Como pudemos regredir tanto?

 

Em 2003, os grupos de discussão sobre maçonaria tiveram o seu auge.  Havia manifestações de vida inteligente a todo momento e, fuçando em meu baú, encontrei este texto fabuloso.

Não consegui levantar a autoria da idéia (provavelmente do Ir.´. Simas) , mas ele prova que regredimos anos-luz como maçons e como instituição.

Leiam com atenção.

 

PROPOSTA DE UM CONGRESSO INDEPENDENTE

DETALHAMENTO

1)  O que é Maçonaria?

2)  Análise das Tendências Mundiais. (simas)

Para onde vamos?

3) O que fazer ?

a reinserção social – projeto 81 nós – discutir- buscar – vizinhança solidária- partido é parte/operacionaleme eficiente/ maçonaria inversa/ intelect + rico (Filardo)

a redefinição dos perfis – anatoly olynk

o recrutamento e a seleção- varela -simas

4) Os Movimentos Sociais e a “Maçonarização”. (Simas)

5) Como fazer ?

maçonaria e política – Eliseu Gabriel (PSB) )Palestra.doc

as diretrizes suprapartidárias – parte/universo operacionalização.

as sessões como fator de integração maçônica – (PT)

propostas de requalificação interna.- João Correia Filho (GM do DF)

6) As Fraternidades Acadêmicas –  Varela e Irm RM – (GCRM)

 

Objetivo do congresso :

Despertar o povo maçônico da letargia dominante ; captar-lhe as expectativas e, democraticamente, confrontá-las com a histórica missão de nossa Ordem.

Porque congresso ?

De todas as formas de apresentação e discussão, o congresso é o que possibilita um maior aprofundamento dos temas, uma vez que são divididos em comissões temáticas que os expõem e os submetem à discussão, modificação, aperfeiçoamento e, finalmente, à aprovação pela maioria participante.

Objetivos dos Temas:

O QUE É MAÇONARIA ?

Tem o objetivo de conhecer, interpretar e absorver o papel histórico da Maçonaria. O conhecimento dele nos orientará como proceder para sermos os continuadores de sua missão. No espaço abaixo, deverá ser acrescentada a grande contribuição do irmão historiador Frederico Guilherme  Costa

ANÁLISE DAS TENDÊNCIAS MUNDIAIS

O historiador inglês Lawrence Stone, in Causas da Revolução Inglesa ( 1529-1642 ) , termina seu instigante livro dessa instigante maneira , “… Por um curto período de tempo, e talvez pela primeira vez, apareceu na cena da história um grupo de homens que  proclamava idéias de LIBERDADE e não das liberdades, de igualdade e não de privilégio, de fraternidade e não de deferência. Estas eram idéias destinadas a sobreviver, a reviver novamente em outras sociedades, em outras épocas”. O grupo, capitaneado por Francis Bacon, a que se refere Stone, provocou conscientemente uma profunda e revolucionária inflexão na vida feudal predominante. Foi suficientemente ousado e esclarecido não só para promover a separação entre o espiritual e o secular, mas para lançar as sementes da modernidade.

Hoje, diante das revoluções da física quântica, da informática e da microbiologia

( desemaranhado da vida ), que durante o século que se passou foi predominantemente passiva, abre-se a perspectiva de o Homem ser coadjuvante ativo da natureza, com todos os benefícios e custos que daí podem advir. Como construtores sociais temos que saber para onde se inclinam as principais tendências da pós modernidade, posto que a história não é teleologicamente objetiva, oferecendo espaços e alternativas para a intervenção humana. Suponho que não é somente o Rito Moderno que enfoca este aspecto, todos os demais justificam-se pela formação de Homens Humanidade, que significa desenvolver uma profunda consciência do nós , a partir do aprofundamento do eu. São os aspectos Político e Iniciático formando as duas colunas mestras do Homem total.

O QUE FAZER ? Vejamos um trabalho do Ir.·. Frederico Guilherme Costa, intitulado

NOVOS RUMOS PARA A MAÇONARIA BRASILEIRA,

“Construir uma identidade própria me parece uma proposta adequada aos novos tempos. Tempos de Globalização, neoliberalismos, ausência de ideologia e fundamentalismos utópicos sob a máscara do terror.A maçonaria tem se destacado como um meio alternativo de sociabilidade com idéias próprias a respeito de uma sociedade que pretende “justa e perfeita”. Nesta equação, todos se voltam para a harmonia representada pela divisa Liberdade, Igualdade e Fraternidade.

Entretanto, isto não basta à luz dos novos conflitos que o mundo atravessa. É imperativo estabelecer novos rumos para a Instituição. Isto ultrapassa os limites da definição na direção do conceito que irá permitir refletir a respeito das possibilidades dentro desta proposta que estou chamando de novos rumos. Construir uma identidade própria significa retirar a máscara da obscuridade contida nas definições genéricas e pouco convincentes dos propósitos e objetivos da Ordem.

Em primeiro lugar, estudar o significado do conceito para compreender o que caracteriza a maçonaria com suas inúmeras manifestações simbólicas, onde o mito é permanentemente reatualizado para exemplificar um código de moral através dos seus usos e costumes. É forçoso admitir que a maçonaria é uma Instituição Iniciática, movida a Rituais e práticas esotéricas, no sentido clássico do termo de ser “reservada aos seus membros” e “velada” aos seus observadores exotéricos. Esta característica não é isolada, mas parte de uma teia gigantesca de práticas multifuncionais que  aparentemente mantém a “palavra da Ordem”contida pelo esoterismo citada.

Dentro da realidade atual, respeitados os limites próprios de uma sociedade no mínimo “discreta” para não falar “secreta”, é dever de todos buscar a identificação da sociedade maçônica com as transformações avassaladoras que se nos apresentam no início deste século. Qual a posição da maçonaria brasileira frente ao processo de globalização e qual a ONG, por exemplo, que ela tem estimulado em qualquer direção que se assemelhe à sua doutrina de paz. Prosperidade, solidariedade, justiça e igualdade ? … A verdade é que não basta a retórica pura e simples, muitas vezes brilhantes ouvida nas Lojas ou nas proclamações canhestras que não colocarão a maçonaria no lugar de destaque que ela sempre teve no passado. É necessário muito mais e este muito mais significa trabalho cooperativo com a sociedade como um todo. Não é  a maçonaria que precisa fazer, mas são os maçons que precisam colaborar dentro das suas múltiplas especificidades…”.

A reinserção social : Após a Revolução Francesa, as forças que se agrupavam dentro da maçonaria estavam livres para se dispersarem em suas jornadas, marcadas pelas especificidades capazes de agrupar elementos e campos afins. À esquerda, no Clube dos Cordeliers, havia a liderança dos IIr.·. Danton e Marat. Na centro esquerda, na Confederação Geral dos Amigos da Verdade, destacavam-se os maçons Pe. Fauché ( não confundir com o Fouché) e o republicano Nicolau de Boneville, redatores do jornal “Bouche de Fer”( Boca de Ferro). À direita, havia a Sociedade de 1790 e congregava a alta burguesia aliada aos nobres liberais. Destacavam-se os maçons : Siéyes, os duques de Orleans, Chartres, d `Aguillon, de Rochefoucault, de Biron, os marqueses Lafayette e Mirabeaus, o conde de Clermon-Tonerre, o Visconde Noialles, Chardelos de Laclós, Pe. Gregoire, etc…

Todas elas, mesmo divergindo profundamente entre si, participaram da construção da modernidade sob o teto protetor da maçonaria. E só foram capazes de faze-lo com maior ou menor eficácia, mercê da profunda ligação que mantinham com seus grupos sociais.

A grande e necessária discussão hoje é saber se, para cumprir seu papel na construção social, temos que retomar o exemplo de nossos predecessores numa qualidade espiralar mais elevada.

Um candidato à iniciação, professor doutor de sociologia da USP, irá fornecer um pequeno texto ilustrativo sobre as mobilizações sociais no mundo, destacando as diferenças entre movimentos, que possuem caráter reivindicatório, e participação na sociedade civil, que tem caráter deliberativo.

A redefinição dos perfis: aguardando colaboração do mano Anatoli Olyink, do GOPR.

O recrutamento e a Seleção : está mais do que evidente que a manutenção da qualidade dos nossos quadros está diretamente ligada à correta escolha dos candidatos. Então, a prática de levarmos amigos “do peito”, gerente de bancos, etc… tem que ser definitivamente sepultada. A maçonaria não é um círculo de amigos, tem um compromisso histórico e somente os que estão aptos para exerce-lo, nos seus mais variados matizes, é que deverão ser iniciados.

Deve ficar claro que a construção social é ricamente multifacetada, então cada Loja pode estabelecer aquilo que na moderna administração está sendo chamada de missão.

OS MOVIMENTOS SOCIAIS E A “MAÇONARIZAÇÃO”

Os movimentos sociais possuem uma dinâmica própria cujo desenvolvimento relaciona-se dialética e dialogicamente com ele. Nascem das necessidades humanas, ganham organicidade a partir dos coadjuvantes, pressionados pelas causas que lhes dão origem. Compreender esses mecanismos significa perceber a ineficácia de, ao se juntar um número de maçons para fundar essa ou aquela organização, artificialmente querer direciona-las. É mais recomendável que se oriente os obreiros a participar dos que já existem, e ali buscar a hegemonia de nossos princípios e divisas e recrutar os potencialmente debastáveis.

COMO FAZER ?

Aqui, passamos da fase dos diagnósticos e entramos na operacionalização da missão. Fica claro que hoje está ausente uma mais do que necessária articulação entre as mais diversas especializações dos obreiros, provocando uma perda considerável de resultados otimizáveis ou, pelo menos, satisfatoriamente combináveis.

Maçonaria e Política : Aqui será anexado palestra feita a respeito do item. Significa que está aberto, o item, para sugestões, palpites, etc…

A exemplo da experiência das grandes inflexões históricas como as revoluções inglesa, americana e francesa, nas quais os maçons foram os protagonistas principais, com atuações e desempenho que encheram de glória nossa Ordem, temos que elaborar uma proposta que contemple a participação de todos os maçons, dos mais variados matizes, nos destinos da humanidade. Quem tem a história que temos, não pode optar pela inércia sonhadora.

As diretrizes suprapartidárias : esse item está em aberto e é extremamente importante, pois a necessária harmonia que deve imperar entre maçons de partidos diferentes é de fundamental importância para a elaboração de propostas e projetos de leis que atendam ao desenvolvimento das relações sociais. Aqui, os GGMM serão fundamentais para promovê-las e encaminhá-las .

As Sessões Como Fator de Integração Maçônica : convocados os manos Onias, Varella, ZRx, Cione, René, Aveline, Mecca, e todo e qualquer irmão que tiver contribuição para o item. Lembrando que uma instituição inicia sua trajetória descendente para a vala comum quando confunde o que é meio com os fins.

Proposta de Requalificação Interna :  convocados manos Cione e todos os demais que tiverem sugestões para esse importante tema. Lembrando que muitas das Iniações foram feitas sem que tivéssemos redefinido nossa missão, então há necessidade de se promover uma profunda requalificação interna, privilegiando a história, doutrina e filosofia de cada Rito, embasadas na Simbologia e na Ritualística.

 

AS FRATERNIDADES ACADÊMICAS :

Objetivo : formação de líderes a partir do recrutamento de jovens nas universidades, já que a juventude é mais permeável aos mais belos ideais componentes de nossa histórica missão, voltada para a redenção humana.

 

Etapas :

detectar as vocações;

despertar e orientar a rebeldia;

formação de consciências críticas na direção de elites pensantes;

reafirmar o papel da maçonaria como agente catalisador do progresso da humanidade.

 

COMISSÕES

Organização e Coordenação Geral: todos os irmãos que possuírem aptidão para a organização e coordenação deverão se inscrever nessa comissão, notadamente os irmãos do interior.

Redação :

Objetivo : analisar, preparar e encaminhar os textos para as comissões temáticas e para o documento final.

Logística :

Objetivo : convocar e distribuir os participantes para subcomissões como segurança, saúde, finanças, patrocínio, etc…

OBS: mano Paulo Henrique, por ser do ramo poderia ser o coordenador dela

Relações Públicas :

Objetivo : convidar autoridades, dar entrevistas e encaminhar o documento final aos GGMM.

OBS: manos René, Varella, ZRx, e qualquer outro que queira dela fazer parte.

 

 

 

Publicado on março 28, 2011 at 11:04 am  Comments (5)  

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5 ComentáriosDeixe um comentário

  1. É um tema de altíssima importância devido ao ser valor de contribuição social. Entretanto, a meu ver, tudo tem evoluído, desde a tecnologia até os ensinamentos didáticos. As leis aprimoram-se diante de novas circunstancias, os códigos se renovam para acompanhar a dita evolução. A ciência evoluiu muito e juntou-se a espiritualidade, fortificando mais ainda a trajetória de um pensamento na descoberta de novas perspectivas de vida e tantos outros assuntos. O conhecimento da física quântica é um dos temas mais interessantes que há no momento, dando-se margem a muitas outras conclusões. O fato é que deixamos de evoluir como deveríamos, devido ao estacionamento de um numero maior de irmãos no aprofundamento dos conhecimentos; fato este, que tem criado conflitos dentro da própria ordem em não ter uma diretriz para atualizar os ensinamentos defasados pelo tempo. É dito q a maçonaria não é religião, mas é religiosa, portanto, tem como princípios as qualidades e virtudes que elevam o ser humano à sua evolução espiritual. Logo, devemos melhorar os rituais, atualizando-os com ensinamentos dos assuntos descobertos, agindo com mais rigor na seleção e na pratica das normas vigentes, para o real cumprimento dos verdadeiros ideias da Ordem. Partindo deste ponto, poderíamos ter a consciência de que a maçonaria estaria mais harmoniosa com seus associados, os quais dificilmente se desvirtuariam de um propósito maior previamente planejado. Pois no momento ela está com feridas e cicatrizes que precisam ser curadas e fortificadas, para, então, agir com todo propósito. Em suma: devemos melhorar o guarda roupas, arrumar os cabides de forma correta e limpar os aventais para usá-los de forma justa e perfeita.

    Euclides José da Silva .:

    • Muito Bem Euclides, Belo comentario, mas não se esqueça que Ritualistica tem que ser perfeita nas diciplina dos Trabalhos, as proposta fica por conta das Opiniões criada pelo os Obreiros e discutidas diciplinarmente entre Irmãos e resumida pelo o Guarda da Lei.

      • Tudo é uma questão de opinião e de entendimento da missão da Maçonaria. No meu entender, a ritualistica é uma questão cultural. Ela é o diferencial entre uma associação ou clube comum e a ordem maçônica. Apenas isso. Não tem um valor em si, pelo contrário, ela é alienante e afasta os irmãos da verdadeira missão da Ordem que, no meu entender, acontece fora da loja.
        É importante cumprir o ritual para que a instituição não se descaracterize, mas não precisa ser perfeita, nem conduzida como se fosse sagrada.
        Não existe sagrado na Maçonaria. Isso é coisa de religião e maçonaria não é religião.

        Como dizia o finado Paulo de Tarso Liberalesso (um dos maçons mais importantes do GOB no século XX): “As lojas ficam ali, pézinho pra cá, pézinho pra lá”, e enquanto isso perdem de vista a sua responsabilidade em relação à sociedade, à defesa dos valores democráticos, humanistas e, por que não dizer, políticos.
        Em nossa loja do Rito Moderno, o Ritual é seguido escrupulosamente. A abertura e encerramento são conduzidos a toque de caixa – bem rápido – para sobrar tempo para a ordem do dia – em família – uma suculenta discussão sobre aborto, ou homossexualismo na Ordem, ou sobre terrorismo x democracia, ou casamento gay, ou corrupção na maçonaria e fora dela, avanços da informática, projeção e discussão de filmes polêmicos.
        Depois, é partir para a cerveja e a pizza – a grande instituição da Ordem e que constitui uma parte importantíssima da vida maçônica.

  2. Momento único este em que grandes trabalhos (p/não dizer problema) pedem soluções simples erradicar a corrupção que os Ir se canditatem desde síndico de prédio a presidente da República as bases por ex prof. Do jardim de infância a prof. Académicos que os Ir se expondo mais acabem por mudar nossa filosofia política brasileira bom este nosso tempo que está guerra a ser travada e praticamente só filosófica a despeito de Ir. Que no passado pegaram em armas e derramaram seu próprio sangue e de outros

  3. Na ocasião, virou “moda” o panfleto de reformas… de “resgate”. Quase todos aqueles que pareciam desafiar o boçal “status quo” que fazia (e faz) das organizações maçônicas tudo, menos um exemplo a ser seguido pela sociedade dita “profana”, eram (são ou foram) pessoas com algum interesse em poder, em alguma realização de natureza narcisista… já que, na vida “comum”, nada mais foram (são) do que medíocres. Muitos “revolucionários” queriam apenas “audiência”. Silenciaram com um fitão, uma medalha ou um cargo. Tristeza… mas é a realidade: quem quiser encontrar algo de Maçonaria, hoje, deve passar longe das organizações maçônicas, sejam “regulares” ou não. Os Castellani, os Varoli, os Aslan foram valentes, mas morreram. Enquanto uma boa cabeça chega às organizações maçônicas, chegam também 3.000 cabides para aventais, fitas e outros acessórios. Não há como fazer frente à progressão geométrica. E a coisa já estava “perdida”, no Brasil, em 1927. Outros “lugares”? Qualquer um pode rir com as iniciativas “maçônicas” da América do Norte, de França… A decadência de conteúdo somente não extingue a “coisa” de uma vez por todas, pois uma só Loja rende muito dinheiro para as “obediências”, Existem milhares de Lojas… várias “obediências”… e pouquíssimos Maçons.

    Papa Bento XVI, o empalador de apóstatas.


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