Rumo à renda universal: Como lidar com o desaparecimento programado do trabalho?

Tradução José Filardo

por Jean-Moïse Braitberg

A prodigiosa revolução da inteligência artificial está transtornando nossa relação com o mundo, bem como o significado que damos às nossas vidas. O emprego, que alguns acreditam ser a chave do bem-estar, assim como da dignidade, está em vias de se tornar um dado obsoleto. Convém se preparar seriamente, visando principalmente a possibilidade de uma renda universal de existência desconectada da atividade. É hoje é o maior desafio que a humanidade está enfrentando, ao mesmo tempo em que isso coloca em causa para os maçons a importância simbólica do trabalho.

Estamos à procura de um colaborador para um trabalho que exige inteligência superior, capacidade de trabalho a toda prova e grande precisão eliminando qualquer risco de fracasso. Os humanos devem se abster“.

Este é o tipo de oferta de emprego que é de se esperar nos próximos anos.

Leia mais em: https://bibliot3ca.wordpress.com/rumo-a-renda-universal-como-lidar-com-o-desparecimento-programado-do-trabalho/

Published in: on março 9, 2017 at 2:46 pm  Comments (1)  
Tags: ,

Briga do Papa com Cavaleiros de Malta revela a Posição do Papa Francisco contra a Maçonaria

Tradução José Filardo
Por Jason HOROWITZ

Janeiro 28, 2017

Papa Francisco durante sua reunião em junho com o líder dos Cavaleiros de Malta, Matthew Festing.
Credito Gabriel Bouys / Agence France-Presse, via Associated Press

ROMA – Começou como uma briga por recursos humanos. Então veio uma disputa sobre preservativos, seguida por preocupações papais sobre Maçonaria. Agora tornou-se uma guerra total por procuração entre Papa Francisco e os tradicionalistas do Vaticano que se opõem a ele, tendo como campo de batalha um palácio renascentista ladeado pelas vitrines de Jimmy Choo e Hermès na Via dei Condotti, a rua mais exclusiva de Roma.

O palácio é a sede dos Cavaleiros de Malta, a ordem medieval católica romana. Durante meses, um conflito feio, ainda que silencioso sobre recursos humanos, se desenrolou por trás dos muros da ordem antes de derramar do outro lado do rio Tibre…

Leia mais em: https://bibliot3ca.wordpress.com/briga-do-papa-com-cavaleiros-de-malta-revela-a-posicao-do-papa-francisco-contra-a-maconaria/

Reis Magos, zoroastrismo e Maçonaria

Tradução José Filardo

por Yves BOMATI

Em 6 de janeiro, a Epifania celebra os três reis magos vindos do Oriente para prestar homenagem ao Cristo, recém-nascido em Belém. A viagem deles não é questionada, mesmo se a festa que ela gera consista na partilha alegre de um bolo de “Reis”. O que é a “Epifania”? Quem são estes magos guiados por uma estrela? E em que este episódio está relacionado com a maçonaria?

A Epifania e os Magos do Oriente

Doze dias depois do Natal, a Epifania, palavra que significa, segundo a etimologia grega, “aparição”, marca o retorno percebido da luz após o solstício de inverno. Que vêm, portanto, fazer ali os Reis Magos, nem hebreus, nem gregos, nem romanos, na lenda cristã?

Leia mais em : https://bibliot3ca.wordpress.com/reis-magos-zoroastrismo-e-maconaria/

Published in: on janeiro 25, 2017 at 11:13 am  Comments (1)  
Tags: , ,

Jesuítas e maçons – Os bastidores de um relacionamento conturbado

Tradução José Filardo

por John Moses Braitberg

A eleição em 2013 do cardeal jesuíta argentino Berdoglio e posições aparentemente “progressistas” que ele assumiu como Papa Francisco reavivaram o velho fantasma de uma conspiração maçônica dentro da igreja. Esquecem-se de que a mesma acusação de infiltração foi feita no passado pelos maçons contra os jesuítas. Se for para fazer, hoje, tábula rasa dessas acusações, a história mostra que as relações entre a Companhia de Jesus e a corrente espiritualista da Maçonaria estão imbuídas de um fascínio mútuo.

“Não seria uma surpresa descobrir que Francisco é maçom, pois suas crenças – que se manifestaram por suas obras e ações – são maçônicas.” Trata-se, entre outras coisas, de uma das acusações que os fanáticos americanos do Mosteiro da Sagrada Família (1) fazem contra o primeiro papa jesuíta na história da igreja. Na França, essas acusações são retransmitidas pelo site conspiracionista lelibrepenseur.org – infelizmente muito visitado – que apresenta uma foto legendada “Papa Francisco, Grão-Mestre da Loja do Vaticano”.

Para compreender as verdadeiras razões para esta suposta “apostasia” do Papa Francisco, é preciso visitar o site de Michelle d’Astier de la Vigerie, ex-jornalista e empresária. Transformada em guru evangelista liderando uma cruzada ao mesmo tempo anticatólica, antimuçulmana e antimaçônica, esta antiga colaboradora da ex-primeiro-ministro socialista Edith Cresson afirma em seu site que o Papa Francisco é o instrumento de uma grande conspiração.

Leia mais em: https://bibliot3ca.wordpress.com/5429-2/

Os Cátaros no Santo Graal – A construção de um mito moderno

 Tradução José Filardo

por Jean-Moise Braitberg

Sete séculos depois de combater os cátaros nas condições que conhecemos, a Igreja Católica acaba de pedir perdão. Além da ideia muitas vezes mitificada e tingida de esoterismo que temos dessa heresia medieval atualmente, este ato de arrependimento reflete a permanência do sentimento de que, todas as identidades, incluindo aquela que se atribuem os maçons repousa sobre a ideia de que o inferno é sempre o outro.

Foi em 16 de outubro na igreja da vila de Ariege, Montségur, muito pequena para acomodar as centenas de pessoas, a maioria nunca indo à missa, que chegaram para participar de um evento que em outros séculos revolucionaria a cristandade. Mas neste dia de outono, este ato solene de “arrependimento” passava apenas pelo que era: uma cerimônia folclórica destinada a acomodar um “occitanismo” que criara raízes no solo fértil de uma identidade religiosa “cátara” construída na era moderna. No entanto, o catarismo tocou igualmente o norte da França e foi lá também tão cruelmente reprimido quanto no Languedoc (ver caixa).

Evento de âmbito folclórico, portanto, vez que limitado aos católicos da região de Ariége. Não era, de fato, a Igreja universal, quem pedia perdão, mas, como foi dito durante a cerimônia, os representantes dos católicos de Ariége: “Nós, os fiéis católicos que estamos em Ariège pedimos perdão de nosso Senhor, mas também a todos aqueles que perseguimos (…)” palavras emocionantes! Compreende-se mal, no entanto, o significado de um perdão formulado por uma igreja cuja legitimidade contemporânea é baseada em uma história que ela renega. Ainda mais que não se pode entender como, sete séculos mais tarde, o ato de arrependimento da igreja de Ariège pode aliviar o sofrimento daqueles que ela perseguiu. A menos, é claro, que se acredite em fantasmas e fantasmas que através do culto da lembrança e do dever de lembrar, parecem assombrar muito mais a consciência dos povos que a necessidade de fraternidade entre os vivos. “Este perdão, eu apoio, mas é uma história interna dos católicos. Isso lhes dá prazer, para que se sintam melhor por ter perpetrado um massacre” devia declarar no final da cerimônia em 16 de outubro, Eric Delmas, secretário da associação “Cultura e Estudos Cátaros”, apresentando-se ele mesmo como um cátaro do século XXI.

Leia mais em: https://bibliot3ca.wordpress.com/os-cataros-no-santo-graal-a-construcao-de-um-mito-moderno/

Budismo, Maçonaria e Ocidente – Uma sabedoria no espírito dos tempos

Tradução José Filardo

por Jean-Moïse Braitberg

Considerada a quarta religião da França, o budismo, em suas diferentes variações, não é percebido por seus seguidores ocidentais como uma religião, mas como um compromisso entre sabedoria, espiritualidade, filosofia e estilo de vida. Popularizado pela figura do Dalai Lama, que acaba de completar uma viagem à França, este aparelho de crença originário na Ásia parece desenhar os contornos de uma nova religiosidade pessoal no espírito da era que não deixa indiferente alguns maçons.

Numa altura em que, nas palavras de Emmanuel Todd, o catolicismo tornou-se “zumbi”, o protestantismo exaltado no evangelismo, o judaísmo exilado no sionismo e o Islã em luta contra seus demônios, o budismo, por sua discrição passa por um mar de tranquilidade espiritual, um sopro sutil de primavera, uma fonte refrescante de sabedoria. A prova? Em um momento em que uma sobrecarga secular generalizada estigmatiza toda a visibilidade religiosa – quer dizer muçulmana – as estátuas de Buda substituem os gnomos nos jardins e imagens de Buda decoram certos lugares públicos – salas de espera de hospitais e consultórios médicos, em particular – provocando os novos cruzados do secularismo.

Leia mais em: https://bibliot3ca.wordpress.com/budismo-maconaria-e-ocidente-uma-sabedoria-no-espirito-dos-tempos/

Stonemasons – Talhadores da Pedra

Tradução José Filardo

Por Albert Mackey

A história da origem e evolução da Irmandade de Talhadores de Pedra (Canteiros) na Europa, durante a Idade Média é de grande importância como um estudo para o erudito maçônico, devido à íntima ligação que existia entre aquela Irmandade e a Fraternidade de Maçons. Com efeito, a história de uma é simplesmente a introdução à história da outra. Em uma digressão histórica, somos compelidos a assumir a ciência especulativa onde descobrimos que a arte operativa a deixou. Assim, quem quer que se dedique a escrever uma história da Maçonaria, deve dar, para a realização do seu trabalho, uma consideração integral à Irmandade dos Canteiros. No ano de 1820, um trabalho foi publicado em Leipzig, na Alemanha, pelo Dr. Christian Ludwig Steiglitz, sob o título de “Von Altdeutscher Baukunst“, isto é, “Ensaio sobre a Arquitetura Alemã Antiga”. Neste trabalho, o autor traça com grande exatidão a ascensão e o progresso das fraternidades de Canteiros desde os primeiros tempos, através da Idade Média, até a sua absorção final pelas associações de Maçons. A partir dos trabalhos do Dr. Steiglitz, confrontado com algumas outras autoridades em relação a assuntos sobre os quais ele é silencioso ou errôneo, compilei o seguinte esboço.

É universalmente admitido que, nos primeiros tempos do cristianismo, só os membros do clero eram os patronos das artes e das ciências. Isso ocorria porque todo o ensino estava então quase exclusivamente limitado aos eclesiásticos. Muito poucos leigos sabiam ler ou escrever, e até mesmo os reis apunham uma cruz, no lugar de suas assinaturas em estatutos e outros documentos que eles emitiam, porque, como eles francamente confessavam sua incapacidade para escrever seus nomes; e daí vem a expressão moderna de assinar um papel, como equivalente a assinar o nome. Desde a época de Carlos Magno, no século VIII, até meados do século XII, todo o conhecimento e prática da arquitetura, pintura e escultura estavam exclusivamente confinados aos monges; e os bispos supervisionavam pessoalmente a construção de igrejas e catedrais em suas dioceses, porque não só os princípios, mas a prática da arte da construção eram segredos escrupulosamente mantidos dentro dos muros de claustros, e totalmente desconhecido para leigos.

Muitos dos fundadores das Ordens Monásticas e, especialmente, entre eles São Bento, tornaram um dever peculiar para os irmãos dedicar-se à arquitetura e à construção de igrejas. O monge inglês Winfrido, mais conhecido na história eclesiástica como São Bonifácio e que, por seu trabalho na cristianização daquele país, foi denominado o Apóstolo da Alemanha, seguiu o exemplo de seus antecessores na construção de mosteiros alemães. No século VIII, ele organizou uma classe especial de monges para a prática da construção, sob o nome de Operarii, ou Artesãos, e Magistri Operum, ou Mestres de Obra. Os trabalhos e deveres desses monges eram divididos. Alguns deles projetavam a planta do edifício; outros eram pintores e escultores; outros se ocupavam em trabalhar em ouro e prata e bordados; e outros ainda, que eram chamados Caementarii, ou canteiros, realizavam os trabalhos práticos de construção. Às vezes, especialmente em construções grandes, onde muitos trabalhadores eram necessários, leigos também eram empregados, sob a direção dos monges. Tão extensos se tornaram esses trabalhos, que os bispos e abades, muitas vezes obtinham grande parte das suas receitas com os ganhos dos trabalhadores nos mosteiros.

Leia mais: https://bibliot3ca.wordpress.com/canteiros-os-talhadores-de-pedras-da-idade-media/

SEMINÁRIO EM SÃO PAULO

transhumanismo

Published in: on agosto 26, 2016 at 9:57 am  Comments (3)  
Tags: , ,

Por que escrever

Tradução José Filardo

por George Orwell

orwellDeixando de lado a necessidade de ganhar a vida, eu acho que existem quatro grandes motivos para escrever, pelo menos para escrever prosa.  Eles existem em diferentes graus em cada escritor, e, em qualquer escritor as proporções podem variar de tempos em tempos, de acordo com o ambiente em que vive. São eles:

(i) puro egoísmo.

Desejo de parecer inteligente, de ser comentado, de ser lembrado após a morte, para obter suas própria revanche contra os adultos que você desprezava na infância, etc., etc. É trapaça para fingir que isso não é um motivo, e um motivo forte. Escritores compartilham essa característica com cientistas, artistas, políticos, advogados, soldados, homens de negócios bem sucedidos – em suma, com toda a crosta superior da humanidade.  A grande massa de seres humanos não é agudamente egoísta. Após a idade de cerca de trinta anos, eles quase abandonam a sensação de serem indivíduos – e vivem principalmente em função dos outros, ou simplesmente sufocados sob trabalho penoso. Mas há também a minoria de pessoas talentosas, voluntariosas que estão determinadas a viver suas próprias vidas até o fim, e os escritores pertencem a esta classe. Escritores sérios, eu diria são, em geral, mais vaidosos e egocêntricos do que jornalistas, embora menos interessados em dinheiro.

(ii) Entusiasmo estético.

A percepção da beleza no mundo exterior, ou, por outro lado, nas palavras e seu arranjo correto. Prazer no impacto de um som sobre outro, na firmeza da boa prosa ou no ritmo de uma boa história. Desejo de compartilhar uma experiência em que se sente ser valiosa e que não deve ser desperdiçada. O motivo estético é muito débil em um monte de escritores, mas mesmo um escritor panfletário ou escritor de livros didáticos terá palavras para animais e frases que apelam a ele por razões não-utilitárias; ou ele pode achar importante a tipografia, largura das margens, etc. Acima do nível de um guia ferroviário, nenhum livro é totalmente livre de considerações estéticas.

 (iii) Impulso histórico.

Desejo de ver as coisas como elas são, descobrir fatos verdadeiros e armazená-los para o uso da posteridade.

 (iv) Propósito político.

Usando a palavra “político” no sentido mais amplo possível.  Desejo de empurrar o mundo em uma certa direção, alterar a ideia de outras pessoas sobre o tipo de sociedade por que eles devam se esforçar. Mais uma vez, nenhum livro é genuinamente livre de viés político.  A opinião de que a arte nada deve ter a ver com política é em si uma atitude política.

Isso pode ser visto como aqueles vários impulsos devem fazer guerra uns contra os outros, e como eles devem variar de pessoa para pessoa e de momento para momento.

Published in: on agosto 19, 2016 at 11:33 am  Comments (1)  
Tags:

Compartilhar as riquezas, um ideal maçônico

Tradução José Filardo

partager

por  Bernard Ollagnier

Nas últimas semanas, a França foi colocada no centro de um pavimento de mosaico, onde a tragédia aparece ao lado da alegria, assim como o céu se divide entre tempestades e clareza.

O Estado Islâmico continua a sua obra de destruição e terror que leva um jovem de 25 anos a assassinar um casal de policiais. A cólera sindical permite aos violadores da democracia e da República violentar um hospital infantil. Milhões de franceses cantam as vitórias dos “blues”, enquanto outros preparam suas férias. Certamente, “e assim vai a vida”. Ou pelo menos assim se diz. Mas é essa uma razão para aceitar o inaceitável? Será essa uma razão para não trabalhar para construir um mundo melhor para a humanidade? O mundo em mudança desorienta a muitos. Os maçons se perguntam cada vez mais sobre quem os criou. Aqui estamos, assim, em grande agitação. Este é o momento de se manter firme sobre os valores subjacentes de humanismo para participar no desenvolvimento de novos modos econômicos e sociais. De fato, além da luta pelo respeito à liberdade de pensamento e de expressão, a questão da partilha da riqueza é essencial para construir um mundo melhor.

Muita violência vem da apropriação da riqueza por uma minoria. Esta riqueza distribuída de forma desigual entre os estados do norte e do sul, entre os chamados “emergentes” e os chamados “desenvolvidos” é, no entanto, o produto de homens e mulheres que a produzem com seu trabalho. O capitalismo aumentado das garantias sociais, sistema adotado pela Maçonaria, baseou-se na ideia de permitir à indústria proporcionar mais bens e conforto à população por meio de um financiamento de acionistas e não apenas por proprietários individuais. Este sistema parece esgotado pelos excessos do capitalismo financeiro e não mais atende às necessidades das pessoas. Mais grave, este esgotamento do capitalismo não em termos de produção, mas em termos de aceitação força milhares de pessoas a escolher ideologias extremas que afastam as bases da democracia e da República em toda a Europa e no mundo ocidental. Como corolário desta escolha, é fácil constatar o renascimento religioso não só na vida individual, como o entende o secularismo, mas mais e mais na escolha política; na França, recentemente ouvimos políticos confundir espiritualidade com religião. Se não trabalharmos por uma nova partilha da riqueza ou pela recuperação de um secularismo simples e aceito, então vamos conhecer mais e mais lágrimas e sangue.

A noção de economia do “co-” seduz, porque torna todos responsáveis, corresponsáveis, pelo menos na aparência, porque as atuais estruturas financeiras e legislativas não correspondem em nada a esse conceito. E a tentação é forte para os iniciadores do “co-” da tornarem-se rapidamente “bilionários”. Adaptar as leis e os bancos a esta nova forma de economia parece ser uma obrigação urgente. E o mesmo vale para cooperativas que encontram uma nova juventude à medida que os empresários nascidos no baby boom do pós-guerra transferem seus negócios. Mais de 700 000 empresas estão sendo transferidas a cada ano. Excelente viveiro para reviver uma nova economia.

Estas perspectivas merecem toda a atenção dos maçons que carregam os valores da solidariedade e da partilha. Não se trata de se afastar da Maçonaria especulativa, mas convocar irmãs e irmãos para trabalhando na partilha das riquezas. É simplesmente respeitar o compromisso de trabalhar pela felicidade da humanidade. Trata-se então de colocar a Maçonaria no centro da sociedade, como o motor do seu futuro, como o que fizeram os fundadores da Maçonaria moderna e seus sucessores durante três séculos.

Um grupo de maçons trabalha há mais de um ano sobre o tema da partilha da riqueza. Algumas orientações são dadas gradativamente dia após dia, depois de ouvir diferentes personalidades e depois de muito debate dentro do grupo. Em breve, teremos a oportunidade de comunicar os resultados. A questão central da abordagem humanista da economia continua a ser a linha diretriz do trabalho realizado. Na verdade, o humano expresso em atividade social dentro da economia desde o final do século 19, exige uma abordagem mais global do próprio funcionamento da economia. Este é o lugar onde se encontra o caminho a ser explorado pelos maçons. Um caminho que centenas de economistas como o francês Eric Berr, Philippe Aghion ou Sophie Jallais, sem esquecer Bernard Maris, vítima do massacre da Charlie Hebdo, exploram na Europa e América do Norte. Grande movimento que engloba o desenvolvimento africano, a redução da pobreza na Índia ou, ainda, os novos comportamentos dos Gafa (Google Apple Facebook Amazon). Estes últimos, de uma forma muito pragmática, procuram mostrar a “nova economia” social e solidária nesse trem de alta velocidade.

Palavras que falam aos maçons de hoje, como falaram com Condorcet, Mendes-France e Gustave Mesureur. O aperfeiçoamento a serviço do humano continua incessantemente.

Publicado em 06 de julho de 2016 – http://www.fm-mag.fr/article/actualite/partager-les-richesses-ideal-maconnique-1265

Published in: on julho 22, 2016 at 10:44 am  Comments (2)  
Tags: