Altos Graus Franceses não se Submetem a Londres

Grande Loge Nationale Française

As jurisdições chamadas “altos graus”

Paris, 20 de Dezembro de 2011.

Caríssimos e amados Irmãos,

Nossa Grande Loja vive, há quase dois anos, dificuldades devidas a múltiplas causas, entre as quais as posturas polémicas reiteradas dos responsáveis por algumas Jurisdições, chamadas de “altos graus.

Estas dificuldades necessariamente influenciaram a qualidade dos vínculos mantidos até então com nossa Grande Loja, chegando a uma alteração que provocou sua suspensão, devido à sua ingerência inaceitável na independência e na soberania da Grande Loja Nacional Francesa. Estes episódios conflituosos não são novos, eles  pontuaram a história da Maçonaria francesa e internacional em muitas ocasiões desde o início do século XIX.

Neste contexto de ataques de natureza sistemática contra a nossa Grande Loja, convém redefinir o essencial e colocar cada coisa ao seu lugar, tendo primeiramente em conta o único interesse dos Irmãos, indefectivelmente unidos à GLNF e que desejam igualmente prosseguir em sua procura iniciática nestes sistemas.

A Grande Loja Nacional Francesa é uma Grande Loja regular e soberana. Os Irmãos ali trabalham à Glória do Grande Arquiteto do Universo, no mais estrito respeito aos Landmarks internacionais, recordados nos “Principles for recognition” de 1929, reafirmados em 1949. Eles praticam os três graus da Maçonaria, incluindo o complemento do Arco Real, referindo-se à Tradição do Ofício (“Craft”).

A Grande Loja Nacional Francesa recebe em suas Lojas homens livres e de bons costumes, desejando trabalhar e se aperfeiçoar, e ascender na Fraternidade, prosseguindo em seu aperfeiçoamento moral e espiritual, desde o grau de Aprendiz até o de Mestre Maçom. Estes homens tornam-se Irmãos responsáveis que participam na Construção do Templo Universal que reúne, na Cadeia de união, todos os maçons do mundo em sua diversidade e na Aliança eterna e renovada com Deus.

Cada Irmão da Grande Loja Nacional Francesa dispõe do livre árbitro que lhe permite determinar-se em consciência. Na prática maçônica, este livre árbitro é exercido através da liberdade de escolha do seu percurso iniciático. Os maçons de Tradição são homens livres que nenhum “sistema de pensamento” poderia forçar, reduzir e muito menos alienar. Esta soberania na Regularidade, respeitosa desta liberdade, nada impõe aos seus membros que o estrito respeito às Constituições, Estatutos e Regulamentos que proíbem aos que fazem a escolha de nossa Obediência, da Regularidade, de participar nos trabalhos das lojas de qualquer outra Obediência ou Grande Loja “não Regular” e não Reconhecida internacionalmente.

As Jurisdições, chamadas de “altos graus”, não são Grandes Lojas soberanas; elas constituem “(corpos maçônicos complementares)”; e a esse título elas não se sujeitam a esta regra intangível e de adesão incondicional.

A Grande Loja Nacional Francesa não fixa qualquer prescrição, nem discriminação, em relação a qualquer sistema que seja, ou qualquer Jurisdição, considerando que não lhe cabe julgar, nem favorecer qualquer uma entre elas. Sobre isso, ela  reafirma estes princípios fundamentais, tais como foram formalizados no artigo 2 dos “Termos da União das duas Grandes Lojas da Inglaterra” (ratificados pelos dois corpos em 1o de Dezembro de 1813, consolidados na Grande Loja Unida da Inglaterra em 17 de Dezembro de 1813):

“É definido e declarado que a pura Maçonaria Antiga compõe-se de três Graus e não mais, nomeadamente os de Aprendiz (não matriculado), Companheiro do Ofício e Mestre Maçom, incluindo a Ordem Suprema do Santo Arco Real. Mas, este artigo não tem por objetivo impedir a qualquer Loja ou Capítulo de se constituir nos Graus das Ordens de Cavalaria, em conformidade com as constituições das referidas Ordens”.

Esta liberdade não pode ser concebida apenas no âmbito do indispensável respeito reafirmado às Constituições, Estatutos e Regulamentos da Grande Loja Nacional Francesa, de sua Soberania plena no seu domínio exclusivo: conferir a qualidade de maçom regular e os graus de Aprendiz, Companheiro e Mestre, completados pelo Arco Real, se o Irmão o desejar. Isto, de acordo com as modalidades previstas pelos seis corpus de rituais atualmente praticados e relevantes da exclusiva competência da Grande Loja. Os Irmãos que não respeitarem as disposições precedentes expor-se-iam a serem excluídos de nossa organização.

Precisando claramente os domínios respectivos de cada instituição, de cada Corpo maçônico, por esta disposição, a Grande Loja Nacional Francesa propõe-se ajudar os Irmãos a não se deixar extraviar nos falsos debates e falsos dilemas pessoais.

 

O Secretário do Grande Conselho

Publicado on dezembro 30, 2011 at 5:40 pm  Deixe um comentário  

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