A Concordata de 1905


Tradução José Filardo

 

Por V.´. Irmão Jack Buta MPS
PM Paradise Valley Silver Trowel Lodge #29
Arizona Grand Lodge, EUA
Maçom Grau 32 do Rito Escocês

Extrato do Artigo “A CONSPIRAÇÃO DE DEUS”
Publicado em: http://www.freemasons-freemasonry.com/masonic_foreign_recognitions.html

 

Na quinta-feira, 29 de junho de 1905 a conferência foi realizada na Sala da Comissão nº 14 da Câmara dos Comuns, entre Delegados das Grandes Lojas da Inglaterra, Irlanda e Escócia. Estiveram presentes o Irmão MW. Earl Amherst, Pro Grão-Mestre da Inglaterra, presidindo; Irmão J Chetwode Crawley LL.D, Grande Secretário da Grande Loja da Irlanda e Irmão O Exmo. C M Ramsay, Grão Mestre Maçom da Escócia. Durante esta conferência as seguintes deliberações foram acordadas:

  1. As três Grandes Lojas concordam que qualquer membro da Ordem que venha a ser suspenso ou expulso em uma jurisdição, sendo assim desqualificado, não terá permitida a sua permanência enquanto membro ou para visitar ou participar de qualquer Loja sob a jurisdição das outras, e cada Grande Loja notificará todos os decretos de suspensão ou expulsão a ser enviados às outras Grandes Lojas. E no caso de tais decretos serem feitos no exterior, as autoridades do distrito ou Provinciais atuantes também notificarão o distrito vizinho ou autoridades provinciais de todas as três jurisdições.
  2. Em cada uma das três jurisdições, um Mestre devidamente instalado sob qualquer uma das outras Constituições, se não for desqualificado de outra forma, terá o direito de estar presente em um Conselho de Mestres Instalados, e fazer parte do quórum, mas não para presidi-lo ou instalar um mestre, a menos que solicitado pelo Conselho. Um Mestre ou Past Mestre de outra Constituição não pode presidir a Loja que está visitando. E caso não esteja presente um mestre ou um past-master devidamente qualificado sob a jurisdição da casa, então, e só então o oficial encarregado da Loja pode solicitar a um Mestre ou Past Master sob uma das outras duas Constituições que realize qualquer cerimônia que o Vigilante não seja competente para executar. Este acordo não é para interferir com o direito do Venerável Mestre de uma Loja convidar um membro da Loja ou um Mestre ou Past Master visitante de qualquer uma das três Constituições para realizar qualquer cerimônia, sem assumir a presidência.
  3. A questão do reconhecimento de uma nova Grande Loja em qualquer colônia ou outro território no qual as três Grandes Lojas têm igual jurisdição e ter Lojas Regulares trabalham nela, não deve ser levado em consideração, a menos que pelo menos dois terços das Lojas em cada jurisdição ou outra proporção conforme as três Grandes Lojas decidam à luz das circunstâncias locais tenham manifestado sua adesão a esse novo corpo; e tal reconhecimento só poderá ser concedido por acordo entre as três Grandes Lojas. Após o reconhecimento de tal nova Grande Loja como um órgão soberano, as respectivas autoridades dos três Grandes Lojas entregarão seus direitos de conceder carta constitutiva a novas Lojas dentro da jurisdição do novo corpo, desde que os direitos das Lojas que não aderirem ao novo corpo sejam plenamente garantidos. Estas resoluções tornaram-se conhecidas em na Concordata de 1905 que buscava sanar a discórdia crescente devida ao Congresso de Lausanne de 1875. Este é particularmente o caso no texto da resolução 3.

Em seu discurso de posse da AQC em 13 de novembro de 2003, o Irmão James W. Daniel, Grande Secretário da Grande Loja Unida da Inglaterra, fala sobre o tema das Relações Exteriores da GLUI de 1950 a 2000: políticas e práticas e escolhe as palavras com cuidado. “Embora eu ainda tenha que encontrar qualquer declaração pública oficial de reivindicações territoriais da GLUI no período imediatamente anterior a 1950, as ações da GLUI levam a crer que a descrição que o irmão Stubbs fez da sua política a este respeito em 1967 era igualmente válida entre 1919 e 1950: “Na visão da GLUI, ela possui soberania territorial única e exclusiva sobre a Inglaterra, País de Gales, Ilhas do Canal e Ilha de Man. Ela compartilha com a Irlanda e Escócia os direitos exclusivos sobre tais partes da Comunidade Britânica que não estabeleceram Grandes Lojas soberanas locais … Outros território estão abertos, não havendo Grande Loja soberana e, portanto, livre para qualquer Grande Loja estabelecer Lojas, ou fechados em virtude da existência de uma Grande Loja soberana.

Além disso, conforme acrescentou o Irmão Stubbs, “nas gerações recentes, pelo menos, a GLUI aceitou que esse “fechamento” de um território aplica-se mesmo se a “Grande Loja soberana existente” não foi reconhecida pela GLUI.” O Irmão Daniel usou como referência o material em Grand Lodge 1717-1968, um livro que foi produzido para celebrar o 250 º aniversário da fundação da Grande Loja de Londres e Westminster. No entanto, parece que “nas gerações recentes, pelo menos” não se estende até 1913. Neste ano, a GLUI fundou uma Grande Loja em um território onde já existiam duas Grandes Lojas soberanas, cujas particularidades merecem um olhar mais atento.

 

Publicado on agosto 30, 2013 at 8:35 am  Deixe um comentário  

The URI to TrackBack this entry is: https://bibliot3ca.wordpress.com/a-concordata-de-1905/trackback/

RSS feed for comments on this post.

Deixe uma resposta

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s

%d blogueiros gostam disto: