Crime do Governo japonês contra o povo

Espalhados por todo o Japão Refugiados de Fukushima Na Armadilha da Incerteza

Por  Cordula Meyer (Tradução José Filardo)

 

Durante meses, os 21 mil moradores de Namie vêm vivendo em reboques e abrigos em todo o Japão. Ao abandonar as suas casas, eles fugiram sem querer diretamente no caminho da nuvem de radiação de Fukushima, embora funcionários do governo japonês tivessem informações de que a nuvem tomaria aquela direção ANTES QUE OS REFUGIADOS PARA LÁ SE DIRIGISSEM. Por mais preocupados e irritados que possam estar, a maioria só quer voltar para casa.

Tamotsu Baba é prefeito de uma cidade que não existe mais, exceto nos mapas copiados pendurados na parede atrás dele. Nove meses atrás, o prefeito Baba evacuou os 21 mil moradores da cidade de Namie, enviando-os para longe das fusões que ocorriam na usina nuclear de Fukushima Daiichi. Baba foi deixado para lutar sozinho, diz ele, sem planos de catástrofe e nenhuma ajuda de Tóquio ou da TEPCO, a operadora da usina. Até hoje, ele sente que está lutando uma batalha de um homem só.

O gabinete de Tamotsu Baba é uma sala pequena, sem janelas no Centro de Igualdade de Gêneros na cidade de Nihonmatsu. Não havia outro espaço disponível a partir do qual ele pudesse administrar a emergência de Namie. Baba usa um cavanhaque e tem o rosto marcado pela exaustão. Durante meses, ele vem tentando salvar o futuro de sua cidade.

“Eu quero trazer todos de volta para Namie”, diz ele. “Vai ser difícil, e podemos não ser capazes de voltar a todos os bairros da cidade, mas pelo menos para Namie.”

Tudo, com exceção de uma pequena parte da sua cidade está dentro da zona de exclusão, apenas cerca de oito quilômetros (cinco milhas) a noroeste da usina danificada – e precisamente onde a radiação é particularmente elevada. A ideia é que soldados tentem descontaminar a prefeitura e outras partes de Namie. “Precisamos de assistência técnica”, diz Baba.

Fugindo para o Perigo

Os cidadãos de Namie têm esperanças impossíveis com relação a esses esforços de limpeza, como se a radiação de césio 137 pudesse simplesmente ser lavada para os bueiros da cidade, para nunca mais ser vista. “As pessoas me perguntam desesperadas: “Quando poderemos, finalmente, voltar para casa? ” diz Baba.

Os moradores de Namie agora vivem espalhados por 44 das 47 prefeituras do Japão. Depois de tantos meses, “eles estão cansados ​​de viver como refugiados”, diz o prefeito. “Suas vidas diárias foram destruídas”.

Ele diz que a TEPCO, a operadora da instalação nuclear prometeu compensação para os moradores de Namie. “A empresa presume que as cicatrizes emocionais serão curadas com o tempo”, acrescenta. “Mas, eu já observei que elas pioram com o tempo.”

Namie é uma de quase uma dezena de comunidades localizadas dentro da zona de exclusão. Todas juntas, são mais de 100.000 pessoas que se tornaram refugiados da radiação em Março deste ano. O Prefeito Baba teve que organizar a evacuação, ele mesmo, e ninguém o avisou ou a seus cidadãos que sua rota de evacuação se provaria idêntica à direção que a nuvem radioativa tomaria à medida que ela se espalhou.

Deslocamento da nuvem de radiação da Usina de Fukushima

Os cidadãos de Namie fugiram – e a radiação os seguiu. Durante quatro dias em Março, eles se encontravam precisamente no local onde a precipitação radioativa caiu em maior quantidade.

Uma Cidade Fantasma

Durante nove meses, Namie tem sido uma cidade fantasma. Naka Shimizu, assistente do prefeito, faz regularmente a viagem até a zona de exclusão para verificar a prefeitura abandonada. Hoje, ele também está voltando à sua antiga cidade por algumas horas.

Alguns quilômetros antes do bloqueio, ele veste um macacão de radiação, máscara e luvas e coloca coberturas plásticas azuis sobre seus sapatos. Uma paisagem montanhosa selvagem se estende além das barricadas. As plantas tomaram metade da estrada, e ervas daninhas tão altas quanto uma pessoa está arruinando os pastos e fazendas, assim como brotam das fissuras que o terremoto deixou na estrada.

Shimizu olha através de seu para-brisa para o crescimento, para as plantas que absorveram a chuva nuclear. “Grama de Césio”, ele comenta e sorri, embora pareça que ele está a ponto de chorar. Vacas pretas ainda estão pastando nos campos. Uma lâmpada dentro de uma cabine telefônica ilumina as ervas daninhas que encontraram seu caminho até dentro dela; um bar ainda tem bancos dependurados fora de sua entrada; e roupas amareladas pendem na frente de muitas das casas.

Cipós cobriram completamente os trilhos na estação de trem de Namie. O maremoto arrasou a partes da cidade localizadas diretamente no Pacífico, embora os soldados e outras equipes de limpeza tenham reunido os maiores pedaços dos detritos.

Shimizu sai de seu carro e aponta para um edifício de concreto. Esta era a Escola Primária Ukedo. Todos os alunos sobreviveram porque os professores “reagiram de forma absolutamente perfeita”, diz Shimizu, “levando as crianças a pé para terrenos mais altos.” Mas, outros órgãos do governo em nada ajudaram quando o povo fugiu da radiação, diz ele. “Nem o governo em Tóquio, nem a administração da prefeitura nos ajudou.”

Shimizu está silenciosa enquanto ele dirige pela zona de exclusão. Então ele se volta bruscamente e diz: “Por favor, nos ajude. Ajude Fukushima! Por favor, Europa ajude-nos!”.

Uma Fuga Apressada

Na noite que antecedeu 12 de março não havia ninguém lá para ajudar. Milhares de pessoas cujas casas haviam sido danificadas pelo maremoto ou pelo terremoto procuraram refúgio na prefeitura de Namie ou em escolas da cidade. As únicas fontes de informação externa eram televisores e rádios.

As cidades de Futaba e Okuma, localizadas junto à usina Fukushima Daiichi, haviam sido avisadas na noite anterior, e ônibus chegaram para levar as pessoas para longe. Embora estivesse apenas alguns quilómetros mais longe da usina nuclear danificada, o prefeito Baba e as pessoas de Namie alegam que eles não foram, de forma alguma, informados.

O motorista de ônibus Norito Kikuchi e seu filho de 32 anos Takuya sentavam-se fascinados diante da televisão naquela noite observando enquanto ela passava imagens do maremoto do século repetidamente e ouviam relatos da Fukushima Daiichi que soavam cada vez mais ameaçadores.

De sua casa, os Kikuchis sempre tinham podido ver as luzes vermelhas piscando das torres da usina para alertar aviões. Mas agora tudo estava escuro. Takuya arrumou uma mala e pediu a seu pai que fosse embora, mas seu pai queria esperar e ver.

Por volta de seis horas naquela manhã de sábado, um locutor leu um aviso do então primeiro-ministro Naoto Kan informando que todas as pessoas num raio de 10 km (6 milhas) da usina deveriam evacuar. Nesse ponto, ficou claro que os engenheiros precisariam liberar a pressão dentro do reator superaquecido – com o resultado que o vento levaria partículas radioativas sobre Namie. Takuya pulou e acordou sua irmã, dizendo: “Nós temos que ir.” Norito sacudiu a mãe, acordando-a e correu para pegar uma foto emoldurada de sua falecida esposa. Takuya pegou seu Playstation portátil, e sua irmã pegou seu telefone celular com as seus quatro pequenos animais empalhados.

Dez minutos depois que eles partiram, a avó percebeu que tinha esquecido seu remédio para o coração e voltou para a casa. Embora tivesse dito a si mesmo que ia ficar calmo, Norito amaldiçoou. As ruas estavam ficando cada vez mais lotadas. Norito dirigiu seu pequeno Honda para Rodovia 114, a mesma rota pela qual ele tinha dirigido seu ônibus por 39 anos.

Quando a família chegou à montanha acima de Namie, eles pararam para olhar para sua cidade, lá embaixo, onde o tráfego estava congestionado para-choque contra para-choque. “Foi como se fosse o fim do mundo”, diz Takuya. “Não sentia que fosse real.”

Caos no Transporte

Hangai Masao era um daqueles lá em baixo no engarrafamento, tentando sair da cidade em sua pequena picape Subaru. Os bombeiros tinham vindo até sua fazenda naquela manhã. “Eles não disseram nada sobre radiação”, Masao lembra. “Apenas algo sobre uma evacuação.” Aos 75 anos de idade, Masao tem apenas 1,60 (5’3 “) de altura, e sua postura ligeiramente curvada. Seu caminhão tem um sinal de alerta “Idoso ao volante.” De repente, ele tinha que cuidar de sua duas netas, de 17 e 19 anos de idade. Seu pai trabalhava na costa oeste do Japão, enquanto sua mãe trabalhava em uma casa de repouso e tinha que ficar e cuidar dos idosos pelos quais era responsável.

Em seu caminho para fora da cidade, o caminhão de Masao teve um pneu furado. O homem idoso estacionou ao lado da estrada e tentou trocar o pneu sozinho. “Ninguém parou para ajudar”, diz ele. Mais de três horas mais tarde, Masao e sua esposa e netas, finalmente chegaram a um centro de evacuação em Tsushima. Levaram mais de três horas para fazer uma viagem que normalmente leva menos de 30 minutos.

Keiko Watanabe, mãe solteira e seus dois filhos também ficaram presos no tráfego. Ela havia dormido em uma escola primária com eles, com medo de que sua própria case pudesse desabar. “Eu vi pessoas que tiveram de deixar seus carros na beira da estrada, porque ficaram sem gasolina”, diz ela. “Eu vi duas mulheres tentando empurrar seu carro.” A própria Watanabe conseguiu manter-se estranhamente calma. “Eu apenas pensava: Tenho que me concentrar para que eu possa cuidar dos meus filhos”, diz ela.

O prefeito Baba também ouviu a mensagem de Kan na televisão. Ele imediatamente ativou o alarme da cidade, e anúncios por alto falantes avisavam a todos em Namie ainda não tinham saído por vontade própria. Por volta de 11 horas da manhã, a maioria dos residentes tinha abandonado a cidade e estavam a caminho pela Rodovia 114.

Neste ponto, o núcleo do primeiro reator na usina Fukushima Daiichi estava derretendo, e a pressão dentro do Reator 1 estava crescendo implacavelmente. Os engenheiros estavam tentando desesperadamente liberar a pressão do reator, mas eles inicialmente não conseguiram abrir as válvulas. E isso foi conseguido ao meio-dia, liberando a primeira nuvem de radiação. Nesse ponto, o prefeito Baba e seu assistente, Shimizu, estavam a caminho de Tsushima, uma cidade a cerca de 20 quilómetros (12 milhas) de distância.

Mas, a esposa de Shimizu tinha ficado para trás em Namie com seus filhos. Quando ela viu o tráfego confuso, ela decidiu que seria mais seguro esperar em casa. às 03:36 da tarde, ela ouviu um grande estrondo. “como se uma enorme ponte tivesse desabado”.

Era o prédio do Reator 1 explodindo. Neste ponto, os Shimizus também fugiram da cidade.

Uma Falsa Sensação de Segurança

Em um prédio do governo em Tóquio, um sistema de simulação de computador conhecido como “Speedi” havia previsto a direção em que a nuvem de radiação se moveria uma vez liberada. De acordo com o aviso do Speedi, os ventos levariam a nuvem para noroeste de Fukushima Daiichi, sobre de Namie e em direção a Tsushima.

Esta previsão de alerta foi informada ao gabinete do primeiro-ministro do Japão, mas o prefeito Baba só ficou sabendo disso meses depois, assim como todos os outros que fugiram para Tsushima. Eles se sentiam seguros lá, a mais de 20 quilômetros de distância da usina. Eles receberam um lugar para ficar em um centro comunitário e nas escolas da cidade.

Keiko Watanabe, a mãe solteira, inscreveu-se para o serviço de cozinha, cortando legumes ao ar livre. Os níveis mais significativos de precipitação radioativa ocorreram em 15 de março, três dias após sua chegada a Tsushima. Ela consistia de partículas liberadas pela explosão do edifício contendo o Reator 3. Os filhos de Watanabe estavam brincando fora, na chuva radioativa.

Até hoje, a contaminação radioativa nas escolas de Tsushima é pior que em quase todos os outros lugares, em níveis de 20 microsieverts por hora e ainda mais altos.

A equipe de pesquisadores da Universidade Hirosaki, no norte do Japão, começou a realizar medições no local em meados de março. Usando esta data, eles extrapolaram os níveis prováveis ​​de radiação a que as pessoas de Namie tinha sido expostas durante aqueles dias em março. Suas descobertas indicaram até 68 millisieverts, ou seja, três vezes mais do que o montante anual que o governo considera aceitável em condições de emergência.

A título de contraste, um estudo realizado pela administração da Prefeitura de Fukushima revelou que o limite máximo de contaminação em Namie e outras cidades dentro da zona de radiação era de 37 millisieverts. Como mais uma comparação, 50 millisieverts é a dose máxima para pessoas que trabalham em uma usina nuclear.

O prefeito Baba não sabia coisa alguma sobre os altos níveis de radiação na manhã de 15 de março, quando ele dirigiu até a casa do prefeito de Nihonmatsu, cidade situada mais a oeste. Mas, ele receava que a situação pudesse piorar.

Em Nihonmatsu, 2.000 de uma população de 60 mil ficaram desabrigados após o terremoto ter destruído suas casas. Baba bateu na porta do prefeito e perguntou: “Está tudo bem, se eu trouxer 5.000 a 8.000 pessoas de Namie para Nihonmatsu?”

Desde então, milhares de ex-moradores de Namie fizeram deste lugar o seu lar, em habitação de emergência e parques de de traillers. Keiko Watanabe e seus dois filhos, com idades 9 e 12, já se mudaram três vezes. No momento, estão vivendo em um parque de trailers perto de Nihonmatsu.

O trailer de Watanabe é impecável, e os livros escolares de seus filhos estão bem alinhados em prateleiras verdes. “Eu me sinto tão mal pelos meus filhos”, diz Watanabe. “Embora eu saiba que é realmente culpa da TEPCO e do governo, eu sinto decepcioná-los.”

Cientistas da Universidade de Fukushima mediram os níveis de radioatividade nas tireoides de seus filhos em outubro, e Watanabe está ainda à espera dos resultados. Algumas vezes, ela ajuda a administração da prefeitura, distribuindo folhetos ou entrevistando outros refugiados.

Seus filhos chegam da escola e pegam picolés no freezer. Keiko sorri para eles. Mas há uma conversa que ela está temendo ter com seus filhos. “Eles têm certeza de que poderão voltar”, diz ela. “Eles não têm a menor dúvida.” O que acontecerá se, em algum momento ela tiver que dizer a eles que nunca mais poderão voltar para casa?

Imaginando o Futuro

Hangai Masao, o agricultor idoso, se preocupa com suas netas. Desde então, elas já se mudaram com seus pais para Niigata, na costa oeste do Japão e longe de Fukushima. Mas quão prejudicial foi a radiação a que foram expostas enquanto fugiam de Namie?

O próprio Masao nada mais que do que voltar a Namie não importa o quão ruim seja a contaminação radioativa ali. É o seu único objetivo. Ele geralmente fica perambulando pelo pátio de cascalho em frente ao parque de trailers e conversa com outros idosos sobre sua casa. As coisas de que ele mais sente falta são a pesca de salmão com seus amigos no rio Takase, e a couve-chinesa cultivada em seus próprios campos. “Minha maior preocupação é a seguinte: Quando poderemos voltar para casa? Será algum dia possível?”, diz ele.

Norito Kikuchi, o motorista do ônibus, também está perdido quando tenta imaginar o futuro. “Eu não posso trabalhar. Nada posso fazer”, diz ele. Seus amigos agora vivem espalhados por todo o Japão. “Sinto falta de falar com as pessoas que me são próximas”, diz ele.

Seu filho e sua filha tentaram em vão encontrar trabalho. O Kikuchis não tem que pagar aluguel pelo seu trailer, apenas o custo da eletricidade e do gás. Takuya, o filho, muitas vezes discute com o resto da família, e ele também se sente solitário. “Tenho medo de ficar doente da radiação”, diz ele. “Ninguém pode nos dizer o quão perigoso ela realmente é.”

De fato, Takuya acha a vida como refugiado quase insuportável. “Parece que estamos longe de casa ha muito mais tempo que um ano”, diz ele. Seu pai acrescenta: “Eu nunca teria pensado que ia acabar vivendo dessa maneira.”

Consumidos pela Raiva

O prefeito Baba encontrou um pequeno apartamento em Nihonmatsu, onde vive com sua esposa e sua mãe. Ele também, às vezes, se pergunta por que ele tem de viver lá. Mas muito pior do que as condições de vida apertadas é o modo como ele tem de pedir permissão quando quer fazer alguma coisa pelo povo de Namie, mesmo algo tão simples quanto instalar iluminação pública no parque de trailers.

Baba e seus companheiros políticos locais muitas vezes servem como para-raios para a raiva das pessoas, que deveria legitimamente ser dirigida à TEPCO e ao governo em Tóquio. Mesmo agora, quando Baba pensa sobre o aviso Speedi que lhe chegou tarde demais ao seu conhecimento, ele é consumido pela raiva. “Eu não estou irritado”, diz ele. “É mais do que isso. Este foi um assassinato. Por que eles tentam nos matar?”

Ele desliza um lenço azul sob seus óculos com dedos trêmulos e enxuga seus olhos. “Por que ninguém os levou à barra dos tribunais por isso?”, pergunta ele. “As pessoas estão sofrendo por causa disso.”

Desde a catástrofe, Baba começou a se fazer perguntas fundamentais sobre o seu país. “Eles disseram que nosso país era civilizado”, diz ele, “e que a energia nuclear era até mesmo um sinal daquela civilização”.

Ele diz que não pode deixar de pensar assim, sempre que via imagens, no centro de refugiados em Tsushima, dos prédios explodindo na usina nuclear. “Por que não podemos controlar isso?” ele se pergunta. “Estamos lutando contra um monstro que nós mesmos criamos.”

Traduzido do alemão por Ella Ornstein

Traduzido do inglês por José Filardo

http://www.spiegel.de/international/world/0,1518,805337-2,00.html

Publicado on dezembro 23, 2011 at 4:11 pm  Comments (1)  

The URI to TrackBack this entry is: https://bibliot3ca.wordpress.com/crime-contra-o-povo-japones/trackback/

RSS feed for comments on this post.

One CommentDeixe um comentário

  1. Ja se passaram vários anos, espero que o governo japones tenha tomado providencias dignas e humanas para esta parte da população.


Deixe uma resposta

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s

%d blogueiros gostam disto: