Por que maçons mereceram a Cruz de Vitória por sua bravura na 1ª Guerra Mundial

 Tradução José Filardo

Por Joe Shute

Brigadeiro Willie Shackell, Grande Secretário
CRÉDITO: TELEGRAPH / DAVID ROSE

A manhã de 25 de abril de 1915 testemunhou uma das ações mais corajosas da Primeira Guerra Mundial. A campanha em Gallipoli tinha apenas alguns meses, quando um batalhão de Lancashire Fusiliers foi encarregado de capturar uma enseada de areia apelidada W Beach na Península Turca.

Com apenas 350 metros de comprimento e coberta por metralhadora e ninhos de franco atiradores, era considerada inexpugnável. Às 6 da manhã, os Fusiliers desembarcaram e imediatamente encontraram uma saraivada de balas. A maioria foi dizimada antes de chegar à costa.

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Dentro do mundo sombrio dos maçons – Minisérie na TV inglesa

Tradução José Filardo

 

Por  NICOLE LAMPERT  – The Daily Mail (Londres)

Pernas das calças arregaçadas, apertos de mão engraçados e uma grande sequência real – uma nova série de TV investiga os segredos dos Maçons

Eles não montam bodes, mas precisam descobrir o peito e enrolar uma perna da calça.

Eles não devem usar suas amizades para ganho ou carreira, mas eles têm um aperto de mão estranho. E eles não parecem estar se esforçando para dominar o mundo – eles estão ocupados demais decorando as falas de suas inúmeras cerimônias.

Os maçons têm sido vistos por muito tempo como uma organização sombria, acusada de conspirar para dominar o mundo.

 

A nova série mergulha no mundo sombrio da organização da Maçonaria. Na foto: O ‘sinal do primeiro grau’, conforme recriado no documentário de 1989 – Inside The Brotherhood

O pedigree de alguns Mestres Instalados – incluindo Winston Churchill, o Duque de Wellington, Lord Kitchener, os Reis Edward VII, Edward VIII e George VI, e o príncipe Philip, um maçom da Loja Navy há mais de 60 anos – levou inclusive a acusações de que eles têm mão de ferro sobre a Sociedade.

Assim, um novo documentário sobre essa fraternidade enigmática é fascinante, mesmo que a verdade sobre os maçons seja bastante prosaica. Acontece que ela tem um pouco de um clube de jantar glorificado.

‘A percepção do público sobre nós não é nem um pouco realista’, diz Jonathan Spence. O antigo banqueiro é um dos três adjuntos do Grão-Mestre da Grande Loja Unida da Inglaterra, que por acaso é o primo da rainha, o duque de Kent, um maçom durante os últimos 50 anos.

‘Nós temos pensado sobre confrontar os mitos por um longo tempo. Se mostrarmos como ela realmente é – por exemplo, temos um aperto de mão maçônico, mas é apenas para uso cerimonial – então as pessoas poderão nos entender um pouco mais’

A Grande Loja celebra o seu 300º aniversário este ano, então a série de cinco episódios da Sky 1 surge em um momento oportuno.

 

O duque de Kent, que é o Grão-Mestre da Grande Loja Unida da Inglaterra

 

‘A Maçonaria tem tido uma política de maior abertura ao longo dos últimos 30 anos para tentar mostrar às pessoas o que realmente somos’, diz Jonathan. ‘E, como este é nosso tricentenário, pareceu-nos um bom momento para que as câmeras entrassem em cena.’

A Maçonaria foi originalmente baseado nas guildas criadas por pedreiros no século 14. Muitas das tradições remontam a aqueles dias; o peito nú e a perna da calça enrolada, ambos parte da cerimônia de iniciação, eram destinados a provar que o recém-chegado era um homem saudável.

Como os antigos pedreiros viajavam de emprego em emprego, os apertos de mão foram criados para reconhecer a experiência de um homem, com cada nível de qualificação do pedreiro usando um aperto de mão diferente.

Luvas e aventais, que eram usados pelos pedreiros para a proteção, ainda são usados ​​hoje e se tornam mais decorados à medida que um Maçom sobe na hierarquia dentro da organização.

O esquadro e o compasso, a colher de pedreiro, o nível e o prumo, ferramentas de que todo pedreiro necessita, são agora as insígnias dos maçons reconhecidas internacionalmente.

Os princípios básicos dos maçons são que eles são todos iguais (e é por isso que eles chamam um ao outro de irmão) e que hoje, em vez de trabalhar com pedra, eles estão trabalhando a si mesmos para tornar ‘melhores os homens bons’. À medida que eles trabalham mais em si mesmos, através do trabalho beneficente, por exemplo, eles sobem na hierarquia.

Cada homem passa por três ‘graus’ separados durante o seu tempo na maçonaria – Aprendiz, Companheiro e Mestre – e pela primeira vez, alguns dos rituais, que acontecem em reuniões em lojas maçônicas em todo o país, foram filmados.

‘As cerimônias espelham os princípios da Maçonaria que são amor fraterno, auxílio e verdade’, diz Garry Hacking, um enfermeiro que trabalha com 50 mulheres e acha que os maçons lhe deram alguma companhia masculina muito necessária.

‘A amizade é uma grande parte dela para mim, mas as cerimônias também são importantes. Elas são profundas’.

Para se tornar um Maçom na Inglaterra, você pode preencher um formulário online ou ser recomendado por outro Maçom. Há seis milhões de membros em todo o mundo, sendo 200.000 na Inglaterra e País de Gales; as reuniões variam de duas vezes por semana a quatro vezes por ano, e os maçons podem ser membros de várias lojas, ou visitar novas lojas durante viagens.

O pico do número de membros atingiu 300.000 após a Primeira Guerra Mundial quando homens ingressavam para recriar a fraternidade que tinham encontrado nas trincheiras. O grupo passou à clandestinidade na década de 30, quando foi alvo de fascistas e nazistas; até 200.000 maçons europeus morreram nos campos de concentração.

‘Quando começamos a fazer essa série eu não entendia por que, no século 21, as pessoas quereriam ingressar em algo que tratava de apertos de mão e aventais e que era somente masculina’, diz Emma Read, a produtora executiva da série.

‘Eu me senti realmente anacrônica, assim estamos olhando para o que é sua relevância no século 21. Mas isso foi uma verdadeira revelação. Alguns estão lá pela tradição, mas para muitos trata-se de fazer novos amigos. É a mais antiga rede social do mundo’.

Nós encontramos vários maçons na mini-série que revelam como a organização os ajudou a atravessar tempos difíceis, tais como a morte de um parceiro ou doença grave.

‘A Maçonaria pode ser uma instituição tradicional, mas ela é também uma grande rede de apoio para homens e eu fiquei surpresa com isso’, diz Emma, ​​que passou um ano pesquisando.

‘Quando você tiver passando por momentos difíceis – emocional ou fisicamente – você tem um verdadeiro grupo de amigos a quem pode recorrer. Eu achei que o lançamento da série era uma força para o bem.’

 Inside The Freemasons começa em 17 de abril na Sky 1.  Para mais informações sobre os maçons visite www.ugle.org.uk.

http://www.dailymail.co.uk/femail/article-4389870/New-delves-Freemasons-secrets.html  

 

 

Published in: on abril 17, 2017 at 11:18 am  Comments (2)  
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Rito e a arte da conversação em loja

Tradução José Filardo

por Jean-Pierre Dupuis

Kung Fu Zu

O fundador do pensamento chinês, Kung Fu Zu (Confúcio) e o enciclopedista amigo de Voltaire, o Abade Morellet, cada um em seu estilo e em sua própria maneira mostram pela primeira vez a importância do rito para a segunda arte da conversação como pré-requisitos para as relações humanas e seu bom funcionamento. Isto irá deliciar os maçons …

Inquestionavelmente, estão bem a importância do ritual e a arte da conversação no coração da prática maçônica e de sua formação, que o maçom trabalha em sua loja simbólica. Ao diabo, então, as oficinas seniores, pois mesmo nos graus simbólicos o maçom não perde seu tempo e ganha em humanidade sempre que ele é assíduo …

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Rumo à renda universal: Como lidar com o desaparecimento programado do trabalho?

Tradução José Filardo

por Jean-Moïse Braitberg

A prodigiosa revolução da inteligência artificial está transtornando nossa relação com o mundo, bem como o significado que damos às nossas vidas. O emprego, que alguns acreditam ser a chave do bem-estar, assim como da dignidade, está em vias de se tornar um dado obsoleto. Convém se preparar seriamente, visando principalmente a possibilidade de uma renda universal de existência desconectada da atividade. É hoje é o maior desafio que a humanidade está enfrentando, ao mesmo tempo em que isso coloca em causa para os maçons a importância simbólica do trabalho.

Estamos à procura de um colaborador para um trabalho que exige inteligência superior, capacidade de trabalho a toda prova e grande precisão eliminando qualquer risco de fracasso. Os humanos devem se abster“.

Este é o tipo de oferta de emprego que é de se esperar nos próximos anos.

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Published in: on março 9, 2017 at 2:46 pm  Comments (1)  
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O Rito Escocês Antigo e brasonado …

Tradução José Filardo

por Pierre Mollier

Brasão do grau de “Príncipe do Tabernáculo,” grau 24 do REAA, por Jean-Nicolas Bouilly, 1837 al. SC-GCREAA-GODF PM Foto P.M.

Da Idade Média até o século XIX, a heráldica – a “ciência das armas” – é um forte ramo da iconografia europeia. Além disso, ela não está alheia à questão do símbolo. Portanto, não é surpreendente encontrá-la muito presente na história da Maçonaria. No século XVIII, as lojas tomam as armas como emblemas distintivos e certos sistemas maçônicos, por exemplo, o Rito Escocês Retificado, dotam os titulares dos seus altos graus com brasões. No século XIX, o romantismo e seu gosto “trovador” suscitam a criação de uma heráldica maçônica neo-gótica das mais surpreendentes.

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Reflexão necessária diante dos golpes e ataques que a democracia vem sofrendo nesses tempos difíceis.

Precisamos reinventar a democracia, ou simplesmente tomar a palavra ao pé da letra?

Tradução José Filardo

por Henri Pena-Ruiz

A democracia é, literalmente, a soberania do povo, isto é, seu poder sobre si mesmo, sua autodeterminação. A etimologia grega é esclarecedora: considerada como conjunto humano organizado em comunidade política, em cidade (polis em grego), o povo se chama demos. E a capacidade que o povo tem de se organizar autonomamente se chama Kratos, termo que designa de maneira geral o poder de fazer. A democracia, o poder de auto regulação do povo se combina com a ideia de soberania popular consagrada por Rousseau: as pessoas dão-se sua própria lei em vez de a impor como um comando por uma instância superior.

Desconforto na democracia

Hoje, é questionável se a democracia ainda existe. Certamente, os encantos abundam. E referências aos direitos formais e a eterna invocação do Estado de direito. Mas quais são ainda os poderes efetivos do povo, quando se combinam desvios pouco inocentes que invalidam na prática uma democracia incessantemente exaltada em teoria? A soberania efetiva do povo ainda é respeitada? As liberdades formalmente reconhecidas não são esvaziadas de sua substância, devido a relações de poder econômicas e sociais? Margaret Thatcher, lançado certa vez, sobre o neoliberalismo “Não há alternativa”, não invalida ela a ideia de escolha democrática? A deliberação coletiva ainda faz algum sentido quando especialistas não eleitos, raramente neutros sugerem e, finalmente, impõem orientações coletivas, dando-as como absolutamente necessárias? A construção europeia, que deveria unir as nações em nome da democracia, não a desrespeita ao retirar dos povos as principais áreas de sua soberania? Estas questões controversas se colocam, confirmadas por uma crescente dúvida sobre o caráter democrático de nossas sociedades. É preciso pensá-las à luz da história passada e presente.

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Jesuítas Bretões na fonte da Maçonaria Francesa?

Tradução José Filardo
por Francis Moray

Um dos “quadros de missão” jesuítas usados no final do século XVII – Antes do advento da Maçonaria Moderna

Jesuíta! Maçom! Dois termos raramente associados – exceto pelos adeptos das fantasias de teoria da conspiração ou um Umberto Eco no Cemitério de Praga. Duas palavras raramente associadas, certamente, mas a quantidade de elementos que sugerem que seria preciso – e até provável – desenterrar a questão das ligações – reais ou imaginárias – entre a Maçonaria e Companhia de Jesus.

Com frequência, nos recantos mais obscuros da Maçonaria – obscuros porque menos explorados – não é incomum ver a sombra dos jesuítas. Jesuítas que, antes de serem rebatizados com esse nome, chamavam-se entre si de “companheiros” …

Certamente, a eventualidade de conexões reais entre jesuítas e maçons seria suficiente para irritar ambos os lados, que em parte esse site de busca quase deixa abandonada e esta história ainda está largamente por escrever. Deste ponto de vista, o estudo particular do eventual impacto que puderam ter os missionários da Companhia na Grã-Bretanha, nos séculos XVII e XVIII sobre a futura maçonaria em gestação, principalmente sobre a metodologia dos painéis de loja que não deixa de ressoar com nosso assunto.

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Briga do Papa com Cavaleiros de Malta revela a Posição do Papa Francisco contra a Maçonaria

Tradução José Filardo
Por Jason HOROWITZ

Janeiro 28, 2017

Papa Francisco durante sua reunião em junho com o líder dos Cavaleiros de Malta, Matthew Festing.
Credito Gabriel Bouys / Agence France-Presse, via Associated Press

ROMA – Começou como uma briga por recursos humanos. Então veio uma disputa sobre preservativos, seguida por preocupações papais sobre Maçonaria. Agora tornou-se uma guerra total por procuração entre Papa Francisco e os tradicionalistas do Vaticano que se opõem a ele, tendo como campo de batalha um palácio renascentista ladeado pelas vitrines de Jimmy Choo e Hermès na Via dei Condotti, a rua mais exclusiva de Roma.

O palácio é a sede dos Cavaleiros de Malta, a ordem medieval católica romana. Durante meses, um conflito feio, ainda que silencioso sobre recursos humanos, se desenrolou por trás dos muros da ordem antes de derramar do outro lado do rio Tibre…

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A corda de 81 nós: uma visão operativa

Irmãos: Lincoln Gerytch
Sérgio K. Jerez
Ulisses Pereira da Silva Massad
Loja Nova Esperança, 132 – Oriente de São Paulo

Nós, como nós,
atados no fio da vida,
unidos, mas sempre sós,
elos do eterno, medida.

Nós, de S.K.Jerez

A arte da cordoaria e os nós

O uso de cordas, cordões, nós e laços pelo homem se confunde com a sua própria história. Fundamentais para a evolução da espécie e extremamente valiosos para o estabelecimento de sua supremacia sobre outros animais, o desenvolvimento destes recursos como parte do ferramental de sobrevivência humano só deve ser posterior, na escala tecnológica – se o for – ao emprego de pedras, paus e ossos pelas comunidades primitivas. Supõe-se – já que não há provas materiais disso – que mesmo o Homo habilis, que viveu entre 2,5 e 1,6 milhões de anos atrás, na África oriental, já fosse capaz de realizar atividades básicas de cordoaria e entrelaçamento de fibras.

Os primeiros materiais para confecção de cordas devem ter sido trepadeiras, cipós, peles de animais, cabelos, junco, cânhamo, tendões e tripas. Inicialmente, elas devem ter sido utilizadas para confeccionar abrigos, leitos em árvores e atar coisas a serem transportadas, e deve ter se passado um longo tempo até que os nossos ancestrais percebessem o seu valor no desenvolvimento de artefatos de caça, pesca, ataque e defesa.

Os arcos e flechas, por exemplo, que requerem o uso técnicas apuradas para produção de cordas e elaboração de nós, só vieram muito depois. Não se sabe ao certo onde se originaram, mas os vestígios mais remotos de seu uso foram encontrados em Angola, datando de aproximadamente 30 mil anos.

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Obituário de James Joyce (+ Jan. 13, 1941)

Tradução José Filardo

Publicado em 14 de janeiro de 1941 pelo The Guardian

Máscara fúnebre de James Joyce

Com a morte de James Joyce falece a figura estranha e mais original que a Irlanda deu à Europa nesta geração.

A proibição imposta por anos ao seu “Ulysses” deu notoriedade ao seu nome sem revelar sua verdadeira estatura e força. Que ele era um artista genuíno, sincero, integrado e profundo fica claro da simplicidade de seus primeiros contos “Dubliners” e da narrativa autobiográfica bem definida de “Retrato do Artista.”

Em “Ulysses”, ele tentou a difícil tarefa de apresentar um quadro completo da vida do indivíduo em nosso tempo, tanto consciente quanto subconsciente, o simples, pecador, tateante homem com o universo implacavelmente duro em torno dele.

Em “Finnegans Wake” ele foi mais longe, e em uma língua estranha inventiva ele pareceu romper as barreiras do tempo, embora tão complexo é o meio que sem comentários poucos podem seguir o significado.

Em sua formação estavam as antigas tradições de Dublin e da Igreja Católica Romana. Ele rompeu com ambos, até onde um homem pode jamais romper com um passado tão profundamente aterrado, e retratou o caos de um mundo desorganizado. “Ulysses” foi procurado por alguns leitores devido às suas páginas conterem palavras que eram raramente encontradas impressas. Se isso fosse a única conquista de Joyce, haveria muitos de seus compatriotas de pretensões intelectuais mais humildes que poderiam superá-lo.

Sua originalidade residia em sua descoberta de uma forma literária para expressar a complexidade inconsequente da mente humana e a semelhança fraca que as suas migrações tinham para a ordem das frases gramaticais ou as aparências de tempo e espaço.

Ele aniquilou o comum e o normal, e revelou um mundo de selva as reações mentais e emocionais que podem surgir para os homens em um único dia. Por esse caminho viajou seu gênio até onde é possível ir. Se outros não tivessem se esforçado pela tradição ou lutado por uma ilusão, pelo menos de ordem, o niilismo de Joyce teria sido impossível, pois os seus termos de referência teriam desaparecido. A Europa o apreciou e ainda assim ele estava finalmente trancado para fora da Europa, assim como da Irlanda, em algum templo secreto de sua própria mente, tão afastado da grande passagem de eventos quanto seus próprios compatriotas estão hoje.

O estrangeiro pode sentir a cidade a partir dele, mas “Ulysses” deve ser o primeiro um livro para Dublinenses, onde as graças e as desgraças de suas pequenas vidas, delimitadas pelas Colinas de Howth, o Dargle e as Estradas Circulares, têm magnitude capital.

Published in: on janeiro 14, 2017 at 11:14 am  Deixe um comentário  
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