Associações Voluntárias e Religião Civil: O Caso da Maçonaria

Tradução J. Filardo

Por JOHN WILSON
Departamento de Sociologia
Duke University
Review of Religious Research, Vol. 22, bro. 2 (Dezembro 1980)

Uma pesquisa de amostra aleatória de Maçons em um estado do Meio-Oeste americano mostra que eles vêm principalmente de extratos socioeconômicos mais altos, embora menos que há 20 anos atrás. A maioria dos membros se descreveu como inativos e não familiarizados com os procedimentos de loja, mas mostraram fidelidade direta à Ordem e um compromisso firme com seus ideais. Este paradoxo é resolvido com a ajuda de ideias extraídas dos escritos de Bellah sobre religião civil.

Nos Estados Unidos, as associações voluntárias desempenham diversas funções. Para o indivíduo, elas proporcionam suporte afetivo e uma sensação de Solidariedade com outros que têm interesses semelhantes. Para a sociedade como um todo, elas podem ser “consideradas como entidades integradoras em nível de comunidade, estado, regional ou nacional “(Babchuk e Edwards, 1973: 265, ver também, Cutler, 1573:135; Rose, 1967: 229-233). Talvez nenhuma outra associação preencha os interstícios entre a família e a comunidade melhor que a ordem fraternal, com sua mistura especial de prazeres privados e serviço público. A fraternidade é ao mesmo tempo um refúgio, em que os interesses e gratificações particulares podem ser realizados e um grupo de ação social, através do qual os compromissos públicos podem ser expressos. Este duplo papel das fraternidades é de especial interesse para mim neste trabalho.

O epítome do fraternalismo nos Estados Unidos é a Maçonaria. Ela serve de modelo para a maioria das outras ordens fraternais. É de se esperar que ela também funcionará como um elo entre as esferas privada e pública. Mas a Maçonaria é até certo ponto um caso especial entre as fraternidades. Muito mais que qualquer outra ordem, ela enfatiza a aprendizagem esotérica e a promulgação de um sistema moral fundado em crenças religiosas. Sua natureza quase religiosa é testemunhada pela hostilidade com que ela tem sido tratada por muitos dos corpos religiosos mais ortodoxos (Myers, 1960).

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Maçonaria na Revolução de Maio (Argentina)

Tradução J. Filardo

Prólogo

por Roberto Sahakian

A conjuntura política que vive a Europa no final do século XVIII revela a oscilação dos modelos de governabilidade vigentes e entrincheirado desde o início da Modernidade. O Iluminação e a Ilustração se apresentam como o movimento de ideias que especula e fundamenta a filosofia da política que endossará o acesso ao poder pelos “comuns”. Acesso que no plano econômico já estava em vigor e em pleno direito. O surgimento da burguesia como ator neste processo exige novos e diferentes espaços de poder político antagônicos ao que estava em vigência. Novos paradigmas, liberdade e igualdade, serão propostos como horizonte a elaborar através da ferramenta da razão. Neste contexto surgem concepções, modelos de ordem e conceitos de estado alternativos e opostos ao modelo de monarquia absoluta que, então, se encontra esgotado, bem como o poder teocrático que o sustentava.

No início do Século XVIII, a Maçonaria se institui como tal, com as chamadas Constituições de Anderson, que dão à organização um critério e sistematização que terão grande influência sobre todas as lojas chamadas regulares até nossos dias. Em um dos seus pontos fundamentais, estas Constituições descrevem quais são os limites de quem pode ou não ser maçom, ou seja, a aceitação de seus membros. Embora esta sociedade iniciática se origine das guildas de construtores medievais, que baseavam sua liberdade social em função da não divulgação de seu conhecimento, é a partir da consolidação das normas constituída por Anderson onde se estabelece a aceitação de membros de outros campos sociais ou culturais.

As lojas maçônicas serão, então, campo propício para acolher acólitos dispostos a apresentar e discutir ideias e ações que, pela própria concepção de segredo, comporão neste o benefício da segurança e a conveniente defesa contra os ataques do poder instituído. Maçons livres e aceitos, intramuros e protegidos de agressores externos, sob uma bagagem eclética e livre-pensamento, influenciaram os processos revolucionários europeus, bem como a independência dos Estados Unidos da América. “É bem sabido que uma das Trilogias da Ordem Maçônica é ‘Liberdade, Igualdade, Fraternidade’ lema dos revolucionários franceses de 1789 e dos intelectuais da época”, comente Andrea Romandetti Dasso em texto incluído nesse livro.

A ideia da ação da Maçonaria no processo emancipador da América é recorrente. Mas a concepção mítica desta ação prevalece na grande maioria dos casos. São poucos os autores a mencionar esta instituição como um dos fatores que mobilizam este processo, deixando-a em uma nebulosa confusa em relação ao seu impacto, sobre a concepção dos seus objetivos, assim como no trabalho de seus homens ou o desenvolvimento do seus métodos. Se nos aproximamos, conforme pretendido por esta pesquisa, do escopo do trabalho daqueles que deram origem à Revolução de Maio no Rio de la Plata, podemos observar que o desempenho dos mesmos se estende a diferentes setores sociais, com diferentes educações e profissões, origens regionais e étnicas diferentes.

Mas também observamos a filiação de um grande número desses atores a organizações de raiz maçônica, tais como a Loja Independência, ou o Grupo dos Sete, conforme descrito por Antonio Las Heras, no trabalho que poderá ser lido mais adiante.

Além do início da atividade das organizações maçônicas na região, que data do final do século XVIII, e seu possível desempenho em algumas das conjunturas históricas, tais como as invasões britânicas, a filiação a esta dos protagonistas de maio de 1810, assume profundo significado quando podemos rastrea-la e confirmar que oito dos nove membros da Primeira Junta de Governo pertenceram à ordem.

É possível que os eventos que catapultaram a luta emancipadora latino-americana formada na região do Rio de la Plata não possam ser entendidos sem incorporar à análise dos fatos uma perspectiva que considere a influência que exerceram os novos modelos europeus sobre as idéias revolucionárias. Tal como eles podem ser percorridos nos documentos e dados daqueles que deram origem à revolução que culminaria na semana de maio de 1810 e que dá lugar a uma nova forma de governo para a região. Luta que ocorre , no Rio de la Plata, forma quase silenciosa e oculta, e que ainda assim culmina em um formidável golpe sobre a forma de governo espanhola, que nunca voltará a se recuperar.

O que poderiam reivindicar o maçons e qual foi a qualidade de suas ações não são questões relevantes para a perspectiva desta pesquisa.

Sim, o livro aqui apresentado tem como objetivo reunir uma série de investigações sobre a atividade maçônica no Rio de la Plata e, ao mesmo tempo, se propõe a analisar os componentes das ideias maçônicas, realizando uma construção analítica de fontes históricas: documentos, escritos, proclamações e biografias, com o objetivo de elucidar quais foram os componentes bem como a ideologia maçônica, a fim de os relacionar ao pensamento político da Revolução de Maio.

Maio 2010

Published in: on julho 24, 2017 at 10:51 am  Deixe um comentário  
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Constituições de Anderson – Análise do primeiro artigo

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James Anderson 

(Ir.´. Alain F. Marti / Fidelidade e Prudência, esta conferência foi apresentada no Congresso da LUF em setembro de 2003).

Tradução J. Filardo M.´. I.´.

De acordo com o uso do Grande Oriente de França, foi feita a leitura do primeiro artigo das Constituições de Anderson, carta fundamental da Maçonaria especulativa. A sobre essas Constituições que eu quero lhes falar agora.

Vejamos novamente este Artigo Primeiro:

“Um maçom é obrigado por seu mandato a obedecer à lei moral e, se compreende bem a arte, nunca será um ateu estúpido nem um libertino irreligioso. Embora nos tempos antigos os maçons fossem obrigados em cada país a praticar a religião daquele país, qualquer que fosse ela, agora é considerado mais conveniente apenas obrigá-los a seguir a religião com a qual todos os homens concordam, isto é, ser homens bons e verdadeiros, ou homens de honra e probidade, quaisquer que sejam as denominações ou confissões que ajudam a diferenciá-los, de forma que a Maçonaria se torne o centro de união e o meio para estabelecer uma amizade sincera entre homens que de outra forma permaneceriam separados para sempre”.

Há certamente muito a dizer sobre este texto e muita tinta já correu sobre ele. Ele exige realmente desenvolvimento.

Leia mais em: Constituições de 1717 – Análise do Artigo Primeiro

Published in: on julho 21, 2017 at 10:27 am  Deixe um comentário  
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A Fusão da G.L. e do G.O. de FRANÇA em 1799

Tradução J. Filardo

Alexandre Roëttiers de Montaleau (1748-1807)

Em 21 de maio de 1799, os comissários das partes contratantes reuniram-se e elaboraram a seguinte concordata:

No 21o. dia do 3o. mês do ano da V.L, 5799.

Nós, os comissários reunidos dos GG. OO. de França, com sede em Paris, exibimos nossos respectivos poderes que emanam do O. ao qual somos ligados, de onde resultou que de um lado, foram nomeados os IIr.’. Darmancourt e Conard, presidentes, e os IIr.’. Duvillards e Houssement, e, por outro lado, os IIr.’. Montaleau, Presidente, Augebault, grande orador e Bernault, grande experto, com a finalidade de preparar os meios de reconciliação e de união entre os dois OO., para ser um todo indivisível, e tudo em benefício da arte maçônica e a prosperidade da Ordem, concordamos com os seguintes artigos, a saber:

Art. I. – A inamovibilidade é abolida;

Art. II. – Os VV. atualmente inamovíveis continuarão em suas funções por nove anos consecutivos.

A Loja terá a faculdade, após o termo dos referidos nove anos, de mantê-lo no mesmo cargo. Se a L.’. nomear um novo V., o antigo V. desfrutará do título de fundador honorário; ele receberá as mesmas honras que o V. titular.

Ler mais: A Fusão da G.L. e do G.O de França em 1799

Published in: on julho 19, 2017 at 12:03 pm  Deixe um comentário  
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O esoterismo dos construtores de catedrais.

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Tradução J. Filardo

Por Jean van Win

A frase composta para o título consiste em três conceitos distintos: primeiro, o de esoterismo, em seguida, o de construtores e, finalmente, o das catedrais que são os monumentos mais grandiosos do catolicismo romano.

Estes três elementos justapostos refletem uma crença compartilhada por certos maçons: os construtores de catedrais praticavam entre eles, e gravavam nas pedras das igrejas, colégios e catedrais, mensagens e sinais de esoterismo, que para alguns autores do final do século XIX, se tornam pura heresia ou anticlericalismo se não ateísmo.

Vejamos rapidamente cada um desses conceitos separadamente, antes de compreender, porque é muito mais uma questão de compreender que de aderir.

O esoterismo.

O esoterismo é uma maneira de pensar sobre a vida interior e que se manifesta na discrição, mesmo em segredo. Assim como o símbolo, de que só alguns podem entender o significado, escreve Marie-Madeleine Davy em sua indispensável “Introdução ao simbolismo romano”, publicado pela Editora Flammarion.

Leia mais em: O Esoterismo dos Construtores de Catedrais

Published in: on julho 17, 2017 at 5:48 pm  Comments (1)  
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Esta religião com a qual todos os homens concordam

Tradução J. Filardo

por Ch. Albert REICHEN

 

“Muito embora em tempos antigos os Maçons fossem obrigados em cada país a adotar a religião daquele país ou nação, qualquer que ela fosse, hoje pensa-se mais acertado somente obrigá-los a adotar aquela religião com a qual todos os homens concordam, guardando suas opiniões particulares para si próprio, isto é, serem homens bons e leais, ou homens de honra e honestidade, qualquer que seja a denominação ou convicção que os possam distinguir. “

As palavras importantes são então “denominaçõese “convicção“. Então, primeiro: denominações parece absurdo para o autor traduzi-la por denominação porque no século XVIII e em Inglês trata-se pura e simplesmente de uma seita ou seitas que parecem florescer na época de Anderson! Havia os conformistas que respeitavam os 39 artigos da Igreja Anglicana e os não-conformistas. São citados no artigo: os Presbiterianos, os Anabatistas, os Antinomianos, aos quais o autor acrescentaria bem, de nossos dias (nota: em 1979) os Mórmons, Pentecostais e Testemunhas de Jeová, todos dignos, em um grande impulso de tolerância da parte de Anderson, de fazer parte da Maçonaria.

Leia mais em: A Religião Moral

Published in: on julho 13, 2017 at 9:22 am  Deixe um comentário  
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Arquitetura Sagrada – Brasília

BRASÍLIA
CIDADE SAGRADA

José Antonio de Souza Filardo M.´. I.´.

Catedral de Brasília – Proj. Oscar Niemeyer (1958)

2007

“Existem mais coisas entre o céu e a terra, Horacio,
do que sonha a nossa vã filosofia.”
(William Shakespeare, Hamlet)

A primeira reação ao se ler ou ouvir este título é “lá vem outro idiota falar da profecia de Dom Bosco…”

Alega-se que este padre italiano, que fundou os Colégios Salesianos, teria previsto o surgimento de uma “Terra da Promissão, fluente de leite e mel” entre os paralelos 15 e 20 da América do Sul.

Pois bem, esta profecia nada mais é que a prova do grau de informação que a Igreja tinha sobre os fatos do mundo. Dom Bosco nasceu em 1815, foi ordenado padre em 1841 e teve o famoso sonho em 1883.

Ora, já em 1809 defendia-se a criação de uma Nova Lisboa no interior do Brasil. Logo a seguir, nosso Irmão Hipólito José da Costa, em repetidos artigos de seu Correio Braziliense, reivindicava com veemência (a partir de 1813) “a interiorização da capital do Brasil, próximo às vertentes dos caudalosos rios que se dirigem para o norte, sul e nordeste“. E se não bastasse esta publicação de 1813, em 1822 é publicado o “Aditamento ao projeto de Constituição para fazê-lo aplicável ao reino do Brasil”, estipulando, logo no primeiro artigo, que “no centro do Brasil, entre as nascentes dos confluentes do Paraguai e Amazonas, fundar-se-á a capital desse Reino, com a denominação de Brasília”. Esta posição geográfica, paralelo 15, corresponde ao local onde, setenta anos mais tarde, o bom padre “sonhou e previu” que surgiria alguma coisa…

A constituição republicana de 1891 contém, expressamente, no seu art. 3o.: “Fica pertencente à União, no Planalto Central da República, uma zona de 14.000 km2, que será oportunamente demarcada, para nela estabelecer-se a futura Capital Federal”. Floriano Peixoto (segundo presidente da república) deu objetividade ao texto, constituiu a Comissão Exploradora do Planalto Central do Brasil (1892), sob a chefia do geógrafo Luís Cruls, que apresentou substancioso relatório, delimitando, na mesma zona indicada por Varnhagen, uma área retangular que ficou conhecida como Retângulo Cruls.

Retângulo Cruls

Não resta a menor dúvida de que Dom Bosco, ou era leitor do Correio Braziliense, ou ávido leitor do arquivo sobre o Brasil nos porões do Vaticano…

Ler mais: Brasília, Cidade Sagrada

Os Pais do Rito Moderno Francês

Tradução J.Filardo

Em 1786, o Grande Oriente propõe um texto de referência para os três graus azuis, transmitido em forma de cópias manuscritas.

Passada a Revolução, em 1801, os Rituais são impressos sob o título de Regulador do Maçom.

Em 1858, uma nova versão do Rito Francês, dita de Murat, em homenagem ao Grão-Mestre, é publicada. “Ideologicamente”, o texto não é muito diferente do texto do Regulador.


O pós-Convento de 1877 levou a retoques mais ousados. Em 1879, o Grande Colégio dos Ritos, encarregado pelo Conselho da Ordem do Grande Oriente, faz desaparecer dos rituais as fórmulas abertamente religiosas em excesso.

Leia mais em: Os Pais do Rito Francês

Rito Moderno Francês Restaurado: Sistema Maçônico Em Três Graus e Quatro Ordens

Tradução J. Filardo

compasso esquadro piso

AS ORIGENS HISTÓRICAS DO RITO MODERNO

Nunca houve Lojas de maçons na Idade Média. Os pedreiros, assentadores e canteiros eram agrupados em guildas e corporações a que se chamava o Ofício (Craft).

Eles estavam em barracas provisórias chamadas de lojas na França e “Bauhütte” na Alemanha.

As diferentes profissões agrupadas sob o título genérico de Maçons entravam na Guilda prestando um juramento sobre as Sagradas Escrituras. Este juramento santificava seu compromisso com seus deveres para com seus empregadores, colegas e suas mulheres, nada mais. Os sapateiros, açougueiros, serralheiros prestavam um juramento idêntico e não há segredo esotérico em tudo isso.

Nenhuma Loja de maçons – no sentido de assembleia de homens existia antes do Renascimento, período em que o poder da igreja começa a diminuir, tanto no plano espiritual quanto material.

É então, no século 17, e exclusivamente no Reino Unido, composto pela Escócia, Inglaterra e Irlanda, que aparecem as Lojas de maçons no sentido que as entendemos.

Conglomerado heterogêneo de antigos trabalhadores da construção, burgueses e notáveis, vagamente federados em Grandes Lojas locais ou provinciais. Esta instituição com princípios religiosos e morais articulados em torno da alegoria do Templo de Salomão permaneceu profundamente católica, anglicana, apesar das inovações anglicanas de Henrique VIII.

Documentos provenientes desses séculos antigos existem. Estes são as muito católicas “Antigas Obrigações”: Antigos Deveres.

Até o nascimento da Grande Loja de Londres, nunca houve iniciação ou simbolismo, mas sim emblemas e uma cerimônia de recepção, cujo ponto essencial era a comunicação secreta da palavra do Maçom (Mason’s word).

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O Rito irlandês

Tradução J. Filardo

por Philip Crossle

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Philip Crossle foi bibliotecário da Grande Loja da Irlanda, é um historiador brilhante que nos ilumina ainda hoje, graças ao seu livro co-escrito com John Herron Lepper: “História da Grande Loja dos Maçons Antigos e Aceitos da Irlanda” 1 publicada em Dublin em 1925 e reeditada em 1987. O artigo de Renaissance Traditionnelle retoma em síntese as suas pesquisas, e desde o início Crossle afirma que a Maçonaria irlandesa não é simplesmente originária da maçonaria inglesa, e que ela foi capaz de se desenvolver em solo irlandês em paralelo com o seu desenvolvimento em outros países e a exemplo do ofício de pedreiro nos tempos medievais, que se desenvolveu um pouco por toda parte. A prática da Maçonaria irlandesa se efetua em harmonia com a Maçonaria Mundial, mas sempre quis ficar mais perto das “Old Charges”, as “Antigas Constituições”. Existe uma noção de que esta Maçonaria irlandesa fora importada por volta de 1725 da Inglaterra. Na verdade, estas são as “Constituições dos Maçons Francos” de 1730 em Dublin que semeiam a dúvida e isso se você acredita na dedicatória do autor John Pennell a Lord St Georges, e que diz: “Estas Constituições, meu senhor, têm origem primariamente na compilação dos antigos arquivos dos Franco-maçons, e elas foram adaptadas para uso das Lojas na Grã-Bretanha, pelo mui sábio James Anderson, M.A.” Claro, estas são as Constituições de Anderson de 1723, de que fala Pennell, mas ele vai se aplicar em modificar e até mesmo melhorá-las, a fim de se ajustar à prática irlandesa, mas também em um esforço para esclarecer a história do ofícios, bem como as obrigações e os regulamentos. Como não se conhecia claramente o número de lojas que tinha a Irlanda em 1725, a partir de 1731 o Grão-Mestre, Lord Kingston pede por meio de correspondência às Lojas, sem dúvida muito numerosas, que reclamem oficialmente suas patentes.

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