Um texto destinado aos fortes…

Extratos:

“O que é chamado de Maçonaria especulativa se organiza em Londres, em 1717. Diz-se que é filha da Maçonaria Operativa. Na realidade, ela sucede uma Maçonaria “aceita”, criada como tal no final do século XVI para admissão, no seio das confrarias de pedreiros, de pessoas estranhas ao meio e que serão chamados, na segunda metade daquele século, de “Maçons Aceitos”.”

“…na Inglaterra aconteceu o contrário, criando-se Lojas estritamente “aceitas” e que, desde os primeiros anos, já não tinham mais profissionais do ofício…

“…Em nenhum lugar, nem nas atas mais antigas da Grande Loja de Edimburgo, que remonta a 1598, nem nas da Loja Chapel Saint Mary, de 1599, nem nas da Loja-Mãe Kilwining no 0, de 1642, consta que havia uma Bíblia no material da Loja.”

“Paradoxal e estranha e a anomalia que configura a completa ausência de ferramentas do ofício nos manuscritos que relatam a recepção de aprendizes e companheiros. ”

” E foi entre 1720 e 1730 que se introduziu a gama completa de ferramentas – régua, tesoura, maço, malhete, prumo, nível, trolha, etc. – que, pela graça dos especulativos, se transformariam em símbolos totalmente desconhecidos para aqueles que diariamente, durante séculos, por dever de ofício, as manipulavam. Ocorre o mesmo para os dois símbolos fundamentais da maçonaria, pedra bruta e cúbica polida. Eles jamais existiram nem entre os operativos nem entre os aceitos, e as primeiras Lojas especulativas do século XVIII os ignoravam. ”

“O maçom “aceito” era o elo entre operativo e o especulativo, mas, já no século XVII, os “usos” e não os ritos diferiam significativamente entre operativos e aceitos, e o fosso acentuou-se até que eles se tornam quase estranhos uns aos outros. ”

“Os “costumes” se transformarão em “rituais”. Sua proliferação desordenada criará ritos. Credulidade, vaidade, ganância, muitas vezes ajudadas pela imaginação, farão com que a razão perca seu espaço. O simbolismo maçônico vai se entregar a um caminho insano, às vezes dogmático, do qual não sairá senão depois de um século, retendo algumas sequelas.”

“Quando houve “iniciação” no sentido iniciático do termo? O máximo que se pode ser sugerir é que foi ao longo da década de 1780, após tentativas de codificação de rituais, feitas em primeiro lugar pelo Grande Oriente da França, em 1786, e também pelas Convenções de Lyon, em 1778, e de Wilhemsbad, em 1782, para o Rito Escocês retificado. ”

“A ritualística maçônica não nasceu de uma eclosão do Céu. Sua criação é artificial, obra humana, e, como qualquer obra humana, se seu parto ocorreu com alegria e esperança, foi hesitante, sujeito aos erros, às mudanças de todos os tipos, e foi penoso.”

ATENÇÃO: Somente abra e leia o texto, se tiver muita coragem de enfrentar a realidade.

POR SUA CONTA E RISCO: https://bibliot3ca.wordpress.com/ensaio-sobre-as-origens-dos-rituais-e-graus-simbolicos/

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  1. A maçonaria passou pelos ventos durante a História igual a tudo que existe.´.


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