GLUI: Sobre religião na Maçonaria

Tradução Irm.´, Ricardo Vidal

 

Trecho extraído do discurso de Jonathan Spence

 Grão-Mestre Adjunto da

Grande Loja Unida da Inglaterra

COMUNICAÇÃO TRIMESTRAL

14 de setembro de 2011

Meus Irmãos,

É muito bom ver vocês hoje aqui reunidos; espero que tenham desfrutado de um verão agradável e refrescante. O verão não é uma época que serve apenas para recarregarmos as baterias, mas também, creio eu, para fazermos reflexões e prepararmo-nos para desafios futuros. Como nossas atividades maçônicas recomeçam no outono, julgo oportuno compartilhar com vocês alguns conceitos a respeito da ANTIGA E PURA MAÇONARIA, a saber: A LOJA AZUL (Craft) E O SANTO REAL ARCO.  Vi-me na obrigação de assim proceder após ter ouvido uma entrevista concedida pelo Grande Capelão à BBC em maio, na qual ele deixou claro ainda haver muito equívocos substanciais a respeito da nossa organização, quando não deveriam existir.

Quando discutimos a MAÇONARIA PURA E ANTIGA à qual pertencemos, é preciso que deixemos absolutamente claro o fato de sermos  membros de uma ORGANIZAÇÃO SECULAR, isto é, não religiosa. Essa observação  foi feita de maneira bastante eloquente pelo Grande Capelão durante a entrevista. Contundo, somos uma organização secular favorável à religião. A crença em um ser supremo é uma exigência absoluta imposta aos seus membros.

A Maçonaria, como todos nós sabemos, não substitui a religião e também não é uma alternativa a ela. ELA NÃO TRATA DE ASSUNTOS ESPIRITUAIS, isto é certo; não tem sacramentos, não oferece e nem pretende oferecer qualquer tipo de salvação. Se submetida a testes de competência religiosa, a Maçonaria falha em todos, como afirmou o falecido reverendo John MacQuarrie Professor, Professor de Teologia de Oxford.

O fato de homens praticantes de diferentes credos  poderem se encontrar em uma atmosfera de harmonia e amizade, sem comprometer suas crenças religiosas particulares, demonstra um dos atributos mais fortes da nossa fraternidade, que remonta aos seus primórdios: a TOLERÂNCIA. Para garantir a imperturbabilidade dessa tolerância, é claro, discussões sobre religião e política são estritamente proibidas!

Leiam o texto na íntegra em:

https://bibliot3ca.wordpress.com/glui-comunicacao-semestral-do-grao-mestre-adjunto-setembro-2011/

 

Notas:

a) Lojas azuis são aquelas nas quais se praticam apenas os três graus da Maçonaria: Aprendiz, Companheiro e Mestre. O Arco Real, fabricado por volta de 1740 não se sabe exatamente onde,  foi o primeiro grau a furar o dique que protegia a pureza da maçonaria andersoniana, constituída unicamente por esses três graus.  Depois de 1750 é que veio a enchente, que  nos 30 anos seguintes produziu o caos generalizado na maçonaria europeia.

b) O termo Maçonaria “pura e antiga” denota a existência de outra contaminada e moderna (leia-se altos graus).

c) Praticam a maçonaria andersoniana no Brasil, denominada “Maçonaria de São João”,  apenas os ritos alemão (Schroeder) e húngaro.

d) Os graus filosóficos do Rito Moderno – rito que tem a pretensão de ser andersoniano –  são TECNICAMENTE escoceses, visto que fazem alusão aos Cavaleiros Templários e a alguns personagens da mitologia cristã.

Publicado on junho 21, 2012 at 12:49 pm  Deixe um comentário  

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