvalho. Concluindo, na política percebe-se um esgotamento das práticas dos(ismos) do: PT/MDB/PSDB. Penso que atualmente os Republicanos ganharam espaço e podem contribuir para a uma maior divulgação do ideario Republicano. No fundo as pessoas comums, o povo desejam isso. Quem segura a cordinha sãos os de sempre, como disse acima. Vamos aproveitar.

    • Estimado Ir.’. Marcio,

      Adorei a ironia: ideais republicanos no MPF, na PF ou no FTF?
      Olavo d Carvalho em pensador?
      Achei o máximo !

      Octaviano Galvão Neto – M.’. M.’. – REAA – SP

  11. […] MAÇONARIA CONSERVADORA VS. MAÇONARIA PROGRESSISTA. […]

  12. Boa tarde

    Respondendo a pergunta: O que se espera de um Maçon
    Que haja de forma articulada e articuladora dentro de Principios Morais, estendendo as Mãos quando necessário!

  13. meus amigos ten ter forsa forti contra ladran curupisasn bater panela nan arma naman fazer revolusan rapita

  14. […] MAÇONARIA CONSERVADORA VS. MAÇONARIA PROGRESSISTA. […]

  15. […] MAÇONARIA CONSERVADORA VS. MAÇONARIA PROGRESSISTA. […]

  16. Olá queridos irmãos.

    Concordo com o texto exposto acima. Pois vejo nas redes sociais uma gama de postagens de supostos maçons que colocam suas opiniões pessoais, dando a entender que são convicções da Fraternidade como um todo. Colocando assim a imagem de todos os maçons em rico de cair na vala comum.

    Acredito que devemos nos manifestar sim, mas através de uma representação Universal, e não através de comentários individuais.

    Um fraterno abraço.

    Vicent.’..

  17. mano, me enche de esperança a claridade deste seu texto.
    Maçonaria associada ao que mais negro tivemos neste país, nunca!
    parabéns pela lucidez e por nos fazer crer que ainda nos resta a Esperança.

    TYFA

    Gil

  18. Concordo que algumas manifestações foram desnecessárias, contudo sou veemente contra o que esse governo representa, por meio de seus partidos mentirosos, para falar o mínimo! Será então que o regime “progressista” da esquerda mundial e muito evidente na américa do sul não matou milhões de pessoas na história mundial? Não lutou pela ditadura do proletariado? Concordo que o Estado deva garantir o mínimo para que as pessoas menos favorecidas intelectualmente e fisicamente consigam demonstrar suas capacidades em pé de igualdade, mas usar a máquina admnistrativa para se locupletar, mantendo uma massa carente sob dominação psicoemocional é uma desonestidade aviltante.

  19. Bro Filardo,
    Á parte as conhecidas diferenças ideológicas entre nós, quero crer que o caro Irmão não desconheça a máquina de corrupção – em todos os níveis, a profundidades nunca dantes imaginadas – que se tornou a nossa realidade brasileira. De cima para baixo, dos mais altos níveis até os mais simples, roubar se tornou um fato comum, exceção apenas para os que não defendem e combatem esse estado de coisas, dentre os quais orgulhosamente me incluo, e quero crer também o caro Irmão.
    Não entro no mérito daquilo que o Irmão entende por “grupos desprezíveis”. Preocupo-me apenas com os grupos, desprezíveis ou honoráveis, que se dedicam diuturnamente a surrupiar o fruto do meu labor em proveito próprio. Se tivermos que nos aliar com o próprio Diabo (que aliás nem sempre veste farda) para derrubar isso, que seja. Não aguento mais ser roubado escandalosa e impunemente. E não me queira mal, porque me entenderá desprezível também, mas apenas protejo o leite das crianças.

    TFA/Seixas

    • Brother Seixas,

      É sempre um prazer trocar argumentos com pessoas inteligentes. Nossas diferenças não comprometem esse diálogo. Existem conservadores nas melhores famílias… LOL

      Sua mensagem aborda dois aspectos tratados no meu texto: corrupção e grupos desprezíveis.

      Quanto à corrupção, estou totalmente de acordo. É nossa obrigação combater e protestar. O que me parece estranho, however, é que somente a corrupção atual é importante. Costuma-se dizer que ela é endêmica no país e estamos carecas de saber disso. Lembro do bom e velho Dr. Ademar, do Irmão Orestes Quercia, Janio “Vassourinha” Quadros, Tião Maia, o maior criador de bois da Austrália (o jango que o diga); o Costa e Silva financiado pelo Maluf e milhares de outros exemplos.
      A corrupção no governo de São Paulo roda solta no Metro, na Sabesp e outras estatais, mas isso não é combatido, nem investigado. Não acompanho a marcha da corrupção no Rio, mas certamente ali também corre solta.

      O próprio estado do Paraná – onde tem sede o Auto da Fé do Torquemoro – tem um governo corrupto, mas o Torquemoro não vê a sujeira sob o seu próprio nariz, porque a sujeira tem proteção.

      Não me lembro de ver a Maçonaria protestando contra a compra de reeleição pelo FHC ou a entrega da Vale de mão beijada, por exemplo.

      As construtoras e empreiteiras são conhecidas desde o Império romano por seu comportamento e fizeram doações à esquerda e à direita (querem se garantir). A delação mencionou tesoureiros de mais de um partido, mas o pseudo-juiz Moro (Torquemoro) não está interessado em aplicar a justiça, quer vingança e atua como executor de manobras altamente prejudiciais ao país (destruindo todo um setor e abrindo caminho para a desnacionalização).

      Agora, de repente, como um raio em céu sereno, os governantes do país (a Febraban, a Fiesp, a Fecomércio, etc.) deram-se conta de que estão dando um tiro no pé e puxam o plugue da mídia irresponsável, fazendo de bobo o manifestante que se indignou e foi à rua!

      Terão eles achado que a Presidente aprendeu a lição? Que o PT perdeu as chances de se perpetuar nas próximas eleições e que chegou a hora de voltar a faturar?

      O que me preocupa é ver a Maçonaria brandir a bandeira da corrupção com segundas intenções sendo massa de manobra e não protagonista.

      Eu sou teórico da conspiração por excelência. Eu vejo claramente a mão daquele Estado-Bandido da América do Norte por trás da ação do Torquemoro. Estão repetindo o Chile, a Venezuela e outros golpes que brandiram contra países que se atreveram a buscar sua independência e arrostar sua dominação econômica e geopolítica. E o Brèsil está fazendo isso com os BRICS e com o Banco dos Brics.

      Isso até me dá uma ideia para um novo texto abordando minha visão de qual deveria ser a atitude da Maçonaria no Brasil.

      Adiantando as linhas gerais, entendo que a Maçonaria deva discutir política intensamente nas lojas, atuar intensamente nas campanhas eleitorais (sem mostrar a cara), mas, uma vez apurado o resultado e proclamado o vencedor, os maçons se transformem em defensores das instituições democráticas duela a quien duela.
      Meu exemplo é a maçonaria francesa (a meu ver o modelo ideal) onde as obediências (no Brèsil são potências, claro!) têm um posicionamento ideológico claro e uno, mas que vão às ruas para defender os valores da República, o secularismo do estado, etc. como uma só.

      É, para mim, inaceitável que lojas maçônicas saiam às ruas como instituição, marchando com grupos que chamo “desprezíveis” que preconizam a volta da ditadura e ações contra as instituições democráticas.

      Estou certo de que você concorda em linhas gerais com meus argumentos.

      Um TFA

  20. Mano Filardo,

    Excelente ponto de vista. Realmente em sua grande maioria nós maçons brasileiros somos reacionários e conservadores, o que não deixa de ser um contrassenso, afinal, a Maçonaria Brasileira sempre se apregoou progressista.

    Certo é que outrora também tivemos em nossas Lojas pessoas progressistas e conservadores, conforme exposto pelo Irmão, nossa história tupiniquim nos recorda disso, mas não sei onde daquela época até hoje degringolamos de vez, pois temos que convir que outrora éramos mais relevantes, interagíamos melhor com a sociedade, nos preocupávamos com os rumos da nação, seja em seu contexto político, econômico e social, e ainda nos preocupávamos com a educação de nossos membros e com as nossas cunhadas viúvas.

    Talvez estejamos gastando muito tempo querendo ser iguais aos ingleses, “brincando de ser templários”, discutindo “sexo dos anjos”, quem é regular, quem é irregular, quem tem pode visitar quem, e tantas outras discussões que somente apontam para dentro, nos impedindo de debatermos assuntos que sejam também de relevância intelectual para nossos membros e familiares, enfim, assuntos que possam nos tornem melhores indivíduos e cidadãos e que sejam de relevância para nossa sociedade.

    A pergunta que fica é aonde isso nos levará? E é lá que queremos estar?

  21. Caro mano, talvez estas demonstrações de “maçons” no fb, sejam apenas uma firula, quem sabe não sejam irmãos mesmo?
    Já pensou nisto?

  22. “Nesse ano de 2015, no Brasil, testemunhamos manifestações de maçons absolutamente incompreensíveis à luz do ideário teórico da maçonaria. Maçons cerraram fileiras com grupos desprezíveis que apresentavam reivindicações vergonhosas até mesmo para um cidadão comum.”

    NÃO CONCORDO COM ESTA AFIRMAÇÃO, E GOSTARIA DE ALGUNS EXEMPLOS. SE VOCE TIVER É CLARO

    • Salve brother Julio,

      Não sei se você tem tempo para esse vício chamado Facebook. Mas a quantidade de fotos sobre manifestações de Maçons com faixas pedindo a volta da ditadura foi enorme, e isso é o suprasumo da traição de um maçom, na minha opinião. Meu desgosto foi tão grande que decidi limitar o uso do FB somente aos meus parentes.

      • O Ir.’. Filardo está ABSOLUTAMENTE correto.
        De modo geral, é lamentável o posicionamento da maioria dos maçons (falo dos que se manifestam abertamente), em geral apoiando a intervenção militar, com a volta do regime de exceção (entenda-se ditadura), praticando o obscurantismo político e levando trevas aonde deveria só existir luz !!!
        Quem se interessa pela verdade não terá qualquer dificuldades em descobri-la, pois é mais do que notória e evidente.

    • Meu Ir.’., é necessário estarmos MUITO atentos às atitudes radicais de alguns IIrm.’. que pretensiosamente se manifestam EM NOSSO NOME e geralmente de forma radical. SIM, as fotos de maçons – principalmente de cidades do interior – exigindo e/ou apoiando a volta dos militares, intevenção, impeachment, etc . . . pululam nas redes sociais.
      UMA VERGONHA !

      Octaviano du Pin Galvão Neto – M.’. M.’. REAA – SP


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