Navegar é preciso… viver não …

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(Originalmente Pompeu, depois Camões, depois Fernando Pessoa, depois Caetano Veloso, agora eu…)

CARAVELA

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O Editor


Por que James Joyce teve que sair de Dublin para se encontrar

Tradução J. Filardo

Por Ian Walker

James Joyce (1882-1941)

Ulysses é a história de um lugar – Dublin – tanto quanto qualquer outra coisa. Então, por que James Joyce teve que sair da cidade para escrever sua obra-prima?

Em 10 de junho de 1904, James Joyce, enquanto caminhava pela rua Nassau em Dublin, viu uma jovem chamada Nora Barnacle. Ele se apaixonou instantaneamente. Ele era um escritor talentoso, mas empobrecido que apesar da falta de sucesso publicado, fazia parte da vida cultural e artística da cidade. Ela era uma jovem camareira de Galway. Eles eram um casal improvável.

No início, Barnacle ignorou os avanços de Joyce, mas ele persistiu e, quase uma semana depois, eles saíram juntos para a praia em Sandymount, nos arredores de Dublin. Uma vez lá, as coisas ficaram um pouco íntimas, o que não foi realmente uma grande coisa para ninguém além dos dois jovens amantes – mas foi uma grande coisa para Joyce que escolheu essa data, 16 de junho de 1904, como o dia em que os eventos em sua novela modernista Ulisses ocorreram.

Ao longo daquele dia, a novela segue seus dois principais protagonistas, Leopold Bloom e Stephen Dedalus, enquanto percorrem Dublin resolvendo seus negócios do dia-a-dia.

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Mais uma loja do Rito Moderno em São Paulo

Inaugurada no dia 3 de Junho de 2017, a ARLS Alvaro de Campos no Oriente de São Paulo, Capital.

Published in: on junho 22, 2017 at 2:03 pm  Comments (6)  

Sir Christopher Wren, Arquiteto e Maçom

Tradução J. Filardo

de René Desagulier e Harold DORN & Robert MARK

Sir Christopher Wren

Se Isaac Newton é, sem dúvida, o mais famoso cientista da junção dos séculos XVII e XVIII, há um outro menos conhecido entre nós, mas que, no entanto, teve a honra de dois artigos na revista Renaissance tradicional, ele é Sir Christopher Wren.

Quem foi esse homem que o próprio Newton descrevia como “o maior geômetra do nosso tempo” e que Robert Hooke [i] colocava no mesmo nível de Arquimedes? Cientista de um lado, dissemos, pois era professor de astronomia e presidente da Royal Society [ii] e e geômetra, por outro, pois Arquiteto, e até mesmo: Arquiteto Geral da Inglaterra nomeado por Charles II. Ele faz parte dessa categoria de cientistas da segunda metade do século XVII que pensavam que a mecânica influenciava a arquitetura, e aos quais eram confiados grandes projetos que exigiam importante estrutura mecânica, uma lista onde encontramos entre outros Guarino Guarini [iii] na Itália, Claude Perrault [iv] na França e, é claro, Hooke, na Inglaterra.

Leia Mais: Sir Christopher Wren, Arquiteto e Maçom

Amiable e Wirth diante da reforma dos rituais do GOdF

Tradução José Filardo

O trabalho de Amiable e oposição de Wirth diante da tendência dominante.

Oswald Wirth é um dos opositores claros à tendência dominante do Grande Oriente de França. Ele aborda a preparação de um relatório que foi levado ao GODF, no qual propõe um retorno ao termo e ao conceito do Grande Arquiteto do Universo (GADU) que para ele é a parte central de todo o edifício maçônico, sendo o pilar que sustenta, inclusive dentro da renovação do simbolismo tradicional que se propunha.

Nessa época, Wirth começa a se interessar pelo ocultismo; ainda não é o ocultista em que se transformará depois de 1890. Em todo caso, seu relatório, finalmente bastante moderado, foi aprovado por sua loja, embora isso não pareça preocupar muito o Grande Oriente, já que ele deve passar por outros filtros.

Em 1887, Wirth novamente aborda a questão de simbolismo em uma palestra feita na loja parisiense “Les Amis Triomphants” sob o título “Estudos sobre o simbolismo” que o irmão Hubert publicou na Revista A Cadeia de União. Um pouco mais tarde ocorreria o rompimento entre os dois estudiosos maçons.

Hubert, que em 1877 não tinha desaprovado o desaparecimento do Grande Arquiteto da terminologia maçônica, agora havia se tornado hostil, pelo menos diante dos inovadores (que o haviam eliminado do Grande Colégio) e escreveu: “Acreditamos que é preferível melhorar, e não sob pretexto de melhorá-lo, destrui-lo completamente. Para aqueles que sabem incluir os símbolos maçônicos e explica-los criteriosamente, têm eles uma fonte de ensinamentos e evolução útil e interessante”.

Leia mais em: Amiable e Wirth diante da reforma dos rituais do GOdF

Published in: on junho 14, 2017 at 10:48 am  Comments (2)  
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Rito Francês: Comparação Entre O Rito Moderno Belga e o Rito Moderno Francês

Tradução José Filardo

Excelente conferência de nosso Ilustre Irmão Jean van Win da Bélgica

Pequenos lembretes básicos.

Vou me esforçar para produzir apenas fatos objetivos e históricos, e quando eu lhes der uma opinião pessoal e, portanto, subjetiva, eu informarei.

Para começar por um paradoxo provocativo, digamos que não existem ritos da Maçonaria.

O que existe sob este termo são roupagens diferentes de uma mesma realidade. Em certas obediências europeias, que não são nem a Grande Loja da Bélgica, nem o Grande Oriente da Bélgica praticam-se em loja uma dezena de ritos diferentes: o Rito Moderno Belga, Rito Moderno Francês, Rito Escocês Antigo e Aceito, Rito Escocês Retificado, Rito Escocês Filosófico, o Rito dito de Emulação, o Rito de Iorque, o Rito Californiano, o Rito Operativo de Salomão e, ocasionalmente, o Rito de Memphis Mizraim.

Roupagens diferentes, é certo, mas cobrindo uma estrutura básica bastante idêntica. Tomemos o exemplo da Recepção no Grau de aprendiz, que é muitas vezes chamada de “Iniciação”: o profano é sucessivamente confrontado com:

Leia mais em: Comparação do Rito Moderno Belga e o Rito Moderno Frances

Published in: on junho 12, 2017 at 12:38 pm  Deixe um comentário  
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A EVOLUÇÃO DA LENDA HIRÂMICA NA INGLATERRA E FRANÇA. (Parte 2)

Tradução José Filardo

Palestra ditada pelo próprio Ir.’. Snoek no Freemason’s Hall patrocinada pela Cornerstone Society em 13 de maio de 2001.

  1. O DESCOBRIMENTO DE HIRAM

Passemos agora para a terceira parte da Lenda de Hiram, a descoberta do corpo de Hiram.

Pritchard disse que quinze amados irmãos, por ordem do Rei Salomão, saíram pelo portão Oeste do Templo (em busca de Hiram), e que se separaram da direita para a esquerda dentro do alcance um do outro; e que concordaram que se não se achasse a Palavra nele ou sobre ele, a primeira palavra seria a Palavra do Mestre.

Diante dos recentes desenvolvimentos, devemos notar duas coisas: em primeiro lugar, não é especificado quem são esses quinze irmãos, e, em segundo lugar, que eles que decidem mudar a Palavra do Mestre não tinham nenhuma razão para suspeitar que Hiram tinha morrido e, menos ainda que ele fora assassinado e por quê.

Leia mais em: A Evolução da Lenda de Hiram (parte 2)

Published in: on junho 10, 2017 at 1:52 pm  Comments (1)  
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O Esplendor da Maçonaria Imperial

Tradução José Filardo

Por Pierre Mollier

Com as duas décadas que precederam a Revolução e a Terceira República, o Império foi, sem dúvida, uma época de ouro para a Maçonaria. O Grande Oriente reunia 300 Lojas em 1804, mais de 600 em 1808 e 1200 nos 130 departamentos franceses do Grande Império no início de 1812! Além disso, com Cambacérès, Murat, Masséna, Lacépède, Kellerman, Lannes, Regnault de Saint-Jean d’Angely, etc. a direção da obediência quase se confunde com o governo de Napoleão.

No entanto, esta presença maçônica maciça no Primeiro Império foi muitas vezes subestimada. Por muito tempo, os historiadores maçônicos ou aqueles do Primeiro Império queriam ver apenas um fenômeno superficial, sem significado real. Ou eles apresentavam a Maçonaria imperial como a fantasia de uma burguesia que finalmente surgira sem grande importância política, e citavam esta frase de Napoleão, provavelmente apócrifa, ironizando sobre a chanceler presidindo os banquetes maçônicos com a mesma seriedade que as sessões do Conselho de Estado. Ou eles pintavam o retrato de uma Maçonaria rigidamente controlada pela temível polícia de Fouché e o período napoleônico representava então na história santa da República, apenas os anos em que a mola se comprimia na aurora do século das Revoluções.

Leia mais: O Esplendor da Maçonaria Imperial na França

Os Graus Azuis do REAA – Gênese e Evolução

Tradução: Sergio K. Jerez

Por Pierre Nöel[ii], 33, CBCS

Em 1804, os altos graus do REAA foram (re) introduzidos na França por IIr\ que haviam voltado dos EUA, onde o primeiro Supremo Conselho de Grandes Inspetores Gerais havia sido criado, não muito tempo antes, na Carolina do Sul. Esta organização não havia previsto graus azuis específicos e só conhecia os rituais tipicamente anglo-saxões, codificados por Thomas Smith Webb e regidos pelas Grandes Lojas locais.

De volta a Paris, os ex-emigrantes encontraram uma situação confusa, marcada por lutas internas que opunham o Grande Oriente da França às lojas ditas “escocesas”, porque estas não praticavam altos graus reconhecidos por ele. O apoio incondicional dos “Escoceses” permitiu que os recém-chegados estabelecessem uma Grande Loja central escocesa e um Supremo Conselho independentes do GODF[iii]. Indo além de seus inspiradores americanos, eles não se contentaram em conferir os altos graus do Rito, mas redigiram também os chamados cadernos dos graus azuis, que eles apresentaram como os únicos autênticos dos “antigos”. Assim, nasceram as primeiras versões dos graus azuis, chamadas de REAA, que eram praticadas nas lojas contrárias ao GODF. Muito naturalmente, os redatores se apossaram do que seus antecessores haviam criado, e deram à luz rituais sincréticos, misturando tanto elementos da maçonaria francesa clássica, quanto do chamado “Rito Escocês” e, especialmente, contribuições anglo-saxônicas de estilo “antigo”. O REAA azul original foi, portanto, um conglomerado pouco praticável de várias, e, por vezes, contraditórias, influências. A reaproximação subsequente destas lojas com o GODF nada mudou nesta questão até o final do Primeiro Império.

A Restauração viveu, com a independência do Supremo Conselho, um redesenho destes rituais, visando torná-los mais consistentes com o gosto da época. A contribuição britânica foi minimizada, o exemplo do Rito Francês trouxe empréstimos significativos, e a lenda de Hiram foi relida sob uma perspectiva naturalista que ocultava o seu significado original. O positivismo em moda …

Leia mais em: Os Graus Azuis do REAA

A disputa entre “Antigos” e “Modernos”

Tradução José Filardo

Por R. Dachez / J. Villalta

À medida que avançam as investigações, a história dos primórdios da Maçonaria inglesa parece mais complexa do que foi dito ou imaginado até agora. Este é o caso do conflito fundamental que abalou a maçonaria do outro lado do Canal da Mancha por quase 60 anos: a disputa entre os “Antigos” e “Modernos” (1751 / 1753-1813).

Especialmente estudada como um assunto interno na Inglaterra, parece hoje, se você deseja renovar e aprofundar a questão, deve ser levado em conta o ambiente britânico, especialmente o irlandês, incluindo a Maçonaria continental e principalmente a francesa.

Assim é que desde 1928, Philipp Crossle, grande historiador da Maçonaria irlandesa chamou a atenção para as especificidades desta Maçonaria, em particular a existência de um sistema em 3 graus ou etapas, anterior ao sistema revelado por Samuel Prichard em 1730, dotado de um conteúdo diferente que compreendia o Arco Real. Ao fazer isso, Crossle levantou implicitamente a questão do surgimento e influência dos altos graus sobre a história geral da Maçonaria.

Por outro lado, se, como mostrou Alain Bernheim, as maçonarias inglesa e francesa foram, para os graus azuis (simbólicos), substancialmente idênticas até aproximadamente 1750 (até o aparecimento dos “Antigos”), é certo que o afloramento dos altos graus na França desde a década de 1740 terá um impacto sobre a Maçonaria inglesa a partir do final do século.

Ler mais: A Disputa entre “Antigos” e “Modernos” na Maçonaria Inglesa

O GADU na Tradição Maçônica Francesa: Dificuldades e Incompreensões Históricas

Tradução José Filardo

Palestra proferida pelo Ir.’. Roger Dachez à The Cornerstone Society Northern Conference

Antes de mais nada, quero agradecer pelo convite especial para participar nesta reunião da Cornerstone Society, como um estudioso da maçonaria, pois parece que eu sou considerado assim com certa indulgência por algumas pessoas – e, então, como um estudioso de Maçonaria, conheço o interesse pelo trabalho dessa Sociedade.

E honestamente eu me sinto muito honrado por estar aqui hoje.

Vinte anos atrás, quando fui apresentado à pesquisa Maçônica por meu professor e Irmão René Guilly – um estudioso altamente respeitado sob o pseudônimo “Rene Desaguliers “- que me disse que sendo britânica a origem da maçonaria, não se podia entender algo sobre a Arte Real sem conhecimento suficiente da história e da cultura britânicas e também do caráter britânico – algo muito estranho para um francês!

Não me foi muito difícil aceitar este pré-requisito, porque minha avó sendo normanda, já muito pequeno estava convencido de que os meus antepassados ​​tinham tomado parte na batalha de Hastings!

Agora, falando sério:

Leia mais em O GADU na Tradição Maçônica Francesa

Published in: on junho 3, 2017 at 4:35 pm  Comments (2)  
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