O Whisky: um Rito Escocês Antigo… e muito bem aceito

Tradução José Filardo

por Jean-Moïse Braitberg


Foto: Matt Tilghman

A quando remonta a invenção do uisge beatha, a áqua vita em gaélico escocês? Alguns afirmam que foram monges vindos do Egito, que teriam trazido os primeiros alambiques de perfume e que teriam desenvolvido o uso que se conhece na Irlanda, e na Escócia a partir do século XII.

Daí uma controvérsia que não acaba nunca entre os partidários de uma origem escocesa ou irlandesa para esta bebida forte em o mundo inteiro conhece sob o nome de uísque. Como todas as aguardentes, esta tem origem na destilação de um açúcar fermentado. No presente caso, é do amido contido nos grãos trigo, cevada, centeio. Ou milho para bourbon. Para aqueles de procedência tradicional escocesa, a base é a cevada maltada, isto é, germinadas e assada em fogo de turfa. É aqui que o apelido de aguardente faz sentido. Porque dependendo se o malte foi mais ou menos exposto à fumaça, ele terá o sabor turfoso, que pode variar de mais suave a mais picante de acordo com a experiência própria de cada destilador. Em seguida, o malte é moído, misturado com a água de alta qualidade, depois deixado fermentar até que se obtém um tipo de cerveja que será destilada continuamente em grandes alambiques de cobre.

Na Escócia existem quatro regiões produtoras: as terras altas que produzem uísques robustos de renome, o vale do rio Spey (Speyside), onde as aguardentes são mais refinadas, os Lowlands de qualidade intermediária e as ilhas do oeste, principalmente Islay, que tem nada menos que oito destilarias produtoras de espíritos aos quais o clima oceânico traz uma qualidade de envelhecimento em barris incomparável.

Os uísques se dividem também entre maltes puros de uma única destilaria e misturas ou blends, resultantes de uma combinação de diferentes maltes. Mas existe também os barris únicos, peças raras de um único barril de uma mesma destilaria. Em resumo, as nuances de whisky são tão ricas, complexas e paradoxais quanto as do rito escocês que mesmo nas suas diferentes formações nada tem a ver com a Escócia … embora muitos maçons escoceses que comparecem às sessões vestidos em seus kilts, assim como fazem na França alguns adeptos do Padrão da Escócia

Esta paixão pelo rito escocês em sua forma espiritual, tanto quanto o espírito se concretizou em 2014 com a Confraria dos Cavaleiros do Malte e da Música, membro da Federação do Círculo Europeu das Fraternais e correspondendo aos mesmos critérios de adesão. Em um espírito amigável e fraterno, ali se pratica, como o próprio nome sugere, o amor ao malte, puro, bem como aos blends e à música. Degustações seguidas de banquetes são realizadas regularmente, bem como concertos na França e no estrangeiro. Trata-se de cultivar o palato, tanto quanto o ouvido. A associação também distribui seu próprio blend da marca Sword (espada dos cavaleiros), um Speyside categoria premium, de uma bela cor âmbar, envelhecido em antigos barris de xerez e considerado como tendo uma personalidade “feminina”. Assim a maçonaria mista, por vezes, assume caminhos tão calorosos quanto inesperado.
Para mais informações:

Assine a revista Franc Maçonneriehttp://www.fm-mag.fr/article/culture/le-whisky-un-rite-ecossais-ancien-et-tres-bien-accepte-1214

Humor

papas

Published in: on setembro 15, 2015 at 2:50 pm  Comments (5)  

Consultório Sentimental

Um irmão que se apresenta sob o pseudônimo de Hermes Trimegistus nos coloca, um pouco jocosamente, a seguinte dúvida:

Quem reconheceu a primeira Grande Loja como “Regular”? Foi o G.’.A.’.D.’.U.’.?

Nessa dúvida estão envolvidos dois conceitos diferentes: Regularidade e reconhecimento.

Mas, há que se considerar que ambos os conceitos surgiram somente depois da invenção da Grande Loja de Londres em 1717.  De fato, ela exercitou o chamado Poder Constituinte, com base em quatro lojas que lhe conferiram a chamada “regularidade”.

Mas, tendo inventado a franquia, a GL de Londres não tinha que se preocupar com essa questão, já que os privilégios de inventor lhe davam a primazia. A “regularidade” era essencial para a preservação da franquia. Como em um contrato moderno, o franqueado é obrigado a pagar taxas e observar uma série de requisitos destinados a manter a marca.

Posteriormente, esta regularidade foi contestada pelas Lojas escocesas e irlandesas que se denominavam Antigos e que pejorativamente atribuíram o nome de Modernos à novel Grande Loja de Londres.  E os Antigos não “reconheciam” o Modernos.

Vê-se que essa polêmica nascida na invenção da maçonaria ainda dará muito pano pra manga…

Maçonaria e Perda de Finalidade

Tradução José Filardo

Postado por E C Ballard ஃ

“Sou um Maçom.”

Os maçons continuam a debater entre si o que pode ser feito para virar a maré do encolhimento do quadro, como se os números fossem sempre importantes. Na verdade, provavelmente é o caso de que os números são o que levou a Maçonaria à beira da aniquilação; não o encolhimento dos números, mas a expansão irracional do recrutamento, em primeiro lugar.

Muitos empreendimentos humanos sucumbiram devido ao seu próprio sucesso. No século XVIII, a Maçonaria era muito bem sucedida. Ele tinha uma aura de segredo que reconhecidamente perturbava os poderes temporais da época. Entretanto, ele atraiu pensadores e os educados, e estes muitas vezes eram membros bem sucedidos da sociedade. O que atraiu essas pessoas, porque mesmo então, nem todos eram homens, foram dois assuntos de grande interesse no Iluminismo. Estes dois temas eram o pensamento esotérico ou metafísico que ainda não tinha sido demonizado por aqueles que sustentavam opiniões materialistas dentro da comunidade científica em evolução e novas ideias sobre a humanidade e os direitos dos indivíduos. Este último também pode ser descrito por aquele tópico que é o maior tabu para os maçons – política.

Leia mais: https://bibliot3ca.wordpress.com/maconaria-e-a-perda-de-finalidade/

Published in: on fevereiro 19, 2015 at 2:06 pm  Comments (3)  

Como tornar-se um(a) sofredor(a) em 14 lições


Tradução José Filardo

tears

Crédito da foto: Shutterstock.com

Os 14 Hábitos das Pessoas Altamente Sofredoras ou Como ter sucesso na autossabotagem.

Por  Cloe Madanes 

A maioria das pessoas alega querer ser feliz, ter uma vida significativa, divertir-se, experimentar a realização, compartilhar amor e amizade com outras pessoas e, talvez, outras espécies, tais como cães, gatos, pássaros e outros enfeites. Estranhamente, no entanto, algumas pessoas agem como se elas só quisessem sofrer, e elas têm notável sucesso em atrair o sofrimento para suas vidas, mesmo que elas obtenham pouco benefício aparente dele, já que ser sofredora não as ajuda a encontrar amantes e amigos , conseguir melhores empregos, ganhar mais dinheiro, ou ter férias mais interessantes. Por que elas fazem isso? Depois de ler atentamente a produção de alguns dos melhores cérebros na profissão da terapia, cheguei à conclusão de que o sofrimento é uma forma de arte, e a satisfação que as pessoas parecem encontrar nele reflete o esforço criativo necessário para cultivá-lo. Em outras palavras, quando suas condições de vida são estáveis, pacíficas e prósperas, sem guerras civis violentas em suas ruas, sem fome em massa, sem doença epidêmica, sem as humilhações vindas da pobreza – tornar-se sofredor é uma arte em si mesma, exigindo imaginação, visão e engenhosidade. Ela pode até mesmo dar à vida um significado distinto.

Assim, se você aspira a tornar-se um sofredor, quais são as melhores e mais comprovadas técnicas para fazê-lo? Vamos excluir algumas maneiras óbvias, tais como usar drogas, cometer crimes, jogar e bater em sua esposa ou seu vizinho. Estratégias mais sutis, aquelas que não levarão ninguém a suspeitar que você está agindo deliberadamente, podem ser altamente eficazes. Mas, você precisa fingir que quer ser feliz como todo mundo, ou as pessoas não vão levar o seu sofrimento a sério. A verdadeira arte é comportar-se de maneira que o levarão ao sofrimento, permitindo-lhe ao mesmo tempo afirmar que você é uma vítima inocente, idealmente das próprias pessoas de quem você está arrancando compaixão e piedade à força.

Nesse texto, eu cubro a maioria das áreas da vida, tais como família, trabalho, amigos e parceiros românticos. Essas áreas se sobrepõem muito bem, uma vez que você não pode arruinar a sua vida sem arruinar o seu casamento e talvez seus relacionamentos com seus filhos e amigos. É inevitável que, ao tornar-se um sofredor, você estará fazendo aqueles ao seu redor também sofredores, pelo menos até que eles o abandonem, o que lhe dará mais um motivo para se sentir miserável. Portanto, é importante ter em mente os benefícios que você está acumulando com seu sofrimento.

• Quando você está infeliz, as pessoas sentem pena de você. Não só isso, elas muitas vezes se sentem culpadas obscuramente, como se seu sofrimento pudesse de alguma forma ser culpa deles. Isso é bom! Há poder em fazer outras pessoas se sentir culpadas. As pessoas que te amam e aquelas que dependem de você pisam em ovos para certificar-se de que elas não digam ou façam nada que aumente o seu sofrimento.

• Quando você está infeliz, já que não tem esperanças e espera que nada de bom aconteça, você não pode ficar desapontado ou desiludido.

• Ser sofredor pode dar a impressão de que você é uma pessoa sensata e mundana, especialmente se você não sofre apenas em relação à sua vida, mas em relação à sociedade em geral. Você pode projetar uma aura de alguém sobrecarregado por uma forma de conhecimento profundo, trágico, existencial que as pessoas felizes e superficiais não podem apreciar.

Aprimorando suas habilidades de sofrer

Vamos direto ao ponto e dar uma olhada em algumas estratégias eficazes para se tornar infeliz. Essa lista não é de forma alguma exaustiva, mas dedicar-se a quatro ou cinco dessas práticas ajudará a refinar seu talento.

Leia mais…

Published in: on novembro 18, 2013 at 1:26 pm  Deixe um comentário  

Humor

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Eu sou CAVALEIRO KADOSH, Sublime Escocês, Reflexo do Sol, Defensor do Templo, Príncipe de Arimatéia, Califa do Cedro dourado e dos Quatro Horizontes, Super Pontífice, Ilustre Escudeiros dos Vinte, Mestre Mais que Perfeito e Companheiro Secreto… Mas, pode me chamar de ALBERTO!

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– Agora conhecemos o SEGREDO do desaparecimento dos dinossauros: eles recusaram a participação das fêmeas!

Published in: on agosto 23, 2013 at 1:30 pm  Deixe um comentário  
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Navegar é preciso… viver não …

bandeira italiana peq

(Originalmente Pompeu, depois Camões, depois Fernando Pessoa, depois Caetano Veloso, agora eu…)

CARAVELA

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