Com a maconha legal em dois estados dos EUA, líderes latino-americanos pedem revisão da política internacional de drogas

Tradução José Filardo

Líderes do México, Honduras, Costa Rica e Belize estão se perguntando o que legalização da maconha em Washington e Colorado significa para a região.

12 de novembro de 2012

Crédito da foto: Shutter Stock

Crédito da foto: Shutter Stock

A eleição que legalizou a maconha recreativa em Washington e Colorado parece para ser um momento histórico na democracia americana.  Ele já vem sendo amplamente considerada como o início do fim da proibição da maconha nos Estados Unidos, mas desdobramentos recentes sugerem que a importância da erva legal poderia se estender além da política americana para um significado internacional. Hoje, líderes latino-americanos das quatro nações, reclamaram uma revisão das políticas internacional para as drogas.

“Tornou-se necessário analisar em profundidade as implicações para as políticas públicas e saúde em nossas nações emergentes os movimentos do estado e locais para permitir a produção legal, consumo e distribuição de maconha em alguns países de nosso continente,” o presidente mexicano Felipe Calderón, disse esta tarde após reunião com o Presidente hondurenho Porfirio Lobo, a Presidente da Costa Rica, Laura Chinchilla e o primeiro-ministro Dean Barrow de Belize.

Os EUA estão atualmente apoiando uma guerra sangrenta no México, onde se estima que a maconha  seja uma porcentagem significativa, se não a maioria, dos lucros dos cartéis. Desde que Calderón declarou guerra aos cartéis em 2006, mais de 60.000 mexicanos, muitos deles inocentes, morreram na carnificina. A violência da guerra das drogas vem devastando grande parte da América Latina e será solicitado a muitos líderes se manifestar em apoio à reforma. Agora, ao que parece, a legalização em WA e CO emprestarão apoio a vozes internacionais para alternativas à guerra das drogas.

Como a Reuters.com relatou esta semana:

Alguns líderes, como o Presidente guatemalteco Otto Perez, vem abertamente propondo legalizar ou “descriminalizar” certas drogas. Outros vêm pressionando por alterações menos dramáticas, tais como legalizar apenas a maconha ou, como Felipe Calderón do México, vem falando em termos vagos de uma abordagem  “menos proibicionista”.

O Uruguai foi mais longe, propondo um projeto de lei este ano que legaliza a maconha e dá ao estado a função de distribuí-la. Esse movimento foi considerado muito radical por muitos na região, embora a decisão desta semana pelos eleitores nos Estados de Washington e Colorado de legalizar a maconha para uso recreativo mostrou que, mesmo nos Estados Unidos, o status quo está mudando rapidamente.

Estas mudanças na política podem dar aos progressistas nos EUA alguma margem de manobra necessária para mudar a política.

Moises Naim, um associado sênior do Carnegie Endowment for International Peace em Washington, declarou à NewsMax.com

“O tabu está quebrado,” acrescentando que “2012 vai ficar na historia como o ano em que os governos latinoamericanos tornaram-se assertivos e começaram a fazer mudanças por sua própria iniciativa.”

A legalização da maconha em Washington e Colorado pode muito bem fornecer a evidência da falência da guerra às drogas, e a opinião popular necessária para que os Estados Unidos reconheçam os apelos  crescentes por mudanças na América Latina.

Kristen Gwynne cobre drogas no AlterNet. Ela se diplomou pela New York University com uma licenciatura em jornalismo e psicologia.

publicado em : http://www.alternet.org/pot-legal-two-us-states-latin-american-leaders-call-review-international-drug-policy?akid=9677.253365.tqzfTe&rd=1&src=newsletter743582&t=15

Published in: on novembro 9, 2012 at 8:01 am  Comments (2)  

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2 ComentáriosDeixe um comentário

  1. “e a opinião popular necessária para que os Estados Unidos reconheçam os apelos crescentes por mudanças na América Latina.”

    Porque “os apelos latinoamericanos” precisam do “reconhecimento” dos Estados Unidos?

    • Excelente pergunta, brother Celso

      Eu entendo que ela cabe, porque a hegemonia na definição da política internacional de combate às drogas cabe aos USA. Se eles não “comprarem” a ideia, ela nasce morta.


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