Fundamentos do Rito Moderno

J.Francisco Simas ( M.: I.: ) 
Centenária Loja 14 de Julho, de São Paulo, 
do RITO MODERNO


FUNDAMENTOS DO RITO MODERNO

1 -INTRODUÇÃO

John Hamill, membro da Loja de Pesquisas “Quator Coronati” de Londres, em trabalho de pesquisa publicado com o título “The Craft, A History of English Freemasonry”, citado no livro de Oliveira Marques, “História da Maçonaria em Portugal”, Editora Presença, 1990, tornado público por Frederico Guilherme Costa, in “O Que é Maçonaria, Sua História, Doutrina e Filosofia”, como efetiva contribuição aos anseios de promoção de um Congresso Independente da Maçonaria Regular, por iniciativa da Centenária Loja 14 de Julho, do Rito Moderno, em São Paulo, afirma que as Lojas Originais, nascidas na Inglaterra, por volta dos séculos XVI e XVII, poderiam ser associações políticas e religiosas, lutando contra o absolutismo estatal, “Seus propósitos fundamentais teriam sido a defesa da tolerância e a consequente construção de uma sociedade melhor”?.

Praticar a tolerância pode não ser tão fácil como se supõe mas, intuitivamente, percebemos, nem que minimamente, como praticá-la, mas o que vem a ser a “consequente construção de uma sociedade melhor ?” Historicamente, percebemos que duas vertentes se apresentam para o cumprimento dessa tarefa que deve ser afirmada e reafirmada dentro de nossas Lojas do Rito Moderno. Elas não se excluem, mas implicam ações e responsabilidades distintas quando assumidas. Uma, baseia-se na premissa de que ao melhorar cada candidato iniciado, obedecendo o simbolismo do desbaste da pedra bruta, nossa Ordem contribui da melhor maneira para a edificação de uma sociedade superior. Outra, parte do pressuposto de que o homem é produto do meio, e, como tal, só poderemos edificar uma sociedade realmente humana quando humanizarmos o meio, pela formação, ou melhor, pelo despertar de potenciais lideranças, capazes de, articuladamente, intervirem como catalisadores do progresso, respeitando nossa história construída sobre uma visão plural, acima dos partidos, pois que, se assim não fosse, não seria possível reunir sob a mesma abóbada pessoas que “outras circunstâncias poderiam separar” .

Ainda assim, há o risco potencial de partidarizá-la, o que implicaria que um grupo alçasse hegemonia sobre os demais. Como conseqüência, nossa caminhada ficaria pela metade. Então, podemos buscar na própria natureza o conhecimento que nos permita alcançar certa sabedoria capaz de congregar o disperso.

Neste momento, enquanto digito, minha visão se volta para o monitor. Ela é feita de nervos especializados em altura, distância, cores, aparentemente disparatados, mas que possibilitam uma experiência uniforme capaz de me permitir a identificação de qualquer objeto do mundo “real”. Se a natureza nos oferece múltiplos e múltiplos exemplos de ação conjugada, é nela, então, que devemos buscar inspiração para, ao redefinirmos nossa missão com base em novos paradigmas, congregarmos todas as nossas Lojas, aparentemente disparatadas, em uma experiência dialeticamente renovadora de si mesma.

2 – A HISTÓRIA COMO MESTRA

Por volta de 1580, final do período elizabetano, início do período jacobita, trava-se na Inglaterra uma surda batalha, registrada pela história como Antigos X Modernos. Aqueles, acreditavam ser impossível aperfeiçoar a sabedoria da antiguidade clássica; estes, afirmavam que o conhecimento era cumulativo e insistiam em avançar para além de Aristóteles. Um novo paradigma estava em gestação e, na luta entre antigos e modernos, o nome crucial é o de Francis Bacon. Ele ousou enfrentar, com toda a sutileza dos gênios superiores, Oxford e Cambridge, fortalezas das posições dos “Antigos”. Havia um intercâmbio de ideias entre as guildas, ainda que sem método e sem sistema, cujos resultados contrastavam com o conhecimento oficial das duas universidades. Naquela atmosfera corporativa, cresciam os conhecimentos relativos à astronomia; à navegação; à matemática; à ótica; à anatomia e à mecânica. Mas, eram conhecimentos dispersos, sem um método que possibilitasse uni-los em um nexo causal.

Com a intrepidez dos comerciantes protegidos pelas guildas e pelos grão senhores, começa a florescer a certeza de que havia um mundo real, independente da percepção tida dele, cuja compreensão exigia a eliminação do mágico, do alquímico e do místico. A verdade passa a ser uma questão de correspondência com os fatos. “ Se uma afirmação é verdadeira, deve haver algum fato devido ao qual a afirmação é verdadeira” . Os velhos paradigmas norteadores das posições-padrão estavam ameaçados pela desconstrução motivada por novos paradigmas. O rompimento com a Igreja Católica, desde Henrique VIII, facilita sobremaneira o avanço da ciência. Algumas guildas foram fundamentais no enfrentamento com o senso-comum, sendo este, basicamente, um conjunto de crenças amplamente difundidas. Dentre as principais corporações e seus personagens correspondentes podemos citar:

21. Construtores navais – Mathew Baker, Robert Normam, John Dee;

2. Mecânicos – Humphrey Cole, John Dee, Robert Recorde, Thomas Diggs, Henry Biggs;

3. Alfaiates – Richard Hilles;

4. Dos capitães Navais – John Dee, Robert Normam, Robert Record, Henry Biggs Willian Fulke ( fundador da meteorologia científica), Wiliam Bourne ( artilheiro);

5. Construtores em geral – John Shute ( arquiteto ), William Borrough .

Naquela época, esses intrépidos personagens formavam grupos e viviam sob a proteção de um grão-senhor, todos do grupo de Bacon. Entretanto, muitos sábios das guildas formavam seus próprios grupos, como William Gilbert e Henry Briggs.

Gilbert escreveu o primeiro tratado de física sobre o mundo moderno. Sua obra “De Magnete” explicava o comportamento da agulha magnética.

Um dos membros do seu grupo, Thomas Blundeville, ex-protegido do conde de Leicester, popularizou suas descobertas, divulgando ao redor de si os resultados daqueles que trabalhavam incansavelmente pelo progresso da humanidade.

Blundeville, Wright, William Barlow, construíram os instrumentos que tornariam a obra de Gilbert acessível aos navegadores. Esses personagens estabeleceram laços entre si e os grão-senhores lúcidos e atualizados, como Northunberland, Leicester, Phillip Sidney, Thomas Gresham, Francis Kyneton que, sob a batuta de Bacon, auxiliavam-se mutuamente. Ali estava o embrião do que viria a se desenvolver mais fortemente após a decapitação de Carlos I, durante a revolução inglesa de 1640, com a ostensiva conivência de Oliver Cromwell, possivelmente ele mesmo um maçom.

Após a morte de Cromwell e a restauração da antiga ordem, em 1660, os membros de uma classe social média baixa que emergiram politicamente da revolução, os “levellers” ( niveladores ), militantes republicanos, tiveram que deixar a Inglaterra. Mas, levaram consigo uma atuação marcante. Pela primeira vez na história, um rei ungido foi levado a julgamento por deslealdade para com seus súditos e decapitado. A Igreja Católica estabelecida foi abolida e suas propriedades confiscadas, uma tolerância religiosa razoavelmente ampla foi admitida para todas as formas de protestantismo. Vejamos o que diz o professor Lawrence Stone, Inglês, professor emérito da Universidade de Princeton e irmão, em seu livro, “Causas da Revolução Inglesa”, EDUSC, “ (…) por um curto período de tempo, e, talvez, pela primeira vez na história, apareceu na cena da história um grupo de homens que proclamava idéias de … liberdade, igualdade e fraternidade”. Esse grupo de republicanos radicais foge para Amsterdã, Holanda, e lá junta-se a outro grupo de refugiados, perseguidos políticos e religiosos gravitando, segundo Ruy Porter – em seu livro “ The Enlightenment”-, em torno das Lojas Maçônicas para lançar as sementes daquilo que a história registrará como ILUMINISMO. Segundo Franco Venturi, historiador, diplomata e irmão, em seu excelente livro “ Utopia e Reforma no Iluminismo”, EDUSC, “ (…) o que sobreviveu e voltou a florescer da tradição republicana é muito mais importante e vital, pelo menos do ponto de vista da história do Iluminismo, do que frequentemente se admite na própria Inglaterra. O Iluminismo europeu é inconcebível sem a mensagem dos republicanos ingleses refugiados”. O grande John Toland elabora uma forma de espinozismo materialista que, não por acaso, irá mais tarde interessar a Diderot, Hollbach ( Chevalier Maçonnique,Elu Coên de l’ Univers) e Naigeon. É autor da frase “ só a razão não permite nenhum mistério e o conhecimento da criatura finita é gradualmente progressivo”, bem em conformidade com os novos paradigmas da época.

Era o deísmo inglês transmutando-se em agnosticismo. Os escritos de Toland lembravam os “heréticos” do tempo de Bacon e, até, anteriores a ele. Tratava-se, todavia, de algo novo, de uma vontade racional de não admitir nada que fosse contrário `a razão ou acima dela, mesclado à vontade de se alcançar politicamente uma sociedade racionalmente constituída. É no ambiente internacional de Amsterdã que Toland, e seu grupo, encontrou motivação para introduzir suas ideias republicanas na cultura e, sobretudo, na vida política do seu tempo.

2.1 – JOHN TOLAND E A DIFUSÃO DA SEMENTE INGLESA DO ILUMINISMO.

Com a morte de Luís XIV, as ideias de Toland e do nascente Iluminismo encontram na França o seu centro e o seu lar. A participação de Toland e de Shaftsbury nesse processo, que se tornou europeu a partir de 1715, foi fundamental.

Levaram para o continente uma experiência riquíssima de luta contra o fanatismo de qualquer origem, principalmente o religioso. Essas ideias difundiram-se, sobretudo, por meio do deísmo inglês , do panteísmo de Espinoza e da franco-maçonaria, depositária de ambos no plano filosófico e divulgador da república no plano político.. A obra que estabeleceu uma ligação entre a Inglaterra republicana e o continente, notadamente na França, 4foi “ Characteristicks” de Shafstesbury, ligado ao grupo de Toland, Collin, Tindall, Frenchark, Molesworth, etc… , quiçá da mesma Loja, com sua visão de mundo impregnada de ironia, de crítica e de razão. Em 1745, Diderot o redescobre, publicando “Príncipes de la Philosophie Morale ou Essai de M. S.**” ( Mister Shaftesbury, nota minha). Ao fazê-lo, estabeleceu uma das pontes mais sólidas e duradouras entre o livre pensamento britânico e o enciclopedismo francês. A produção intelectual dos maçons radicados na Holanda, notadamente Amsterdã, foi a nascente do riacho que se tornou caudaloso na forma da enciclopédia e da maçonaria francesa.

Um dos espíritos mais lúcidos da época, o Marquês D’Argenson(cujo filho René Marie de Voyer de Paulmy, marquês d’… foi VM da Loja “ ­ês Amis de Verité” ), torna-se defensor de uma “república” onde os príncipes seriam apenas usufrutuários. Já nessa época parte da nobreza se rebela contra o “sprit de corps” que a impede de exercer qualquer atividade produtiva, sob pena de perder as ordens. Vários nobres, como o Duque de Orleans, futuro Grão Mestre do Grande Oriente da França; Marquês de Ségur; Chevalier Maçonique Elu Coen d’ Univers; Duque D’Aguillon, “ Loge l’Olympique de la Parfaite Estime”, Conde de Clermont, sob cuja maestria a maçonaria francesa se desenvolve admiravelmente, e outros, como o Marquês de Mirabeau, pai do grande Tribuno, rebelam-se e, através das Lojas Maçônicas, difundem as novas idéias, precursoras de uma nova era.

Renova-se em outro solo a tática da congregação do disperso. Em 1748, chegaram a França dois volumes de uma obra impressa em Genebra, “O Espírito das Leis” de Montesquieu ( iniciado em 12 de maio de 1730, na Lodge Horn Tavern, Or.: de Westminster ). O Rito deísta inglês passa a ser contestado, porque os espíritos livres da época, em função das novas descobertas científicas capitaneadas pela física e pela fisiologia, não encontram lugar no Universo para uma divindade “ex machina” quando a base da filosofia é a razão. Para reforçar o emergente agnosticismo dos novos maçons franceses, naquele mesmo ano publicam-se as obras “O Homem Máquina” de La Metrie e o “Ensaio sobre o Entendimento Humano” de David Hume ( Lodge Saint Mary’s Chapel – Edimburgo).

Do convívio, em solo francês, com personagens como David Hume, Adam Smith, d’Alembert, Diderot, D’Holbach, e Helvetius, começa a consolidar-se um novo Rito, fundado na razão, na racionalidade científica e contrário, pelo mesmo uso da razão, às práticas mágicas.. Era o fio condutor que os ligava a Bacon e aos “Modernos Hereges”, muito próximos dos “Modernos” de antes da fusão e capitulação da GLUI que, agora, encontrava um campo mais fértil para se difundir. Primeiro na Loja “Lês Sciences”, fundada por Helvetius; depois na Loja “Les Neuf Soeurs”, que foi a mais emblemática experiência, já vivida, de congregar pela moderna maçonaria.

Parcela significativa dos grandes vultos da história dos quarenta anos finais dos setecentos e início dos oitocentos, passou pela experiência enriquecedora do Rito Moderno. A nobreza esclarecida da Maçonaria francesa, a exemplo dos Grão Senhores da era Bacon, estimulava a rebeldia, protegia os “irmãos” das Lojas e semeava os frutos de um novo ordenamento social.

O reflexo dessa união foi a publicação da “ L’Encylopedie”, a maior obra dos luminares, dos “philosophes”, que, dentro do espírito incorporado pelos modernistas, congregou toda a produção intelectual dispersa da época. Mais do que qualquer outro, o Rito Moderno, para o bem e para o mal, foi o forjador da modernidade.

3.-CONCLUSÃO E PÓS-MODERNIDADE

Bacon, com sua argúcia privilegiada, pressentiu que uma era chegara ao fim. Iniciara uma experiência cujos frutos vão amadurecer na Revolução Francesa, quase duzentos anos depois. Foi um homem acima e além do seu tempo e, se tempo e arte não me faltassem, tentaria demonstrar que nosso Rito, o Rito Moderno, tem sua primeira semente nos que se alinharam com ele e formaram os Modernos, engajados na luta contra a tradição obscurantista.

Entre os modernos havia duas vertentes, uma herética, a de Bacon, que afirmava que nada poderia estar além e acima da razão; a outra, formada pelos calvinistas radicais ( radicais contra a ICAR ), que, no começo marcham juntas. Mais adiante vão se enfrentar dentro da nascente maçonaria como Antigo e Modernos. Fique claro que os Antigos desta luta não abraçaram a causa dos “Antigos” de Oxford e Cambridge, mas defendiam o retorno às práticas maçônicas originais dos calvinistas, com seu aspecto ritualístico variando entre o deísmo e o teísmo. O grupo Moderno resiste até a unificação efetuada mediante o tratado de 1815. Desaparece na Inglaterra, mas as sementes lançadas em solo latino frutificaram e, hoje, podemos dizer que o Rito Moderno é o único Rito que mais de perto segue a constituição de Anderson. O livro dos irmãos Frederico Guilherme Costa e José Castellani, publicado pela Editora “A Trolha”, intitulado “ O Rito Moderno, a Verdade Revelada” , pg 104 dá um testemunho inequívoco da originalidade do nosso Rito.

Entretanto, se fomos capazes de manter a tradição filosófica, iniciada por Bacon, empalmada por Toland, Collins, Tindall, Shaftesbury, Espinoza e sedimentada pelo Iluminismo Francês reunido nas Lojas “Les Sciences” e “Lês Neuf Soeurs” , “inter allia” , estamos em débito no que se refere ‘a construção social.

As Lojas Maçônicas do Rito Moderno receberam a herança daquelas personalidades aladas que se reuniam sob a proteção de nossas abóbadas e, com destemor, conhecimento e sabedoria, foram deixando um legado para as gerações seguintes, o que implicava reunir em nossos templos a maior soma possível de luzes aptas a enfrentar o legado animal, simbolizado na pedra bruta, e preparar o advento de uma humanidade melhor e mais esclarecida.

Fica a sugestão para os modernistas de promovermos um congresso do Rito Moderno, capaz de solucionar o vazio que compromete a originalidade de nossa existência, mormente em um período que esgota suas possibilidades e aponta para a prenhez de uma nova era que, de tão contraditória, exige uma saída racional capaz de conter o galope destruidor da cólera, próprio das revoluções que transbordam em violência mas que, também, estimulem, em cada um de nós, o romantismo sonhador das utopias, fundado nas nossas divisas de LIBERDADE, IGUALDADE E FRATERNIDADE.

 

BIBLIOGRAFIA

• Origens Intelectuais da Revolução Inglesa – Christopher Hill, ED Martins Fontes;

• O Mundo de Ponta Cabeça – Christopher Hill, Companhia das Letras;

• Causas da Revolução Inglesa – Lawrence Stone, EDUSC;

• O Iluminismo como Negócio – Robert Darnton, Cia das Letras;

• Dictionaire de Francs-Maçons – Michel Gaudard de Soulages e Hubert Lamant, Ed J. Clattes;

• Dictionaire Historique de Francs-Maçons, Jean Andrè Fauches, Ed Perrin;

• Voltaire – Pierre Lepape, Ed Jorge Zahar;

• O Filósofo e o Comediante – Franklin de Mattos, Ed. UFMG;

• O Rito Moderno, a Verdade Revelada – Grederico G. Costa e José Castellani, Ed A Trolha;

• A Revolução Francesa – Albert Soboul, Zahar Editores;

• 1789, Os Emblemas da Razão – Jean Starobinsk, Companhia das Letras;

• The Enlightenment – Roy Porter, Ed. NY;

• De L’Origine de Franc-Maçonnerie – Thomas Paine, Ed Les Éditions du Prieuré;

• Les Franc-Maçons aux Etats Géneraux de 1789 – Pierre Lamarque, Edimaf;

• Utopia e Reforma no Iluminismo – Franco Venturi, EDUSC;

• O Fim dos Empregos – Jeremy Rifkin, Ed. Makron;

• O Futuro do Capitalismo – Lester Turow, Ed. Rocco;

• O Novo Século – Eric Hobsbawn, Companhia das Letras;

• Dicionário Crítico da Revolução Francesa – F.Furet e M.Ozouf, Ed.

Melhoramentos;

• Princípios Fundamentais de Filosofia – Pulitzer, Ed. Hemus;

• História da Riqueza do Homem – Leo Huberman, Ed. Zahar;

• Os Best-Sellers proibidos na França Pré – Revolucionária. Robert Darnton, Ed. Cia das Letras.

 


Publicado on novembro 16, 2012 at 8:19 am  Comments (4)  

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4 ComentáriosDeixe um comentário

  1. Meus caros, embora as questões temporais sejam imprescindíveis à formação do conhecimento, não se pode olvidar que aquilo que estava presente nas grandes mentes do passado e que deve ser buscado é a Luz. Essa Luz não representa algo diáfano, mítico ou místico, no sentido esotérico. Significa algo mais. Há algo mais a ser buscado, que se oculta para além dos signos e símbolos, e que deve ser a busca principal do Iniciado, principalmente quando ele já teve um longo caminho percorrido.

    Começamos nas questões da comunidade, avançamos para as questões sociais, daí para as políticas, como no movimento de um círculo que amplia seus limites cada vez mais e para mais longe. Esse círculo chegará a um ponto em que o seu centro estará em toda parte. Essa é uma imagem muito interessante e que deve merecer nossas mais profundas reflexões.

    Há algo mais nessas mentes que devemos buscar, quando chegar a hora. E devemos buscar em câmaras especiais de estudo que nos serão ofertadas, muitas das quais encontram-se fora da loja. Há um grande esquema iniciático que o MM participa, mas que não se esgota nos limites conhecidos de sua caminhada.

    Há ordens irmãs que estão prontas a dar continuidade no caminho, depositárias únicas de certos conhecimentos e práticas que são essenciais àqueles que desejam ter os filósofos e as grandes mentes como seus pares.

    Nada é exigido, mas naquilo que é sugerido, muitos se excluem. Quando todos começarem a aceitar essas oportunidades especiais de crescimento e receberem a pedra, a palavra e o gesto dessas outras organizações certamente viveremos uma outra era em nossas lojas.

  2. Maravilha caminhar por entre seus textos, porquanto eles dão o sentido por mim buscado na Maçonaria que pratico, presentemente composta apenas de ritualismo e recreação (fraternidade). O meu grande fraco é justamente a possibilidade de avançar na aprendizagem da história e filosofia da Ordem em contraposição ao misticismo/esoterismo tão caro às Lojas disponíveis.
    Muito grato.

  3. […] Fundamentos do Rito Moderno […]

  4. Uma ótima aula de história tanto maçonaria quanto mundo, e muito valido o Rito moderno.

    TFA .`.


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