A sobrevivência extraordinária das ordens da Sabedoria do Rito Moderno Francês no Brasil


Tradução: José Antonio Filardo M.´. I.´.

Este texto é um trecho da apresentação em PowerPoint feita em 12 de junho de 2011 pelo Soberano Grande Inspetor-Geral do Conselho Supremo do Rito Moderno para o Brasil o I.´. Jose Maria Bonachi Batalla [1] , por ocasião do Convento de Barcelona.

 (Por)

Jean van Win

Sapientíssimo e Mestre Perfeito do Soberano Capítulo Misto Le Prince de Ligne

 

Em 1793, lojas trabalhavam em Portugal, sob uma influência muito forte das lojas de Paris.

Elas existiam no Porto e em Coimbra, das quais faziam parte estudantes das províncias ultramarinas, incluindo o Brasil.

Em 1797 foi fundada a primeira loja brasileira. A fragata francesa, ancorada na baía da Bahia, fundou a loja  Os  Cavaleiros  da Luz,  em Salvador da Bahia.

Em 1801, a primeira Loja regular do Brasil foi  A Reunião , fundada no Rio de Janeiro. Em seguida, a loja  Ile  de France  no Oceano Índico, sob a égide do Grande Oriente das Ilhas Maurício, que promovia os ideais políticos e sociais.

Em 1802 é criado o Grande Oriente de Portugal, com o seu primeiro Grão-Mestre. Em 30 de novembro de 1807, o general francês Junot, um membro do exército de Napoleão Bonaparte invade Portugal, entra em Lisboa e surpime a Regência.

Em 1815, fundação loja no Brasil da loja   Comércio  e Artes  sob a égide do Grande Oriente de Portugal. Ela trabalha no Rito Moderno, segundo a Constituição de 1806 desta obediência.

Em junho de 1822, a loja  Comércio  e Artes  cria duas lojas:  União e Paz  e  Esperança de Niterói  . Eles trabalham no Rito Moderno.

Essas três lojas metropolitanas fundam, em seguida, o Grande Oriente do Brasil (GOB) e continuam a trabalhar no Rito Moderno. O GOB recebe uma carta constitutiva do Grande Oriente de Portugal.

A partir de 12 de julho de 1822, o Grande Oriente do Brasil, em sua quinta sessão, refere-se a um sistema de 7 graus e realiza a elevação de vários irmãos ao grau 4, ou seja, 1a Ordem do Eleito Secreto dos graus filosóficos do Rito Moderno.

Este rito moderno era o rito oficial do Grande Oriente da França, de Portugal e do Brasil.

Em 23 de julho de 1822, o Grande Oriente do Brasil, em sua sétima sessão, mais uma vez concede o grau de Eleito Secreto, 1o  da Ordem do Rito Moderno, a vários irmãos.

Na mesma sessão é conferido o grau 7, Cavaleiro Rosa Cruz, Quarta Ordem de Rito Moderno, ao Grão-Mestre José Bonifácio de Andrada e Silva.

Em 1822, a independência do Brasil está intimamente ligada à fundação do Grande Oriente do Brasil.

Nesse mesmo ano, o Príncipe Regente D. Pedro I é iniciado na loja  Comércio  e Artes  , em 2 de agosto de 1822. Ele adota o nome de Guatimozim, o último imperador asteca, que morreu em 1522.

Em setembro de 1822, D. Pedro I proclama a independência do Brasil. Ele se torna Grão-Mestre do Grande Oriente do Brasil.

D. Pedro I, torna-se assim Rosa Crz, Grau 7, Quarta Ordem dos graus filosóficos do Rito Moderno. Este rito manteve-se como do GOB por todo o trabalho de outros órgãos maçônico, os poderes legislativo, executivo e judiciário.

O GOB pratica atualmente seis ritos oficiais:

O rito Adonhiramita

O rito Brasileiro

O rito Escocês Antigo e Aceito

O rito Moderno

O rito Schröder

O rito de York

 

O Rito Moderno é estruturado da seguinte forma:

 

–  até 1999, 7 graus dos quais 3 simbólicos e 4 filosóficos.

–  graus 4 a 7 (Ordens I a IV): o Eleito, Eleito Escocês, Cavaleiro do Oriente e da Espada, Cavaleiro Rosa Cruz, reunidos nos capítulos regionais.

–  Desde 1999, foram ativados graus 8 e 9 da Ordem V, a saber:

 o grau 8, Cavaleiro da Águia Branca, Inspetor do Rito;

O grau 9, Cavaleiro da Sabedoria, Grande Inspetor do Rito.

O grau 8, da quinta ordem é praticado em um Grande Conselho Kadosh filosófico.

O grau 9  da quinta ordem é praticado no seio do Supremo Conselho do Rito Moderno,  jurisdição nacional dirigindo todos os graus filosóficos.

Correspondência dos Graus

 Grau 9                                                         grau 33 do REAA

Grau 8                                                          grau 30 do REAA

Grau 7 Rosa Cruz                                     grau 18 do REAA

Grau 6 Cavaleiro do Oriente               grau 15 do REAA

Grau5 Eleito Escossês                            grau 14 do REAA

Grau 4 Eleito Secreto                             grau 9 do REAA

Em 1972, o Grande Oriente do Brasil assinou um tratado de aliança e amizade com o Conselho Supremo do Rito Moderno para o Brasil.

Em 1992 foi comemorado o 150  o  aniversário da fundação do Supremo Conselho do Rito Moderno para o Brasil.

Em 1999, é de suas mãos que o Grande Capítulo Francês recebeu as patentes para as Ordens I, II, III e IV do Rito Francês.

O Supremo Conselho do Rito Moderno do Brasil manteve-se o único chefe de ordem do Rito Moderno que tinha  uma atividade ininterrupta na maçonaria universal, permitindo-lhe denominar-se o Supremo Conselho do Rito Moderno.

Este deste Conselho Supremo que o Soberano Capítulo Metropolitano Misto do Rito Francês  O Príncipe de Linha  recebeu em 12 de junho de 2011, a patente mais autêntica para o exercício na Bélgica dos Graus de Sabedoria do Rito Francês.

 

Notas:

[1]  Grande Inspetor Grau 9   do Supremo Conselho do Moderno para o Brasil

 

fonte :  http://bit.ly/qJf2ZO

Publicado on julho 20, 2011 at 4:08 pm  Comments (3)  

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3 ComentáriosDeixe um comentário

  1. Se o Rito Moderno ou Francês não reverencia aspectos religiosos, porquê tem uma Ordem de sabedoria (graus) consagrada a doutrina rosacruz, inclusive com equivalência aos graus filosóficos do REAA?

  2. Uma correção: “Em 1822, não havia o Grande Oriente do Brasil, posto que esse, na realidade, só veio acontecer em 1831. O que havia de 1822 até fundir-se com o GOB, foi o Grande Oriente Brazílico, uma dissidência da Carbonária européia, representada pelo Apostulado dos Nobres Cavaleiros de Santa Cruz!” Walmir Battu33.´.

    • Não vejo a importância desse detalhe. E parece-me que o Apostolado não representava as ideias do Grande Oriente. O Apostolado era uma facção dos Bonfácios (conservadores) que estava mais em linha com a ideologia do reaa (inexistente ainda) do que com o ideário francês que alimentava o Grande Oriente.


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