Os arquivos de vieram do frio

Tradução J. Filardo

 

porPierre Mollier

Aqueles não familiarizados com elas, muitas vezes pensam que as bibliotecas são lugares entediantes e empoeirados. Eles ignoram quanto a história de alguns livros ou manuscritos pode, às vezes, ser extraordinária. Assim, entre 1940 e 1945, os arquivos maçônicos franceses vão conhecer uma verdadeira epopeia. Uma epopeia que vai levar uma parte deles a atravessar a Europa no meio de bombas, e a desaparecer no turbilhão da história. Depois de serem considerado, por muito tempo, perdidos para sempre, meio século mais tarde, para a surpresa de arquivistas e historiadores, os redescobrimos conservados cuidadosamente em um edifício do antigo da KGB em Moscou. Depois de negociações arriscadas, eles finalmente voltariam para a França no início dos anos 2000. Hoje, depois de anos de investigação, conhece-se melhor a saga dos “Arquivos russos”.

Na véspera da II Guerra Mundial, tudo indica que os arquivos da Maçonaria desde o século XVIII estavam quase completos faltando apenas serem bem inventariados ou explorados. A derrota da França, que colocou o país sob o jugo nazista e permitiu aos seguidores de Maurras liquidar a República e tomar as rédeas do poder abre um período de perseguição à Maçonaria. Desde o Segundo Império e especialmente a partir dos anos 1880, a Maçonaria aparece aos olhos do público francês como “a igreja da República,” a ponta de lança da democracia e dos direitos humanos. Ela é considerada por todos os opositores do regime – esta extrema direita que assume o poder em Vichy – como o inimigo a ser derrotado. Da mesma forma, para Alfred Rosenberg e os teóricos do nacional-socialismo alemão, a Maçonaria é o poder oculto que dirige nos bastidores a vida política das democracias europeias.

 

leia mais em  Arquivos Russos

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Published in: on novembro 8, 2017 at 12:21 pm  Deixe um comentário  
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A Inspiração por trás do Homem Vitruviano de Leonardo da Vinci

 

Tradução J. Filardo

por Walter Isaacson

Um olhar sobre o desenho clássico despojado de sua essência

Esboço de Leonardo da Vinci

Marcus Vitruvius Pollio, nascido por volta de 80 aC, serviu no exército romano sob César e se especializou no projeto e construção de máquinas de artilharia. Os seus deveres levaram-no para o que são agora a Espanha e a França e até mesmo ao norte da África. Vitruvio, mais tarde, tornou-se arquiteto e trabalhou em um templo, já não mais existente, na cidade de Fano, na Itália. Seu trabalho mais importante foi literário, o único livro que sobreviveu sobre arquitetura da antiguidade clássica:De Architectura, conhecido hoje como Os dez livros sobre arquitetura.

Durante muitos séculos obscuros, o trabalho de Vitrúvio foi esquecido, mas no início dos anos 1400 foi uma das muitas peças da escrita clássica, incluindo o poema épico de LucrecioSobre a Natureza das Coisase as orações de Cicero, que foram redescobertas e recolhidas pelo pioneiro humanista italiano Poggio Bracciolini. Em um mosteiro na Suíça, Poggio encontrou uma cópia do século VIII do opus de Vitrúvio, e a enviou de volta a Florença. Lá ela se tornou parte do firmamento das obras clássicas redescobertas que nasceram no Renascimento.

Ler mais: Por trás do Homem Vitruviano

Lançamento de livros importantes para os maçons

Comemorando os 300 anos da Maçonaria Especulativa, e os 195 anos de fundação do Grande Oriente do Brasil, o ex-Grão Mestre do Distrito Federal, Ir. Helio Leite editou uma coletânea de documentos essenciais para a história da Maçonaria no Brasil, que foi lançado neste mês de outubro em Brasília.

Um livro importantíssimo, que todo maçom brasileiro precisa ter em sua estante. Informações transcritas diretamente dos originais nos arquivos do GOB, em Brasília, oferecem uma visão clara e objetiva da presença e atuação da Maçonaria no Brasil. Editado com competência e carinho, resulta em uma leitura agradável e instrutiva.

O livro está disponível a pedidos pelo e-mail coletanea.gob.195@gmail.com ou pelo telefone +55 (61) 98163-4605

 

Além desse lançamento, o editor é também o autor de outros dois livros de grande importância na vida das lojas, abordando uma prática tão cara do ritual maçônico, o Banquete.

 

 

Em dois volumes, as obras podem ser solicitada diretamente ao autor através do e-mail livro.banquete@gmail.com ou pelo site www.banquetemaconico.com.br

Para quem lê em Francês

Esta é uma revista sensacional para maçons.  Artigos excelentes.

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Ela pode ser assinada em: Assinar a Revista FM

Published in: on outubro 20, 2017 at 10:23 am  Deixe um comentário  
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O Brazil e a Invasão Clerical

Capturar

As Vidas Secretas de Leonardo da Vinci

 Tradução José Filardo

Por Claudia Roth Pierpont

A biografia de Walter Isaacson retrata um homem obcecado com o conhecimento e quase impossível de conhecer.

Ilustração de Tamara Shopsin; Gravura de Hulton Archive / Getty

Na Florença renascentista, várias caixas identificadas colocadas por toda a cidade permitiam que os cidadãos fizessem denúncias anônimas de vários crimes morais – em 1461, por exemplo, o monge artista, Filippo Lippi, foi acusado de ter um filho com uma freira. Mas o crime que o governo estava realmente tentando controlar era a sodomia, tão notoriamente prevalecente que a gíria alemã contemporânea para um homossexual era Florenzer. A natureza comum da infração não apagava a ameaça de graves consequências. Em 1476, Leonardo da Vinci, à beira de seu vigésimo quarto aniversário, foi nomeado como um dos quatro homens que haviam praticado “tal maldade” com o aprendiz de dezessete anos de um ourives local. Resta pouca dúvida de que Leonardo tenha sido preso. Embora qualquer tempo que ele tenha passado na prisão tenha sido breve, e o caso foi encerrado dois meses depois, por falta de testemunhas corroborantes, ele teve muito tempo para refletir sobre as possíveis penas legais: uma grande multa, humilhação pública, exílio, suplício na fogueira. É impossível saber se essa experiência afetou o hábito do artista, mais tarde citado como uma marca de seu caráter, de comprar pássaros engaiolados do mercado apenas para libertá-los. Mas parece estar relacionado com os desenhos que ele fez, nos anos seguintes, de duas invenções fantásticas: uma máquina que ele explicou significar “abrir uma prisão de dentro para fora” e outra para romper barras de janelas.

Leia mais em: As Vidas Secretas de Leonardo da Vinci

Published in: on outubro 13, 2017 at 12:57 pm  Deixe um comentário  
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História Concisa da Maçonaria – Robert Freke Gould

A partir de hoje, todos os três volumes da obra HISTÓRIA CONCISA DA MAÇONARIA, de Robert Freke Gould, estarão à venda na Amazon.com tanto em formato de livro físico quanto em formato eletrônico – E-Book Kindle.

Para o livro físico, acesse www.amazon.com  (site americano)

Para o livro eletrônico, acesse www.amazon.com.br (site brasileiro)

 

 

Published in: on outubro 12, 2017 at 4:27 pm  Deixe um comentário  
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Gambito de Franklin: Como (Não) Tomar uma decisão como Benjamin Franklin

Tradução José Filardo

Por Charles Chu

 

Em 1772, quase 4 anos antes da Declaração de Independência dos Estados Unidos, Benjamin Franklin escreveu uma Carta a Joseph Priestley com conselhos sobre como tomar uma decisão difícil:

Gráfico Pró-Con de William Patton (1835-1889)

“Quando esses casos difíceis ocorrem, eles são difíceis principalmente porque, enquanto os examinamos, todos os motivos pró e contra não estão presentes na mente ao mesmo tempo; mas às vezes um conjunto se apresenta, e em outros momentos outro, o primeiro ficando fora da vista. Daí os vários propósitos ou inclinações que prevalecem alternadamente, e a incerteza que nos deixa perplexos.

Gráfico Prós-Contras de William Patton (1835-1889)

“Para superar isso, minha maneira é dividir uma folha de papel na metade por uma linha em duas colunas; escrevendo no topo de uma coluna Pró e na outra Contra. Então, durante uma análise de três ou quatro dias, coloco sob os diferentes cabeçalhos pistas resumidas dos diferentes motivos, que em diferentes momentos me ocorreram, a favor ou contra a medida. Quando eu assim as tenho completamente em uma única visão, eu me esforço para estimar seus respectivos pesos; e onde eu acho dois, um de cada lado, que pareçam iguais, eu os risco. Se eu julgar que duas razões contra correspondem a de três razões a favor, eu risco as cinco; e, assim, procedendo, encontro onde está o equilíbrio; e se depois de um dia ou dois de mais consideração, nada de novo que seja importante me ocorre em ambos os lados, eu chego a uma conclusão adequada”.

Essencialmente, Franklin recomenda que elaboremos um gráfico pré e contra: (1) anote os prós e os contras, (2) risque resultados opostos que se equilibram mutuamente e (3) escolha o lado que vencer.

A técnica tem sido tremendamente popular, com blogues notáveis ​​como A arte da masculinidade “melhorando” a técnica, adicionando pesos numéricos, probabilidades, etc.

Há apenas um problema aqui.

Não é assim que nós realmente tomamos decisões.

 

Gambito de Franklin

Em Obliquidade: Por que nossos objetivos são melhor alcançados indiretamente O economista e consultor John Kay nos conta sobre a década que passou em uma consultoria econômica, vendendo modelos matemáticos caros a grandes corporações.

O que Kay descobriu foi que, em muitos casos, os modelos não estavam sendo utilizados para tomar decisões:

“Um dia, fiz-me uma pergunta: se esses modelos eram úteis, por que não construímos modelos semelhantes para nossa própria tomada de decisão? A resposta, percebi, era que nossos clientes também não usaram realmente esses modelos para a tomada de decisão. Eles os usaram interna ou externamente para justificar decisões que eles já haviam tomado “.

Muitos de nós, especialmente aqueles com diplomas extravagantes, acreditamos que pensamos racionalmente e depois tomamos decisões. Mas o que muitas vezes fazemos é tomar uma decisão (de forma complexa, que não entendemos bem) e depois racionalizar.

Isto é o que Kay chama Gambito de Franklin,citando uma linha daAutobiografia de Franklin:

“… uma coisa tão conveniente é ser uma criatura razoável, uma vez que isso permite encontrar ou fazer uma razão para tudo o que se tem a fazer”.

Seres humanos abominam a incerteza e, em um mundo muito complexo e impossível para qualquer um de nós compreender plenamente, muitos de nós nos agarramos a explicações simples (ideologias) ou tentamos nos proteger com a falsa segurança de números em uma planilha.

Embora as recomendações de Franklin tenham sido tomadas fora do contexto (quem realmente acha que se pode ensinar a tomada de decisões com uma única postagem de blogue?), Kay argumenta que Franklin entendeu bem os limites de seu conselho:

“Franklin também sabia que a álgebra moral era geralmente uma racionalização para uma decisão tomada de forma mais oblíqua. … O relatório da entrevista, a proposta de empréstimo, a avaliação de impacto, a avaliação de risco geralmente são exemplos do Gambito de Franklin … Eles são escritos para racionalizar a decisão que já foi tomada “.

Na verdade, vemos um tom cautelar no último parágrafo da carta de Franklin, alertando contra a excessiva dependência de quantificação:

E embora o peso de motivos não possa ser tomado com a precisão de quantidades algébricas, ainda assim, quando cada um é considerado de forma separada e comparativa, e o todo está diante de mim, acho que posso julgar melhor e tenho menos chances de dar um passo precipitado; e, na verdade, encontrei grande vantagem nesse tipo de equação, no que pode ser chamado de álgebra moral ou prudencial “.

Qualquer um que tenha estado em um relacionamento romântico sabe o quão difícil é listar os prós e contras de qualquer decisão difícil.

Como podemos saber se ainda amaremos alguém quarenta anos no futuro, ou se nossa escolha de se casar ou não se casar era a correta? Qualquer caminho que escolhermos pode nos deixar profundamente arrependidos, e nunca saberemos se a alternativa era melhor.

Então, como nós realmente tomamos decisões? Devemos simplesmente escolher irracionalmente qualquer coisa que nossas emoções nos dizem e esperar pelo melhor?

 

Icaro

Se todos os modelos estiverem errados - se todas as tentativas de entender o mundo serão necessariamente insuficientes, alguns de nós podem fazer uma pausa e dizer: “Bem, então, para que tentar? Por que não rolar os dados, tomar decisões ao acaso e viver com o que vier?”

Este pensamento é infundado. Embora nunca possamos tomar uma decisão perfeita, isso não nos impede de tomar decisões melhores. Em vez de descartar o pensamento crítico e a racionalidade, o que devemos fazer é continuar a melhorar nossos métodos:

“Certamente, devemos fazer o nosso melhor em álgebra moral. Devemos aprender tanto quanto pudermos sobre a estrutura das relações entre objetivos, estados e ações, mesmo que não possamos descrever todas as opções possíveis. Nosso conhecimento do mundo pode ser limitado, mas devemos reunir todas as informações disponíveis e fazer estimativas dos fatores que não conhecemos. Devemos usar os computadores e recursos analíticos mais poderosos para lidar com a complexidade. Devemos definir nossos objetivos, nos concentrar neles e nos recompensarmos e aos outros pelo progresso em relação a eles “.

Mas não podemos melhorar nossos métodos sem primeiro admitir para nós mesmos que os que usamos agora são defeituosos. O ego é o inimigo.

Devemos reconhecer que muitas vezes estamos jogando o Gambito de Franklin, que os seres humanos são criaturas fracas que navegam a modernidade com máquinas evolutivas mal construídas e que muitas vezes somos propensos a um excesso de confiança - em outras palavras, o que precisamos é de humildade.

A Queda de Ícaro – Rubens

Lembro-me de Ícaro a quem, na mitologia grega, foi concedida uma poderosa ferramenta por seu pai - asas de penas e cera. Com essas asas, um Ícaro excessivamente confiante voou até muito perto do sol. As asas derreteram, e Ícaro caiu do céu até sua morte.

Num momento em que as fronteiras entre países e povos estão menos definidas do que nunca, meu grande medo é que todos voemos e caiamos juntos.

 

Publicado em: https://betterhumans.coach.me/franklins-gambit-how-to-not-make-a-decision-like-benjamin-franklin-21dcdf181f71

 

Published in: on outubro 4, 2017 at 3:57 pm  Comments (1)  
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Mozart, Maçonaria e Viena

Por Vitor Manuel Adrião

PARAMENTOS MAÇÓNICOS DE MOZART

Na Rua Domgasse, n.º 5, encontra-se a casa em Viena de Mozart, a única que se conserva da dezena que possuiu nesta cidade austríaca. Esta casa (Mozarthaus) onde o compositor residiu com a sua família de 1784 a 1787, consta de seis salas, sendo na terceira que se podem ver objectos maçónicos comprovando a ligação profunda de Mozart à Maçonaria.

Vê-se exposta uma bonita faixa de fundo azul decorada com fios de ouro onde se bordou um triângulo com o Nome de Deus em hebraico, como seja, Yod – He – Vau – Heth = Jehovah, o Grande Arquitecto do Universo. Da faixa pende uma jóia constituída de um pelicano alimentando os seus sete filhotes. São as insígnias do Grau 18 de Cavaleiro do Pelicano ou Príncipe Rosacruz na Maçonaria Escocesa, sendo que o pelicano é a representação simbólica do sacrifício piedoso a favor do próximo em Humanidade, o que confere com a natureza mística deste Grau maçónico de característica essencialmente cristã, onde a mesma ave também aparece na simbologia eclesiástica como indicativa da Paixão de Cristo e da Eucaristia. É, em suma, o símbolo heráldico da piedade. Sob a faixa paramental aparece o avental maçónico do Grau Rosacruz de Mozart, obra bordada à mão com grande mestria onde se vê a Rosa no centro da Cruz, esta expressiva da personalidade e da matéria abrilhantada, iluminada pela flor da individualidade e do Espírito, conferindo a Paz corporal e espiritual que é o que representam os ramos de oliva em volta.

Continuar a ler em : Mozart, Maçonaria e Viena

Published in: on outubro 1, 2017 at 9:57 am  Comments (2)  
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Hyram, de Fernando Pessoa

João Marcos dos Santos Varella

“As Associações Secretas — Análise Serena e Minuciosa a um Projeto de Lei apresentado ao Parlamento” é um texto de Fernando Pessoa sobre a Maçonaria, publicado em 4/02/35. Esse texto tem recebido diversas divulgações recentes, quer através de livros, artigos ou também através da Internet [i]. Nesse artigo Fernando faz a defesa da liberdade de pensamento, de expressão e de livre reunião. Destaca a perseguição à Maçonaria na Alemanha nazista, na Itália e na Espanha sob as ditaduras fascistas e combate o projeto de lei que objetiva fazer o mesmo em Portugal

O nosso objetivo é trazer algumas informações sobre as interessantes circunstâncias em que esse artigo foi escrito, sobre suas posteriores edições, assim como as reações causadas.

Vamos ao contexto histórico [ii]

Os principais fatos que antecederam o artigo de 1935:

Continue a ler em: Hyram, de Fernando Pessoa

Published in: on setembro 25, 2017 at 10:24 am  Deixe um comentário  
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