Rumo à renda universal: Como lidar com o desaparecimento programado do trabalho?

Tradução José Filardo

por Jean-Moïse Braitberg

A prodigiosa revolução da inteligência artificial está transtornando nossa relação com o mundo, bem como o significado que damos às nossas vidas. O emprego, que alguns acreditam ser a chave do bem-estar, assim como da dignidade, está em vias de se tornar um dado obsoleto. Convém se preparar seriamente, visando principalmente a possibilidade de uma renda universal de existência desconectada da atividade. É hoje é o maior desafio que a humanidade está enfrentando, ao mesmo tempo em que isso coloca em causa para os maçons a importância simbólica do trabalho.

Estamos à procura de um colaborador para um trabalho que exige inteligência superior, capacidade de trabalho a toda prova e grande precisão eliminando qualquer risco de fracasso. Os humanos devem se abster“.

Este é o tipo de oferta de emprego que é de se esperar nos próximos anos.

Leia mais em: https://bibliot3ca.wordpress.com/rumo-a-renda-universal-como-lidar-com-o-desparecimento-programado-do-trabalho/

Published in: on março 9, 2017 at 2:46 pm  Comments (1)  
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FELIZ ANO NOVO MAÇÔNICO 6017!

O calendário maçônico é a maneira particular utilizada pelos maçons para numerar os anos e designar os meses.

O ano um do calendário maçônico é o Ano da Verdadeira Luz Anno Lucis em Latim. Ele marca o início da Era da Verdadeira Luz (VL). Antes que o Anno Lucis aparecesse a partir do século XVIIIe nos documentos ingleses, os temos Anno Masonry e depois Anno Latomorum , Anno Lithotomoru ou Anno Laotomiae (Era dos Cortadores de Pedra)1. A datação do Ano da Verdadeira Luz seria baseada nos cálculos de James Ussher, prelado anglicano nascido em 1580 em Dublin. Ele tinha desenvolvido uma cronologia começando com a criação do mundo segundo o Genesis que ele estimava em 4000 A.C. baseandose no texto Massorético ao invés da Septuaginta 2.

O Pastor Anderson a defendeu em suas Constituições de 1723 para afirmar simbolicamente a universalidade da Maçonaria através da adoção de uma cronologia supostamente independente de particularidades religiosas, pelo menos no contexto britânico da época . A data escolhida para o início da Era maçônica é 4000 antes da Era Comum.

O ano maçônico tem a mesma duração do ano gregoriano, mas começa em 1o de Março como o ano Juliano ainda em vigor na época da redação das Constituições de Anderson. Ela tomou o milésimo do ano gregoriano em andamento e aumentou 4000, os meses são designados apenas por seus números ordinais.

  • Exemplos:
    • 29 de Fevereiro de 2004 era o 29o dia do 12o mês do ano 6004 da Verdadeira Luz

O ano maçônico tem duas festas: São João de Verão (João Batista, comemorado em 24 de junho) e São João de Inverno (João Evangelista, comemorado em 27 de Dezembro), coincidindo simbolicamente com os solstícios.

(Wikipedia)

Published in: on fevereiro 28, 2017 at 4:55 pm  Comments (3)  

Reflexão necessária diante dos golpes e ataques que a democracia vem sofrendo nesses tempos difíceis.

Precisamos reinventar a democracia, ou simplesmente tomar a palavra ao pé da letra?

Tradução José Filardo

por Henri Pena-Ruiz

A democracia é, literalmente, a soberania do povo, isto é, seu poder sobre si mesmo, sua autodeterminação. A etimologia grega é esclarecedora: considerada como conjunto humano organizado em comunidade política, em cidade (polis em grego), o povo se chama demos. E a capacidade que o povo tem de se organizar autonomamente se chama Kratos, termo que designa de maneira geral o poder de fazer. A democracia, o poder de auto regulação do povo se combina com a ideia de soberania popular consagrada por Rousseau: as pessoas dão-se sua própria lei em vez de a impor como um comando por uma instância superior.

Desconforto na democracia

Hoje, é questionável se a democracia ainda existe. Certamente, os encantos abundam. E referências aos direitos formais e a eterna invocação do Estado de direito. Mas quais são ainda os poderes efetivos do povo, quando se combinam desvios pouco inocentes que invalidam na prática uma democracia incessantemente exaltada em teoria? A soberania efetiva do povo ainda é respeitada? As liberdades formalmente reconhecidas não são esvaziadas de sua substância, devido a relações de poder econômicas e sociais? Margaret Thatcher, lançado certa vez, sobre o neoliberalismo “Não há alternativa”, não invalida ela a ideia de escolha democrática? A deliberação coletiva ainda faz algum sentido quando especialistas não eleitos, raramente neutros sugerem e, finalmente, impõem orientações coletivas, dando-as como absolutamente necessárias? A construção europeia, que deveria unir as nações em nome da democracia, não a desrespeita ao retirar dos povos as principais áreas de sua soberania? Estas questões controversas se colocam, confirmadas por uma crescente dúvida sobre o caráter democrático de nossas sociedades. É preciso pensá-las à luz da história passada e presente.

Leia mais em https://bibliot3ca.wordpress.com/reflexao-necessaria-diante-dos-golpes-e-ataques-que-a-democracia-vem-sofrendo-nesses-tempos-dificeis/

Jesuítas Bretões na fonte da Maçonaria Francesa?

Tradução José Filardo
por Francis Moray

Um dos “quadros de missão” jesuítas usados no final do século XVII – Antes do advento da Maçonaria Moderna

Jesuíta! Maçom! Dois termos raramente associados – exceto pelos adeptos das fantasias de teoria da conspiração ou um Umberto Eco no Cemitério de Praga. Duas palavras raramente associadas, certamente, mas a quantidade de elementos que sugerem que seria preciso – e até provável – desenterrar a questão das ligações – reais ou imaginárias – entre a Maçonaria e Companhia de Jesus.

Com frequência, nos recantos mais obscuros da Maçonaria – obscuros porque menos explorados – não é incomum ver a sombra dos jesuítas. Jesuítas que, antes de serem rebatizados com esse nome, chamavam-se entre si de “companheiros” …

Certamente, a eventualidade de conexões reais entre jesuítas e maçons seria suficiente para irritar ambos os lados, que em parte esse site de busca quase deixa abandonada e esta história ainda está largamente por escrever. Deste ponto de vista, o estudo particular do eventual impacto que puderam ter os missionários da Companhia na Grã-Bretanha, nos séculos XVII e XVIII sobre a futura maçonaria em gestação, principalmente sobre a metodologia dos painéis de loja que não deixa de ressoar com nosso assunto.

Continuar a ler: https://bibliot3ca.wordpress.com/jesuitas-bretoes-na-fonte-da-maconaria-francesa/

Sobre a “Construção” de Conhecimento e o Conhecimento de “Construção”

Traduzido por J. Filardo
Por Daniel Jacobi (Universidade Goethe de Frankfurt)

Desde sua chegada às Relações Internacionais (RI), cerca de 20 anos atrás, a ideia de ”construção social da realidade” estabeleceu-se firmemente na disciplina. Apesar de reconhecer que nem tudo foi construído socialmente, ”incluindo, por exemplo, o sabor do mel e o planeta Marte ” (Hacking, 1999:25), a noção erudita de que o ”social” está no cerne da (re) produção da ordem tomou o centro da cena. Com isso, inúmeros conceitos inovadores, tais como normas, ideias e identidades entraram oficialmente em nosso vocabulário, junto com a promessa de permitir um melhor estudo do “político”. No entanto, infelizmente, ao invés de embarcar em novos caminhos teóricos ou empíricos, muitos estudiosos apenas “derramaram os padrões emergentes de pensamento no antigo molde” (Wight 2002: 40) e pararam qualquer dimensão processual inerente ao novo vocabulário.

O conceito de conhecimento tem estado repetidamente na ponta receptora deste dilema. Muito frequentemente emprestado de sociólogos fenomenologicamente preparados e dos suspeitos costumeiros para a legitimação do desvio construtivista, Peter Berger e Thomas Luckmann, o conceito de conhecimento aparece com destaque como um ponto de acesso ao estudo da dimensão social da política internacional.

Ler mais: https://bibliot3ca.wordpress.com/sobre-a-construcao-de-conhecimento-e-o-conhecimento-de-construcao/

Published in: on fevereiro 12, 2017 at 3:54 pm  Deixe um comentário  
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Briga do Papa com Cavaleiros de Malta revela a Posição do Papa Francisco contra a Maçonaria

Tradução José Filardo
Por Jason HOROWITZ

Janeiro 28, 2017

Papa Francisco durante sua reunião em junho com o líder dos Cavaleiros de Malta, Matthew Festing.
Credito Gabriel Bouys / Agence France-Presse, via Associated Press

ROMA – Começou como uma briga por recursos humanos. Então veio uma disputa sobre preservativos, seguida por preocupações papais sobre Maçonaria. Agora tornou-se uma guerra total por procuração entre Papa Francisco e os tradicionalistas do Vaticano que se opõem a ele, tendo como campo de batalha um palácio renascentista ladeado pelas vitrines de Jimmy Choo e Hermès na Via dei Condotti, a rua mais exclusiva de Roma.

O palácio é a sede dos Cavaleiros de Malta, a ordem medieval católica romana. Durante meses, um conflito feio, ainda que silencioso sobre recursos humanos, se desenrolou por trás dos muros da ordem antes de derramar do outro lado do rio Tibre…

Leia mais em: https://bibliot3ca.wordpress.com/briga-do-papa-com-cavaleiros-de-malta-revela-a-posicao-do-papa-francisco-contra-a-maconaria/

8 coisas que médicos de Pronto Socorro se recusam a ter em suas casas

Tradução José Filardo

Por Lisa Lombardi / Health.com

Médicos de Pronto Socorro veem todos os tipos de coisas macabras, que nos deixam pensando: Quais produtos eles consideram tão perigosos que eles proíbem em suas próprias casas e quintais? Aqui estão os itens de uso diário que mais assustam esses profissionais de linha de frente.

Ler mais: https://bibliot3ca.wordpress.com/8-coisas-que-medicos-de-pronto-socorro-se-recusam-a-ter-em-suas-casas/

Published in: on janeiro 28, 2017 at 11:40 am  Deixe um comentário  
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A corda de 81 nós: uma visão operativa

Irmãos: Lincoln Gerytch
Sérgio K. Jerez
Ulisses Pereira da Silva Massad
Loja Nova Esperança, 132 – Oriente de São Paulo

Nós, como nós,
atados no fio da vida,
unidos, mas sempre sós,
elos do eterno, medida.

Nós, de S.K.Jerez

A arte da cordoaria e os nós

O uso de cordas, cordões, nós e laços pelo homem se confunde com a sua própria história. Fundamentais para a evolução da espécie e extremamente valiosos para o estabelecimento de sua supremacia sobre outros animais, o desenvolvimento destes recursos como parte do ferramental de sobrevivência humano só deve ser posterior, na escala tecnológica – se o for – ao emprego de pedras, paus e ossos pelas comunidades primitivas. Supõe-se – já que não há provas materiais disso – que mesmo o Homo habilis, que viveu entre 2,5 e 1,6 milhões de anos atrás, na África oriental, já fosse capaz de realizar atividades básicas de cordoaria e entrelaçamento de fibras.

Os primeiros materiais para confecção de cordas devem ter sido trepadeiras, cipós, peles de animais, cabelos, junco, cânhamo, tendões e tripas. Inicialmente, elas devem ter sido utilizadas para confeccionar abrigos, leitos em árvores e atar coisas a serem transportadas, e deve ter se passado um longo tempo até que os nossos ancestrais percebessem o seu valor no desenvolvimento de artefatos de caça, pesca, ataque e defesa.

Os arcos e flechas, por exemplo, que requerem o uso técnicas apuradas para produção de cordas e elaboração de nós, só vieram muito depois. Não se sabe ao certo onde se originaram, mas os vestígios mais remotos de seu uso foram encontrados em Angola, datando de aproximadamente 30 mil anos.

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Reis Magos, zoroastrismo e Maçonaria

Tradução José Filardo

por Yves BOMATI

Em 6 de janeiro, a Epifania celebra os três reis magos vindos do Oriente para prestar homenagem ao Cristo, recém-nascido em Belém. A viagem deles não é questionada, mesmo se a festa que ela gera consista na partilha alegre de um bolo de “Reis”. O que é a “Epifania”? Quem são estes magos guiados por uma estrela? E em que este episódio está relacionado com a maçonaria?

A Epifania e os Magos do Oriente

Doze dias depois do Natal, a Epifania, palavra que significa, segundo a etimologia grega, “aparição”, marca o retorno percebido da luz após o solstício de inverno. Que vêm, portanto, fazer ali os Reis Magos, nem hebreus, nem gregos, nem romanos, na lenda cristã?

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Published in: on janeiro 25, 2017 at 11:13 am  Comments (1)  
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Obituário de James Joyce (+ Jan. 13, 1941)

Tradução José Filardo

Publicado em 14 de janeiro de 1941 pelo The Guardian

Máscara fúnebre de James Joyce

Com a morte de James Joyce falece a figura estranha e mais original que a Irlanda deu à Europa nesta geração.

A proibição imposta por anos ao seu “Ulysses” deu notoriedade ao seu nome sem revelar sua verdadeira estatura e força. Que ele era um artista genuíno, sincero, integrado e profundo fica claro da simplicidade de seus primeiros contos “Dubliners” e da narrativa autobiográfica bem definida de “Retrato do Artista.”

Em “Ulysses”, ele tentou a difícil tarefa de apresentar um quadro completo da vida do indivíduo em nosso tempo, tanto consciente quanto subconsciente, o simples, pecador, tateante homem com o universo implacavelmente duro em torno dele.

Em “Finnegans Wake” ele foi mais longe, e em uma língua estranha inventiva ele pareceu romper as barreiras do tempo, embora tão complexo é o meio que sem comentários poucos podem seguir o significado.

Em sua formação estavam as antigas tradições de Dublin e da Igreja Católica Romana. Ele rompeu com ambos, até onde um homem pode jamais romper com um passado tão profundamente aterrado, e retratou o caos de um mundo desorganizado. “Ulysses” foi procurado por alguns leitores devido às suas páginas conterem palavras que eram raramente encontradas impressas. Se isso fosse a única conquista de Joyce, haveria muitos de seus compatriotas de pretensões intelectuais mais humildes que poderiam superá-lo.

Sua originalidade residia em sua descoberta de uma forma literária para expressar a complexidade inconsequente da mente humana e a semelhança fraca que as suas migrações tinham para a ordem das frases gramaticais ou as aparências de tempo e espaço.

Ele aniquilou o comum e o normal, e revelou um mundo de selva as reações mentais e emocionais que podem surgir para os homens em um único dia. Por esse caminho viajou seu gênio até onde é possível ir. Se outros não tivessem se esforçado pela tradição ou lutado por uma ilusão, pelo menos de ordem, o niilismo de Joyce teria sido impossível, pois os seus termos de referência teriam desaparecido. A Europa o apreciou e ainda assim ele estava finalmente trancado para fora da Europa, assim como da Irlanda, em algum templo secreto de sua própria mente, tão afastado da grande passagem de eventos quanto seus próprios compatriotas estão hoje.

O estrangeiro pode sentir a cidade a partir dele, mas “Ulysses” deve ser o primeiro um livro para Dublinenses, onde as graças e as desgraças de suas pequenas vidas, delimitadas pelas Colinas de Howth, o Dargle e as Estradas Circulares, têm magnitude capital.

Published in: on janeiro 14, 2017 at 11:14 am  Deixe um comentário  
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